domingo, 4 de fevereiro de 2018

11x03 - Plus One (Mais Um) Reviews


Direção: Kevin Hooks
Roteiro: Chris Carter

Sinopse: "Uma avalanche de mortes, nas quais as vítimas são atormentadas por seus sósias, levam Mulder e Scully a um par de gêmeos fazendo um jogo perigoso."




Comentários:


[Fê Monteiro] E todo aquele medo do que podia ser esse episódio se transformou em alívio e pura felicidade shipper!

Quem diria que o Tio Carter nos daria a oportunidade de ver cenas e situações como as que vimos aqui...ai ai.

O plot do episódio foi interessante: "doppelgangers" do mal. Claro que já tivemos diversos episódios com sósias/duplos/clones/gêmeos malvados etc etc etc...mas dessa vez as criaturas eram algo mais, que eu (pelo menos) entendi como a personificação do nosso lado malvado, do conjunto de todos os nossos ódios e rancores. Mas que só se faziam possíveis quando "invocados" pelo peculiar dom dos irmãos Judhy e Chucky. Aliás, esse dom muito me lembrou o mangá/anime japonês "Death Note" que recentemente teve um live-action americano feito pela Netflix. A diferença é que nele o garoto encontra um caderno e descobre que o nome da pessoa que ele escreve no caderno, morre, se não me engano ele escreve a forma que a pessoa morre também (resumidamente), já no episódio a coisa funciona através de um jogo telepático de forca.

Pontos a ressaltar rapidamente:
- A atriz que fez a Little Judhy, que outrora foi a "mãe debaixo da cama" em Home, é demais! Gostei muito de vê-la atuar novamente. Aquela hora que ela pula na janelinha da porta quando a Scully se aproxima no final, eu também pulei pra trás (minha solidariedade às enfermeiras corajosas #sqn)
- Achei um pouco forçado colocarem Scully e Mulder como objetos de desejo dos irmãos. Mas entendo que foi a saída encontrada para que ambos fossem perseguidos por seus duplos, gerando a rivalidade entre Judhy e Chucky.
- Scully e Mulder estão particularmente sexies neste episódio, né não?!
- É um fato que a doppelganger voyeur da Scully e o doppelganger "Psicose" do Mulder me deram o que pensar na hora de dormir #confesso #medo

Bem, agora a gente foca no que interessa nesse episódio, que é o romance (ou melhor, a pegação mesmo). Porque não é todo dia (quase nunca) que a gente tem essa oportunidade.

Mulder jogando altos flertes na Scully, Scully fazendo a egípcia. Isso aí, faz a durona! Vê-la tirando ele do quarto, depois dele sutilmente (oi?) elogiá-la me fez lembrar, na mesma hora, de Arcadia. Mas graças a Carter, sem máscara verde dessa vez. E ele aparecendo furtivamente ao lado da cama dela com aquela carinha de pidão, quem aguenta? Só a Scully mesmo...aff

Li que algumas pessoas crêem que eles já haviam reatado na temporada passada mesmo, outras acreditam que foi nesse episódio. Eu faço parte deste último grupo, por diversos motivos, mas principalmente porque a gente sente a “sutil” mudança no comportamento entre eles. Se no episódio passado surgiram palavras como “our home” e situações que levariam a crer que eles já estavam 'namorandinho' (como diz aqui na minha terra) novamente, como ambos no sofá, assistindo TV e tirando um cochilo, acho que era mais um terreno sendo semeado. Pois reatados de certa forma eles já estavam. No início da temporada passada era visível que ambos estavam separados em todos os sentidos, machucados, com seus traumas pessoais e tentando seguir suas vidas. No decorrer dela (10ª temporada) testemunhamos a reaproximação deles, feridas sendo reabertas, momentos de descontração e eles se reencontrando – não um ao outro apenas, mas a si próprios – se reconhecendo, retomando suas personalidades e ganhando vida novamente. Portanto, de certa forma, eles haviam voltado a ter a relação que sempre tiveram, da mais linda e profunda amizade e companheirismo. Mas o envolvimento amoroso, assim como seria na vida real, demora um pouco mais, são mais feridas, são mais assuntos delicados, são mais situações que devem ser trazidas à tona (crise da Scully) para que ambos estejam abertos para curtir a relação (no sentindo emocional e físico, óbvio). E gente, vamos combinar, quando pensamos que veríamos a Scully em crise?? Sim ,ela é mulher, ela é de verdade, ela tem medos também e acho isso maravilhoso, principalmente o fato deles terem tanta intimidade a ponto dela se abrir assim com ele. Muito lindo mesmo...palmas!

Dito isso, encerro por aqui, porque acho que vou lá assistir mais uma vez essa maravilha e me derreter com os olhares do Mulder, Mulder de camisa desabotoada, Mulder sorrindo bobo pro espelho, só de samba-canção e, por fim, falando para uma Scully visivelmente nua sob os lençóis: “Put a dimmer on that afterglow!” ahhhhhh...morri! (Feliz) [/Fê Monteiro]


[Cleide] Bom, meu comentário não vai resumir ou descrever o episódio, já que estou compartilhando impressões com fãs que também já assistiram, como eu. Talvez minha análise falhe também a ordem cronológica do episódio, pois vou escrevendo de acordo com meus sentimentos a respeito e minhas percepções.

Eu tenho achado a 11 temporada bem shipper, com Mulder e Scully muito afinados e sem nenhuma vontade de esconder a afeição, intimidade e química que há entre eles, apesar de ficar meio implícito, que na décima temporada e neste início de temporada eles não estavam de fato juntos. Mas mais a frente, comentarei mais detalhadamente os desdobramentos da relação dos dois neste episódio e a partir dele.

O monstro da semana proposto, foi muito interessante, o teaser do episódio me remeteu a tantos episódios dos primeiros anos, que ajudaram a transformar o Arquivo X um clássico... sempre dá aquela emoção, quando um acontecimento chocante corta para a música da abertura, de gelar os ossos... a apresentação do caso, Mulder explicando os fatos para Scully, também foi muito nostálgico, ela retrucando tudo que ele dizia, e ele já sabendo do fato, e de todos casos semelhantes na mesma região... eu sempre me perguntei: como estes casos caem assim nas mãos de Mulder? Ele tem mesmo um numero 0800-diskmulder? Vai saber!

Tenho de fazer um parágrafo específico para o trabalho de Karin Konoval, sensacional, 4 papéis super bem realizados em um episódio! As duas Judys, perfeitas, só de olhar a gente sabia se era a boa e a má... e vou dizer, estava viajando, sem internet, cheguei para assistir o episódio sabendo o mínimo possível, na primeira vez que assisti, não percebi que Chuck também foi representado pela atriz... fiquei com aquela sensação “onde já vi este cara? Foi na décima temporada?” A atuação dela deu um brilho especial ao episódio!

O desfecho do caso foi bem clássico também, eu esperava universos paralelos (me bateu uma onda “Fringe”), achei inteligente ser uma projeção dos desejos e da doença mental dos irmãos, que conseguiam impor sua maldade sobre as vitmas, achei uma solução clássica de Chris Carter. O jeito que Scully e Mulder interagiram com o caso e criaram hipóteses também foi muito legal, teve muito dos debates intelectuais do passado, mas sem Mulder ser tão obtuso em ficar cego nas suas teorias a ponto de não escutá-la e ela não ficar tão teimosa no ceticismo a ponto de se arriscar só para provar seu ponto de vista... o que ela demonstra tomando as “pílulas” que a Judy boa lhe deu: “não acredito nas bruxas, mas que existem, existem!” Eu ia ficar com nojinho de tomar, mas na dúvida...

Agora, sobre o relacionamento dos dois, só mesmo Chris Carter para trazer os dois de volta juntos, fazendo referência à maneira que descobrimos que estavam juntos na sétima temporada (homenageando o episódio escrito e dirigido por Gillian Anderson All Things), Mulder se olhando no espelho, como referendando a clássica cena de Scully se arrumando no espelho do banheiro da casa dele. O bacana de Arquivo X é que os produtores aprenderam a olhar pelos olhos dos fãs, então, eles constroem as coisas na linguagem que quem conhece e acompanhou a série desde sempre sabe traduzir. A preocupação de Scully com o futuro, com a velhice, com a solidão, para mim foi bem plausível, e muito humano, são assuntos que passam pela cabeça de nós mulheres, uma vez que carregamos por um lado o fardo da perpetuação da espécie, e por conta disso, temos um certo “prazo de validade” se formos consideradas apenas como procriadoras. A idade assusta os homens, mas socialmente há muitos mais fantasmas para nós mulheres. E Mulder, que amadureceu neste homem notavelmente lindo, mostra sua compreensão, sensibilidade, reafirmando que ele estará sempre junto a ela... exatamente o que ela precisava escutar naquele momento, e só ele era capaz de dizer. Foi muito bonita esta reaproximação dos dois como casal, e o olhar e sorriso de Mulder, no finalzinho do episódio, na certeza de que Scully abriria a porta do quarto para estar com ele, disse muito, muito, muito... [/Cleide]


[Josi] Esta temporada toda está tão densa que é até difícil acreditar que este ainda é o terceiro episódio. E Plus One vai ficar marcado como aquele que faz par com All Things para os shippers. Só que neste daqui não dá pra negar o óbvio. Sim, Mulder e Scully fizeram a coisa selvagem e a gente pode apontar quando e quase apontar como. hahahaha

Fora isso, o episódio como um todo é bom. Chris Carter tem uma fixação por duplos, sósias, gêmeos e alguém deveria tê-lo chamado para uma participação em Orphan Black talvez... E dessa terceira vez ele acertou finalmente (eu até gosto de Fight Club mas Babylon foi um desastre). A história é envolvente, o diretor acertou no tom, a atriz que faz os gêmeos é incrível e Mulder e Scully estão muito eles e flertando tranquilamente como alguém que tá esperando por uma degustação de seu prato favorito.

O começo do episódio, depois do teaser, lembra também Fight Club. Mulder expõe o caso para Scully e tenta fazer um joguinho pra ela adivinhar o teor do caso, mas ela não se mostra muito disposta como antes. Mulder então descreve o caso: várias pessoas se matam depois de se dizerem perseguidas por alguém que se parece exatamente como elas mesmas. A exceção é Arkie Seavers, que sobreviveu a um terrível acidente causado... pela sua cópia ruim.

Os personagens são um show à parte: todos muito carismáticos e únicos, mostram que foram bem trabalhados, até mesmo a garçonete que aparece brevemente tem uma presença só dela.

Logo no início, conhecemos Arkie. O menino (que nessa idade, 20 anos, não merece ser chamado assim, segundo Scully) mostra logo de cara que deve ter mesmo uma vida bagunçada. Num show de rock, super bêbado, ele pega o carro e não é surpresa quando o pessoal da delegacia não dá muito cabimento pra sua história sendo que ele vive sendo preso naquelas mesmas condições. Sorte dele é que seu advogado, Dean, acredita no que ele fala e Mulder também.

Aliás, Vinte e cinco anos depois daquele primeiro encontro no porão e Scully ainda se surpreende com Mulder acreditar na história do garoto. Isso sim é inacreditável! Mas a explicação de Mulder é a melhor: "ele é estúpido demais pra inventar algo assim". Poxa, Mulder... tadinho. Mas sim... Mulder tem razão e Scully sabe disso.

Na verdade, a pouca sorte de Arkie acaba rápido pois ele é morto também como os outros. É difícil fugir de si mesmo, acho. Mas notem a reação de Mulder e Scully. Estão tipo... whatever. Claro que eles geralmente são meio assim e é até mais saudável para eles que seja desta forma, mas eu os achei especialmente frios.

Dean, o advogado, no entanto, tem a reação oposta. Ele fica bem nervoso e até faz declarações ao jornal local de que a morte de seu cliente tinha sido por forças paranormais. Eu tenho pena desse um. Esse interesse todo dele acaba transformando-o em uma ameaça e um alvo. E pra onde ele vai quando percebe isso? Em busca de Mulder e Scully. Scully anda com uma teoria de surto de pânico e Mulder ainda pensava em influência maligna ou até mesmo fantasmas. Enfim... não ajudaram muito. Agora voltamos à questão "como se proteger de si mesmo"? Talvez se internando no hospital psiquiátrico? Se dopando? Certamente não se trancando em sua casa que mais parece um depósito armas de guerra. Gente... pra quê aquilo tudo? Ele não teve a menor chance.

E quando Mulder e Scully vão ver o corpo? "Se ele estivesse realmente determinado a provar sua neurose, poderia..." Não, Scully. Poderia não. Calma aê! Mas o que estava causando todas essas mortes?

Antes mesmo da morte de Arkie, os agente vão até o hospital psiquiátrico falar com a médica responsável por tratar alguns dos pacientes que supostamente cometeram suicídio. É aí que Mulder, apesar de menos "exuberante" e impulsivo, mas ainda tem um instinto incrível para ser atraído pelo paranormal, é atraído por Judy Poundstone. Little Judy, como ela se apresenta, parece ser uma fofa (ao contrário da outra que só ela vê). Notem que aí, Judy já está comendo o tal dookie. Gente... percebam que a definição para "dookie" no Urban Dictionary é "cocô". Sério. Será que a ideia era dizer que ela era doida de comer m...? Enfim... Seu principal passatempo é brincar psiquicamente com seu irmão Chuck de jogo da forca (o segundo é obviamente assustar as enfermeiras, coitadas). O nome de Arkie estava ali na parede. Eu me surpreendo deles não terem ido checar os outros nomes. Bem... ali mesmo vemos como Judy se encanta por Mulder. O que não é muito de se estranhar. Ele já estava ali envolvido em flertar com a parceira e deixou escapar um pouco pra Judy que não tem as mesmas defesas de Scully.

Eles não checam mesmo os outros nomes, mas Mulder segue para falar com o irmão, Chuck Poundstone. Chuck é o policial que encontrou o corpo de Arkie. E é um grosso e um bagunceiro. Geeente... o que é aquela casa? E Mulder fica comentando e fazendo piadas e nós o vemos pela primeira vez quando Mulder e Scully vão ver a cena do crime. Ali Chuck viu Scully e, sendo o idiota que é, não perdeu tempo em checar logo com Mulder se poderia dar em cima da moça que andava com ele. Sério? Ugh. Enfim... fato é que ele também tem uma parede lotada de papéis com jogos da forca e em um deles, o nome de Arkie. E, claro, ele também fala com uma outra pessoa que somente ele vê e que depois Mulder percebe que é sua outra personalidade boazinha.

Mulder e Scully se separam sempre que vão falar com Judy e Chuck. Isso ao final é o que os salva. Os irmãos se desentendem justamente por não quererem machucar os "cruches" e sim o outro de quem têm ciúmes.

Mal sabem eles que não têm chance alguma com nossos queridos. Sabe... Em "this", eles estavam flertando tanto e Mulder tão feliz que todo mundo e a mãe deles achou que esses dois já estavam juntos e morando na mesma casa. E até que eles chegassem no motel neste episódio, eu concordava com essa teoria. Pelo visto, não é o caso ainda.

Vamos analisar Mulder e Scully nesse episódio: eles entram no caso da forma como sempre. Mulder acha uma série de mortes estranhas e ambos seguem pra a investigação. Scully cética (mas adorável) ao ponto de ainda negar a existência de fantasmas e de influências malignas (sério, criatura?!). Mulder bem paciente e até mesmo sorridente ao responder às negativas dela. Lembra o quê? Sétima temporada. *piscadelas*

Nota especial para o toque de fanfiction empregado no episódio com relação a eles. Eles procuram um hotel e adivinhem? Somente um quarto disponível. Amei a postura da dona do lugar, à propósito. Mulder todo pimpão fala logo que aceita, mas a dona o ignora e fala para Scully "tem um sofá-cama" e só quando esta diz que sim que eles fecham o acordo.

Mulder: "Só quero fechar o olho um pouco" - Sei.

Essa proximidade toda gera... conversas fofas. A primeira delas acontece depois que Judy-má entra na cabeça de Scully da forma mais fácil possível, apelando para inseguranças generalizadas e comuns a quase todas as mulheres na idade dela. É difícil não deixar que certas coisas entrem na nossa cabeça né? Mas é bonito de ver como ela não se esconde tanto de Mulder mais. Apesar de que acho que a escolha de palavras aqui é bem proposital.

Scully: "Você me vê como velha?" - A preocupação dela é saber se ela ainda parece interessante aos olhos dele.
Mulder: "De onde veio isso? Claro que não. Você ainda tem 'some scoot in your butt'" (como se traduz isso? hahahahahaha) - Amo muito que ele não diminui os sentimentos dela. Além de levantar a moral da parceira, ainda aproveita pra deixar claro de forma bem suave que ele está é muito interessado.

Aliás, ele fala "bata 3 vezes" ao seguir para sua parte do quarto. Será que esta era a forma de comunicação deles antigamente? Hummmm....

A segunda conversa fofa acontece depois que Scully vê seu outro "eu" pela primeira vez. A forma como eles constroem a ponte para que essa interação deles aconteça é bem típica de Chris Carter. Ele gosta dessas repetições e círculos e usa esses recursos não apenas para pessoas mas para situações também. Primeiro Mulder acorda Scully para contar da morte de Arkie, depois para a morte de Dean. Agora é a vez de Scully acordá-lo. Sem mortes, ela apenas está assustada e quer um pouco de conforto.

Scully: "Você pode me abraçar?" - Que fófis. E lembra o quê? Requiem. Só que... sem enjoos desta vez.

Bem aconchegados no sofá-cama, eles conversam sobre quais as chances deles encontrarem outras pessoas e terem filhos. Essa é pra rir muito. Pessoas bobas. "E se perdermos nosso emprego?" conseguiu ser pior do que o resto. hahahahahahahha Apesar da bobeira do assunto, a fofura de Mulder se evidencia ainda mais. Em nenhum momento ele faz pouco dos medos dela... é sempre doce. Destaque especial para a parte em que ela fala de sua preocupação em ficar sozinha quando estiverem velhos ("como assim 'quando'?"... Mulder, seu bobo) e ele responde: "Eu estarei lá para empurrar sua cadeira de rodas... com a minha cadeira de rodas." Sei que muitas pessoas reclamaram desse diálogo, falando que Scully e Mulder jamais teriam esses pensamentos mas eu discordo. Sim, é bobeira, mas a gente tem medo de coisas nada a ver também. Acontece. E é sempre bom ter pessoas com quem você pode conversar sobre coisas absurdas e não sermos julgados por isso. E vamos combinar que ter medo da velhice é uma realidade que uma hora ou outra nos atinge e Scully não é imune à sua própria humanidade.

E depois da conversa... tcham-tcham-tcham... Ah, aquele sorrisinho dela foi tudo. E depois... Mulder no banheiro com seu próprio sorrisinho feliz. Ai ai... vivemos para este momento, gente. Que temporada incrível! Que presente.

Ok ok. Enfim... o episódio não acaba assim. A cópia má de Scully, que não é besta, estava ali quando a câmera saiu da cama mas esperou a coisa se desenrolar. É uma aliada. hehe E ali mesmo no banheiro o sorriso de Mulder é interrompido pela sua própria cópia. Diferentemente da Scully e na urgência do momento, Mulder não quer nem ouvir isso de explicação lógica. Essa situação gera uma das melhores frases de Arquivo X, que eu duvido muito que tenha saído das mãos noromos de Chris Carter: "Put a dimmer in the afterglow and get yourself to the hospital."

Naquele ponto o caso ainda não tinha sido resolvido e os dois eram uma ameaça para os gêmeos. O problema estava apenas no crush que eles tinham desenvolvido pelo agente que não os visitava e somente isso salvou nossos queridos (não, Scully... esse pão dormido no sutiã de Judy não ajudou). Minto, outra coisa pesou a favor de nossos agentes: o gênio terrível de Judy e Chuck. Cada qual, puto da vida, escreveu o nome do outro e ambos tiveram o mesmo destino de todas as suas vítimas, incluindo aí seus próprios pais.

Com a morte dos gêmeos, Mulder e Scully estão liberados para voltar pra... casa (hehe). Aqui temos outro momento em que Mulder poderia ser invasivo e insistente mas novamente ele apenas deixa bem claro que quer e deixa a decisão final nas mãos de Scully, que faz o charminho mas segue atrás do amado, nos presenteando com um dos melhores finais da série de todos os tempos. Aliás, essa temporada está sendo campeã em nos dar momentos memoráveis. Ainda vai passar muito tempo até que aquela carinha de Mulder esperando do outro lado da porta deixe de nos fazer arrepiar de cima a baixo.

Outros pontos que merecem ser falados:

- As enfermeiras com medo é uma comédia à parte.
- Little Judy não é nada boba, ambos se livram de quem os ameaça.
- Scully falando e falando sobre teorias científicas nada a ver lembra HTGSC
- A música que toca no final é a mesma de IWTB.
- A música do começo é uma do primeiro álbum de David Duchovny, "unsaid undone".
- A cena final foi sugerida por DD. Shipper incurável escrevendo cena incrível. :D [/Josi]

http://i-heart-scully.tumblr.com/post/169835075208


Vídeos do episódio:












Bastidores:





















Música do começo do episódio com a voz de DD:



Fonte dos Gifs: x x x x x 

5 comentários:

The x Files disse...

Amei esse episódio!! Quase caí do sofá com as cenas Românticas😍♥️♥️

charles disse...

Curti o tom descontraído do episódio, e por deixar bem claro que eles estão se pegando.

Julia disse...

Ícone de episódio,e ainda n superei a cena final

Lívia disse...

Maravilhoso!! Um episódio com cenas shippers que nunca imaginei que fosse ver na série hahahahaha
É claro que ainda torço e muito para que um beijão daqueles entre Mulder e Scully aconteça um dia (me deixem iludida, por favor), sem tanta escuridão e sem tanta boca fechada, mas confesso que essas cenas que mostram e ao mesmo tempo não mostram me deixam em êxtase!
Fora isso, amei o episódio em si. Belíssimo trabalho da Karin Konoval... a cena dela no hospital dizendo quais são os medos da Scully e a cara da Scully sentindo-se incomodada com aquelas verdades obscuras jogadas na cara dela, me fez lembrar muito da cena do Agent Doggett em Daemonicus da 9º temporada em que ele estava interrogando Josef Kobold em um hospício e este começa a falar um monte de coisas sobre o Doggett e sobre as motivações dele em continuar nos Arquivos X.
Parabéns pelos reviews! Vocês são demais!

Liv disse...

Episódio favorito da temporada!! MT shipper, meu ♡ quase saiu do peito!! Minhas cenas favoritas, claro a deles conversando na cama, achei esse diálogo MT verdadeiro! Eu inclusive compartilho uns medos daqueles! E eu vi Scully sem roupitcha debaixo do lençol depois tá!! Rs #nadapassará rs E a cena do final tbm favorita!! Scully se rendendo real oficial, explicitamente! Amoooo! É saber q foi o David q sugeriu aumenta mais ainda meu amor!! 💟
Essa atriz dos gêmeos arrasou, pisou, destruiu! Ela deu um Tchan no epi q já tava bom!
Amei essa música do David Tbm e viciei!
Tbm acho q foi aí q eles voltaram msm, acho q antes a Scully ainda tava indecisa!
Amei o episódio e o Review!! Obri