Mostrando postagens com marcador Mitológicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitológicos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de março de 2018

11x05 - Ghouli (Ghouli) Reviews


Direção: James Wong
Roteiro: James Wong

Sinopse: "Quando um par de adolescentes se atacam, cada uma acreditando que a outra é um monstro, Mulder e Scully passam a acreditar que aquela investigação pode levá-los de volta a seu filho perdido, William."




Comentários:


[Jackie] Chegamos à metade da temporada e cada vez mais próximos do fim com apenas uma certeza até aqui: essa temporada será inesquecível e Ghouli está sendo aclamado como um dos melhores episódios da série. Obrigada tio Chris por este presente fantástico. Finalmente conhecemos Willian e ele agradou, e muito.

Ghouli nos dá uma boa ideia de como anda o estado emocional de Mulder e Scully, no início do episódio nos deparamos com dois investigadores com faro apurado para casos estranhos (como mesmo este caso chegou até Mulder?), mas com o desenrolar dos fatos, vejo pais em uma procura desesperada por um filho a muito perdido, mas nunca esquecido, e aqui ressalto que são os pais, sim por que acredito que Mulder é realmente pai de Willian. Mulder também se encontra muito emocionado, porém contido, afinal ele precisa ser o porto seguro da Scully que neste momento encontra-se muito mais fragilizada. É tocante ver Mulder se segurando para não deixar transparecer o quanto ele está sofrendo e no fundo eu acredito que seu sofrimento se dá em grande parte pela culpa de não ter estado ao lado de Scully na ocasião em que ela teve que abrir mão do filho.

Logo na primeira cena de Mulder e Scully, percebe-se o quanto a relação deles evoluiu, vendo Scully contando sua experiência Hipinogênica ao Mulder de forma tão natural, lembrei-me imediatamente do quanto ela era contida em compartilha com o parceiro seus sentimentos e sensações, veio-me à lembrança a reclamação de Mulder em “One Son” (06x12), “você esconde muito bem seus sentimentos." Mas eu meio que até entendo, depois de tantos anos, por tudo que eles passaram juntos tendo que contar apenas um com o outro, não faz mais sentindo continuar pisando em ovos na hora de externar suas emoções e sensações.

Agora, o que dá na cabeça de duas adolescentes indo caçar monstro armadas apenas com uma faquinha? O bom é que sendo arquivo x podemos dizer que foi para sorte delas, pois se fosse uma arma de fogo, por exemplo, talvez não tivessem sobrevivido para contar a história.

Posso dizer que Willian me assustou um pouco, vejo-o como um personagem bastante poderoso, tanto para o bem quanto para o mal. Suas habilidades lhe dão o poder de manipular a todos, fazendo-os ver aquilo que ele deseja, transformando a realidade a sua volta, fico pensando então: se esse menino tiver a índole do canceroso, com os poderes que tem... medo! Mas por outro lado se ele tiver a índole de Mulder... Aaaaaaah, a humanidade estará salva!

Quero muito acreditar que Willian é realmente o filho de Mulder e que é realmente um aliado de seus pais, tanto que até imagino cenas escondidas como o Mulder levando o material para o laboratório e testando também com o seu próprio DNA. Penso também que o fato de Willian ter manipulado a mente das duas jovens não foi com a intenção de machucá-las, mas de atrair Mulder e Scully, já ciente que ele estaria em perigo, o fato dele está presente próximo do navio no momento da investigação observando-os me reforça a hipótese.

A simulação do suicídio foi bem grosseira e acredito que ambos só não sacaram de cara por que estavam de certa forma envolvidos emocionalmente com o caso, prejudicando seus raciocínios, até eu que sou distraída percebi logo de cara que a posição da arma não condizia com a posição do tiro, alguém que pretende cometer suicídio atiraria do lado esquerdo da cabeça segurando a arma com a mão direita? Eita!

Ah, pausa para falar do Skinner e a clássica cena do canceroso em sua sala distribuindo fumacinha! Como não lembrar das antigas temporadas? Para mim, a cena que mostra o Skinner indo encontrar Mulder para pedir que se afastasse do caso já mostra o quanto Skinner é aliado, a forma como ele fica tocado ao saber que Jackson era na verdade Willian diz muito mesmo. Eu disse para mim mesmo: Esse aí não é e nunca foi um traidor, ele tá mesmo é cozinhando o canceroso em pouco molho, como dizemos aqui em minha cidade. Rsrsrs

Neste episódio temos as cenas mais emocionantes de toda a temporada até aqui, e que cenas tocantes, lindas!

Scully entrando no necrotério e o desabafo que se segue: “ Eu não sei se você é quem eu acho que você talvez seja. Mas se você é Willian... isso é o que eu diria...” É palpável o sofrimento dela, quanta dor ela suportou até aquele momento, alimentando o sonho de um dia rever o filho e reencontrando-o naquela situação? Penso que naquele momento ela não tinha como ter certeza se realmente era o seu filho que se encontrava diante dela sem vida, mas quem é mãe pode confirmar que existe uma ligação psíquica muito forte entre mãe e filho, daí pode se dizer que lá no fundo ela já sabia. Depois vem a cena fofa do final que enche os corações de seus pais (e os nossos também) de esperança.

Sabemos que Willian ouvirá todo o monologo de Scully e com certeza muito foi esclarecido a respeito de sua adoção e que ele ficou tocado com o desabafo de sua mãe, tanto é verdadeiro que foi ao seu encontro novamente apenas para lhe dizer que no momento ainda não seria possível o reencontro deles mas que eles não podem desistir.

E finalizando quero apenas salientar a atuação brilhante dos atores, David e Gillian, ele foram incríveis e o entrosamento entre eles como sempre foi o máximo.

A introdução do personagem Willian foi muito bem feita e o ator Miles Robbins se integrou muito bem ao personagem. Ao episódio, a trama, enfim, excelente!

Chris Carter nos enganou direitinho, pois todos achavam que seria mais um episódio monstro da semana, hehehe... [/Jackie]


[Liv] Ainda estou impactada!

O episódio começa num clima meio assustador e eu jurava que ia ter um monstro de verdade ali! Mas fiquei feliz de não ter! Fiquei feliz também de saber que as 2 meninas ficaram bem porque jurava que elas tinham morrido! Rs

Scully tendo visões que sabemos que tem a ver com William, só vem!

E então vemos Mulder e Scully juntos em busca de um "monstro", que maravilhoso isso! Sentados no café, num barco abandonado ou em casa à toa! A química dos dois deveria sempre ser esfregada em nossa cara! É isso q o povo quer!! Obrigada, de nada!

Depois aparece um menino morto e pá, bem na nossa cara jogam que aquele pode ser o William! Como assim, gente! O menino mal apareceu já morreu! Eu não tava acreditando que era ele, mas quando ela começou a fazer discurso eu tive certeza que de algum jeito William estava ouvindo! E cá entre nós: que discussão hein!! O monólogo foi lindo e Gillian maravilhosa, nos fazendo chorar no sofá! Até agora me pergunto como aquele menino não levantou e abraçou ela na hora!! Eu quase abracei a TV! Mas graças ao CC, Mulder veio fazer o que a gente queria fazer e deu ombrinho pra Scully! (Eu sabia que ele ia ouvir a declaração também, eu senti ele ali na porta) rs!

Agora a minha cara chocada quando o menino reviveu! :O Bateu um medinho real de William não ser boa pessoa e ser traumatizado, psicopatinha ou um monstro que matou os pais adotivos!

Mas eu gostei muito que na verdade William é um adolescente bem normal, tirando as visões apocalípticas e a projeção de visões (Xman feelings, manda ele pro Prof° Xavier, gente!)! Agora 2 namoradas? Fala sério Will! Rsrs E nada a ver aquela "pegadinha" de Gouli com elas, sem noção! Mas acho que adolescente é assim um pouco sem noção mesmo! Imagina um com "poderes".

Eu desconfiei daquele Dr de araque desde o início mas não imaginei quem era Ele! Só no posto de gasolina que minha ficha caiu! Me senti mais lerda que a Scully que não lembrou que viu ele 3 vezes! Rs

Não queria que ele tivesse fugido mas da pra entender né, com todo mundo querendo mata-lo! (Que raiva daqueles caras do Dept de Defesa!!) Mas pelas conexões que ele teve com ela, ele devia saber q a Scully não era ameaça! #estranho

Uma das coisas que eu mais tinha medo essa temporada era em como eles introduziram William e como ele seria? Sua personalidade e até mesmo fisicamente, pois um filho de Scully e Mulder((ainda tenho fé que é)), tinha que ser bonito e legal! Convenhamos! Enfim, já era o episodio 5 e nada de William aparecer! Mas quando tudo foi se esclarecendo me surpreendi de ele já ser tão familiar, que parecia que eu já o conhecia! Ele é fofo, é inteligente e tem o cabelo do Mulder só que mais comprido! E tem a mesma mania de colocar as duas mãos nos ombros da(s) namorada(s)! (Me chame louca, fiquei buscando semelhanças! Rs) E acho que ele é só um pouco perdido e confuso, mas quando souber mais da própria história vai ser um menino excepcional!

E ainda o bônus de ver os sentimentos de Mulder também em relação ao menino, chamando de "nosso filho", não acreditando por um segundo que ele tinha matado os pais... Foi lindo de se ver! E a carinha da Scully no final olhando ele na câmera de segurança cheia de esperança! Um amor!

Enfim, amei o episódio, tive que lembrar de respirar várias vezes e dei vários pulos! Torci e gritei! Achei um ritmo ótimo! E já me apeguei a William, quero protegê-lo! Meu sonho dourado encantado: ele ajudando os pais nos XFiles um dia, fechando o trio!

Pra melhorar tudo só a "foto de família" que a Gillian postou! [/Liv]


[Paulo Ricardo] Ghouli, um episódio que parecia ser um Monstro da Semana normal, surpreendeu a todos e acabou se tornando um episódio Mitológico...

Não um simples episódio Mitológico, mas um que estávamos esperando há tempos, e com é claro a volta do William, ou seria Jackson Van de Kamp? rs

Essa temporada está ganhando muito com Mulder & Scully cada vez mais próximos, a cada tomada de cena, Gillian novamente se destaca pela atuação dramática, e o medo deles (e de nós também) da probabilidade de William estar morto...

Vale destacar também o trabalho duplo do sempre excelente James Wong como escritor e diretor do episódio, que nos prende na tela da TV por 44 min que passam voando!

A cena final foi fantástica, William ‘’enganou’’ não só Mulder & Scully, mas todos nós... e a busca continua, talvez cada vez mais perto do fim... e por mais episódios como esse que mostrou que Arquivo X tem potencial e quem sabe a Verdade continue lá fora por mais uma temporada, com Gillian é claro... [/Paulo Ricardo]



[Carol] O episódio começa com duas adolescentes em um barco abandonado e nada seguro, numa cena de arrepiar. O barco se chama Quimera. As duas estão atrás do Ghouli, um monstro meio alien-meio inseto. O resultado: uma quase mata a outra a facadas. Até agora não entendo que faria duas meninas saírem de casa de madrugada para caçar monstros, but ok.. é de Aquivo X que estamos falando.

Em seguida temos Scully em meio a um pesadelo, onde ela acorda num local desconhecido e não consegue se mexer de início. Quando consegue, entra e sai dos mesmos lugares como num labirinto ao perseguir um vulto negro. Barulhos de porta, arrepios... A gente já acha que o Ghouli tá atrás dela também. *medo*

Coisa mais fofa do mundo PARTE I: Scully no escritório contando a Mulder sobre o seu sonho, que responde muito cientificamente sobre paralisia do sono. Vemos que no sonho-pesadelo, o vulto leva Scully até um globo de neve com um barco chamado Quimera dentro. E, vemos também a foto do mesmo barco em cima da mesa de Mulder: o novo caso aberto deles.

Já em Virginia, Mulder avisa Scully que eles estão sendo perseguidos desde o aeroporto. (espaço para falar dos carros que eles estão usando nessa temporada... QUÉ ISSO? carro com wifi? Achei chique demais! – pobre feelings).

Chegamos no Quimera e eu achei muito tenso eles andando para cima e para baixo nesse barco, sendo que Brianna caiu num buraco lá. E enquanto isso a gente aqui achando que as duas tentando matar uma a outra era o ponto chave do episódio... hahaha.

Durante a investigação, Scully percebe um homem observando o movimento dos policias de longe, e em seguida ele desaparece quando ela o procura de novo. O detetive Costa, na cena do crime, coloca para Mulder que as meninas, enquanto eram atendidas, perguntaram se o Ghouli havia sido pego.

Corta para Mulder e Scully num café, pesquisando sobre o Ghouli na internet. Eles acham um blog com diversas histórias sobre um monstro. Como diz Scully, a maioria fanfic. Mulder fica entediado com o tal Ghouli. Queria ver os dois frente a frente... hahahaha

É muito legal abrir um espaço para falar desse blog. Ele foi criado para o episódio e disponibilizado na internet para que nós fãs pudéssemos ler as histórias, saber mais detalhes do Ghouli e (choque) da infância de William. Mais um super presente pra gente, e o sentimento é só de gratidão.

Ao ser avisado que as meninas acordaram no hospital, o atendente do café chama Mulder de “Bob”. Sem dúvida, mais uma referência de presente pra gente. Acredito que a cena deve ter sido refeita algumas vezes por causa de uma Gillian que muito provavelmente caiu na risada. Em meio ao fandom, Bob é o nome das.. é... partes íntimas de David Duchovny. Ok. Afinal, para que explicar “Fox” tantas vezes?

No hospital, as duas garotas (muito machucadas) falam do Ghouli para Mulder e Scully. Vemos alguns detalhes interessantes no depoimento das duas. Uma não conhece a outra. Mas uma achou que a outra era Ghouli. Conhecemos um pouco melhor Brianna e Sarah e descobrimos que (OMG) as duas tiveram o mesmo sonho de Scully. E, as duas tem o mesmo namorado – Jackson Van De Kamp. (OMG2)

Scully como sempre se freando a acreditar, lembra que Van De Kamp é o sobrenome da família adotiva de William mas acha que é apenas uma coincidência. E a gente também, de tanto que estamos acostumados a sermos trollados pelo Tio Chris... Mulder como sempre acreditando fácil, coloca que não.

(só eu fiquei MUITO NERVOSA aqui? Se o namorado das garotas era William, eu já tava com raiva por ele ter DUAS NAMORADAS. Se fosse meu filho, ia ver só... humpf.)

Os dois vão até a casa dos Van De Kamp, pausa para respirar e pá... dois tiros, a casa com a qual Scully sonhou, dois corpos e mais um tiro. Socorrooooo, eu tava quase roxa. Mulder e Scully sobem as escada só pra gente ver o corpo estendido de um rapaz com uma bala na cabeça. Aparentemente o rapaz, Jackson Van De Kamp, mata os pais e depois se suicida. Eu já tô passando mal aqui. É sério que trouxeram William só pra ele morrer? Quer dizer, se esse for William... vou tentar explicar o motivo do meu chilique: desde quando saiu o cast desse episódio e ficamos sabendo que Milles Robins interpretaria Jackson Van De Kamp, eu já achei ele tão fofo e tão lindo e tão divertido que quis MUITO que sim, ele fosse o nosso menino William. Muitos fãs reclamaram porque o ator tinha cabelos pretos e olhos escuros. Mas a minha torcida tava ENORME e eu tava muito nervosa e frustrada nessa parte do episódio. Vocês querem William? Peraí. Vai ter William pra vocês. Primeiro psicopata que manda as duas namoradas pra se matarem num barco abandonado e depois morto. Obrigada tio Chris. Se não fosse meu vício nessa série eu tava te xingando.

Alguns fãs comentaram que Mulder parecia apático ao fato de Jackson ser William. Eu discordo. E discordo muito. Quem não viu a cara de tristeza dele ao ver o corpo de Jackson ser coloca no saco mortuário nunca viu essa série direito.

E Scully? Lá no quarto do Jackson vendo as fotos de infância dele... parte meu coração. Tudo o que Scully e Mulder não viveram. Percebo um Mulder muito esforçado em se manter focado na investigação. Scully encontra medicamentos para esquizofrenia e convulsões, intocados, receitados a dois meses atrás entre as coisas do adolescente. Mulder percebe um livro sobre dicas de sedução . Ele não acredita que tenha sido um caso de assassinato/suicídio. Scully observa tudo como se o quarto fosse de William. Eles percebem um pôster de Malcom X no teto do quarto. Mulder tá preocupado demais com o que isso pode causar a Scully se for William mesmo. Temos uma breve inversão aqui? Mulder, o cético e Scully, a crente? Na verdade, é quase palpável o quanto Mulder está medindo as ações de Scully para ter as reações dele. Sempre ao lado, coisa mais fofa do mundo parte II: apesar de tudo, Mulder se mantém uma rocha em volta dela. E ele conhece tanto sua soulmate que sabe que ela tem o tempo dela. E ele tá ali, pronto, pra quando ela estiver pronta.

A agonia é enorme. Será que Jackson é William? Scully quer respostas. Mulder vai atrás delas. Close em Scully pegando um globo de neve com um moinho dentro. Mulder vai até dois homens que estão perto do carro que ele reconhece como sendo o que estava atrás dele e de Scully na estrada. Quem são eles e o que querem? Tirando a parte da zoação básica de Mulder com o carro simples deles (isso mesmo, esfrega nosso SUV Ford Expedition em suas fuças), Mulder não está pra brincadeiras. A paciência dele com essa galera já acabou a muito tempo e ele já aprendeu a ir além de todos os limites. O aviso é feito: vocês não fazem ideia do meu estado mental.

Todas as hordas celestiais me ajudem. Nossa Senhora dos Excers Desesperados, socorro. Scully tá no morgue com Jackson/William. Ele morto. Um pedaço de cabelo para um teste de DNA (sorte sua né.. se fosse sangue queria ver..). E então vemos Gillian em uma de suas melhores interpretações e Scully desabafando toda a angústia e culpa que ela carregou nos últimos 17 anos pós adoção de William. Eu chorei. Muito. Muito. Muito. Nunca imaginamos que quando Scully reencontrasse William, seria com ele deitado numa maca de necrotério. A verdade, pra mim, é que Scully sabe que ele é William. Scully é mãe. Coração de mãe não se engana nunca. Mas Mulder prefere fazer o teste de DNA. Acho que nesse momento os dois se apegam ao fato de que Jackson talvez não seja William, apesar de no fundo já saberem da resposta. E como sim, Mulder está lá, em volta dela. Hora de ser a base. Eles saem do morgue e com segundos, vemos Jackson/William levantando da maca e saindo do saco mortuário. Que é isso minha gente.... eu tava aqui chorando horrores e o moleque tá vivo. Essa peste não morre?? Não sei se fico feliz com Tio Chris pelo moleque vivo ou se fico com raiva pelo tanto que já sofri até agora nesse episódio (ok, bate que eu gamo).

Corta para Scully em mais um sonho-pesadelo, dessa vez num sofá do hospital. Ela deve ter dormido pouco durante a noite passada por causa das visões e está exausta. É a única explicação que eu encontro pra ela ter dormido ali... kkkkk .. Scully em seu sonho-pesadelo vê outra vez o vulto negro e vai atrás dele. Chega num quarto onde encontra o globo de neve com o moinho. O mesmo que ela pegou no quarto do Jackson. O vulto se aproxima dela por trás. Socorro.... já imaginei que Jackson/William/vulto negro tava virando o Ghouli. Respira. Calma. Peraí... William é um monstro que não morre? Coitada da Scully. Ela é acordada da visão pelo legista do hospital, lhe perguntando onde está o corpo de Jackson. Depois de TUDO ISSO, o corpo ainda desaparece. Nesse momento acho que Scully tem a confirmação de que Jackson é William. Se ele estivesse morto, como ela estaria tendo outras visões? O corpo sumiu, Mulder dá a nossa confirmação de que ele é William, e eu grito aqui igual louca. Já nem lembro mais que esse Jackson é um psicopata que mandou as duas namoradas pra um barco de madrugada e vira um monstro. Ele é William. William está vivo. Isso é o que importa. Viva. Ficamos apenas 17 anos esperando por isso. Não foi o reencontro perfeito, mas foi um reencontro estilo Arquivo X. E passar por tudo isso em dois meses, lidar com as visões e aprender a controlá-las, ver coisas que ele não entendia e descobrir que era uma cobaia de um projeto governamental até que não deixaram o garoto muito perturbado. Só o normal para um adolescente.

Mulder- o cético, apavorado que Scully está acreditando que William reviveu e pulou a janela do morgue. Scully- a crente, lhe fala que teve uma nova visão e mostra a pequena indiscrição que ela cometeu, tirando o globo de neve do quarto de Jackson/William. Quem é você Mulder, pra sequer perguntar se Scully tirou o globo de neve de lá? Me poupe né seu mão leve de evidências. Scully sabe que William quer ser encontrado por eles, ou ao menos quer manter contato. Depois do desabafo de Scully para ele no morgue, que estava deitadinho ouvindo tudo, não sei como ele ainda foi criar outra visão... se eu fosse filha da Scully já tinha levantado da maca na hora mesmo (mamaaaaaaainnnnnn).

Ao sair do hospital, Scully esbarra um senhor muito simpático e misterioso, cheio de frases estranhas como “não desista de olha o panorama completo”.

Mulder e Scully de volta ao quarto de Jackson, agora William. Scully olhando algo parecido com um caderno de anotações, acha um papel e coloca no bolso (Vai saber que fim deu o papel). Mulder olhando o notebook, não encontra nenhum rastro de postagens do blog Ghouli.net (e nem pornografia... filho do Mulder sem pornografia é quase estranho). Mas William, apesar de ser filhote de Mulder e Scully, ainda é café com leite. E os papais vão em busca do notebook correto. Nele estão milhares de posts do Ghouli.net e acessos ao Departamento de Defesa. Ok... nem tão café com leite assim, mas com certeza filhote de Mulder e Scully. A equipe do Departamento de Defesa chega, interrompendo a investigação deles. Mulder descobre o Projeto Crossroads e logo depois.. ops... caiu refrigerante em cima do notebook. Desculpa aí galera. AMO COMO MULDER DÁ O TROCO... HAHAHAHAHA. E ele nem liga... não liga que os departamentos tenham feito reclamação ao FBI porque sabe que tudo é uma conspiração e isso não vai dar em nada. E muito menos liga pra Skinner criando caso na orelha dele... hahaha. Mulder não confia em Skinner e isso tá certinho. Quem é visto na sala de Skinner quando esse liga para Mulder? O the monio do Cancer Man: “ Mulder está perto”. E eu já parei de contar quantas vezes essa fala apareceu durante as 11 temporadas....

Cancer Man sabe do Projeto Crossroads e acha que isso vai atrair Mulder para o que ele procura (William). Mal sabe ele que os dois estão mais a frente (finalmente).

Mulder se encontra com Skinner, e escuta o que o chefe tem pra falar. Mulder diz que esse é o começo... Skinner diz que é o fim e aconselha Mulder a deixar a investigação de lado. Mulder está quebrado, mas se mantêm focado. Skinner fala do Projeto Crossroads, seu desenvolvimento e os híbridos criados. O Departamento de Defesa está atrás desses híbridos, Jackson Van de Kamp sendo um deles. Mulder conta para Skinner que Jackson é na realidade William. Skinner acha que Jackson está morto e Mulder não se esforça nem um pouco em desmentir. Pelo contrário. Agora as peças começam a encaixar. William está vivo, e Mulder tem noção do perigo que ele corre.

Ao conversar com a psiquiatra do Jackson, Scully descobre que ela prescreveu os medicamentos por causa de visões que ele teve. As mesmas que Scully teve em MSIII. Então sabemos que do primeiro ao quinto episódio dessa temporada, se passaram dois meses. Mulder e Scully conversando no café (Bob de novo.. hihihi).. ele diz que os dados forenses do caso batem com dois atiradores. Ele fala também do Projeto Crossroads. William foi um desses experimentos. Ele sabia que estava sendo caçado e então ele se escondeu como sabia: criando uma realidade alternativa, onde fingiu estar morto. Assim, as meninas acreditaram ter visto Ghouli, quando viram a elas mesmas. Ufa! William não é o Ghouli. Nem é psicopata. E nem tá morto.

Corta para a primeira cena em que vemos William de fato. Ele vai até o quarto de hospital de Brianna, explicar o que houve e pedir desculpas. No fim das contas, ele é só mais um adolescente sem muita noção. A interpretação de Milles é fofa demais, e eu não vou falar mais nada a respeito porque ele roubou meu coração. William começou a ter esse poder de projetar outras realidades nas mentes de outros a cerca de dois meses, quando as convulsões começaram. Ele mal sabia como controlar. A polícia chega ao hospital, Sarah avisou-os de que William estava lá ao ver ele e Brianna juntos. Muito ciumenta a menina. Eu acho essa menina Sarah muito estranha. Prefiro Brianna. O Departamento de Defesa já está atrás de William dentro do hospital. Numa cena muito adolescente pro meu gosto, ela pergunta se ele está em perigo e ele diz que eles podem matá-lo.. em seguida rola um beijinho.... hahahaha... Se segura garoto.. corre que eles estão vindo.

Mulder e Scully estão procurando por William. E esses caras do Departamento de Defesa tem uma mira horrível, para sorte de William. Ele se esconde e faz com que os perseguidores atirem um no outro ao projetar visões do Ghouli e de Scully. Mulder chama por William, que prefere projetar outra visão e sair correndo do local sem falar com eles. Ele desaparece..

Numa cena final, do lado de fora do hospital, Scully e Mulder se abraçam, procurando um pouco de conforto em meio a todo esse caos. A impressão é que se eles não estivessem ali para se abraçarem, teriam caído.

No dia seguinte, já caminho de casa, Scully sugere uma parada. O mesmo senhor no qual ela esbarrou no hospital aparece, e lhe pergunta muito simpaticamente se ela está seguindo ele. Mais frases de duplo sentido; “Se você não lutar por algo, vai se contentar com qualquer coisa”. Mulder, que havia ido ao banheiro, pergunta a Scully quem era aquele com o qual ela conversava. Ela diz que apenas uma pessoa amigável, mas que parecia ser conhecido. E então se lembra do livro que Mulder lhe mostrou no quarto de Jackson, e do autor “O Especialista em Sedução”. E por fim cita a frase que ele lhe disse. Mulder sabe que a frase é de Malcolm X, herói de Jackson. E tudo se interliga. Mais uma vez, Jackson usou de sua defesa de projetar realidades. Mulder pede para ver os vídeos de vigilância do posto e nele temos a confirmação de que realmente era William, dizendo a mãe que gostaria de conhecê-la melhor. A alegria e a emoção no rosto da Scully é fantástica. Imagino o peso que saiu do coração dela. O alívio de Mulder é quase palpável. Tanto por William, quanto por Scully.

Esse final me fez chorar novamente. Quanto tempo esperamos por isso? Quantas vezes imaginamos como seria esse reencontro. É claro que tudo o que queríamos eram os 3 finalmente reunidos. Foram 17 anos esperando. Porém o fim do mundo se aproxima, William está sendo caçado. Os pais adotivos dele estão mortos. William percebe que qualquer um que ficar perto dele agora corre o sério risco de se machucar ou morrer. E então se afasta de Mulder e Scully, para mantê-los seguros. (é que você não conhece seus pais, garoto... rsrs). Percebemos também o espírito livre dos pais em William, que decide cruzar o país de carro. Por fim, Scully sabe que William está bem, só um pouco confuso e precisando amadurecer. Mais um sacrifício de toda mãe: deixar ele ir. Com uma certeza: ele volta.

Mais um precioso presente de Chris pro fandom, com toda a sua genialidade. Cada vez mais o sentimento é de conclusão, e ter William de volta, realmente um alívio. [/Carol]


[Josi] O episódio William (S09E16) foi ao ar no final de Abril de 2002 e desde então vivemos com a esperança de que aquela não fosse realmente a última vez que Scully veria seu tão amado filho.

Confesso que até pouco tempo atrás, eu não dava a mínima pra esse menino. O que me importa desde o início é que Mulder e Scully estejam bem. A consequência natural disso, no entanto, é que sempre quis que se essa criança aparecesse que ela entendesse o porquê de Scully ter tomado essa decisão pois a última coisa que eu queria era que o menino a culpasse ou que a história fosse contada de uma forma que mostrasse que na verdade ela não precisava tê-lo entregado para adoção. Mas o próprio William para mim era tipo "meh"... algo que apenas atrasava a vida de Scully e não nos deixava ter uma história legal.

Sua mera existência sempre foi algo que pesou sobre Mulder e Scully. A culpa era algo insuportável. Scully sabia que não podia proteger o menino, mas o tempo às vezes trabalha contra nós e planta dúvidas... E se ela estivesse enganada? E se na verdade somente eles pudessem dar um ambiente seguro para ele? Este foi meio que o foco da temporada passada e de IWTB: mostrar a saudade, a culpa e a dúvida que os assolava.

O fato é que mesmo depois de tanto tempo, ninguém sabe ainda como William foi possível. O Canceroso afirmou recentemente que foi por sua intervenção que Scully ficou grávida, mas vamos mesmo acreditar nas palavras de um mentiroso? Parafraseando Scully, preciso de provas. Este episódio nos deu dados mais precisos sobre o assunto que vou comentar mais à frente.

Com relação a este episódio, vale destacar que quem acompanha as informações extras on-line começou a ser introduzido antes ao Ghouli, que dá nome ao episódio, e também ao próprio William através do site ghouli.net. Ao navegar pelo site, rapidamente pudemos perceber que o usuário @Rever (lembrando que rêver é sonhar em francês) era o filho perdido de Scully e devoramos as histórias que ele escrevia ali. Para nossa surpresa, antes mesmo de vê-lo já estávamos nos emocionando com suas experiências quando criança, seus pensamentos e sentimentos relacionados a seus pais adotivos, a si mesmo e seus poderes. Achei muito legal essa ideia do site pois nos deu a oportunidade de criar uma ligação com William que não tínhamos antes e pudemos entrar no episódio já emocionalmente conectados não apenas à Scully e Mulder mas também ao menino. Pessoalmente, eu estava perdida no momento em que li que ele estava preocupado se estava fazendo sua mãe biológica sofrer... que ela não deveria sofrer mais que ele mesmo. Ali eu percebi que iriam escrevê-lo da forma correta... que ele teria os genes de empatia e de altruísmo dos pais. E me deu esperanças de que ele seria interessante o suficiente para ser digno de ser o filho de Mulder e Scully.

Aliás, tenho que fazer outra confissão: durante as filmagens eu já tinha caído de amores pelo ator, Miles, e estava torcendo pra ser ele mesmo o William e não mais um engodo da produção de Arquivo X.

O episódio em si começa com duas adolescentes num navio abandonado em busca do tal ghouli. Rapidamente vemos que nenhuma delas estava para brincadeira e que a faca que levavam na mão não era de enfeite. A luta sangrenta só parou quando ambas estavam machucadas o suficiente para não poderem levantar do chão. Meu pensamento foi: "meu Deus, esse monstro faz as pessoas se machucarem pra ele ir lá depois e comer sossegado! :O" rsrsrs

A frase de abertura só aumentou esse meu sentimento: "Você vê o que eu quero que você veja" - Meio ambíguo, não é? Algo assim pode ser usado para o bem ou para o mal. Creio que a ideia dos roteiristas era justamente manter os telespectadores na dúvida sobre a índole de William até onde pudessem.

Voltamos para um pequeno monólogo de Scully para nos explicar o estado em que ela se encontrava: Estado Hipnagógico. Honestamente acho que eu nunca tinha ouvido essa palavra antes. Nesse estado, William consegue induzir um sonho quase real na mente de quem ele desejar e até deixar uma mensagem. O resultado saiu melhor do que a encomenda porque ele não sabia que seus papais biológicos eram agentes federais que trabalhavam justamente com o paranormal e que o que tinha acontecido no navio chegaria até a mesa deles. Assim sendo, foi super rápido para Scully e Mulder seguirem esta pista.

Já na cidade onde ocorre o assassinato, Mulder cita uma frase parecida com a que ele fala em "O Sanatório da Morte" e depois Scully o lembra em "Corações de Pano": "os sonhos são as respostas de hoje às perguntas do futuro" - Acho que esses sonhos da Scully são respostas a perguntas que ela faz todos os dias mesmo...

Na cena do crime, Scully vê seu filho pela primeira vez, mas não sabia disso ainda pois mesmo se ele não estivesse disfarçado, ela não o conhecia... Algo que pensei agora é se William conseguia ver as feições de Scully durante os sonhos... será que ele a reconheceu ali de longe?

Dali Mulder e Scully seguem para uma cafeteria. Cara, creio que esta foi a primeira vez que os vi em um local assim. O pessoal de AX está realmente com uma missão de fazer com que os escritores e amantes de fanfic sejam recompensados. E a coisa não para por aí... todo mundo que está lendo aqui sabe quem (ou "o quê" seria mais apropriado?) é Bob dentro do fandom, não é? Meio difícil que a produção não saiba. O pessoal de Gillian que fica rondando pelo twitter e tumblr sabe com certeza! Qual não foi nossa surpresa ao ouvir o barista chamar Mulder por esse nome! Esse pequeno alívio cômico nesse episódio pesado foi muito bem-vindo.

Ali mesmo eles descobrem o site ghouli.net e logo de cara o descartam como "fanfiction". Eu fiquei orgulhosa de Mulder. Nosso menino cresceu, gente! Já não cai em qualquer coisa!

Vamos para as meninas agora? Olha... tenho que dizer... ambas parecem ser muito fofas e interessantes. "As pessoas vão lá pra ficarem chapados... não eu!" - Nunca, jamais. Uma anjinha dessas... (sei) As histórias delas se complementam perfeitamente. Elas não sabem uma da outra e afirmam que estavam lutando contra um monstro, ghouli. Duas coisas se sobressaem para Mulder e Scully durante os depoimentos delas: como tudo coincide com o sonho de Scully que os levou até ali e o nome "Jackson Van der Kamp".

Tenho que dizer que eu admiro Scully e sua capacidade de negar o óbvio... a bichinha ainda ensaia um "pode ser coincidência, Mulder". Mulder, aliás, é um lindo nesse episódio inteiro: ele a empurra e a segura nos momentos certos, a ajudando a manter o equilíbrio e seguir em frente.

Com todas essas informações, foi fácil chegar até a casa dos Van der Kamp. Imagina tudo o que não passava pela cabeça desses dois? Será que finalmente iriam encontrar seu filho? E quem esse menino teria se tornado? Como eles deveriam se comportar ali? Entretanto, nada poderia tê-los preparado para o que viria a seguir.

Eles ouvem tiros. Arrombam a porta. Dois corpos. Os pais? Mais um tiro. Um adolescente no chão. Muito sangue e uma ferida na cabeça. Diante de tudo isso, só mesmo uma forte negação para que eles se controlassem ali. Acho que anos de trabalho vendo o lado mais podre do ser humano, além de toda a tortura que ambos passaram também ajudou que eles se mantivesse sãos naquele momento. Imagina? Cerca de 17 anos sem nenhuma notícia de seu filho e depois que você se permite um pouco de esperança, o encontra morto? Esta seria a pior das coincidências.

Essa tragédia toda ao menos permitiu a Mulder e Scully (e a nós também) ter um contato maior com o mundo de William/Jackson. E são muitos detalhes ali que o ligam especialmente a Mulder. Acho que a história está sendo contada com tanto foco na Scully como mãe que a produção resolveu dar uma ligação visual do menino com o pai (que é Fox Mulder, se alguém aí tem dúvidas ainda... duh). O quarto tem uma decoração voltada para o espaço sideral, ele possui um telescópio e se você olhar bem tem um Pé-grande ali num daqueles globos de neve. E as fotos? Que lindas! Uma delas tem Jackson jogando beisebol. Ownnn. Acima da cama tem um poster do Malcolm X. O livro é "The Pick Up Artist - Memoirs of a Wolf in Sheep's Clothing", A arte da sedução - Memórias de um lobo em pele de cordeiro; autor: Peter Wong... que deve ser uma homenagem ao diretor e roteirista do episódio. Há livros de verdade com este mesmo título com diferentes subtítulos e autores. Não recomendo essa leitura pra ninguém... rs

Ai, gente... A ideia era que a gente desconfiasse desse menino, né? Não apenas da identidade dele mas também de suas intenções. Ele tinha duas namoradas, todas as evidências apontavam para que ele tivesse manipulado as duas para se machucarem, matado os pais e, sem outra saída, se matado também ao final. Esse livro só piora as coisas. Mulder mesmo lembra a Scully que aquele pode não ser William.

Num certo momento, Mulder avista dois sujeitos suspeitos do lado de fora da casa e segue para confrontá-los. Aqui tem duas coisas que ele fala que merece destaque:

1. "Com essa lata velha, só podem ser do Dep. de Def." - Gente... um dos carinhas chega a checar se o carro era mesmo tão ruim. hahahahhahaha
2. "Vocês não tem ideia de meu estado mental" - Isso vale para todos os fãs que questionam os sentimentos de Mulder com relação ao filho também.

Mais um ponto de admiração para Scully: sua coragem. Minha gente, tá que depois de tudo o que eles passaram, eu iria sim buscar esse material genético porque eu teria que ver todo o processo de comparação de DNA com meus próprios olhos... mas ir assim sozinha? Não sei se teria tanta força. Mas todo mundo tem seu limite, né? E acho que Scully encontrou um dos dela ali naquele momento em que ela teria que encarar o corpo de seu tão amado filho.

Fandom é uma coisa legal mas às vezes a gente se machuca mutuamente né? Dia desses vi um daqueles gifs do tumblr que comparavam a cena de Scully vendo William/Jackson morto na mesa do necrotério com aquela dela tendo uma visão da Emily em cima de uma mesa semelhante no episódio All Souls. Ah, como a gente gosta de remoer a ferida...

Essa cena agora é a culminação de tudo isso. Scully descobrindo que não poderia ter filhos, descobrindo a Emily e com ela a dor de saber que seu material genético (e ela mesma) estava sendo usado para experiências tão cruéis... depois a tentativa com os óvulos que Mulder encontrou e recebendo apenas mais decepção. Então, a gravidez inesperada, o medo de que aquele bebê não fosse humano... ao final ser obrigada a abrir mão dele numa tentativa desesperada de que a criança tivesse uma vida normal. Ou algo que se assemelhasse ao normal...

Mas se aquele corpo fosse de seu filho, tudo estaria terminado... e ali ela desaba.

Numa das melhores atuações de Gillian, vemos Scully se desmanchando enquanto pede perdão a um menino que estava aparentemente morto e que ela sequer tinha certeza absoluta de que era mesmo seu filho. Mas ela precisava muito daquele momento e não poderia mais adiar. Meu coração dói todas as vezes que assisto essa parte... em um dado momento, ela fala "Isso é tão inapropriado"... gente, isso é tão Scully... achar seus sentimentos fora de lugar.

Nesse momento, ela se dá conta de que Mulder está ali na porta. Ele realmente tinha acabado de chegar pois dá pra notar que ele tá meio que decidindo se bate na porta ou não. E você tem que amar muito Mulder pois a primeira coisa que ele fala é que ela não tem nada do que se desculpar. E ela não tem mesmo. Graças a decisão de Scully, o menino teve vários anos vivendo uma vida o mais normal possível se você levar em conta a natureza do garoto. Mas voltando a Mulder, percebam bem a expressão dele nos momentos em que ela não está olhando... a forma como ele olha pra ela... a forma como ele olha para o corpo do menino... É de cortar o coração.

Outro ponto de vista que merece ser destacado aqui é o de Jackson. Até agora ele talvez não tivesse muita ideia de quem eram aquelas pessoas. Ele provavelmente estava pensando que Mulder e Scully eram outros agentes que vieram para matá-lo ou ter certeza de que ele estava bem morto. Imagina qual não deve ter sido a surpresa dele ao ouvir tudo aquilo? A isso some o medo de ter alguém querendo sua morte e o desespero e tristeza de saber que seus pais estão mortos. Ele deveria estar muito confuso. E com razão.

Daí que Scully tem que esperar duas horas para o resultado do exame de DNA... e o que ela faz com esse tempo livre? Dorme, claro. O dom de William de se comunicar usando os sonhos cai muito bem com a mamis que ele tem. hahahahaha

Imagina a alegria de Scully ao se encontrar presa naquele mesmo estado hipnagógico e ser novamente atraída pela figura escura? Assim que pode, Jackson mandou um sinal para Scully de que não estava morto. E ele ainda queria se encontrar com ela...

Scully acorda e quando ela vê a comprovação de que o corpo sumiu, ela sai pelo corredor do hospital até meio desorientada. E lá vai Mulder dosar as esperanças dela. "Não temos certeza de nada ainda"... tadinho... acho que ele lembra o tanto que foi enganado com as muitas Samanthas...

Quando Scully tá saindo do hospital, um senhor esbarra nela, quebrando o globo de neve que ela levava nas mãos. Agora sabemos que aquele é Jackson disfarçado e ali eles têm sua primeira troca de palavras. Ai, gente... a doçura no olhar daquele menino (pontos para a atuação do ator mais velho que realmente dá um ar juvenil à sua expressão)... Então, ele diz algo importante para Scully: "Preste atenção no quadro completo." - Ele quer ter certeza que ela não ache que ele é uma pessoa terrível.

Scully e Mulder voltam, então, até a casa dos Van der Kamp e encontram evidências de que Jackson era mesmo o autor do site ghouli.net e que além disso ele tinha conseguido ter acesso a documentos sobre um tal Projeto Encruzilhadas. O menino é danado. Mulder joga refrigerante no computador para atrasar o pessoal do Dep de Def que rouba a investigação deles...

Skinner liga pra Mulder e quem está lá na sala do careca? Canceroso. Sério? Sério??? E o Cança: "Mulder está perto" - Mulder é como o limite aberto na matemática... está sempre perto mas nunca chega ao ponto...

Mulder vai se encontrar com Skinner e este lhe explica o que era o tal Projeto Encruzilhada. A situação de Skinner aqui é a pior possível. E eu estou super curiosa pra saber o que inferno ele tá pretendendo dando trela pro Canceroso. Enfim... o tal projeto tinha o objetivo de criar supersoldados com híbridos alien-humanos. Uma dessas crianças resultantes dessas experiências era o Jackson. Mulder: "Tarde demais... Jackson era nosso filho William, que mudou de nome com a adoção" - Mais um momento em que Mulder mostra a dor que sente com toda essa história...

Enfim, eles passam o POV da história para Jackson e podemos vê-lo no hospital com uma de suas namoradas. Tenho que confessar que num primeiro momento eu tive medo pois ele falava de um jeito meio esquisito mesmo. Eu assisti da primeira vez entoando um pequeno mantra "por favor não façam ele ser ruim por favor não façam ele ser ruim..."

Ele confessa tudo para as meninas. Conta como ele não queria machucá-las, que pensou que seria uma pegadinha inocente, que elas somente iam se assustar e correr, que ele tinha aqueles poderes que ele não conseguia controlar... que ele sentia muito, que todos ao seu redor corriam perigo e que ele estava ali somente para se despedir e pedir perdão. Até quando uma delas, zangada, chama a polícia, ele fica assustado mas a reassegura que está tudo bem e que ela não precisa se sentir mal com aquilo.

Depois disso, começa a perseguição. Os agentes do Dep de Def estavam ali para terminar o serviço e eu ainda não entendi por que Jackson não mudou de aparência logo de cara. Ele tenta se livrar como pode até que os dois agentes acabam mortos e sobram apenas Mulder e Scully. Não sei qual foi o processo do rapaz ali, mas acho que ele quis evitar mais um estresse emocional... ele já tinha passado por tanta coisa... Ou talvez ele não quisesse que aqueles dois também se machucassem por sua culpa.

Mas Jackson ainda queria ver Scully de novo (ele provavelmente ainda não sabe que Mulder é quem a mãe se refere quando fala de "seu pai") e deve ter ficado ali esperando no posto do moinho... ansiando que a mãe biológica tenha entendido seu recado.

Eu morro com a forma que ele fala com Scully. Tão doce... Eu gosto de pensar que Jackson sabia que estava sendo filmado... sabia que deixaria um pequeno presente para Scully...

E ao final:

Jackson: "Você parece ser uma pessoa legal. Eu gostaria que eu pudesse te conhecer melhor." [/Josi]


[Cleide] Muitos devem estar se perguntando o porquê de todo frisson dos fãs de Arquivo X com o episódio Ghouli. Falarei de minha experiência: acompanhei a série na época em que estava sendo lançada, episódio por episódio, sem internet, atraso de meses (até mesmo anos) em relação aos Estados Unidos, só com alguns spoilers esporádicos, em revistas, tudo muito nebuloso, incerto... boatos e mais boatos que se confirmavam ou não.

Portanto, para nós, a trajetória de Scully foi muito sofrida, a abdução (e os rumores que esterilizavam as abduzidas), e as desconfianças que nos plantavam no início que foram se confirmando aos poucos. E depois, como as circunstâncias foram sendo mais e mais cruéis com nossa corajosa protagonista: doença, risco de morte, esterilidade, óvulos produzindo cobaias, culminando com uma gravidez misteriosa e a desistência do filho tão querido, esperado (e comemorado por nós, fãs!).

Eu confesso, que se pudesse, terminaria a série no último episódio da oitava temporada, já conversei isto várias vezes com a Josi e outras amigas. Se a série precisava ser encerrada, então, que pudéssemos ter a ilusão que Mulder e Scully estavam sendo felizes para sempre com seu filhinho em algum lugar do mundo... mas aí veio a nona temporada e desfez todos nossos sonhos! O episódio “William” é o meu maior trauma de fã de Arquivo X, sinceramente, desde o final da série, passando por “I Want to Believe”, e por todos chats de madrugada entre fãs... todos sabem que nunca me conformei!

A décima temporada foi uma surpresa feliz, e ela levantou tantos cenários assustadores possíveis em relação ao menino perdido. Acabaram utilizando uma decisão ruim (o episódio William) para criar um plot interessante de se explorar, como a culpa que através dos anos tem consumido Scully, e mesmo Mulder, toda história do filho perdido.

Entramos a 11 temporada, finalmente (infelizmente) caminhando para o encerramento da série, e descobrimos que “My Struggle II” foi nada mais nada menos que as visões apocalípticas de William sendo transmitidas para Scully.

Eu imaginei, durante todo esse tempo, vários cenários: Como encontrariam este menino? Foi bom saber que ele e sua mãe estão conectados. Ele iria aceitar ser filho Mulder e Scully? Ele teria poderes? Como os pais adotivos conviviam com ele? Haveria possibilidade Mulder, Scully e ele viverem como uma família um dia?

E Ghouli foi uma maneira muito feliz de apresenta-lo. Primeiro, toda a história do monstro, realmente crível, que no final das contas era uma projeção mental do menino, mostrando que realmente ele é extraordinário. Por outro lado, ele não é perfeito, como um adolescente, o William/Jackson que conhecemos, é confuso, inconsequente, e faz algumas merdas de vez em quando.

Achei muito digno, apresentarem o menino assim! Ele tem duas namoradas, fez uma brincadeira de mal gosto com elas, sob a qual perdeu o controle. A série foi muito coerente em não apresentar uma explicação para isto depois, ele cometeu um erro, por que é um adolescente – com poderes que não entende e ainda não conseguiu aprender a controlar – e teve que encarar as consequências dele, não havia nenhum motivo nobre por detrás de suas ações.

Por outro lado, a reação dele com toda situação de seus poderes nascentes, foi super madura... ele já estava investigando sua condição, está ciente do projeto que o criou, conseguiu se virar e fugir sozinho... o menino é um sobrevivente! Em vários momentos, esteve dois passos na frente de todo mundo. Digno de um filho de Mulder e Scully! E é surpreendente ele saber que tinha uma conexão com sua mãe biológica. Admirável sua atitude de não julgar Scully antes de conhecê-la, ou ter crises existenciais por isto. Gostava dos pais adotivos, mas há lugar para gostar dos pais biológicos também.

O que nos leva a uma das cenas mais esperadas/temidas da série: Scully tendo de encarar o corpo inerte do filho no necrotério... confesso que especulei muito antes de assistir, o que poderia ter acontecido? E gostei muito da decisão dos roteiristas. Tendo feito uma projeção mental dele mesmo morto, William foi capaz de escutar todo desabafo de sua mãe, e aparentemente foi empático com ela, pois tentou se comunicar com ela depois por duas vezes. E que atuação da Gillian nesta cena! Lindíssima!

Adorei Mulder e sua presença madura, corajosa e amorosa ao lado de Scully, que sempre catalisa mais a dor e a culpa pelo filho. Ele parece adivinhar os pensamentos dela, e antecipar o que ela precisa, coisas que só um grande amor pode realizar. Eu amo muito do homem que Mulder se tornou!

A cena final, foi uma surpresa adorável para todos nós... todo aquele diálogo de William com Scully, como quem quisesse dizer “Eu compreendo!” E Mulder e Scully vendo depois na câmera, que foram tapeados pela esperteza de seu filho, quase com orgulho, e um certo alívio, por saberem que o menino estava mais preparado do que imaginavam para lidar com as adversidades que viriam. [/Cleide]

http://thexfiles.tumblr.com/post/170363598390/do-you-ever-think-about-william-yes-of-course-i



Vídeos do episódio:


(uma tradução desse vídeo pode ser vista em nosso post pré-ghouli)














Bastidores:




























http://ondines.tumblr.com/post/170366715867/oi-gente-a-verdade-tá-aqui-jackson-van-de-kamp-é



Fontes dos Gifs: x x x x x x

sábado, 13 de janeiro de 2018

11x01 - My Struggle III (Minha Luta III) Reviews


Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter

Resumo: "Continuando a partir dos eventos do final da última temporada, Mulder e Scully descobrem que eles não são os únicos que estão desesperadamente em busca de seu filho perdido, William. O destino do mundo pode depender disso."




Comentários

[Josi] Arquivo X está de volta e, na minha humilde opinião, em grande estilo. Vários aspectos clássicos da série estão presentes nesse primeiro episódio. Alguns destes a gente ama muito, outros nem tanto, mas... assim é a vida.

domingo, 1 de janeiro de 2017

06x12 - One Son (Um Filho)

Direção: Rob Bowman
Roteiro: Chris Carter & Frank Spotnitz

Resumo: Com o primeiro híbrido humano-alienígena em mãos, o Sindicato planeja seguir com o plano de entregar Cassandra para os aliens e deixar que eles iniciem a colonização do planeta Terra.




Comentários:

[Josi] One Son... ai ai... esse episódio é um dos mais odiados de todos os tempos. Pura e unicamente porque Mulder se comporta como um imbecil de quinta categoria com a Scully e fica dando ponto pra inimiga número 1 dos excers, Ag Fowley.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

06x11 - Two Fathers (Dois Pais)

Direção: Kim Manners
Roteiro: Chris Carter & Frank Spotnitz

Resumo: Cassandra reaparece com uma nova investida dos rebeldes sem face que ameaçam expor o Sindicato. Mulder e Scully são mais uma vez manipulados pelo Canceroso, desta vez com a ajuda de Spender.



Comentários:

[Josi] Mais um episódio duplo mitológico e as coisas continuam a pegar fogo (literalmente). Muitas revelações, muitas reviravoltas e isso me faz pensar no pessoal que reclama exatamente de muitas informações em apenas um episódio na décima temporada... gente... isso acontece desde o Piloto... Vão ver outra série se isso os incomoda...

sábado, 18 de junho de 2016

06x09 - S.R. 819 (S.R. 819)

Direção: Daniel Sackheim
Roteiro: John Shiban

Resumo: Skinner é injetado com uma substância desconhecida e aparentemente tóxica. Mulder e Scully investigam a natureza do ataque e como salvar seu antigo chefe.




Comentários:

[Josi]
O teaser desse episódio é de uma maldade digna de Arquivo X. Primeiro que, para quem nunca o assistiu antes, você só pensa que eles estão falando sobre Mulder. Daí vem a surpresa: Skinner. Então, a coisa só piora pois ele sequer é o Diretor Assistente supervisor de Mulder e Scully. Ou seja, não há muito mais que o ligue à trama. O que significa que as chances são que ele realmente morra ali.

quarta-feira, 2 de março de 2016

10x06 - My Struggle II (Minha Luta II) Reviews



Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter

Resumo: A epidemia da qual Tad O'Malley vinha avisando começa a se tornar realidade. As agentes Scully e Einstein buscam uma cura, enquanto Miller procura por Mulder que saiu para encontrar com seu pior inimigo.




Comentários

[Josi] Último episódio da décima temporada. E, pelo menos para mim, este season finale fica no mesmo nível de qualidade de qualquer outro de Arquivo X. Nos deixa loucos enquanto assistimos e boquiabertos no final.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

10x01 - My Struggle (Minha Luta) Reviews


Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter

Resumo: Mulder e Scully são procurados por um apresentador de programa sensacionalista cujas teorias faz Mulder reavaliar o que ele acreditava ser verdade e Scully descobre novas provas de DNA alienígena sendo usado em humanos.



Comentários

[Josi] Arquivo X está de volta depois de 5 anos e meio de IWTB e quase quatoze anos depois que o último episódio foi ar. E tenho que falar... está fantástico!

domingo, 28 de junho de 2015

06x05 - Dreamland II (Terra dos Sonhos Parte II)

Direção: Michael W. Watkins
Roteiro: Vince Gilligan & John Shiban & Frank Spotnitz

Resumo: Scully e Mulder lutam para que ele retorne a sua vida normal.



Comentários:

[Fê Monteiro]
Adoro como esse epi começa com a biografia não autorizada do Mulder <3 ...tirando a parte de “empurrar o carrinho de bebê”, está até que bem verídico...kkkk





Bem, continuando da primeira parte, finalmente vemos a Scully cair na real de que o que tá rolando é o que tá rolando, entende? E lá vai o Mulder para a prisão militar (clichê mulderiano) para ser vizinho temporário de cela da vovó índia mais loka que o Batma...ou como ele carinhosamente a apelida: Grandma Top Gun...adoro! Felizmente para ele, o chefinho general está do lado dele nessa (essa é nova) e logo ele está liberado das acusações, uma vez que portava uma falsa caixa preta, propositalmente, com todos os seus movimentos friamente calculados (só que não).

Enquanto isso, Morris muda o tratamento com a parceira ao perceber que ela “ficou do seu lado” e decide partir para os galanteios e a convida para jantar. No apê 42 ele chega à óbvia conclusão sobre a vida amorosa do querido e resolve dar um up no QG (tá, única coisa decente que esse cara fez, vamos combinar). Já o Mulder estava acabando com a vida do cara (como se precisasse de esforço), a esposa prestes a expulsá-lo de casa e pedir sua interdição e ele continuava achando que se falasse a verdade ela entenderia. Tsc tsc...sabe nada inocente!

Ai gente, se restava ainda alguma dúvida na cabecinha ruiva da Scully sobre a troca de corpos, essa dúvida se esvaiu no momento em que um “Mulder” de avental (que faz janta) lhe tirou o casaco na entrada. - Tá, confesso que nessa hora eu gostaria que o DD estivesse interpretando, mas...eis que eles vão para o quarto e aqui eu volto atrás e agradeço, pelo colchão de água e, especialmente pelo espelho no teto, que nos proporcionou, ainda que por um breve momento, um vislumbre do paraíso...hehehe

“Sabe o que seria mesmo divertido?” - ahh Sculy safadinha! Nem fica corada. Aqui a gente sabe que ela já matou a charada, mas, diferente de nós, ela tá enxergando o Mulder ali. Ô mulher forte, vou te falar... Por outro lado, vamos combinar que se a esposa do Fletcher enxergasse como nós, essa mulher não ia ser forte. No estado em que ela está, capaz de trancar o homi em casa e já era! Apesar que, no fim do epi, o Morris vai se explicar pra ela no corpo do Mulder, contando detalhes da vida do casal etc (e por sinal ela é convencida muito mais rápido do que a Scully, pra gente ver como a nossa amiga é cabeça dura mesmo). E ela resistiu bravamente. Sei lá essa mulherada.

Bom, e lá vão todos para o barzinho alien em Nevada. Aliás, como tem desses estabelecimentos por lá heim...adoro! Mais uma vez o Mulder tenta salvar o casório, à sua maneira, afinal não é a intenção dele acabar com a vida do cara. Mas como o Chaves, ele faz sem querer querendo.

Dentro do bar temos 3 focos: o Mulder verdadeiro com a Scully no carro, o Morris com o general na mesa e a coitada da esposa no bar, sofrendo like a Maria do Bairro. E dá-lhe vinho na cara do querido...

Agora, na cena do banheiro, eu me pergunto: 1º - qual será a sensação de você querer sentar umas porradas em você mesmo? 2º – o que faziam Morris e Mulder  dentro da área do mictório esperando pelo general que eles não sabiam que ía entrar? Simplesmente não há respostas para essas duas questões, e melhor que não haja mesmo.

Além do Mulder, Scully ainda consegue presenciar o Frohike de avental cozinhando também. Quanto homem prendado nesse epi! E o Fletcher se esbalda com o QG dos pistolas, tirando o maior sarro deles. Damn you Morris! Adoro a cara da Scully tentando explicar para o trio o que aconteceu, é tão “me matem agora”.

Claro que a cena mais tchuca é a conversa de despedida. É uma verdadeira declaração de amor mútua. Outro momento em que fico feliz que seja o DD a fazer. A preocupação dele com ela, na situação em que ele se encontra, é muito amor incondicional. E as sementes compartilhadas dizem muito, muito mesmo. “Eu beijaria você se não fosse tão feio”, ahhh, pra cima de nós ruiva? Fala isso agora e perde um monte de oportunidades, falo nada!

Mulder: “Se eu o matar, será homicídio ou suicídio?”
Scully: “Nenhum, se eu fizer primeiro.” - Oi? Como assim? Qual seria a terceira opção? Parceirocídio? Eu heim...quem escreveu esse diálogo?

Enfim, no final, como sempre (ou quase) tudo se ajeita. Graças ao agente Grodin, que tem um ataque súbito de ética e moral e leva a tchurma para o local onde tudo começou. Tudo é esquecido, memórias de todos apagadas (felizmente as da secretária do Kersh também, credo). E, ainda somos surpreendidos (junto com a Scully), por um Mulder agradecendo a companhia da parceira. Choque! Deve ser memória celular, subconsciente...sei lá.

E, de toda essa aventura, restam o apê (cafofo do amor) do Mulder e as moedinhas fundidas do troco do posto para reafirmar, para nós espectadores, que aquilo não foi um sonho na terra dos sonhos.   [/Fê Monteiro]


[Josi]
Voltamos a Dreamland com uma não muito fofa biografia de Mulder feita por Morris.






"A meu ver, ele está a um passo de empurrar um carrinho de bebê cheia de latinhas vazias pela rua" - Morris sobre Mulder. Até parece que a vida de Morris é super organizada, né?

Eu realmente amo o fato de que Scully pode até resistir a acreditar nas coisas... mas quando é realmente necessário, ela não hesita em fazer o que é correto. E salvar o parceiro dela é sempre mais do que necessário. Prioridade número 1 deles é o outro. *love*

Essa carinha da Scully quando Morris a convida para jantar é maravilhosa. E o quão estúpido e vazio é tudo o que ele fala a Scully quando ela volta da reunião com Kersh. Ugh. Odeio esse cara.




Mas sério... como Mulder guardava suas roupas e tomava banho e se vestia? Pelo que eu lembro de outros episódios o banheiro é no quarto... rs


Mulder tentando ser legal com as crianças... kkkkkkkkkkkkkk

Joanne: "Morris, se você não gosta do homem que se tornou, eu não o culpo nem um pouco... Mas escapar da realidade não é a resposta. Aceite quem você é, por mais repulsivo que seja". JOANNE PRA PRESIDENTE!!!!

Lá vai Morris "deixa eu te mostrar o resto do apartamento" e Scully entra no único cômodo da casa que ela sabe que existe além do hall... a sala. E já está se preparando para dar alguma resposta polida, quando é arrastada para a grande surpresa.



A forma como ela fala o "não, eu não detesto", me deixa intrigada. Ela no momento deve ter imaginado aquilo tudo sendo mesmo do Mulder-real. Mulder-real sendo alguém assim normal. E eu vou transferir para ela meus próprios sentimentos. Eu acho que alguns desses elementos caberia bem em Mulder. Ter uma cama é legal. Mas tudo aquilo... não. Mulder não tem tempo nem personalidade para aproveitar um domingo de amenidades. Ele jamais seria assim tão leve. Ele tem muita bagagem, muito sofrimento acumulado, muita coisa para provar para o mundo. E... como Scully mesma diz em IWTB, isso é o que a fez se apaixonar por Mulder. A verdade é que ela não precisa de nada daquilo com ele... toda essa vida "normal" não combina com os dois.

Scully é tão doce e delicada o tempo todo não é? "'baby me' mais uma vez e você vai urinar por um cateter","ooou... eu posso atirar em você",*engata a arma para mostrar o quão interessada ela está em brincar com algemas com Morris*. Como não amar essa garota?

Joanne tem um baita dum faro pra descobrir as escapadas do marido. uau E amo que quando ela joga o vinho na cara de Mulder, ele não fala que ela é uma maluca ou algo do tipo... ele fala a verdade... que ele é um péssimo marido.

"Você é o cara que quer roubar a minha vida? Isso inclui as surras?" kkkkkkkkkkkkkkkk. Oh Mulder. Você não apanha sempre. Errr...

Morris e Joanne casaram num dia 13 de junho. Cá estou eu vendo esse episódio a poucos minutos desse dia. rs (Informação muito importante trazida a vocês por mim, Josilene :D)

A cara deles de "isso é tão não da minha conta"







Ver a esposa novamente faz Morris sentir saudades de sua própria vida. ownnn... nope. Ele ainda é um idiota.

Daí simples assim eles voltam não apenas ao normal, mas todo mundo envolvido esquece o que aconteceu. No entanto, o apartamento de Mulder continua mudado e as moedinhas ainda estão juntas. O que implica que Kersh, Joanne e o superior de Morris ainda lembram de tudo, não é? Afinal, o carinha lá que queria a carreira dele limpa de novo ainda lembrava de tudo mesmo depois que ele colocou todo mundo antes de Mulder de volta ao normal. Imagina Mulder e Scully pasmos ouvindo Kersh perguntar sobre a caixa preta? "Que caixa preta? Hã? Dias no Texas?". E Morris? "Joanne, você piorou? Como assim outra pessoa tomou o meu lugar? E quem autorizou essa garota a usar um anel do nariz???". OMG os pistoleiros! Que hilário! Eles devem amar ainda mais Mulder agora. Isso tudo faria sentido pra mim se Scully não viesse falando que Kersh não sabe da viagem deles a Nevada. Oi? OK... whatever.

Mas sabe o que é frustrante? Saber que toda essa experiência deles foi para as cucuias. Nada do que eles conversaram vai ser lembrado. Nada de "eu te beijaria se você não fosse tão feio"... sniff

E pra terminar... a cara de Mulder voltando para ver se ele tinha entrado no apartamento correto é o máximo!






[/Josi]



[Marina] Fletcher narra o resumo da vida de Mulder, como poderia ter sido promissora... e agora ele está disposto a fazer de Mulder um cara de sucesso.

No entanto, o Mulder de verdade está ferrado e Scully também. Ele foi preso e ela está suspensa por duas semanas.

Mulder resolve apaziguar a ira de Scully e a convida pra jantar em sua casa. Aí a ficha dela caiu. Mulder me convidando pra jantar? Mulder cozinhando?

Wegman pega tudo isso no ar e tira Fletcher da cadeia dizendo que ele fez uma jogada de mestre... afinal, ele livrou a cara do superior que é o verdadeiro informante. Fletcher (o verdadeiro Mulder) entra na jogada, dizendo que sabia que era a caixa preta falsa, pois não poderia confiar nos colegas.

Mulder (Fletcher) chega em casa cheio de amor pra dar, mas descobre que vai ter que fazer umas reformas para dar a Scully o trato que ela merece... Então... por que não providenciar um colchão d'água?

Enquanto isso, lá em Nevada, Mulder está destruindo o que resta do casamento de Fletcher tentando contar a verdade para Joan.

Scully chega a casa de Mulder (Fletcher) e até dá uma deitadinha no colchão com espelho no teto. Fletcher fica todo animadinho e Scully decide usar algemas... E ela as usa muito bem! Outro ponto alto dos episódios... com Fletcher preso na algema ela diz  "Se você me chamar de querida vai urinar por um tubo!" AMO A SCULLY! E ela joga tudo na cara de Fletcher. No meio dessa lavação de roupa suja, Wegman liga.

Do outro lado do país, Mulder convence Joan a ir para outro lugar pois estão sendo vigiados. Assim, eles  vão para um bar com temática alienígena kkkk
Do lado de fora do mesmo bar, Fletcher e Scully (que já cruzaram o país em uma nave alienígena supersônica kkk) combinam de encontrar Wegman. Fletcher fica surpreso (pra dizer o mínimo) quando descobre que seu superior é o informante.  Mulder está no mesmo bar, passando por uma saia justa com Joan... e ao ver os colegas de Fletcher chegando, ele vai para fora do bar, entrando no carro de Scully.
Fletcher pega a caixa preta. Joan vai para rua e vê Mulder dentro do carro com Scully e ficando possessa. Quando Mulder retorna ao bar leva um banho de vinho. É a deixa de Mulder pra ir ao banheiro.
Enquanto se lava, ele dá de cara com Morris Fletcher. Fltecher está com a caixa preta.
Wegman descobre que também não pode sair do bar e se refugia no banheiro, encontrando Mulder e Fletcher. Eles colocam um plano em prática. Wegman recruta os MIBs que estavam no bar para saírem atrás de Fletcher (Mulder) com a caixa preta. Só que dentro do saco há apenas cerveja.

Fletcher e Scully voltam pra Washington com a caixa preta e pedem ajuda aos Pistoleiros.  Eles quase não acreditam que aquele não é Mulder, até Fletcher explicar que Saddan Hussein é na verdade um ator que ele achou em Tulsa.
Scully e Fletcher voltam a Nevada (é tipo ponte aérea, super rápido cruzar o país de carro!) e encontram Mulder. Scully diz que falou com Frohike, que diz que houve um acontecimento anormal, e mesmo que pudessem recriar o momento, qualquer milissegundo poderia por tudo a perder. Tristes, eles se despedem de um modo terno, mas muito sóbrios. Scully beijaria Mulder... se ele não fosse tão feio; e Mulder entrega sementes de girassol a parceira.
Scully e Fletcher vão embora e horas depois, quando o dia amanhece, eles passam pelo posto e Scully fica intrigada quando vê o posto de pé.
 
Os eventos estranhos continuam a ocorrer, e um dos colegas de Morris Fletcher quer desfazer estes eventos e começa a por todas as pessoas envolvidas em seus lugares de origem para recriar os eventos que fizeram essa bagunça começar.
Scully volta a casa de Fletcher (Mulder) e conta sobre o posto. E como podem tentar fazer tudo voltar ao normal. Fletcher tem um momento de consciência e vai falar com Joan, revelando a verdade.
Os militares chegam a casa de Fletcher e acham a caixa preta verdadeira. Colocam Mulder, Scully e Fletcher num carro, e vão para o lugar em que tudo começou.
A nave passa. Os dois dias infernais nunca aconteceram. Nenhum deles terá recordações desses momentos.
Scully diz a Mulder que eles passaram ilesos pelo radar do Kersh. Mas as mudanças que não estavam no caminho do evento não podem ser mudadas. Scully segura as moedas fundidas uma na outra... e Mulder descobre uma certa mudança em sua casa...

-x-x-x-x-x-x-x-x-
Retomando meu comentário do terceiro parágrafo. Scully quer que Mulder pare com essa busca incessante. Forçadamente ele para, mas na verdade por não ser ele. E Scully não reconhece isso como sendo o parceiro. Talvez a mensagem seja de que não temos o poder de mudar as pessoas. De freiá-las. Cada um é o que é. Ao vermos Mulder de Fletcher, sabemos que aquela vidinha não combina com ele. O "normal" da vida é como cada um a constrói. [/Marina]


[Cleide]
Finalmente Scully começa a desconfiar do comportamento estranho de seu “parceiro” (aff, Morris Fletcher picareta!), e perante os gritos do Mulder verdadeiro, e da traição que Morris comete ao seu informante, a agente parece cada vez mais desconfiada e manda uma frase (que nos faz perceber que ela já sacou a teoria de troca de corpos): “I’ve been telling you for years you should play more by the book, haven’t I?” Morris não capta muito bem o que ela queria dizer, pois na cabeça dele, Scully é tão rebelde e inconsequente como Mulder, não lhe passara pela cabeça, que a Sra Spooky fosse a parte “séria” da dupla.

Quando ela toma suspensão do FBI e ele oferece um jantar caseiro, Scully saca tudo: ela conhece Mulder, seus hábitos, sua casa... sua geladeira... rsrsrsrs certamente, neste momento, ela teve a confirmação que precisava de que aquele não era o SEU Mulder.  E foi toda preparada para o famigerado encontro... chego a pensar nela bufando ao pensar que o Mulder verdadeiro nunca fez um convite destes, aliás, acho que é por isto que Mulder a ganhou, por não ser óbvio e dar de cima dela tratando-a como um objeto, como alguns caras normalmente fariam...

Morris explorando o apê de Mulder é outro clássico: “esse cara não transa há anos”... que cara, bonito, bem empregado e interessante, sequer tem um quarto? Morris não entendeu mesmo a vida de herói épico de Mulder. Adoro Scully fingindo que é bobinha e está entrando no jogo barato de sedução do Morris (como se bastasse ter a carinha de Mulder para ganhá-la... ela já estava escolada desde Vun Blundt) até a cereja do bolo: “Sabe o que seria legal” – ALGEMAS!? Nasty Scully... golpe mortal no babaca do Morris... “Baby me again and you’ll be peeing trough a cateter..” bem feito!

Aí que começa o problema: como devolver esta mala e recuperar o Mulder real. Scully faz com que Morris marque um encontro com o informante de Mulder para ver se consegue puxar um fio nesta meada... chegando na área 51 novamente, ela e Mulder têm um diálogo e ela revela que agora acredita nele, mas a situação é mais complicada do que pensam, pois ninguém, nem nos mais altos escalões da área 51, tem a menor ideia do que aconteceu e como reverter...

Eu acho épica a cena de Scully pedindo ajuda aos Pistoleiros Solitários com o Mala Fletcher à tiracolo... como ele vai irritando os amigos até que eles queiram desesperadamente Mulder de volta.




A cena de despedida, quando descobrem que não há nada a fazer, é muito linda... e vou dizer, a primeira vez que assisti ao episódio fiquei pensando como fariam para resolver (se Morris não quebrasse o clima, acho que Scully beijaria Mulder, mesmo ele estando damn ugly!)

O final, com a onda se encurtando até desfazer todo efeito, foi genial, pois colocou todo mundo no lugar onde estavam, como se nada daquela linha de tempo paralela tivesse acontecido, exceto o quarto novo de Mulder (tadinho, mereceu mesmo um bônus) e a moedinha que Scully guarda pra sempre de souvenir, sem saber o que era  (a vemos de novo quando ela tira licença maternidade na oitava temporada, o que dá uma nostalgia super fofa à cena).

E prossigamos com a sexta temporada, cada vez mais shipper... [/Cleide]

Quotes:

Mulder: Você não parece bem. Não me diga que vou ter que levar duas crianças para a escola.
Scully: É você que está aí, não é? Acabo de falar com o Frohike. Eles conseguiram obter e analisar os dados da queda, e aconteceu mesmo algo anômalo naquela noite.
Mulder: E como posso voltar?

Scully: Há um problema. São momentos aleatórios no tempo, uma série de variáveis que compõem um acontecimento. Mesmo que pudéssemos recriar o momento, se pudéssemos sabotar outro avião... Se errássemos... Se o acontecimento estivesse fora do tempo por um milissegundo...
Mulder: Eu poderia acabar com minha cabeça dentro de uma pedra.
Scully: Algo assim.

Mulder: E ele? Quero dizer, eu. O que for. Quem ele for.
Scully: O Agente Mulder tornou-se o novo protegido de Kersh. Ele foi incumbido de devolver a caixa-preta que eu e ele roubamos. O infeliz confessa ao Kersh mais do que confessaria ao padre. Estou com ele só pela carona.
Mulder: O que quer dizer com "só pela carona"?

Scully: Estou fora do FBl. Fui repreendida e afastada do meu cargo.
Mulder: Você pode explicar isso a ele como explicou a mim. Você tem os dados. Pode fazê-los entender. Pode conseguir o emprego de volta.
Scully: Eu beijaria você se não fosse tão feio.

Fletcher: Tirem uma fotografia. Dura mais tempo.
Mulder: Se eu o matar, será homicídio ou suicídio?
Scully: Nenhum dos dois se eu fizer primeiro.













Outras Imagens de Dreamland II:

Família de Mulder quando ainda eram relativamente felizes
e relativamente normais

Essa foto de Mulder é muito boa, gente!
O FBI não brinca na hora de fotografar seus agentes

"Alguém me acorde desse pesadelo"

E lá se foi o pagamento do mês de Mulder

Chris Carter brincando com nossos sonhos

Tão fácil...

"Mas huevos hancheros, por favor"

Morris teve sorte de estar habitando o corpo de Mulder
nesse momento...

<3

Mulder "ganhou" uma decoração nova.

Fonte dos GIFs: x