Direção: Rob Bowman
Resumo: O corpo de um agente do FBI é encontrado pela detetive B.J. Morrow. Ela diz tê-lo encontrado através de visões. Como as investigações indicam que um antigo serial killer voltou a atuar na região, Mulder e Scully recorrem às visões da detetive para tentar detê-lo.
Curiosidade: Primeira participação do Terry O'Quinn em Arquivo X. Ele ainda participaria de FTF e TrustNo1.
Comentários:
[Josi] Alguém pode desenhar pra mim o que houve de tão engraçado para estes dois passarem o episódio todo assim tão sorridentes?
Mulder tem a mente suja demais (lembrei do Gibson.fofis...) Do que ele lembra logo quando vê o nome da BJ? Deve ser um link direto na mente dele!
Scully: Então, nós vamos a Aubrey...?
Mulder: (...) Eu sempre quis conhecer alguém que se chamasse BJ.
Mas eu duvido muito que ele se animou quando viu a tal...
Scully: É óbvio que os dois estão tendo um caso (eu imagino a quantidade de gente no bureux que não pensasse o mesmo de certa dupla de agentes...).
Mulder: Como você sabe disso?
Scully: Uma mulher sabe destas coisas... (sim, Dra. Scully, sabemos bem como você tem experiências com mulheres que têm casos com colegas de trabalho casados). - Ele faz um "hum" e cai na risada... Como eu disse antes, eles passaram o episódio todo na maior alegria...
Logo depois, a Scully descobre que a BJ está grávida e conta logo pro Mulder, ela não espera nem se sentar. Isto porque ela tinha acabado de prometer pra outra que não contaria pra ninguém... Mas Mulder não entra nessa categoria, né?
Olha a cara do Mulder...
É ótimo como ele muda de assunto rapidamente quando o objeto do falatório deles chega!
E aquela conversa de Mulder sobre hábitos passarem de pai pra filho pelos genes e citando o pai e as sementes de girassol como exemplo? Tadinho... tão errado e nem sabia ainda... Essa teoria de Mulder foi refutada quando descobrimos que ele não é filho biológico de Bill Mulder.
Imagina se estas coisas pulam mesmo uma geração? *medo de William* Tomara que Mulder esteja muuuuuuuito errado com relação a isso! Essa história de hereditariedade sempre me lembra de quem Mulder é filho e me preocupo com os filho dele. Isso porque é AX, claro. Porque, de verdade, a gente sabe que tem outras coisas em jogo além da genética. Esse tipo de coisa é que faz com que algumas pessoas tenham medo de adotar crianças. Tolice.
Eu acreditaria nisso se fosse o caso da BJ tem herdado alguma demência do avô morto. Instinto assassino pode ser traduzido nisso? Eu prefiro a linha que diz que a pessoa é uma mistura de sua genética e a forma com a qual ela é criada, as experiências que passa... isso aliado a seu próprio espírito.
Eu acho que a parte da genética nesse somatório é muito pequena. Apesar de eu nunca ter conhecido minha vó e ter algumas coisas muito parecidas com ela... [/Josi]
[Nay] Ainda sobre o determinismo biológico, o que eu acredito é que podemos ser circunscritos pelo ambiente, pela genética, mas não determinados. Bronfenbrenner fala sobre ecologia do desenvolvimento humano, o que, em linha gerais se refere ao nosso desenvolvimento enquanto atores em diversas esferas de relacionamento - o modo como atuamos sobre essas esferas ou nichos e o modo como elas nos influenciam.
Sempre me atraem episódios ou mesmo filmes que abordam a imprevisibilidade que é inerente à natureza humana. A palavra sister escrita nas vítimas é realmente aterrador... é uma forma bem literal das marcas que um criminoso pode deixar nas pessoas que ele ataca.
A questão determinação genética X contexto social é controvertida, inesgotável e instigante...
Os monstros nascem assim...ou se tornam? Teriam eles regeneração? Em que momento houve a virada fatal...em que momento eles cruzaram a linha da bestialidade e se afastaram tanto da "normalidade" que fica até difícil e vergonhoso reconhecê-los como humanos? [/Nay]
[Starbuck] Esse episódio é especial... além de ter a presença do "careca-de-lost", tem uma história excelente. Amo esses episódios que colocam a natureza humana em xeque, que traz a tona questionamentos sobre o quão - de fato - "programados pelos genes" nós somos e qual a importância do ambiente para a formação de nossa personalidade e para determinar nosso comportamento.
Enfim.. não sou como o Pinker, que diz mais ou menos assim: "esqueçam as historinhas bonitinhas que você conta para seu filho para ele ser uma pessoa melhor, já que ele é o que tem que ser, o que já está inscrito nos seus genes. Cada pessoa tem seu algoritmo pronto, mesmo que possa tornar mais evidente algo ou suprimir certos comportamentos".
Acho que isso é reduzir muito a natureza humana, pois existe o fator sócio-histórico (leiam Vygotsky), a ideia de um inconsciente coletivo (Carl Jung), o próprio inconsciente individual (Freud), então, penso que o homem é mais do que ele é capaz de perceber de si mesmo e, ainda que o mal dê saltos espirituosos através das pessoas, não acho que a genética determine isso, podemos até ter uma predisposição para o mal, como uma predisposição para tocar piano, mas tanto o mal quanto o piano só se tornarão reais se houver uma prática, um desejo e, principalmente, uma escolha...
Vou fazer um comentário shipper porque sou quase livre (como Mulder em Closure)...
Acho que depois da abdução da Scully, eles ficaram mais carinhosos um com o outro, não que não fossem antes, tanto é que acho a primeira temporada uma das mais shippers, mas parece que ficaram... sei lá.. mais íntimos. Começaram a entender a importância que um tem na vida do outro e em como podem se divertir mesmo procurando monstros na escuridão.
Ah... ao final, prestem atenção na cena em que a Scully, o Mulder e o Careca de Lost chegam na casa da velhinha que foi uma das vítimas do serial Killer. Todos têm que descer as escadas, primeiro desce o careca-de-lost, depois a Scully e em seguida o Mulder... A GA - como é estabanada - quase cai na escada e o David vem com o braço para tentar evitar... muito bom.
Ah... aprendi uma palavra nova nesse episódio: criptomnésia == informação esquecida pelo consciente. [/Starbuck]
[Ariana] AMOOOOOOOOOOO AUBREY! ^^
Tem tudo e mais um pouco daquilo que nos faz amar tanto AX... (nestes momentos chego a considerar a possibilidade de não processar CC.
Afinal, ele nos deu tanto... *-*
Ok, vamos lá...
Gentem... para tuuudo! Este episódio é simplesmente PERFEITO! Quem disser o contrário ou menos que isso, ou é um lesado ou não entendeu a história. Ou as duas coisas. Bem... whatever, como diria Yayá. Porque vai levar um PLÁH! gratuito assim mesmo.
Eis outra história para comprovar minha teoria de que as cidades pequenas são as piores para se viver. Além de serem verdadeiras fábricas de facínoras, psicopatas, mutantes e similares, lá ocorrem os crimes mais horrendos! Também, possuindo como residente uma dessas simpatias, no que mais poderia resultar? Em alguém que além de matar, entalha as vítimas.
Engraçado como detalhes inicialmente insignificantes depois se mostram tão significativos. A primeira imagem da BJ, com aquele olhar de bicho assustado, já é suspeita por si só. E a olhadinha que o Tillman lhe dirige diz muito... Mas nada que nos desperte à primeira vista.
Quanto à cena seguinte, chega a ser hilária.
Na foto vemos o Tillman abraçado a uma mulher, que se supõe ser a esposa dele. Contudo, logo me entra a BJ reclamando por ele não ter comparecido, quer dizer, “aparecido”. Ou as duas coisas... rsrs.Ele faz uma cara de “PQP! Onde fui amarrar meu burro!” e ela continua a se queixar: “Fiz o jantar”, o que me faz pensar se não é disso que ele está fugindo.
Aí ela solta a bomba: está grávida. Ele sugere que conversem, mas ela fica chateada por ele sugerir que o façam em um Motel. Ouxe fia, mas na praça da cidade é que não seria!
Tóim-nhóim-nhóim... Perdeu, playboy! Quem mandou não segurar o peruzinho?E isso é pouco pra você, seu Tillman-Careca-de-Lost duma figa!
E lá se vai BJ ao tal motel. Mas de repente a vemos sentir-se mal, quase ao mesmo tempo em que os faróis de um carro lançam suas luzes sobre ela. Não, ela não será a próxima vítima, o que acontecerá é bem mais spooky, por assim dizer.
O que temos é uma sucessão de imagens aonde um homem dirige seu carro antigo por algum campo, retira da carroceria um corpo ensacado e começa a abrir uma cova – o que não deixa dúvidas quanto ao destino do cadáver. Esta sequência é entrecortada por flashes da BJ escavando a terra com as mãos, até que de dentro surgem ossos e um crânio humano.
Hmm... alguém brincou de enterrar o amiguinho e esquecer de tirá-lo depois?Enquanto isso no Efebeí:
- Scully: “Alguma cárie?”
- Mulder: “Eu os escovo depois das refeições”.
E tem gente que diz que ela não tem senso de humor! Hei, isso seria uma propaganda? Tipo: “Experimente meu sorriso refrescante, Scully”.
Ok, me deixem interpretar o que eu quiser!
Certo, os dentes não são do querido, mas de um famoso agente desaparecido há anos, cuja última investigação foi sobre uma série de assassinatos... onde? Sim, em Aubrey. E qual foi o caso? Isso, o das “irmãzinhas”. Agora adivinha o que vai acontecer... rsrs.
Detesto essa do Mulder se declarar “intrigado com mulheres chamadas BJ”.
E a expressão da ruiva ao ouvir isso revela o quanto ela também “curtiu” essa.O Tillman se incomodou com as perguntas que o querido fez à BJ porque a colocavam como suspeita ou ficou ameaçado diante da fofura dele? Tá, eu tinha que falar da fofura, não resisto.
Ownnnn... que gracioso o querido sentadinho lendo as anotações do Chaney para a Scully, todo fã. Balança as perninhas, neném.Mas essa Scully-mexeriqueira é o que há! Observem a satisfação dela em insinuar ao Mulder sobre fato de BJ estar nas proximidades do motel àquela hora... E o querido nem tchuns. O que a fez esquecer a sutileza: “é óbvio que BJ e Tillman estão tendo um caso”.
Ops! O assunto acabou de chegar.E fica melhor ainda quando ela vai ao banheiro atrás de BJ – que sente-se mal – só para confirmar as suspeitas. Já que a outra foi mal educada, não aceitando o lenço que lhe ofereceu, Scully pega a luva de pelica e dá nela: “Deve estar sendo difícil para você. Já me interessei por colegas de trabalho. [A gente bem sabe, fia, este é um padrão no qual você persiste] É um relacionamento complicado. Especialmente se ele é casado.” [Taí algo que você também entende]
BJ: “O instinto maternal. Tenho sentido muito ultimamente”. – Não só isso, né? Rsrs...
Incrível como até a aparência da casa do Cokely é funesta. Ao adentrá-la, essa impressão se faz sentir de modo ainda mais forte. A atmosfera sombria, acrescida pelo aspecto nauseabundo do Cokely (ok, adoro essa palavra e não me venham com coisas), tudo nele expressa perversidade e repugnância. Além do sarcasmo com que chama a Scully de “little sister” duas vezes, acompanhado por aquele olhar irônico. Ele é qualquer coisa para o qual faltam palavras que possam exprimi-lo. E não me refiro a uma classificação médica-científica (e hoje há para tudo). Ele é um psicopata, mas a definição não diminui o terror diante de alguém que não se pode designar como humano.
Hmm... Não sei por que, mas janelas abertas com vento sacudindo as cortinas sempre me provocam certo temor. Acho que sempre me pareceu prenúncio de algo ruim. Pode ver, nos filmes de terror ou suspense, sempre tem uma janela por onde o “mau” entra. Mas devo dizer, toda essa sequência é primorosa, o clima de suspense... o som da janela batendo em meio à música intensificando o clímax, as sombras projetadas na escuridão, a sensação de vulnerabilidade da BJ ali, sozinha na cama, dormindo. *medo*
E acontece... em uma espécie de devaneio, avistamos os faróis de um carro iluminarem o quarto e a visão da navalha. Nesta hora ela desperta, mas o que parecia um sonho, se revela um pesadelo real. BJ se dá conta de que está banhada em sangue e ao se mirar no espelho, vê escrito em seu tórax a mesma palavra que marcou as demais vítimas: sister.
Ao mesmo tempo ela tem uma visão de Cokely refletido no espelho. Poxa, sinto pena dela.Ao menos as visões serviram para que BJ encontrasse o corpo do outro agente desaparecido juntamente com Chaney, ela o desenterra do assoalho da casa onde Cokely havia morado 50 anos antes.
Mas o que é a imagem dela no hospital, em seguida? É de assustar. Ela apresenta estigmas no rosto e nas mãos, que Mulder irá notar também nas mãos do Cokely.
Enquanto isso, Mulder e Scully foram conversar com a Sra.Thibedeaux, a única sobrevivente de Cokely e descobre que ela teve um filho dele, mas a criança foi dada à adoção.
Eu adoro esses momentos de intimidade de M&S nos quartos de motel (ou quase intimidade... rsrs). Como aqui, o querido falando de quando era criança e ouvia o pai comendo semente de girassol, e que esta característica pode ter sido transmitida a ele geneticamente. Neste caso, devia é fumar.Tcham! Tcham! Tcham! Tcham! E o filho do Cokely é... o papito da BJ!
Lá se vão nossos agentes tentarem impedir que BJ termine o que o vovô não concluiu, ou seja, matar a vovó.
Mas ela descobre de quem é neta e decide acertar as contas com quem é de direito... vovô. Família jóinha, hã? Imagina o Natal. Afff... não reclamo mais da minha família (o que não inclui parente, porque parente é serpente).
Tá biita...
BJ: “que tal é estar do outro lado da navalha, irmão?” – Acho que ele não gostou muito não.E a doida ainda vem tentar dar cabo do meu, quer dizer, do querido da Scully? Mas a cavalaria chegou e vovô morreu a tempo. Ao ouvir isso, BJ largou o pescocinho do Mulder em paz. Para assim a Scully entrar em ação e pegar o que é todinho dela (não só o pescocinho).
Considero este – juntamente com Irresistível – o episódio mais perturbador da segunda temporada. Não só pela característica brutal dos assassinatos, com toques de puro sadismo, como escrever à navalha “sister” no tórax das vítimas, mas também diante do tema referente à influência da herança genética na nossa personalidade, seja para o bem ou para o mal. O que no referido caso, desencadeou uma psicopatia e das brabas. Rsrs...
Até onde a genética determina quem somos? Ou o que nos define é o contexto social e familiar? Segundo estudos, o ambiente pode favorecer - ou não - certa característica para a qual somos predispostos. Mas até aí, ninguém afirma que uma ou outra seja categórica. [/Ariana]
Quotes:
Scully: Mas crianças não nascem gostando de sementes de girassol. O ambiente as molda; padrões de comportamento são ensinados.
Mulder: Há inúmeras histórias de gêmeos separados no nascimento que terminam na mesma profissão, casando com o mesmo tipo de pessoa, que dá o nome de Waldo a seu filho.
Scully: Waldo?
Mulder: Jung escreveu a respeito disso quando ele fala sobre o inconsciente coletivo. É memória genética, Scully.
Mulder: É o pai de BJ.
Scully: BJ é a neta de Cokely.
Scully: Mulder ...
Mulder: Pegue seu casaco. Vamos.
Mulder: Não, mas Cokely é, e é nele que BJ se tornou.
Scully: Isso é loucura!
Mulder: Scully, isso é o que eu penso. Eu penso que as memórias de Cokely, suas compulsões passaram geneticamente para sua neta BJ. Isso é o que a dirige para matar.
Outras Imagens de Aubrey:
Coladinhos pra ver a radiografia...
A Scully está exuberante nesse episódio (a gravidez fez bem para a GA)
Enojados com a frieza do assassino...