sábado, 28 de novembro de 2015

The X-Files Revival Countdown - 4ª Temporada

Reviews que publicamos no facebook para a contagem regressiva para a 10ª Temporada de Arquivo X.


Herrenvolk (Procura Incessante)

[Josi] "Tudo morre."

Essa é a frase da abertura do episódio. Era assim que Mulder devia estar se sentindo naquele momento e essa é uma escolha no mínimo interessante quando sabemos como a temporada termina e quando lembramos como o episódio duplo começou... justamente com uma cura.

sábado, 21 de novembro de 2015

The X-Files Revival Countdown - 3ª Temporada

Reviews publicados na nossa página do facebook para o Countdown relativos à terceira temporada.



The Blessing Way (O Caminho da Cura)

[Cleide] "Há um antigo ditado índio que diz que algo vive tanto quanto a última pessoa que se lembra dele. Meu povo costuma confiar na memória acima da história. Memória, como o fogo, é radiante e imutável, enquanto a história só serve àqueles que procuram controlá-la, que apagam a chama da memória a fim de acabar com o perigoso fogo da verdade. Cuidado com estes homens porque eles são perigosos e imprudentes. Sua história falsa é escrita com o sangue daqueles que se lembram e daqueles que buscam a verdade." - Albert Hosteen.

The Blessing Way recebeu este nome em homenagem ao cântico que Chris Carter escutou os nativo americanos entoarem em uma cerimônia da qual ele foi convidado para participar. Este episódio também marca a entrada da terceira temporada e faz uma transição entre os acontecimentos bombásticos de "Anasazi" e o que há por vir em "Paper Clip".

Scully tem que encarar as consequências de suas decisões, inclusive a possibilidade de ter perdido Mulder, além de tudo, por ter fugido para protege-lo, ela acaba suspensa do FBI com a possibilidade de desligamento iminente.

Mulder por sua vez luta entre a vida e a morte num ritual Navajo. Entre a vida e a morte, conversando com os que o precederam: seu pai e Garganta Profunda, chega a vislumbrar o que os cientistas fizeram nas experiências de hibridismo humano alienígenas. É curioso, que mais uma vez (como Josi observou resumindo "A Colônia") é dito a Mulder que Samantha estava viva... o pai dela não teria acesso à informação ou era idéia dos roteiristas um dia trazê-la de volta? Nunca saberemos... a não ser que algum de vocês pergunte ao CC e nos conte.

Além de todos transtornos que lhe ocorreram, no funeral de William Mulder o "Homem de unhas bem feitas" avisa Scully que sua vida corria perigo, e possivelmente seria assassinada por alguém em quem ela confiasse. Neste meio tempo, ela descobre que carrega um pedaço de metal no pescoço, o que retirado tem a aparência de um microchip, sua irmã a convence a se submeter à hipnose para acessar as lembranças do ocorrido, e ao assistir a cena, percebemos como aquilo tudo foi dolorido para a agente.

Como eu disse, sendo um episódio de transição, terminamos com Scully e Skinner no apartamento de Mulder um apontando a arma para o outro, e Melissa, por uma fatalidade, sendo baleada no apartamento de Scully... (continua) [/Cleide]
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Paper Clip (Operação Clipe de Papel)

[Josi] Operação Clipe de Papel é o nome do projeto no qual o governo americano deu asilo político a criminosos de guerra em troca de conhecimentos científicos. Sabemos hoje em dia que, dentro da série, eles fizeram um acordo semelhante com os alienígenas. Neste, no entanto, eles venderam não apenas suas consciências em relação a estranhos mas literalmente seus familiares.

Voltando dos mortos, Mulder encontra sua casa como ela sempre foi e será: uma casa da mãe joana (Tem que se admirar a Scully... ela realmente não confia em ninguém. Se você analisar bem isso, ela continuar nessa jornada com Mulder diz muito... muito mesmo.). Scully e Skinner estão apontando as armas um para o outro e gritando. Mulder, claro, sem nem ao menos perguntar o que acontece e ignorando as expressões chocadas dos outros dois, toma o lado de sua parceira e acuado, Skinner recua.

Com mais informações em mãos, Mulder escolhe confiar em Skinner e ele e Scully saem para descobrir outra coisa incrível: dados diversos e amostras de DNA de milhares de cidadãos americanos estão sendo colhidos e armazenados para um fim ainda desconhecido para ambos. E mais intrigante do que encontrar um arquivo com os dados de Scully ali é descobrir que a ficha da irmã de Mulder era originalmente dele. Ao questionar sua mãe mais tarde, ele tem a terrível revelação de que a abdução de Samantha pode não ter sido assim tão aleatória e que seus pais sabiam o que ia acontecer. Enquanto examinavam os arquivos (lots and lots of files), eles são surpreendidos por uma força tática que tenta matá-los. E, ao mesmo tempo em que Mulder vê mais uma vez uma nave gigante, Scully, que ficou dentro do prédio, perde sua lanterna e vê apenas silhuetas de seres não identificados. Mas... interessante mesmo é a forma com que eles escapam... toda aquela segurança do lado de dentro do prédio poderia ter sido evitada se eles tão somente tivessem entrado pela portinha de quinta categoria que nem trancada estava que dá pra uma estradinha de barro. ??????

Depois de escaparem dali, eles encontram com Skinner e Scully, tendo seus próprios dramas pessoais para resolver, convence Mulder a deixar Skinner fazer um acordo com a fita com os arquivos (que eles incrivelmente não conseguiram mais copiar nem ao menos imprimir todo o seu conteúdo) e assegurar uma certa segurança para os dois poderem voltar a ser relativamente livres.

Skinner, no entanto, é emboscado e a fita é roubada. Emboscado por quem? Nosso amigão Krycek. O amigão descobre que também não pode confiar em ninguém e quase é assassinado como queima de arquivo. Assim é que ele vira um ratinho sem aliança alguma. Que peninha dele. (hahahahahahahaha)

Mulder e Scully voltam a visitar Klemper mas ele já está morto. O Sindicado estava realmente trabalhando duro para apagar todas as provas que pudessem os incriminar e atrapalhar os seus planos. Quem os agentes encontram lá é o Homem-das-Unhas-Bem-Feitas. Neste ponto, quero deixar claro meu apoio incondicional a Scully. Eu também não acreditaria em nada do que aquele homem dissesse até que eu visse e examinasse provas concretas. Aquele tipo de gente falaria qualquer coisa unicamente para direcioná-los aonde desse mais vantagem para ele mesmo. Se Scully é sempre muito rígida para acreditar em fatos não comprovados, Mulder é crédulo demais!

Quem não teve a mesma sorte foi Melissa. Apesar de todos os esforços dos médicos e as rezas de Albert, ela se foi. Eu chorei... não exatamente nessa parte, mas quando a mãe dela chega ao hospital buscando uma filha e encontra a outra em estado crítico.

Agora... vamos falar de um dos momentos mais, com a desculpa da palavra, fodões do Skinman! Todo quebrado (de novo! Ô homem pra apanhar por Mulder e Scully!), ele segue com o encontro com o Canceroso para determinar o tal acordo. Sabendo que ele não tem mais a fita, o Cança esperava apenas sambar na cara de nosso querido carequinha, mas Skinner tinha ainda uma carta nas mangas e com ela ele destrói toda a arrogância do outro. Até hoje eu não sei ao certo se foi um blefe ou não ou se realmente tinha dado tempo de Albert olhar e decorar todo o conteúdo daquela fita.

A notícia da morte de Melissa fecha o episódio e a trilogia anasazi. Os momentos que passaram durante esses dias sela ainda mais o elo entre Mulder e Scully e eles estão ainda mais determinados a descobrir a verdade. Ou melhor, nas palavras de Scully, "eu já ouvi a verdade, Mulder. Agora eu quero respostas!". [/Josi]
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D.P.O. (O Raio da Morte)

[Cleide] Confesso que após a trilogia bombástica do final da segunda e início da terceira temporada, D.P.O dá uma esfriada no clima.

A história do menino que conduz eletricidade e controla raios é um monstro da semana mediano, não chega a causar aqueles arrepios ou sustos.

Destaque para a aparição de Jack Black, tão jovenzinho. Acho que foi a estreia dele na tv, se eu fosse atriz, adoraria dizer que meu primeiro papel importante foi como coadjuvante em Arquivo X, imaginem só?!

Por ser um episódio com um "monstro" adolescente, a trilha sonora é muito boa!

O ator que faz o "Darin" que dá nome ao episódio, é muito bom, a perturbação do cara chega a incomodar quem está assistindo. [/Cleide]
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Clyde Bruckman´s Final Repose (O Repouso Final de Clyde Bruckman)

[Josi] Mais um maravilhoso roteiro de Darin Morgan. Episódio muito gostoso de se assistir apesar das mortes grotescas e final melancólico.

O clima que permeia todo o episódio é um tanto leve... Mulder parecendo um menino numa doceria e Scully nem se importando em ficar no caminho. Na verdade, ela até dá palpites no paranormal.

Clyde Bruckman seria mais uma amargurada pessoa solitária (e também um fofo gentil) não fosse por um detalhe: ele consegue ver como as pessoas irão morrer... mesmo com anos de antecedência. Honestamente, não sei como isso pode ser algo que alguém queira saber. E claro que saber como as outras pessoas iam morrer também deve ter sugado a vontade de viver de Clyde.

Mulder: Por que se importar em fazer qualquer coisa se o futuro já está selado?
Clyde: Exatamente.

Logo no começo, somos introduzidos a Mr Yappi e agraciados em vê-lo interagindo com Mulder, que não acredita nem um pouco nele, claro. Assim, sentindo a energia negativa de Mulder, ele o põe pra fora.

Temos uma alusão a Beyond the Sea quando Clyde pergunta se um pedaço de tecido azul seria uma camisa de Mulder. Realmente, este é exatamente o segundo episódio a lidar com adivinhadores do futuro.

E quando Clyde e o assassino enfim se encontram, Clyde faz uma "revelação" que muitos precisam ter... algumas pessoas são ruins mesmo, não há explicação.

Primeira aparição de Queequeeg. Ugh. Conscientemente eu sei que o animal não tem culpa. Mas é AX, então, podemos simplesmente não gostar dele. Argh.

Como Mulder morre? Não sabemos, mas Clyde tirou uma onda falando da asfixia autoerótica.

Como Scully morre? Ela não morre. Uma vez eu li uma interpretação interessante para isso. Seria algo como se Clyde tivesse uma visão de quando Scully estava morrendo de câncer e, como ela chegou tão perto, isso contaria como uma quase-morte ou algo do tipo.

Interessante notar que ao narrar a cena na cozinha e a torta no chão, Clyde estava tendo uma da morte do assassino, mas a gente fica com a impressão que seria a de Mulder até que tudo seja revelado...

Ao final, Clyde morre como ele previu. E o momento deve mesmo ter ficado gravado na mente de Scully. Não pela morte em si, mas pelo elo que se formou entre eles durante aquele curto espaço de tempo. [/Josi]
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The List (A Lista da Morte)

[Cleide] Este episódio definitivamente não agrada os de estômago fraco... é a primeira observação a se fazer. Começamos assistindo a execução de um prisioneiro, que não aceitando pregação, última refeição (diferente do Boggs na primeira temporada), opta por fazer um discurso inflamado antes de morrer, e promete reencarnar para levar cinco pessoas que o prejudicaram.

Em alguns momentos, "The List" me lembra "Fresh Bones", por ser uma história de vingança contra maus tratos... e opressão por parte de autoridades que não teriam o papel de punir, mas apenas vigiar naquele contexto.

Gosto muito de Scully achando a lista de cinco pessoas pequena, e Mulder flertando com ela sobre o quanto ela é perigosa: "eu me lembrei de seu aniversário este ano, não foi Scully?"

Fato é que mortes misteriosas, e cadáveres infestados por larvas de mosca vão pipocando no presídio, e deixando o pânico e os rumores da volta de Neech para se vingar cada vez mais fortes.

Para entender os detalhes, e decidir se você acredita como Scully que o assassino era um dos guardas, ou como Mulder que Neech voltou, é melhor que você assista ao episódio... [/Cleide]
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2Shy (Tímido Demais)

[Josi] O título desse episódio faz referência ao nome que o assassino usava na internet para atrair suas vítimas. Ao se colocar como tímido e intelectual, ele se dizia "diferente dos outros homens" e que não se importava com a aparência das mulheres com quem mantinha contato. O famoso Cara Legal.

O Cara Legal é aquele rapaz que toda mulher conhece e que não é muito diferente do próprio detetive neste caso. Ele não é sexista, mas se sente incomodado quando mulheres estão envolvidas em alguns assuntos. Ele não é *insira preconceito*, MAS...

O Cara Legal também vai te tratar super bem... até que você faça aquele mínimo que o irrite. Ele vai ser um amor de pessoa... até que você dê o que ele precisa.

O assassino em questão tinha uma deficiência ou mutação genética que o impedia de produzir gordura e óleos e a forma que ele escolheu de se tratar foi seduzir e atrair mulheres como moscas para a sua teia, onde ele literalmente as sugava.

Gosto de que, nesse episódio, quase todas as mulheres têm amigas que as apoiam. E no final quem salva o dia é a própria Ellen.

E o desprezo com que Mulder e Scully tratam o assassino na cadeia reflete o nosso que sentimos durante todo o episódio. Pois este não é um predador qualquer... ele não apenas sacia uma necessidade genética... ele sacia seu desejo doentio de perseguir, enganar e violentar mulheres fragilizadas. [/Josi]
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The Walk (O Passeio)

[Cleide] Um dos vários episódios de Arquivo X, com entidades invisíveis cometendo crimes terríveis, neste caso não era um fantasma ou um ser do espaço, mas um homem encarnado com poder de projeção astral.

O veterano de guerra decidiu que para reparar o mal que sofreu tendo os membros amputados, incidente pelo qual culpa seus superiores hierárquicos, matando suas famílias e não os deixando morrer, para que "sofressem como ele sofreu".

Uma coisa admirável na série, e mostrar poderes psíquicos em pessoas não virtuosas, com tendência até mesmo psicopatas. Afinal, o cara sofreu injustiça, mas era um babaca! Até o filho de 8 anos do general foi assassinado friamente, sem o menor traço de sentimento do algoz.

O desfecho com o primeiro personagem, que chama atenção de Mulder e Scully por tentar suicídio e não conseguir, finalmente fechando o ciclo do mal, fecha bem este episódio que é extremamente cruel e pesado. [/Cleide]
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Oubliette (O Cativeiro)

[Josi] Este é um dos poucos episódios de Arquivo X que me faz chorar. O tema é centrado em um tipo de crime horrendo além do que palavras podem exprimir e que ocorre mais comumente do que gostamos de lembrar. Um homem sequestra e mantém cativa uma garotinha para servir a seus desejos pérfidos.

A primeira garotinha, Lucy, passou 5 anos no poder do sequestrador até que ela enfim conseguisse fugir e fosse encontrada. Sem que tenha sido pego, 17 anos depois, ele volta a cometer o mesmo crime, desta vez com a jovem Amy. Mesmo depois de todos esses anos, o trauma que passou jamais deixou Lucy e este fica claro pela forma com que ela age e reage, especialmente quando há pessoas por perto. Talvez justamente por isso e por ter desenvolvido algum tipo de elo com seu sequestrador que ela acaba por forjar um ainda mais forte com Amy e, assim, passa a sofrer o que a adolescente sofreria numa forma inconsciente de não deixar que o que aconteceu com ela se repita.

Neste cenário entra Mulder. Ele nega que ele esteja reagindo por causa do que aconteceu a sua irmã, pois "uma pessoa não pode ser analisada apenas com relação a uma única experiência de sua infância"... Verdade. Mas não podemos esquecer que este acontecimento em particular direcionou a vida de Mulder para o que ela é hoje em dia. E, de uma maneira menos pungente da de Lucy, Mulder também sente uma grande empatia com as pessoas que são vítimas de sequestros e seus entes queridos.

Ninguém além de Mulder acredita que Lucy não esteja ligada de forma criminosa ao sequestro, todas as provas apontam para ela, apesar de todas elas serem meio sem explicação. Como o sangue da menina apareceu de repente no uniforme dela? E todos os machucados? Nada fazia sentido. E ser encontrada depois dentro do cativeiro não ajuda em nada em provar sua inocência.

O sofrimento de Lucy durante todo o episódio ao tomar para si os maltratos que Amy sofria é acompanhado de perto pela voz suave e olhar doce de Mulder e nós acabamos simpatizando pelos que os três estão passando.

Ao final, Lucy leva sua conexão ao extremo e morre no lugar de Amy. Ela mesma jamais conseguiu superar o que havia passado e ao poupar a outra garotinha de sofrer os mesmos traumas, ela enfim se libertou da única forma que conseguiu.

"Esta foi a única maneira que ela encontrou de se livrar de Carl Wade." [/Josi]
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Nisei (Os Japoneses)

[Cleide] Mais um episódio mitológico com todos os elementos que fazem a cabeça da gente ferver... logo de início aquele teaser, com uma autópsia de um ser alienígena! What? Por japoneses? Muito bizarro... mas como Josi disse nos comentários lá no blog, por que o governo transmite uma ação supersecreta pela antena parabólica, nunca saberemos...

Mulder é claro, compra o vídeo captado por algum maluco que resolve vender... (bônus para o diálogo entre Mulder e Scully no porão quando a moça faz piada com o entretenimento usual do parceiro). Quando vão investigar a procedência do material, acabam criando um entrave diplomático com o Japão, e tomando um "créu" de Skinner.

Aí vira aquela busca, Scully atrás das mulheres que estava listadas para serem assassinadas, e Mulder com as fotos de satélite da pasta do diplomata (e eu que não observei na época por que eram muito ingênua, fico pensando como sendo agentes federais, podem estes dois desrespeitar tantas leis e protocolos?).

Scully descobre um fio da meada perturbador que pode revelar detalhes de sua abdução, e Mulder faz suas estripulias para encontrar o navio que foi fotografado via satélite... mas vou deixar estes detalhes para vocês assistirem o episódio e relembrarem.

Legal é que aparecem vários personagens que tornam a série mais instigante, os Pistoleiros, X e o Senador que estava sumido (eu até me esquecia que ele voltava a aparecer). E o futuro admirador platônico de Scully, agente Pendrell.

O final é de tirar o sono de qualquer um, X manda Scully impedir Mulder de entrar no trem, e Mulder escuta? Claro que não, já havia pulado durante a conversa e é claro, perdido do celular... (imaginem com o preço dos smartphones de hoje em dia como seria a conta de Mulder?). Bom, na época tivemos que esperar o próximo episódio pra saber, hoje é só esperar até amanhã... [/Cleide]
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731 (O falso alienígena)

[Josi] "Desculpar-se é a política"... Além das mentiras. Quando não se pode mais mentir, desculpas são usadas. E daí provas são destruídas e as mesmas atrocidades são repetidas, mas de uma forma mais escondida.

No episódio, Mulder, claro, não resiste e pula para o trem e vai em busca do ser não indentificado que ele viu ao longe. Enquanto ele segue a pista do médico japonês e do que ele acredita ser um alien, Scully chega a um tipo de campo de concentração. Lá, ela descobre que o criminoso de guerra continuava suas práticas horrendas de usar serem humanos como cobaias em experimentos diversos. Ela se convence, com a conveniente ajuda de um membro do Sindicato, de que as abduções eram na realidade feitas por essas pessoas sem a interferência de alguma força alienígena.

Por outro lado, tudo o que Mulder vê e escuta, o leva a crer de que ele está em frente a uma entidade alienígena ou a um híbrido humano-alienígena.

Episódios como esse são geniais pois dão gás para que Scully continue cética e Mulder continue acreditando.

Outros pontos que merecem destaque são:
- Mulder diminuindo as suas próprias chances de vida e de manter a prova de que precisa para dimunuir as chances de um desastre com perda de vidas de pessoas inocentes.
- Scully desesperada tentando salvar o parceiro e, esperta, acha o código no saída na fita de U$ 29,95 (mais frete) de Mulder.
- X mostrando que ele não é tão insensível a Mulder e o salva no lugar do "alien".
- Mulder e Scully estão lindos nesses episódios. Uau.
- Ao final, como sempre, todas as provas são eliminadas ou entregues ao Canceroso. [/Josi]
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Revelations (Revelações)

[Cleide] Com o perdão do trocadilho, mas "Revelations" é um episódio muito revelador da personalidade e do íntimo de Scully. Várias nuances de suas emoções e crenças que serão trabalhadas no arco do câncer que ela descobre na quarta temporada, são delineados aqui, como se após Nisei, em que ela descobre outras abduzidas, os produtores quisessem lançar outros aspectos que trabalhariam neste arco.

Também se torna um tipo de tradição na série, que nos episódios religiosos Mulder se torne o cético, e quando ele se coloca neste papel, sabe ser petulante e obtuso! Eu faço minhas as palavras de Scully: como você pode acreditar sem questionar sobre luzes no céu mas nega completamente a possibilidade de um milagre? Em vários casos de mutantes, monstros mitológicos, extraterrestres, Mulder tem logo a mente aberta para produzir as teorias mais bizarras, mas quando o assunto é religioso, ele nega até fenômenos genuínos que acontecem diante dos seus olhos.

A conexão que Scully cria com o menino, a preocupação e empatia, depois vai se repetir quando ela descobre que não pode ser mãe, quando encontra Emily, e durante a gravidez e cuidados com o próprio filho, anos depois... o que deixa toda estas situações mais trites.

Acho perfeito o encerramento do episódio, o diálogo com o padre, e Scully retornando à antiga fé, mesmo quem em passos tímidos: "Você precisa completar o círculo para chegar à verdade". [/Cleide]
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War of the Coprophages (A guerra das baratas)

[Josi] Que episódio esquisito... e nojento. Sério. Quem não odeia baratas? Bambi. Argh. Só ela mesmo e outros cientistas que veem valor nisso. Argh.

No entanto, a sacada desse plot é muito interessante. Pq? Bom, baratas são mesmo seres extremamente resistentes que vivem em todo o planeta. A ideia de que os alienígenas usassem criaturas assim para nos espionar é brilhante. Quem nunca pensou "eu queria ser uma mosquinha <insira situação que se deseja espionar>".

Também é um episódio muito divertido. Todas as conversas entre Mulder e Scully do começo ao fim são ótimas e nos transmitem aquela leveza de amigos que se sentem muito à vontade um com o outro. Notem que no começo Scully fala que tentou falar com Mulder o dia inteiro... e ela nem tinha nada de tão importante pra conversar. Ownn...

E Mulder com seu crush adolescente pela bela doutora? Ai ai... Ele até mente tentando se fazer mais interessante pra ela. kkkkkk

O tempo que Mulder passa ali também é pra ser insultado por sua crença em aliens. "Qualquer um que pense que uma inteligência alienígena não usaria robôs para explorar o espaço é um idiota". Ops.

E como ser tomado pelos insetos do começo ao fim não é suficiente, o episódio ainda termina com uma explosão de um laboratório de pesquisa com fezes... que faz com que Mulder e Scully acabem literalmente cobertos... de esterco. [Josi]
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Syzygy (A Morte Vem do Espaço)

[Cleide] Antes de qualquer coisa: alguém poderia me explicar por que inventam títulos esdrúxulos em português? Está lá no blog, eu tinha até me esquecido, mas "Syzygy" é um termo da astrologia para falar de alinhamentos de corpos celestes.

Este é o primeiro episódio que coloca a Astrologia como tema central... eu particularmente não acredito muito nestas coisas, quem dirá, que um alinhamento de planetas transformaria duas boas moças em serial killers, mas dentro da história funciona muito bem.

É um episódio que me diverte muito, e como shipper (sem moderações nos anos 90) adoro ver Scully entendendo tudo errado e morrendo de ciúmes de Mulder. Scully brava é um poço de petulância, e é muito divertido de ver. Hoje eu entendo mais por aquele lado que o alinhamento dos planetas iria deixar as pessoas mais "azedas", apesar que no finalzinho há abertura para entendermos que Scully ficou com raiva de verdade, pois mesmo na hora de ir embora, com o alinhamento desfeito, ela solta um "Cala a boca Mulder!" hehehe

A tal da detetive local, Angela White (nem virgem tampouco loira!!!), irrita de tão ingênua, e estou pra dizer que Scully teve razão em todas as ponderações. Muitos irão dizer que ela estava mais chata neste episódio e mais obtusa, mas se repararem, Mulder está extremamente irritante e faz piada e pouco caso com as ponderações dela várias vezes, eu na situação, mesmo sem conjunção astral, ficaria muito chateada com o tratamento dele.

O mais engraçado é que parece que as energias planetárias exageraram as características já existentes nos agentes. Se na semana anterior, Scully viajou no meio da noite para ajudar Mulder com um caso que ela sabia não ser nada, pois percebeu o interesse juvenil do parceiro na entomologista, neste episódio, ela fica irracional de ciúmes, interpretando mal entendidos, e as piadinhas de Mulder como estratégias para se livrar dela e ficar à vontade com a detetive White... o flagrante no final do episódio não ajuda nem um pouco (acho que até hoje ela não acredita na versão que ele tem da história), o mais divertido é Mulder tentando se explicar, como se isto realmente fosse da conta da parceira...

Frase que guardamos para usar vida afora: "sure, fine, whatever" [/Cleide]
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Grotesque (Grotesco)

[Josi] Este é um de meus episódios favoritos. Adoro quando eles exploram as personalidades dos personagens assim de forma tão profunda.

Um antigo mentor de Mulder o chama de forma secreta para ajudá-lo a solucionar um caso. Interessante que desta vez não temos alguém sendo fofo com Mulder. Mostram logo de cara que eles tem um passado conturbado. Muito provavelmente o agente mais velho acha, ou quer mostrar, que Mulder está desperdiçando seu talento com bobagens.

O agente Petterson trabalhou por 3 anos no caso e quando ele finalmente consegue prender o assassino, as mortes continuam. E isso o deixa transtornado. Somente no final descobrimos que a ordem não é bem essa.

Todos sabemos o quão genial Mulder é. Ele consegue ver e sentir coisas no ar... ele consegue fazer ligações que poucos conseguem de forma rápida e precisa. Mas até esse episódio não sabíamos propriamente até onde ele iria. Muitos se confundem e acham que Mulder esteve realmente a um passo de se perder como Petterson. Eu não acho. Notem como ao final, quando ele finalmente liga o ex mentor às mortes, ele está firme e centrado.

Para desvendar o caso, Mulder seguiu a metodologia ensinada pelo próprio Petterson. Ele se colocou no lugar do assassino, se pôs dentro de sua mente... tão completamente que desta vez ele não pode sequer dar espaço para que Scully o seguisse. Assim, parecendo transtornado, fez com que todos temessem pela sua sanidade mental. O que faz sentido depois. Veja... se ele estava entrando no universo do assassino... e este estava louco, claro que ele pareceria igual.

O monstro do episódio é a loucura. E como ela pode nos devorar e corromper nossos pensamentos e ideais... nos levar a cometer atrocidades que juramos jamais fazer. E como muitas vezes estamos completamente desprotegidos diante dela.

O discurso final é de uma sabedoria ímpar. Me leva a pensar nas pessoas que encaram todos os dias o lado mais obscuro da vida para deixar mais leve a existência de outros e que vão deixando um pouco de sua sanidade e sua felicidade pelo caminho. Tenho muito respeito por essas pessoas que encaram o Mal frequentemente, mas, assim como Mulder, conseguem se manter íncolumes e fazer a coisa certa. [/Josi]
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Piper Maru (O Mistério do Piper Maru)

[Cleide] Piper Maru é um episódio mitológico daqueles: retoma o início da temporada, quando o assassinato da irmã de Scully volta à tona ao Skinner dizer que o caso seria arquivado. A reação dela e a frase de indignação são perfeitas: conseguem recompor cenas de crime e através de partículas de pistas condenar um criminoso, mas o assassinato da sua irmã, num apartamento numa rua iluminada com a arma deixada no local do crime, seria arquivado, por interesse de quem realmente?

Skinner, percebemos, fica muito inclinado a ajudar, mas apesar de seu cargo, é apenas uma peça no meio daquela hierarquia toda. Acaba ameaçado e posteriormente baleado, e o pior, pelo mesmo criminoso que matou Melissa - só nós telespectadores sabemos deste detalhe.

Temos a introdução do óleo negro, me lembro de ter ficado apavorada a primeira vez que vi este episódio, como era possível aquilo, um óleo controlar a mente de alguém, e ser capaz de matar quem estivesse por perto por radiação... e acompanhando a trajetória do óleo, chegamos em Honk Kong, onde revemos Kriceck - que para variar apanha de Mulder, e era o grande causador de toda aquela confusão vendendo os segredos contidos naquela fita que sumiu no início da temporada!

E por acaso, o segredo que ele vendeu dessa vez, era o da nave que tentaram resgatar em Nisei e 731.

Mulder e Scully estão ótimos no episódio, ela nostálgica com saudades da irmã, tem o palpite de perguntar ao amigo do pai dela sobre o avião, e sem querer vai parar na fonte dos segredos, o mesmo aconteceu igualzinho no passado, mas o senhor achava que era uma bomba atômica, já era o óleo negro.

Mulder vai até na China para descobrir quem estava vendendo os segredos do governo (que ele já desconfia ser da preciosa fita), e chantageia a golpista que estava intermediando os negócios direitinho. Mas como Mulder não é um "assassino nato", e não mata o pulha do Kriceck quando pode, acaba levando de volta para os EUA o rato contaminado com o óleo negro... (continua) [/Cleide]
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Apocrypha (O Mistério de Piper Maru II)

[Josi] Há tanta coisa acontecendo nesses episódios que não é difícil de se perder.

Logo no início do episódio, somos introduzidos a uma cena onde um homem numa cama de hospital faz um depoimento. Apenas no final da cena, descobrimos que ele falava com Mulder pai... e o Canceroso, ambos ainda jovens. (Temos que admirar a capacidade dessa série de reaproveitar e trocar atores. Estes não são mesmo os que serão usados depois.)

O homem em seu leito de morte procura o que já sabemos que ele não encontrará, muito menos através daqueles homens: justiça.

Já no tempo corrente, Mulder e Scully buscam pelo mesmo por vias diferentes. Mulder está trazendo Krycek de volta aos EUA para tentar recuperar a fita digital e Scully procura pelo assassino de sua irmã ao mesmo tempo em que protege Skinner.

Mulder não consegue por as mãos na fita porque o alien, no corpo de Krycek, a pega antes como uma forma de "voltar para casa". Não sei porque o alien teve esse trabalho todo quando ele poderia simplesmente pular no corpo do Cança e assim ter todas as informações e todo o acesso necessário. Mas do jeito que foi, Mulder foi quem perdeu mais uma prova preciosa.

Scully, através das evidências retiradas da tentativa de assassinato de Skinner, consegue todas as informações necessárias para descobrir quem matou sua irmã.

O Homem-das-unhas-bem-feitas procura Mulder e lhe confirma algumas informações tentando fazer com que ele o ajude a encontrar Krycek. Dessa conversa tanto Mulder quanto ele recebem algo que não esperavam. O das unhas descobre que a fita ainda estava rolando por aí e Mulder percebe que Skinner ainda corria perigo.

Ao impedir uma nova tentativa de assassinato de Skinner seguindo a dica de Mulder, Scully prende o assassino de sua irmã. A cena é muito comovente. Scully esteve no limite durante todo esse tempo, desde que Skinner a chamou para dizer que o caso de sua irmã seria arquivado e ela deve ter tido que exercer uma grande força de vontade para não acabar com ele naquele instante.

E lá vão Mulder e Scully pra Dakota do Norte tentar encontrar alien, UFO E Krycek. Pra nada pois o Canceroso chega antes que eles pudessem ver qualquer coisa de concreto e os expulsa dali.

Ao final, como sempre, todas as evidências são destruídas (o assassino de Melissa é morto na prisão) ou retidas pelo Canceroso (a fita e o UFO). [Meus reviews estão todos acabando com essa mesma frase rs] [/Josi]
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Pusher (O Instigador)

[Cleide] *** Curiosidade: Neste episódio, Vince Gilligan enfrentou uma grande batalha com o Departamento de Práticas e Padrões da Fox, por causa da cena da roleta russa, na qual Modell leva Mulder a participar do "jogo". No entanto, a cena foi ao ar e representa uma das sequências mais emocionantes e fortes da série até hoje. Fonte. (Infelizmente, este site foi desativado. Era ótimo!)

Pusher está na minha lista de episódios favoritos, é um destes monstros da semana que nos coloca em situações de segurar um pouco o fôlego pra ver o que vai acontecer. Tanto que Modell volta na quinta temporada.

O fato das mortes parecerem e serem classificadas por legistas como suicídios, levantando suspeitas apenas quando o criminoso as confessa, torna Modell um tipo de assassino particular perfeito. Imaginem só, um cara desse num cenário político, ou na deepweb? Me-do!

Apesar da discussão sobre a natureza científica do "feitiço" entre Mulder e Scully este é um dos poucos casos que já de cara eles concordam que o suspeito era mesmo Robert Patrick Modell, um cara mediano, inteligência mediana, que de repente descobriu-se doente, e ao mesmo tempo com poderes telecinéticos.

O criminoso acaba escolhendo Mulder como seu oponente ideal, dado o excelente perfil do agente e sua inteligência acima da média. O embate final dos dois: a cena da roleta russa citada logo no começo, é de gelar os ossos! Excelente atuação de David, Gillian e o ator convidado.

Um bônus para as várias cenas shippers de Scully sendo extremamente protetora com Mulder e dele tendo mais facilidade para atirar em si mesmo do que nela... [/Cleide]
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Teso dos Bichos (A Maldição da Múmia)

[Josi] Mais uma vez, Arquivo X conta a história de algo problemático. Neste episódio é explorado o costume que países do primeiro mundo têm de ir em países de terceiro mundo coletando artefatos e pedaços da história daquele lugar para exibir em seus museus. Neste caso, além de ignorar a vontade das pessoas do local, as crenças deles também são desrespeitadas.

Mulder e Scully vão investigar justamente o desaparecimento de pessoas ligadas ao projeto de "recuperação" de um artefato em especial, uma urna Amaru. A tradição local conta que quem perturbar o túmulo dessa feiticeira será não apenas amaldiçoado mas morto pelo espírito dela em forma de um felino.

O fato é que todos que tiveram contato com a urna morreram, sendo eles inocentes ou não, sendo eles contra ou a favor da retirada dela do local onde foi enterrada. E todas as mortes foram horríveis!

Enfim... sei o que todos pensam sobre este episódio... e sim, ele é estranho, mas ele até que é divertido. Scully está super espirituosa, dando respostas hilárias! Gostei especialmente do "não me diga que é o retorno de Ben?" e da sua negação diante do cavalheirismo de Mulder em querer que a dama em questão, ela, entrasse primeiro dentro do bueiro. Ele também estava bem engraçadinho repetindo o tempo todo que ela deveria ir se acostumando *insira teoria maluca que ele tinha acabado de pensar*.

Outra coisa interessante é as carinhas de nojo que ambos fazem o tempo inteiro... algo que nós nos solidarizamos do outro lado da tela. Porque... poxa vida! Cada coisa nojenta que acontece nesse episódio! [/Josi]
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Hell Money (Dinheiro Infernal)

[Cleide] Eu confesso que é um episódio que assisti poucas vezes, somente quando passou na TV e quando fiz minha maratona em 2007/2008. É uma temática pesada, imaginem só, um jogo de apostas altas, e o que você tem a perder são órgãos, alguns vitais.

Em Chinatown, São Francisco, a comunidade chinesa esconde com seu voto de silêncio, este jogo, que explora o desespero dos imigrantes desalentados em um país distante.

Entre tantos casos, o episódio destaca o pai e a filha, que só tem um ao outro, ela diagnosticada com leucemia, e ele ilegal sem dinheiro para tratamento, sem plano de saúde, embarca no jogo na esperança de conseguir salvar a filha. Ao perder um dos olhos na aposta, ele percebe que correria o risco de morrer, e deixar a filha sozinha e totalmente incapacitada em um país desconhecido.

Apesar das tentativas de sabotagem do policial local, no caso chinês, Mulder e Scully conseguem salvar esta família, mas não o policial ou as outras pessoas envolvidas, e provavelmente nem punir os responsáveis, devido ao silêncio cultural imposto na comunidade em que se recusam a testemunhar.

Lucy Liu que vem a se tornar uma atriz famosa em Hollywood, está novinha, faz o papel da filha doente neste episódio. [/Cleide]
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Jose Chung's From Outer Space (Do espaço sideral)

[Josi] Esse episódio é brilhante. Simplesmente uma obra de arte.

É maravilhoso ver como eles desconstroem cada pedaço de informação que já tivemos dentro da série como algo ridículo apenas para ao final nos convencer de que tudo pode ser mesmo uma realidade. Ao mesmo tempo nos faz questionar tudo ao nosso redor.

O que realmente acontece nesse episódio? Parafraseando ele mesmo, how the hell should I know (Como diabos eu haveria de saber)? Eu gosto de pensar também que assim temos uma ideia melhor de como é a visão de Scully e Mulder dentro de tudo isso. Eles quase sempre veem apenas pedaços. E no caso de Scully, particularmente, ela sempre acha de não estar presente nos momentos mais significantes.

Acaba que temos relatos desconexos do mesmo fato vindo de pessoas diferentes em diversos níveis de neurose e até mesmo a mais pura vontade de mentir. Como separar a mentira da verdade?

Nós temos também uma visão de fangirl de Scully. O tal escritor (ele é meio sem noção, né?) é um ídolo pra ela... e ela não se cansa de deixar isso claro e o elogiar bastante. Acho que isso foi metade da razão por ele ser tão legal da descrição final dela para o livro. rs

E quem faz uma pontinha para perturbar a Scully? Ele mesmo! Mr Yappi e suas sobrancelhas saltitantes. Em suas mãos caiu o vídeo da autópsia do "alien" e claro que ele é editado pra gerar comoção. Mais uma verdade camuflada.

Fora isso, ainda temos o envolvimento de militares, homens de preto, o gritinho de Mulder, Lorde Kinbote, ETs fumantes, OVNIs, hipnose, uma abdução durante uma abdução, amantes adolescentes, Scully rolando os olhos até alcançar o outro lado da cabeça, Mulder se entupindo de torta de batata doce, Scully acordando sem lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, um depoimento em forma de script, o detetive de boca suja... e certamente há mais que eu estou esquecendo de relatar e mais que eu gostaria de comentar, mas estou tentando não deixar isso aqui tão longo.

THIS IS NOT HAPPENING! THIS IS NOT HAPPENING! THIS IS NOT HAPPENING!

Este é um daqueles episódios que realmente não dá pra passar o sentimento que ele inspira apenas num review. Você tem que ir lá e assistir.

“Embora talvez não estejamos sozinhos no universo, segundo a maneira de ser de cada um de nós, neste planeta, estamos todos... sozinhos.” [/Josi]
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Avatar (Encarnação)

[Cleide] A esta altura da série, sabemos que Skinner é um dos mocinhos, que ele está do lado de Mulder e Scully e lhes é leal e amigo dedicado, mas não sabemos nada da sua vida.

Este episódio vem abrir um pouco a intimidade do chefe dos nossos agentes para eles e para nós. Traumatizado com o fim do casamento, vemos Skinner sozinho num bar, abordado por uma bela mulher, que ele leva para um hotel, para nosso pavor, e dele, após um pesadelo bizarro, ele acorda com a moça assassinada ao seu lado.

Mulder e Scully entram em cena, ele acreditando quase que cegamente na inocência do seu superior no FBI, Scully, pragmática quer estudar as evidências. No final das contas, acabamos por descobrir, que desacreditar Skinner era uma tentativa de enfraquecer por tabela os Arquivos X, ou seja, os inimigos dos agentes nunca param de tentar acabar com eles.

Conhecemos a Sra Skinner, e percebemos que ela é amável, se preocupa com ele, e o que acabou com o relacionamento era a maneira como ele se fechava e não a deixava participar de sua vida. É muito emocionante no final, quando o vemos conversando com ela em coma (ela também sofreu um atentado na tentativa de o incriminarem), e ele diz que não contava os horrores que via para ela, mas a maior alegria de sua vida era saber que voltaria para casa e ela estaria lá...

Os detalhes sobrenaturais do caso, Skinner guardou só pra ele, vemos no final, o quanto Mulder é fiel ao seu amigo e chefe e o quanto ele gostaria de compartilhar a história para poder ajuda-lo, mas o diretor assistente não se permitiria aparentar mais fragilidade que já havia deixado transparecer... [/Cleide]
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Quagmire (O Monstro do Lago)

[Josi] Esse episódio é delicioso de se assistir. Desde o começo com Mulder e Scully discutindo como um casal o porquê dela ter trazido Queequeg até o final com Mulder fazendo bico porque o animal perigoso era na verdade apenas um crocodilo.

Mas vamos combinar... muito sem futuro Mulder arrastar a Scully num fim de semana pra ir investigar aquele caso só porque ele pensava que acharia um monstro do lago. E isso nem seria o santo graal para os Arquivos X, apenas um achado científico interessante.

Eles saem então pra lá e pra cá vendo mortes chocantes e Scully dando desculpas para cada uma delas como ela tinha feito em A Guerra das Baratas. Até o pobre cachorrinho morre. Culpa da Scully que não pode segurar a coisa direito. Aff

Pontos que merecem destaque nesse episódio (vamos fazer assim pra eu não sair comentando cena a cena em detalhes):

- Scully de mamãe do bicho;
- A forma como esse episódio brinca com o carma das pessoas e as mortes são bem irônicas;
- Eles terem reaproveitado os jovens drogados do outro tb de A Guerra das Baratas;
- Scully mostrando a arma para Mulder como prova de que ela sabia se cuidar;
- Mulder se limitando a um "I'm sorry" ao se endereçar a morte de Queequeg;
- E Scully se recusando a dar atenção a ele por estar triste/chocada e achando um desaforo ele dizer só isso;
- Absolutamente toda a conversa de Mulder e Scully dentro do barco e na pedra;
- A comparação de Mulder com Ahab é perfeita apenas com relação a obsessão... pq Mulder é um fofo e o outro não;
- Amo especialmente que quando eles percebem que estavam sendo "ameaçados" por um pato, Mulder fala que ainda queria atirar e Scully dá um empurrãozinho nele...

E, no final, Big Blue aparece apenas quando não tem ninguém para vê-lo. [/Josi]
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Wetwired (Grampeados)

[Cleide] Wetwired é um excelente episódio, inicialmente parece ser um "monstro da semana", mas acabamos percebendo vários elementos mitológicos, dando início aos eventos de fim da terceira temporada.

Mulder recebe a indicação de um caso, como sempre migalhas de pistas que ele e Scully devem seguir para construir uma investigação. Acabam trombando em um caso de paranoia repentina em que um cara comum matara várias pessoas, inclusive sua esposa, confundindo com um determinado algoz de guerras.

Desta vez, Scully levanta a suspeita do que viria mesmo a ser a questão: várias fitas VHS acumuladas na cena do crime, seria isto que o influenciou? Mulder fica sem conseguir construir uma teoria de "como" aconteceria, mas resolvem ver as fitas para entender seu conteúdo. Scully começa a sentir efeitos colaterais e começa a misturar realidade e paranoia, o que é atípico, pois geralmente é Mulder que tem uma tendência maior a paranoia e comportamentos mais psicóticos, dada a sua personalidade mais impulsiva e explosiva.

Mulder então percebe alguém mexendo nas caixas de transmissão de TV de uma das vítimas, e percebe um objeto estranho que leva para os Pistoleiros Solitários, à esta altura, Scully já estava num nível alto de psicose e desconfia da lealdade do parceiro. Os Pistoleiros mostram à Mulder que o objeto era capaz de transmitir uma onda abaixo das ondas comuns de TV.

Quando retorna ao hotel, Scully surta, atira contra eles e foge... quem imaginaria isto. Mulder acaba tentando contemporizar para que não atirem em sua parceira mesmo a considerando armada e perigosa. Os pistoleiros descobrem como o objeto funciona, e por que não agiu sobre Mulder: ele é daltônico, e não enxergar vermelho pode tê-lo poupado. Mulder recebe um telefonema, e o chamam para identificar um corpo, pela tensão do agente, percebemos que se a maior ansiedade de Scully é ser traída por ele, uma das grandes ansiedades dele, seria ter que encontra-la morta.

A cena na casa de Sra Scully é o ponto dramático do episódio, é muito legal perceber o quanto a mãe de Scully considera Mulder e se coloca entre ele e a arma para impedir que Dana fizesse algo do qual se arrependeria para sempre.

No arco final do episódio, quando Mulder tem um insight de que o médico estava envolvido, e ao chegar no endereço dele, não consegue impedir a queima de arquivo, é surpreendente, X foi o autor dos disparos. Mulder o acusa de lhe dar migalhas, de lhe usar e nunca se arriscar, mas mais tarde, protege sua identidade de Skinner. Da mesma forma, vemos que X se reporta ao Canceroso, que quer saber quem é o informante de Mulder, desta forma, descobrimos que ele se arrisca muito mais que o agente imaginaria, pois faz o tempo todo um trabalho duplo. E pelo jeitão do "Cança", aquela cobra velha fumante, sabemos que ele já sabe bem quem é o informante, enquanto sadicamente manda aperta o cerco contra X. [/Cleide]
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03x24 - Talitha Cumi (O Milagre)

[Josi] Inspirado no Livro "Os Irmãos Karamazov", de Dostoiévsky.

Chegamos ao final da terceira temporada. Mais uma vez com um episódio incrível!

Começamos com o teaser nos mostrando um tiroteio que acabaria com três pessoas feridas não fosse por um homem misterioso que os curou instantaneamente apenas com o toque de suas mãos. Logo desconfiamos quem esse homem seria pela forma como ele "desapareceu" da cena do crime: um alien parecido com o caçador de recompensas.

Se inicia então uma busca por este homem, Jeremiah. Não apenas a polícia e o FBI, mas também o Canceroso está a sua procura juntamente com o Caçador de Recompensas alienígena. Isso sem falar em Mulder que tem também seus próprios motivos para encontrá-lo... ele tem esperanças de que o tal homem possa curar sua mãe.

Falando nela, neste episódio, descobrimos que a mãe de Mulder também está envolvida até o pescoço com toda a conspiração e que ela se esconde por trás de uma suposta falta de memória. Às vezes eu tenho muita curiosidade para saber como toda essa história se desenrolou... o passado dos pais de Mulder é muito nebuloso... eles poderiam ter gastado mais alguns episódios nos mostrando todos esses acontecimentos. Pena que hoje em dia temos poucos episódios por ano e muita coisa pra ser explicada dos próprios Mulder e Scully e não dá pra usar esse tempo precioso com outras coisas...

Voltando à mãe de Mulder... A insinuação de que ela e o Canceroso tiveram algum tipo de envolvimento amoroso no passado é forte demais pra passar despercebida. Honestamente, eu fico com nojinho... E ele era até meio esquisitinho, né? Po, dona Teena... entendo que seu marido não era grande coisa, mas a sra saiu da frigideira pra cair no fogo, heim? Eca. Ok, vamos pensar que ela pensava que esse coiso era inocente.

Bom, com todos os recursos que o Cança possui e o fato de Jeremiah não ter se escondido, claro que ele o encontrou primeiro e o prendeu como o próprio Hannibal Lecter. Uau. As conversas que eles têm ali me remetem de volta ao início do episódio e como o atirador ficava repetindo que "eles me fizeram fazer isso". Eu não havia dado atenção a isso antes, mas se você pensar em como eles falam que a nossa liberdade nos foi tirada, nossa simpatia pela falta de controle daquele homem aumenta. Ele chegou a um ponto de frustração pela sua falta de controle com a própria vida que teve um momento de loucura.

"Eles não suportam a liberdade pois são fracos e corruptos". Não posso dizer que ele está errado mas também não entrarei em discussões filosóficas acerca disso. "Eles não acreditam mais em Deus, mas o temem e nos dão autoridade pois apaziguamos sua consciência" (mais ou menos isso). Há muito e muito que pode ser tirado dessas pequenas frases e como exemplos podemos pensar nos governos que temos não apenas aqui no Brasil mas em outros países que se dizem de primeiro mundo...

Jeremiah acaba conseguindo sua liberdade fazendo uma troca com o Canceroso: sua vida pela dele... pois o coisa ruim estava morrendo de câncer.

Outros pontos que merecem destaque é Mulder achando o artefato que mata os aliens seguindo a dica de sua mãe e sua briga com o sr X pelo mesmo. E, claro, pela primeira vez ouvimos falar que haveria uma data para a invasão do planeta. Ah, sim... e mais uma vez Mulder é parado com a esperança de um dia ter notícias de sua irmã.

Ao final, temos Scully levando Jeremiah para se encontrar com Mulder e o Caçador os encontrando.

[TO BE CONTINUED]

PS: Esse TBC foi até light comparado com os outros. rs [/Josi]
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Maratona: 1ª Temporada - 2ª Temporada

sábado, 14 de novembro de 2015

Arquivo X Revival - Resumo de Notícias de Outubro


Muita coisa legal aconteceu neste mês de Outubro. Como as gravações já acabaram a algum tempo, enfim a promoção da nova temporada começou com tudo, com direito a vários teasers, poster oficial e exibições do primeiro episódio para audiências diversas. E, claro, muitas reportagens e entrevistas.



Dia 06 de Outubro houve a premiere oficial do primeiro episódio no MIPCOM.

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A audiência era formada por um grupo de jornalistas e empresários do ramo do entretenimento. E foi um estrondoso sucesso.

"Jornalistas cínicos se tornaram fanboys boquiabertos no Mipcom nessa terça-feira quando a FOX exibiu o primeiro episódio do tão antecipado retorno de Arquivo X. O público que lotava o Cannes' Grand Auditorium estourou em aplausos espontâneos várias vezes - incluindo quando Duchovny e Anderson apareceram pela primeira vez e a multidão gritou e aplaudiu enquanto os créditos final rolavam. Mas talvez os aplausos mais fortes vieram antes, quando a abertura - com a música original - rolou na tela." x

"O primeiro episódio em uma sentença? Arrasador. Absolutamente arrasador. E se você é fã da série original, há mais de alguns momentos em que você vai gritar deliciado." x

Confiram esse vídeo de jornalistas falando do primeiro episódio:



Algumas traduções dos comentários do vídeo:

"Absolutamente fantástico"

"Eu estava muito ansioso para ver como tinha ficado, pois sou fã da série... mas agora estou muito tranquilo porque é um sucesso"

"Não é um remake ou uma versão moderna... (...) não... Este é o verdadeiro Arquivo X!"

Logo depois da exibição do episódio, houve uma conversa com o criador da série, Chris Carter.

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"Eu adoro contar histórias de AX. Então, eu acho que a verdade está lá fora. Se nós formos bem e satisfazer a expectativa em audiência, eu acho que pode haver uma oportunidade." Chris Carter, sobre a possibilidade de haver mais temporadas.

Outras informações de quem acompanhou o MIPCOM:

- Os novos episódios contarão com a mesma sequência de abertura (provavelmente a clássica que foi ao ar até a sétima temporada);
- Há uma conversa com relação a um possível 7º episódio, nada concreto.

No sábado, dia 10, houve o NYCC e desta vez o episódio foi exibido para qualquer pessoa sortuda o suficiente para estar em Nova York, naquele evento e tenha conseguido o ingresso. A reação, no entanto, não foi diferente: aplausos e mais aplausos e, tirando pela reação no twitter, foi um sucesso.

"Não darei spoilers, mas o primeiro episódio de TXF é incrível. Chris Carter é um gênio" x
"Chris carter estava nervoso com a reação dos fãs, mas a multidão ficou louca em aprovação" x
"Sem spoilers... Gostei do episódio. Tem a essência de Arquivo X num pacote 2015." x

Logo depois da exibição do episódio, houve um painel com a presença de Chris Carter, David Duchovny e Mitch Pileggi, com a moderação do ator Kumail Nanjiani.



- Gillian, que estava na Índia, tuitou afirmando que sente falta especialmente de um dos painelistas... E, claro, os shippers dos atores não falavam de outra coisa.
- Não foi discutido nada além do que já sabemos.
- Mitch e David se amam.
E o mais importante:
- Aparentemente, apesar do descontentamento com a parte MSR da coisa, o pessoal amou o primeiro episódio do Revival.

Gillian também mandou uma mensagem por vídeo para os fãs que estavam no evento, com um sotaque que deve ser do personagem que ela estava filmando no momento na Índia, Lady Mountbatten.



"(...) Sinto muito mesmo por não estar aí com vocês neste dia. Eu realmente espero que vocês gostem de nosso episódio e que mostrá-lo prematuramente não arruíne a temporada inteira... está muito quente aqui... (...)" Ela é uma fofa e se mostra muito brincalhona e relaxada no vídeo.

O pessoal do XFN fez várias entrevistas no evento. Seguem:



- David fala que Mulder não é alguém que use apps e que ele mal usa o telefone.
- Ele diz que a série deve ganhar muitos fãs hoje em dia principalmente devido ao fato de ainda haver muita gente falando sobre a série. "... como vocês", ele diz se dirigindo ao pessoal do XFN.
- Ele comenta como o relacionamento de Mulder e Scully é importante pois não cai no estereótipo de gênero e que promove o ideal onde o casal respeita um ao outro.




- Chris Carter fala que acha que o sucesso de Arquivo X teve e mantém até hoje se deve ao relacionamento entre Mulder e Scully e a Gillian e David.
- Perguntado sobre o que ele teria em comum com Fox Mulder, ele diz que também quer acreditar.
- Se houver mais temporadas, ele gostaria de trabalhar novamente com mais escritores de antes, como Vince Gilligan, Howard Gordon e Frank Spotnitz.




- Mitch fala que Skinner ainda está como diretor assistente (desmentindo a informação dada em um vídeo mês passado de que ele teria sido promovido) e que sua carreira não evoluiu dentro do FBI provavelmente por causa de sua ligação com Mulder e Scully. Mas ele se mantém dentro do sistema para se manter informado.
- Ele brinca que esqueceu de tirar seu anel de casamento no primeiro episódio do Revival, por isso Skinner casou novamente. (Lidem com isso. kkkk)
- Ele parece extremamente cético com relação a Skinner ser interessante o suficiente para ter sua própria série.



- Kumail conta que uma das primeiras lembranças que ele tem sobre Arquivo X, dado que ele é um fã antigo da série, é que ele viu um teaser sobre a série e lá tinha "baseado em histórias reais" (como no Piloto) e ele ficou muito surpreso "isso está acontecendo na américa???? Meu Deus, eu tenho que assistir isso".
- Ele disse que no Paquistão (seu país de origem) também há histórias que se qualificariam como Arquivo X e que ter um episódio baseado em algumas delas é uma ideia muito boa.
- Ele se gaba falando que possui o arquivo x (a pasta física com os documentos) que usam no episódio que ele participou.

Em 24 deste mês, a EW promoveu um painel com Glen Morgan, Darin Morgan e Chris Carter. São 44 minutos de conversa que nós aqui no blog não assistimos mas a própria revista fez um resumo sobre ele. Segundo eles:
- Carter nega os rumores de que Mulder e Scully estão casados (DD começou com isso ao se referir a Scully como esposa de Mulder em uma entrevista);
- A parceria entre Mulder e Scully será reacesa... mesmo que apenas para o trabalho. Gente... ele não fala de uma forma que nos dê esperanças deles voltarem... tomara que seja apenas o jeito dele. ai ai...
- Ele credita a Gillian o sucesso de Dana Scully. "Gillian é tão responsável por tornar Scully o ícone que ela é hoje como qualquer escritor da série.", Carter diz.
- Glen lembra que logo no começo eles costumavam falar que "se Scully alguma vez vir um alien ou eles se beijarem (vamos assumir que "eles" é Mulder e Scully e não Scully e algum alien rs), o show acaba".
- Carter fala que ter uma Bíblia da série (um tipo de guia para os escritores) seria limitante. Nós aqui achamos que seria bom ter ao menos alguma coisa para as pessoas ali lembrarem pelo menos que Mulder é um psicólogo formado. rs
- Glen e Darin Morgan comentam de que até hoje eles veem alguma coisa qualquer e pensam como aquilo daria um bom episódio de Arquivo X.


A FOX fez muita propaganda para a exibição dos teasers, mas logo no primeiro dia todos vasaram. Essa ideia de "vazamento" é uma estratégia de marketing muito interessante. rs Seguem os vídeos que foram publicados na página oficial da emissora:












Outras imagens:




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Links:

domingo, 1 de novembro de 2015

06x08 - The Rain King (A Dança da Chuva)

Direção: Kim Manners
Roteiro: Jeffrey Bell

Resumo: Mulder e Scully seguem até uma pequena cidade para investigar o caso de um homem que aparentemente tem o poder de fazer chover. O prefeito da cidade desconfia que para obter lucro ele também está causando a maior seca da história local.



Comentários:

[Cleide] Tenho pra mim que “The Rain King” tem um objetivo principal: mostrar como Mulder e Scully já eram praticamente um casal e não percebiam, ou tentavam não perceber, ou percebiam e tentavam disfarçar para que ninguém percebesse.  Neste caso, os detalhes e lances do monstro da semana servem também para fazer esta narrativa.  Desde o teaser com a chuva de corações e música romântica ao encerramento com um dos finais mais felizes dos monstros da semana ao som de “somewhere over the raibow” tudo no episódio aponta para esta mensagem subliminar. Talvez porque os roteiristas quisessem brincar com os fãs que se auto intitulavam “shippers” que eram muitos, e que depois do quase beijo em Fight the Future ficaram ainda mais animados, seja porque perceberam que não dava para ficar naquele lenga-lenga para sempre sem perder o contato com a realidade de duas pessoas maduras, mas a partir daí o clima entre os dois agentes vai os colocar cada vez mais próximos da revelação de seus sentimentos. 

Logo na chegada em Kroner, Mulder e Scully são confundidos pelo prefeito com um casal, “se eu soubesse que você traria a esposa teria arrumado melhores acomodações”, Scully, que na maior parte do episódio morre de “vergonha alheia” (podem reparar, é muito engraçado!) logo desmente, mas Mulder adorou!!
(sério, eu ficaria horas olhado este gif huahuahua é hipnótico). Enquanto ela sempre fica constrangida, ele parece que se diverte cada vez mais com as confusões.


Na estação de TV de novo pensam que são o casal vencedor da promoção, e aí que conhecemos o nosso “monstro da semana”: Holman Hart, que é na verdade um querido... quem já viveu amores platônicos longos como eu vivi, sabe exatamente o que ele estava passando e como é uma tortura não ter coragem de dizer o que sente e ter que se reprimir.  E como quando vivemos estas histórias de amor à distância, nossa visão fica distorcida, observando de fora, acho Holman totalmente compatível com a espalhafatosa Sheila, e ele se acha infinitamente inferior, pois colocou a amada em um pedestal inalcançável.

A cena da vaca, que segundo Mulder tinha endereço certo, é mais uma desculpa para a confusão que se perpetuava: “Coloquei seu namorado no seu quarto”“ele não é meu namorado e queremos quartos separados”“à moda antiga?” (tradução livre minha), Scully toda hora desmente que são um casal, mas não perde uma oportunidade de cuidar do parceiro e o cercar de cuidados... assim fica difícil desmentir as aparências... 

O que me deixa sempre intrigada nessa coisa toda, é que Mulder conversando com Sheila (sendo fofo como de costume), percebe quase que num lance, que alguém estava por detrás do tempo e não era a moça – era o meteorologista. Como ele pode ser tão sensível aos sentimentos dos outros a ponto de perceber pequenas nuances, e ter uma vida tão solitária – pelo menos até Scully aparecer. Ele é uma pessoa que tem uma habilidade de alteridade e compaixão muito afloradas, mas sua própria vida, seus amores são complicados.

Sheila, que não é nada boba, percebe que Mulder é como diríamos “um partidão” – imatura como uma colegial, já constrói um romance todo em torno de si e do agente, sem sequer se perguntar se ele seria comprometido. Sheila é meio como uma versão alegre, feminina e colorida de Padgett (mas isto fica para outro review), e Holman, vamos ver à seguir, conseguiu ler Mulder como um livro. 

Até agora não falei nada do homem que dá título ao episódio, mas ele é patético e de cara os agentes percebem que é uma fraude, a cena da chuva no início entretanto é muito divertida, a dança dele simplesmente nos causa mal estar (e na Scully também) de tão... tão... ah, sei lá!



Quando a farsa do rei da chuva cai por terra, é hora dos agentes voltarem à sua vida “normal” (se é que há normalidade para Mulder e Scully), Mulder então vai se despedir de Holman – que está furioso de ciúmes pois à esta altura Sheila já tinha pedido conselhos sobre sua nova paixão. Parece irracional, mas é normal a gente sentir raiva de quem a nossa paixão platônica se interessa, mesmo que Mulder sequer aventasse esta possibilidade (o rapaz não é bom para perceber estas coisas do coração).  Holman antes de despedir-se, pede ajuda a Mulder com seu amor “encroado” por sua musa... e aí acontece um dos meus diálogos favoritos da série. O descrédito de Scully nas capacidades de paquera de Mulder seria hilário, se não fosse trágico... 

O diálogo dele com o meteorologista é muito bom, especialmente a parte que nós não escutamos (como Chris Carter é mau por fazer estas coisas). Holman diz que invejou homens como Mulder a vida toda (lindo, bem sucedido...), o agente desfez um mito na cabeça daquele homem inseguro. Adoro quando ele fala que esperava que Mulder fosse mais experiente, fiquei pensando o que ele falou??? Aí, ele fala do óbvio, “você passa os dias todos com uma mulher linda e atraente como a agente Scully, não acredito que nunca aconteceu nada, eu reparei como vocês olham um para o outro”... e o cara de pau do Mulder fala que não olha para Scully, ele nega para tentar convencer até a si mesmo do que todo mundo já reparava.

O pior é que na hora de se declarar, a deslumbrada da Sheila diz que ama Holman mas está apaixonada por Mulder, tem gente que é confiante nessa vida né? Holman percebeu a inclinação de Mulder pela parceira, a iludida sequer viu Scully como uma provável rival. A cena do flagrante do beijo é muito engraçada e constrangedora, o apaixonado Holman fica louco da vida, e Scully, mesmo sabendo que Mulder não tinha a maior intenção, não faz uma cara muito boa, como se apesar de tudo foi uma coisa desagradável de se ver...

Adoro Mulder tentando mudar de assunto... E a outra achando que foi um beijo pra valer...








A festa de reencontro da turma de High School também é legal demais, a situação estava cada vez mais delicada, Sheila sem a menor noção ou sensibilidade fica flertando com Mulder... o chama pra dançar, o panguá fica sem ação, e Scully conserta dizendo que Holman estava doido para dançar, é hilário o olhar que ela lança para a agente – neste momento ela começa a ver Scully como rival – e a cotovelada que ela dá em Mulder para ele confirmar. Eles mandam então que Holman se declare logo, só aí com tudo às claras que Sheila finalmente entende o que estava se passando.

Ah gente, quem estava doidinho pra dançar eram os dois. 

Aí vem outro diálogo memorável que é o papo entre mulheres. Mas de cara Sheila joga pra Scully (com um tom tão adolescente) que ela estava com inveja da conexão entre ela e Mulder (iludida demais, nem imagina como era a história dos dois e o que já haviam passado juntos). Scully fica catatônica... rsrsrs e Chris Carter nos omite mais um pedacinho do diálogo, o que será que a agente confessou para Sheila naqueles instantes? O que Scully disse para Sheila passar de rival a conselheira amorosa??? A carinha de resignação de Scully quando ela pergunta “Mas nem um beijinho?” diz tudo!  

E a melhor definição da relação dos dois também aparece neste monólogo... e é tão forte e cheio de significado que convence Sheila a dar uma chance ao Holman...

De certa forma, é a primeira vez que ela admite em voz alta que a única pessoa com quem ela se imagina é Mulder (isso até justifica uma fala dela com Padgett uns episódios adiante: “A solidão é uma escolha”, no caso a escola de só querer estar acompanhada se for com aquele “alguém” específico).

E para fechar com chave de ouro, Sheila acha que a coisa mais romântica que ela já ouviu foi saber que Holman influenciava o tempo por causa dela, e então temos o beijo guardado há décadas (imaginem como este dia foi especial para o meteorologista?), e uma vez desfeitas as amarras e declarados os sentimentos, por que não devolver o bem que recebeu? “Vocês deviam tentar uma hora dessas!” Scully quase morre de vergonha, mas reparem o sorrisão do Mulder. [/Cleide]



[Fê Monteiro] Lembro a quantidade de spoilers que li sobre esse episódio quando estava para ser lançado. Eu que não tinha internet ainda, ficava sabendo por amigos com os quais me correspondia, pelo que saía nas revistas, enfim, tudo vinha picado. Resultado: os fãs shippers enlouqueciam com o que vazava. Sabíamos que tinha uma loira que ia dar em cima do Mulder, que rolava um beijo no episódio, que eles dividiriam o quarto e, claro, vazou também aquela declaração bomba da Scully (que viríamos a descobrir que seria um conselho dela para a Sheila) sobre as melhores relações, aquelas que duram, começarem com uma amizade e tal, e tal...pois é. Imaginem...surto geral!

Quando finalmente o episódio chegou ao alcance de nossos olhinhos e ouvidinhos excers, muitas pessoas já tinham feito um quadro completamente diferente do episódio. Não eu (mentiiiiiira).

O fato é que The Rain King, apesar de toda a expectativa que gerou, é muito legal! Divertido e shipper, como só a 6ª temporada soube ser, num estilo monstro da semana completamente leve. Sério, não consigo me lembrar de um episódio mais leve e colorido que esse. É fofo.

Sempre que assisto não consigo evitar a comparação da Sheila com a Miss Piggy dos Muppets...o jeito de se vestir, o cabelo, a maquiagem, o romantismo pegajoso, tudo! Só que a Sheila é mais meiga que a Piggy...fatão.




Scully: "O agente Mulder foi um pouco vago a respeito do caso."
* cara de bolinha do Mulder *

O caso é que tem um sujeito que semeia nuvens e cobra para fazer chover, segundo a crença da maior parte da população, claro. E do prefeito, que os chamou para o caso. Descobrimos, que esse sujeito é aquele encardido que acaba com a Sheila no teaser inicial, bem no dia dos namorados. Sensível e delicado como um elefante no cio. 

Outra coisa fofa (e tem muitas nesse epi), é que Mulder e Scully são confundidos com um casal constantemente, desde o momento que colocam o pé na cidadezinha. Me divirto com as reações deles. Enquanto Scully tenta corrigir o mal entendido rapidinho, Mulder - sem tanta pressa – se diverte com a situação e com o incômodo da parceira. Racho de rir com eles sendo confundidos com o casal vencedor do concurso do canal do tempo. “É como olhar para um espelho” - Mulder <3

Outra fofice: Mulder cavalheiro, abrindo portas...não é sempre heim gente. Não que ele não seja um gentleman, é que ele geralmente é muito distraído. Amamos ele assim mesmo, né?!

Outro fofo é o Holman, tenho a maior dó dele. Uma boa sessão de terapia ou de repente umas aulas de teatro teriam ajudado a destravar ali heim. Imagina guardar tanto sentimento assim? E ainda por cima, guardar também o segredo dos seus poderes meteorológicos...quem aguenta? Não sei, mas pra quem sobra? Pras vacas, coitadas! - pausa para lembrar de Twister – e quase sobra pro Mulder também, afinal, a vaca tinha seu endereço.

Entendo Scully checando a cabeça do parceiro, pra ver, sabe, se ele não bateu a cabeça. Ah, vem com essa ruiva! Você sabe muito bem que ele tem vários parafusos soltos, quer fazer um cafuné vai sem desculpa! A gente apoia! Daí surge a Sheila desesperada, achando que é ela a autora das intempéries, uma vez que a presença do FBI a estava deixando incomodada. Acho ótimo a Scully segurando a caixinha de lenço pra Sheila, tentando acalmá-la, sem o menor jeito. Enquanto Mulder, todo gentil e delicado a acalma rapidinho e, sem se dar conta, também a seduz...hahahahaha, amo a inocência do queridão! Scully que não nasceu ontem, já pesca na hora e faz aquela expressão impagável. Será que rola um ciúmes ali gente? Sério mesmo? 

Mulder - que pra assuntos românticos é uma porta mas para qualquer outra coisa é um gênio – saca que o único e verdadeiro (e literal) homem do tempo, é o próprio Holman, com seus sentimentos reprimidos. E o que ele faz? Vai lhe dar conselhos amorosos. Como diz Scully: o cego guiando o cego! 

Como não amar o Holman chocado com a inexperiência amorosa do Mulder?? Todo o looser que se aproxima dele fica passado que com toda aquela boa pinta o cara simplesmente não manja nada dos paranauê! E dá-lhe citar a agente Scully, que é uma bela mulher, e juntos o dia todo, e como assim nunca rolou nada? E a forma como eles se fitam? Hahahahahahahaha...já falei que amo o Holman né? Nosso porta-voz. Mas o Mulder, sem ter o que responder, ao menos de cara, muda o rumo da conversa e diz que está satisfeito com sua amizade com a agente Scully – por isso que ele tentou beijá-la no corredor do seu prédio alguns meses antes, inclusive. “I do not gaze at Scully” - claro que não! E não há mais do que umas 20 mil imagens que te deixam mentir.

Bom, o fato é que o estrago tá feito. A Piggy...digo, a Sheila, resolve que precisa mesmo é de um homem como Mulder (quem não precisa fofa? Entra na fila!) e o coitado do Holman fica de lado mais uma vez. E, quando o queridão defende ela do rei da chuva, ganha uma bitocona violenta na boca. Alguém segura essa mulher! Ele tenta se esquivar, gente, é muito engraçado. E, mais uma vez, a Scully chega na hora, junto com o Holman. Sabe aquele momento estranho, que rola aquele climão? Pois é. 

E daí tem o baile da saudade. O que são aqueles modelitos todos? 
Sheila chama Mulder pra dançar. Não vejo como ele poderia ficar mais sem graça num episódio só. O rapaz é quase um adolescente gente, simplesmente trava. Mas Scully está lá para ajudá-lo (com uma sutil cotovelada) e empurra o Holman para dançar com ela. 


Temos então a edificante cena dos agentes balançando feito dois pêndulos enquanto observam Holman tentar a sorte. Não rola.

Scully, corre atrás e decide que é hora de uma conversinha de mulher pra mulher (Mariiisa – sorry, não resisti) e a aborda no banheiro. Fala, fala, fala e a Sheila só filmando pra soltar sem aviso prévio na cara da ruiva: “Você o ama né?” 

Lida com essa agora! E lá vai ela tentar explicar o inexplicável, que nunca rolou nem um beijinho. E a Sheila dá a dica ainda: ele beija bem. Afe, ela espremeu o coitado num selinho e sai se gabando. Calma que a ruiva vai descobrir como ele beija bem de verdade. Tempo ao tempo.

*Pausa para dizer (talvez repetir) que eu acho muito fofo no Mulder que em todas as tentativas e fatos consumados de beijos que eles deram ao longo da série, reparem que é sempre ele quem toma a iniciativa com ela. Com qualquer outra que por ventura tenha aparecido, ele sempre foi beijado passivamente. Com Scully ele é o agente ativo, e isso diz muito, muito mesmo.*

Ai, ai...voltando...rs

Temos então o monólogo sobre relacionamentos da Scully (que gerou bafão geral). Sheila volta pro salão, se acerta com Holman, todo mundo se beija no baile (nem todo mundo) e vivem felizes pra sempre! Com direito a bebês, dias ensolarados e ao som de “Somewhere Over The Rainbow”.
[/Fê Monteiro]


[Josi] Esse episódio é uma delícia de se assistir. Tão leve e fofo... você passa o tempo inteiro rindo e fazendo "ooownnn".

De primeira, somos apresentados a Sheila! Lá está ela escrevendo um cartão de dia dos namorados... quer dizer, só assinando. Como você dá um cartão e só assina? Nem uma mensagenzinha pessoal? aaafff kkkk Não que Daryl mereça. Dois minutos em tela e já sabemos que ele é um namorado abusivo. Só contar quando ELE decidir? Falando mal do traseiro da moça? Menina... dê graças a Deus que ele foi embora!

Saindo da casa da recente ex, Daryl continua sendo ele mesmo... e faz difícil da gente ter pena acidente e todas as consequências... :P

Ok... mas... chuva de granizo com o gelo em forma de coração foi um toque de mestre! Combinou perfeitamente com todo o tom do episódio.

As boas-vindas do prefeito para os agentes foi tão à moda antiga que veio até com uma pequena dose de machismo e heteronormatividade. Não podia faltar, né? Sim, pessoas... sei que a gente tende a achar fofo sempre que confundem Mulder e Scully com um casal... mas dessa vez... errr... nope. Ele viu a Scully e assumiu automaticamente que ela só podia ser sua esposa. A interação entre eles foi quase zero aí... não é como se o cara tivesse notado como eles são... errr... próximos.

E claro que Mulder não conta exatamente a parceira como é o caso. Acho que a esse ponto, ou ela faria muito pouco caso ou simplesmente não iria. Mas acho que ela deve até preferir assim... ela poderia ter insistido em mais detalhes, não é? "Que é isso, Scully... até parece que eu te enganei de propósito". Que é isso, Mulder, até parece que é a primeira vez. Ela já deve estar acostumada, a pobre.

Na estação de tv, eles são confundidos de novo com um casal. E de novo não é romântico... é só engraçado mesmo... e muito. A confusão se teve porque eles estavam realmente esperando um casal ali. E gente... Mulder está certíssimo, é mesmo como se fossem uma cópia dos dois. Minha nossa!

"Bem que eu achei que vocês não se vestiam como fazendeiros" Né??? rs Mas Sheila nunca vai ganhar prêmios por sua observação apurada.

Jamais eu poderei julgar a paixão de Holman ao descrever a meteorologia daquela cidade. Entendo o sentimento de amar assim sua profissão. Algumas coisas parecem mágicas e quando você vai tentar explicar para outra pessoa é impossível de conter a empolgação.



Eles seguem então para falar com o Rei da Chuva. Aquele ser asqueroso.

"Eu sou 1/64 cherokee" - Daryl tentando explicar o seu "dom". E ele segue para a dança da chuva mais ridícula que já se teve notícia. A cultura indígena não merecia ser associada àquilo. rs

Depois de mais de 5 anos nos Arquivos X, Scully podia esperar mais um pouco antes de tecer suas observações. Sei que a situação estava ridícula de tão ruim, mas... ela só ganhou um terno molhado e uma cara de tacho...

Sheila é uma fofa. Ingênua e sonhadora, mas fofa assim mesmo, vá. Tão sonhadora que nem via como Daryl era um lixo e que, nisso Holman estava mais do certo, ela merecia coisa melhor. Dá pena ver como ela continuava ligada aquela coisa deprimente e não é como se ela não tivesse vivência. Ela devia ter seus 37/38 anos ali e era divorciada.


Vamos falar Holman agora. Aquele devia fazer terapia constante. Tudo bem que não dá pra controlar de quem você gosta, mas ele já estava machucando seriamente outras pessoas. Mulder poderia ter morrido ali com aquela vaca. O.o E tudo porque Sheila reclamou que os agentes a estavam perturbando. uau

Aliás, uma vez eu li alguém comentando como os escritores de fanfic fazem milhões de rodeios e histórias complicadas para Mulder e Scully terem que dividir um quarto, daí vem a própria série e TRAAAA faz um mini tornado jogar uma vaca em cima da cama de Mulder.

"EU MATEI AQUELA POBRE VACA" - Gente... kkkkkkkkkkkkkkk Ok, sorte dela que Mulder já estava desconfiado de Holman. Nada a ver ele vir se desculpar por aquilo. 

"Holman foi hospitalizado 5 vezes por colapso nervoso" - Viram? Não estou errada neste ponto. Ele realmente precisava de terapia. Só errei quanto ao tempo. Ele precisa DESDE SEMPRE. A escola foi destruída por causa dos sentimentos sem controle dele!!!

Mas o pobre... está lá ensaiando sua declaração de amor... daí a outra telefona e inocentemente aumenta suas esperanças apenas para derrubá-las logo em seguida. "O que você pensa do agente Mulder?" Péssima ideia, fia. Primeiro, Scully-fu é uma realidade. Segundo, você não aguentaria dois dias ali... Mulder é muito maluquete... você nem tem ideia.

Quem se ferra nessa história é Scully. Ela feliz da vida pensando que ia finalmente embora e é impedida pelo tempo ruim gerado pela petulância de Holman. Ele quer conselhos amorosos... de Mulder. OMG. Querido, dá uma lista pra o rapaz de suas ex. Elas não ficam muito atrás de Daryl. E já fazem zilhões de anos desde a última. rs "O cego guiando o cego"... pois é, Scully. Tanto que a grande ideia de conquista de Mulder é... "conte a ela como se sente!"

Aparentemente, Mulder realmente conta seu histórico para Holman. A cena seguinte mostra ele falando e falando e falando da (fraca) vida amorosa de Mulder enquanto este faz cara de paisagem. kkkkkk "Estou perfeitamente satisfeito com minha amizade com a agente Scully". MENTIRAS MENTIRAS... "Eu não fito a Scully" MAIS MENTIRAS!

As cenas que se seguem são hilárias. Holman tem o mesmo resultado de Mulder quando disse "eu te amo" e pra piorar ainda tem que ouvir de sua amada como ela está apaixonada pelo outro. Segue para Sheila olhando pra Mulder como quem olha para uma das maravilhas da natureza (entendível) e logo depois ela é atacada por Daryl que não entende sua nova paixão. Daí vem Mulder e consegue ganhar a luta mais fácil de sua vida apenas para ser recompensado... sendo atacado também, desta vez por Sheila com um baita beijo cheio de batom vermelho.

Scully devia estar pelas tampas também porque ela nem pisca! Ela deve ter pensado "ok, mas uma maluquice dessa cidade sem noção com um caso sem noção e pessoas sem noção", mas ela só diz "podemos ir embora agora, Mulder, se você estiver pronto." Você é uma rainha mesmo... uma santa que não tem paz, na verdade, pois o tempo, digo, os sentimentos de Holman, mais uma vez os prendem na cidade.

OK ok... Agora vem o baile do encontro dos estudantes do Ensino Médio do ano de Sheila e Holman. Gente, Mulder não tem a mínima ideia de como lidar com os avanços de Sheila. Ele fica tão por fora! OMG! Scully o salva de ter que dançar com a moça ao rebater o convite para Holman e ainda tem que cutucá-lo pra ele reagir!

E enquanto Holman se declara, dessa vez como se deve (apesar de precisar da ajuda dela - ai gente... foi fofo!), os dois bocós, Mulder e Scully, ficam lá de longe se balançando ombro a ombro. Que lindinhos... tão bestas... ownnnn Mas Sheila não é convencida de cara e sai correndo.

"Eu construo a arca e você reúne os animais." - Adoro as piadas de Mulder!






Scully segue para conversar com a moça... mas... "Você o ama, não é? Está com ciúmes porque eu e agente Mulder temos essa conexão especial e quer me desviar para Holman". Notem que Scully não nega. A cara dela quando Sheila comenta como eles nunca sequer trocaram um beijinho quase dá dó. E essa cena nos presenteia com uma das melhores falas que Arquivo X já produziu. Os melhores relacionamentos são aqueles que nascem de uma amizade. Né? Tipo... muito melhor quando o sentimento vem baseado na realidade e não em fantasias.

Enquanto isso, Mulder se diverte com Daryl. Muito bem. Deixa ele aí rodando como uma galinha sem cabeça. Aliás, vamos terminar logo de falar desse idiota. A única coisa que eu tenho a acrescentar é que me dá muita pena que Cindy tenha voltado com ele. Ela devia ter feito uma fogueira com as pernas dele (não as de carne e osso, gente... meu deus! que maldade!) e pronto, seguido com a vida. 

Sheila decide que toda aquela manifestação do amor de Holman é a coisa mais romântica que existe e, para a sorte da cidade, eles se acertam finalmente. E quando o mais novo casal vai falar com Mulder e Scully, que estão lá parados no meio dos casais como dois patos, ainda solta indiretas para eles. "Vocês deviam tentar isso um dia". Ainda bem que eles não esperaram 20 anos também, heim?

"Eu não sabia que estas reuniões eram tão..."
"Molhadas?" - Ah, Scully, sua danadinha! rs

E a trilha sonora do epílogo do episódio é "Somewhere over the rainbow" indicando que os dois pombinhos, um ano depois, ainda estão nas nuvens de tanta felicidade. Finais felizes assim são tão raros em Arquivo X... é bom deixá-lo assim bem idílico mesmo.
[/Josi]


Quotes:

Mulder: Ele quer conselho... conselho amoroso.
Scully: Conselho amoroso? De quem?

Mulder: De quem vos fala.
Mulder: ... Alô? Ei, Scully?

Scully: Eu te ouvi...
Scully: Mulder, qual foi a última vez que você que você saiu para um encontro?

Mulder: Falo com você depois.
Scully: O cego guiando o cego...











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Sheila: ... É que eu nunca pensei no Holman dessa maneira, sabe? Ele é o meu melhor amigo. E eu nunca suspeitei...
Scully: Bom, me parece que os melhores relacionamentos, os que duram, são frequentemente aqueles que nascem de uma amizade. Sabe, um dia você olha para aquela pessoa e vê algo a mais que você não tinha visto na noite anterior. Como se um botão fosse ligado em algum lugar. E aquela pessoa que antes era apenas um amigo é... de repente... a única pessoa com quem você se imagina.


Outras Imagens de The Rain King:

O cartãozinho meigo (até demais) de Sheila 

Sheila Fontaine, nossa protagonista deste... err..
desta comédia romântica.

ownnn 

Fala sério...

Não seja tímida, Scully!

Holman Hardt, o par romântico de Sheila.

Holman: "Eu vi como vocês se olham..."
Mulder: ...

ahã Mulder, senta lá!

Sheila: "Não acerte no rosto!" - Prioridades...

Final feliz.


Bônus 1: Vejam isso rs

Fonte de imagens e GIFs: x x x x x x x x x x x x