domingo, 27 de julho de 2014

05x18 - The Pine Bluff Variant (A Biotoxina)

Direção: Rob Bowman
Roteiro: John Shiban

Resumo: Mulder trabalha sob disfarce para tentar descortinar uma rede de terrorismo.




Comentários:

[Josi] A Biotoxina não é um dos episódios mais brilhantes de Arquivo X, mas é legal de se assistir.

Logo no começo vemos Mulder, Scully, Skinner e mais um bando de agentes envolvidos numa missão num parque para aparentemente prender um terrorista. É muito legal que quando Scully perde Mulder de vista no meio da confusão, ela nem pensa duas vezes antes de sair correndo para ir atrás dele. Ela tem experiência e sabe que muito provavelmente ele deve estar precisando de ajuda.

O que ela não imaginava era que veria seu parceiro ajudando o cara a fugir. claro que a bichinha deve ter ficado toda desorientada e foi checar os vídeos de segurança que apenas a devem ter deixando ainda mais confusa. Mulder estaria mesmo traindo o seu país? Tanto ela não acredita nisso que ela não o denuncia, apenas o questiona e quando fica sem resposta, o segue. Ela iria até o fim para salvar Mulder dele mesmo.

Adoro quando eles vão para reunião e Scully fica encarando Mulder e ele olhando para todos os lados menos para ela. Daí no final, ele sai correndo e a ignora. 

Diretor: "Como vocês sabem que o agente químico não se espalhou pelo parque?"
Mulder: "Estamos todos vivos" - Ele fala isso com um sorrisinho tipo 'como sou esperto'. Mulder e suas piadinhas infames...

Não entendi exatamente o porquê deles não terem estendido a missão para a Scully também. Claro que ela notaria em algum momento o comportamento estranho de Mulder e vamos combinar que sempre que ele se mete em alguma confusão, Skinner vai diretamente pra ela pedir explicações.

Daí pra frente, enquanto Scully se desdobra pra espionar Mulder e saber o que ele ta aprontando, Mulder se esforça para ganhar a confiança dos terroristas.

Pobre Mulder... eu honestamente não sei até onde ele aguentaria uma sessão de tortura séria... acho que ele faria quantas piadas fossem necessárias para os caras se irritarem logo e o matarem de uma vez. Eu fico aqui rindo porque lá no galpão, o careca aperta o dedo dele, Mulder se acaba... deve doer mesmo. A razão das minhas risadas é porque eu lembro de Helena de Orphan Black (não conhece??? Vá assistir! Melhor série da atualidade!) torcendo um dedo de um cara num bar quando ele foi importuná-la e ela o manda deixar de ser bobo que aquilo não era nada. "Don't be a baby" kkkkkkkkk Oh, Mulder...

Mas é lindo Mulder batendo no careca... depois quando ele aparece de novo, ele parece muito mais ferrado do que Mulder!

Enquanto isso, os agentes do governo, ao invés de fazer algo simples como ligar pra Scully, preferem fechá-la na estrada e a obrigar a segui-los para um lugar desconhecido e só ali revelar a verdade a ela. Como se uma movimentação daquelas atrás do carro que ela estava seguindo não fosse chamar atenção. Ok.

O bom é que Scully desconfia na hora que a coisa não cheira bem. E Skinner entra para o clube logo depois, mas eles não têm nada concreto para abortar a operação... e Mulder continua correndo perigo.

Dá pra entender que eles não tenham contado pra Scully quando você vê que assim que ela sabe, alguém imediatamente descobre. Esse tempo todo, eles ainda não entenderam que o ap de Mulder não é nem um pouco seguro? Não é a toa que o careca de lost sabia de tudo. ;-)



Eu não peguei muito bem o esquema da cena do cinema. Primeiro, interessante que todas as pessoas tenham sido contaminadas e tenham demorado tanto para descobrirem. Tá que colocaram a toxina no dinheiro... mas nem todos tocariam no dinheiro... algumas pessoas dariam o dinheiro contado não? Depois eles desconfiam do ticket, mas não do dinheiro? aff

Outra cena mal feita foi aquela do assalto em que mandam Mulder matar o carinha que ia acionar o alarme. Não precisava meeeesmo matá-lo, bastava uma lapada bem dada e pronto. E Mulder poderia se negar mesmo. Tudo isso foi só pelo drama. "Será que ele vai matar ou não? oh oh!" :P Aliás, esse episódio foi depois daquele filme com Keanu Reeves e Patrick Swayze? A trama de assaltos com o pessoal mascarado de forma temática é bem parecida.

Agora, vamos combinar... Mulder tava muito lindo nesse episódio... naquela cena em que ele seria assassinado... uau!

Mulder prestes a morrer, mas sem poder perder uma piada:
O chefe diz que vai levar os prisioneiros para matá-los em outro lugar porque presenciar o assassinato de um agente federam tornaria o resto do bando cúmplice. Mulder vira pro carecão e diz: "Você ouviu isso?". E o cara: "Não perderia isso por nada desse mundo". A cara que Mulder faz na hora é ótima...

E ao final, o de sempre... Mulder sendo usado para alguma ação suja do governo e no final eles não conseguem provar nada de concreto.

Só uma pequena nota: falar assim que eles não conseguem as provas e foram usados é ruim, mas temos que lembrar que, apesar disso, eles geralmente conseguem frustrar os planos ou diminuir os danos... e isso conta. O trabalho de Mulder e Scully dentro dos Arquivos X nunca foi irrelevante ou infrutífero. [/Josi]

"Mulder, responda!"

[Starbuck] "A Biotoxina".. DEMAIS DEMAIS DEMAIS...

Adoro esse episódio. PERFEITO!!!

- A idéia principal de "não confie em ninguém", especialmente no GOVERNO... é muito boa e bem fundamentada!!

- teaser diferente... os agentes numa operação secreta.. Mulder correndo (de agasalho), Scully mandando na situação (claro!!) e correndo para socorrer o Mulder no menor sinal de complicação... daí temos aquela cena em que ela o avista em atitude suspeita...

- Uma pergunta: como o Mulder não entende que NUNCA pode deixar a ruiva de fora?? (depois ela se vingou em "libertação da humanidade")....

Até quando vocês acham que o Mulder encararia esse olhar...

Olhem a cara dele rs rs ...tadinho!!!







- A cena do cinema é MARAVILHOSA.... os corpos aparecendo à medida que a luz da tela incidia nas poltronas.. COOL..

- Depois de torrar a paciência de meio mundo, Scully finalmente descobre o que se passa com Mulder... (o careca, claro, é obrigado a dizer a ela) .. e, então, temos a clássica cena da Scully revivendo seus talentos da medicina (pobre Mulder).

Scully: "Você deve estar sentindo muita dor!"
Mulder: "Com você puxando desse jeito (o dedo), é claro!"





- Ah.. ainda temos a piadinha "pepsi" do Mulder e o pedido dele para deixarem-no com capuz, se eles não quiserem ver um homem chorando como um bebê.... ADORO ESSE CARA

- E Mulder de preto... com uma arma apontada na cabeça... ainda assim é lindo de viver..






- E ele fazendo o gesto sobre o rosto, ao indagar a Scully como ela o reconheceu no tape... "Não Mulder, dessa vez não foi o lance do amor"... foi o dedo!!!

DEMAIS.. DEMAIS.. (já digitei isso, né??? mas, é DEMAIS mesmo). [/Starbuck]

"MULDER! Droga!"

[Tessa]
A sequência do parque é D+, quando o mulder some da tela e não responde os chamados a scully entra em desespero e sai correndo da van deixando o skinner falando sozinho.

Scully explica sua preocupação ao mulder, querendo saber por que ele deixou Haley escapar. Mas Mulder se desvia do assunto. Mesmo sabendo que ele fez algo errado ela não o entrega, e o mulder foge, se finge de bobo para não mentir pra ela.
Scully: "Tenho de apresentar um relatório hoje. Espero uma resposta. Espero que me diga a verdade."
Mulder: "Estamos atrasados para o inquérito."

Na reunião a scully fuzila o mulder com os olhos o tempo todo, e ele sem coragem de olhar pra ela.






Com sua curiosidade abalada, Scully começa a vigiar de longe os passos de seu parceiro. Mulder aluga o quarto de um motel.

A cena mais engraçada:

Tiozinho: "Quem é você?"
Scully: "Quem sou eu? Quem é ele?"
Tiozinho: "Sr. Kaplan."
Scully: "Sr. Kaplan?"
Tiozinho: "Sim."
Scully: "Obrigada."
Tiozinho: "Você é a esposa?"
Scully: "Nem de perto."

Skinner: "Suspeita que o mulder tenha traído seu país..."
Scully: "Não sei o que quer dizer."
Ela só mente por ele.

Scully: "O que aconteceu com a sua mão?"
Tão juntinhos e tão escuro, mulder não deve pagar quase nada de taxa de luz.

A cena que mais gosto...
Mulder fica lindo até antes de morrer, nunca vi em alguém ficar tão calmo antes de ser executado.





[/Tessa]

"SCULLY!!!"

[Paulo] 10 mais 1 razões pra se pensar sobre esse episódio.

Caro colega fã de x-files, espero não te entediar com minha abordagem deste episódio, qualquer coisa, culpem a Scully e sua chata visão pragmática do mundo, pois é sobre este escopo que vou delinear algumas humildes observações sobre este fascinante fascículo: the pine bluff variant, mal traduzido em, a biotoxina.

1. A forma como se transmite a toxina é a meu ver a chave do episódio. O primeiro infectado deixa no ar a maneira de transmissão, dado que apenas o vendedor é afetado, não havendo problemas nem pro comprador, nem pros transeuntes que se aproximaram. Em um segundo momento, o infiltrado a retransmite no cinema, detalhe, ele pede pipoca quente e fresca, faz questão de frisar isso. E causa uma hecatombe de 14 vítimas, seria a toxina ativada pelo calor? Uma coisa parece certa, se ingerida ela é letal, mas não transmite facilmente pelo ar, outra fica dúbia, se ela pode ser transmitida pelo contado com pele.

2. Expandindo ainda o segundo parágrafo vem os comentários sobre o infiltrado. A meu ver ele é claramente agente de um dos tentáculos sujos que crescem dentro do governo americano, em sua incansável busca pelo poder.

3. O atentado dentro do cinema me parece claramente um teste da eficácia de transmissão em ambiente fechado e da mortalidade da toxina.





4. O governo facilitou o roubo da toxina pelo grupo do infiltrado, fazendo com que este tivesse as oportunidades que teve, de testá-la e logo após entregá-la ao grupo de poder governamental, o qual agora tem mais uma arma em mãos. Eliminando o máximo de provas e testemunhas possíveis. 

5.  Ele salva o Mulder exatamente por isso. Pra que o caso não vire assassinato de agente federal, despertando excessiva atenção pra sua identidade coberta e sua missão tenebrosa.

6. A Scully fica muito P... da vida com Mulder no começo do episódio, por pouco ela não o pega pelo pescoço após vê-lo dando cobertura ao terrorista no parque.

7. Mulder me parece muito perdido neste episódio, e o careca nazista ferra demais com ele.

8. A catarse final da execução do Mulder, a meu ver foi mal feita, não gostei da cena, devido a espera do infiltrado para salvá-lo. Isso põe em risco a lógica de salvá-lo em si, para evitar exposição. Logo que o nazista deu as costas e ficaram sós, ele devia ter atirado no careca, e não esperado até o último momento, a meu ver o roteirista pecou nessa.

9. Achei meio furado os 27 assaltos a bancos federais. Na mesma região, no mesmo horário. A não ser que vazassem a informação.

10. A sacada do dedo quebrado do Mulder, feita pela Scully foi magnânima, como sempre...






e pra fechar...

11 Sempre é bom ver x files, pois é lá que estão as verdades. [/Paulo]

"Um homem me disse que você deu a ele as chaves de meu quarto... quarto 130"
"Quem é você?"
"Quem sou eu? Quem é ele?"
"Sr... uh... Kaplan"

[Cleide] O episódio de John Shiban, partiu inicialmente de uma premissa: Mulder em uma missão disfarçado. O escritor revelou posteriormente que era um interesse dele há tempos, mas não conseguia imaginar em que cenário colocaria o agente.

Começa o teaser com Mulder no plano, correndo num parque, a câmera o mostra de costas e temos a sensação de o estarmos perseguindo. Cortam para um grupo de agentes acompanhando por câmeras tudo que se passava... mostrando o que parecia uma força tarefa do FBI para uma prisão importante.


Scully, sendo tão preocupada com Mulder, coloca sua perspicácia fora do comum para garantir a segurança do parceiro, por causa disto ela percebe que o suspeito observava Mulder, ficando ao ponto do desespero, e quando a situação sai do controle, este desespero chega a impulsividade e ela vai correndo para tentar encontrar o parceiro, e o vê suspeitamente deixando o homem fugir.

Como eles eram totalmente confidentes um do outro já neste momento, Scully confronta o parceiro, que age de maneira estranha e lacônica (Mulder é péssimo para mentir). Na reunião da força tarefa para avaliação, entre CIA e FBI, nos é revelada a natureza da arma: agente biológico letal, e também que se tratava de uma milícia terrorista chefiada por Jacob Steven Haley, o homem que tentavam pegar. Então, Scully e nós ficamos totalmente incrédulos vendo Mulder ajudando um terrorista, e o pior é que não apenas um terrorista, mas terrorismo envolvendo armas biológicas.

Scully é danada! Acho maior graça dela seguindo Mulder, e dando uma dura no confuso recepcionista do hotel, que pergunta: “Você é a esposa?” “Nem de perto!” Muito espirituosa... aliás, a piadinha estilo Mulder, quando ela é parada na estrada e levada por uma enorme escolta (mulher perigosa), e pergunta qual agência que eles pertenciam, não recebendo resposta diz “da informação que não é”... já estava convivendo demais com o querido né?

Quando Skinner conta o real teor da missão, Scully, que já tinha sido picada pelo bichinho da desconfiança há muito tempo, não acha nada bom, e desconfiada como é, vai investigar o contágio e também ver como está Mulder...

O que não tem graça nenhuma é a situação de Mulder, sendo levado encapuzado para um lugar não identificado, e torturado. As vezes fazem piada com a habilidade de Mulder com armas, e coisa e tal, mas eu acho um personagem extremamente corajoso, uma coragem genuína, às vezes quase suicida. Acho esta cena mais aflitiva do episódio, até mesmo uma das que mais me deixou nervosa da série. Que aflição daquele careca quebrando o dedo de Mulder indefeso, todo amarrado. E imaginem que medo responder perguntas com aquele spray na cara? Mulder tem um conhecimento muito bom do psicológico humano, ao plantar a sementinha da discórdia, ele acaba se salvando... ah, só pra registrar, adoro ele ter dado aquela cabeçada no careca!

A cena fofa do episódio, quando Scully está no apê do Mulder o aguardando e cuida da fratura dele... agora, uma pergunta “capciosa” (como se diz aqui em Minas) Mulder foi grampeado milhares de vezes na série, como ele conversa um assunto do qual dependia sua vida, neste mesmo apê que todo mundo conhece, inocentemente com Scully???

Scully pra variar mata toda a charada, não eram, como a primeira reunião levantou, terroristas russos que inventaram a arma biológica, no caso um estreptococos com invólucros sintéticos que só se dissolviam em contato com a pele. A arma era produzida domesticamente, um projeto chamado Pine Bluff, que se acreditava encerrado em 1959, teve prosseguimento em segredo em 1960. Quem deu a missão para Mulder sabia que o estava enviando para uma missão suicida. E assim se provam os fatos, no último encontro com os terroristas, pegam Mulder como refém e o obrigam a participar de um assalto... que era apenas uma encenação para que o dinheiro fosse contaminado com a toxina. As cenas do assalto me remetem a um filme que eu amava nos anos 1990: Os Caçadores de Emoção, lembram, um dos primeiros filmes de Keanu Reeves, que faz exatamente o papel de um jovem agente do FBI infiltrado numa quadrilha de roubos a bancos. Eles usavam máscaras dos presidentes, e como no episódio, a gente reconhece o agente pela humanidade dele nos olhos que aparecem na máscara, em contraponto aos olhares frios dos bandidos de verdade.

Outro momento extremamente tenso, é quando o August Brammer entrega Mulder para a milícia... dá um frio na barriga... a gente pensa: “agora não tem jeito!”. Aquele cenário por onde passam com o agente, parece desolada e longa, como se fosse mesmo um corredor da morte... o desfecho nos assusta, reparem que quando o cara atira, Mulder vai pra frente como se tivesse sido atingido.  

Finalmente livre da “cilada”, Mulder corre para o banco, mas Scully se antecipou em identificar a agência e tomar todas as previdências, e finalmente, o cara de pau do agente da CIA confessa que sabia de tudo desde o início e que o trabalho do governo muitas vezes é garantir que as pessoas não conheçam a verdade... pra variar né?

Tenho que destacar a cenografia interessante deste episódio, o parque, no início com cerejeiras em flor simulando uma paisagem de Washington é belíssimo, e as locações onde Mulder e os terroristas se encontram, inóspitas, misteriosas. Tudo muito bem pensado. Não é meu episódio favorito, mas é muito bom! [/Cleide]

"Sr Kaplan?"
"Sim"
"Obrigada"
"Você é a esposa?"
"Nem de perto"

Quotes:

Mulder: August Bremmer, ou seja lá qual for seu nome, está do nosso lado.
Scully: Mulder, antes de qualquer coisa você deve saber que a biotoxina usada talvez tenha vindo de laboratórios do nosso governo.
Mulder: Foi uma armação?
Skinner: Não temos informação para corroborar essa hipótese.
Mulder: Fui usado? A operação toda? As pessoas que morreram no cinema?

Ag da CIA: Não é costume do nosso governo matar civis inocentes.
Mulder: O diabo que não. Testaram em nós para usarem em outros povos.
Ag da CIA: As notas foram analisadas. O dinheiro no cofre não indicou nada. Não há evidência de biotoxina. Então, antes de soltar os cachorros...

Scully: Você sempre soube. Sabia o tempo todo.
Mulder: Chequem o dinheiro de novo.
Ag da CIA: Já foi liberado. Está sendo usado como evidência em um crime federal.
Mulder: O dinheiro é tão sujo quanto você, não é? Não é?

Ag da CIA: E se for verdade? O que espera atingir ao revelá-lo? Instigar uma ação de direitos civis? Derrubar o governo federal? Levar adiante o trabalho daquele grupo? O que quer? Leis contra esses homens ou a favor deles?
Mulder: Quero que as pessoas saibam a verdade.
Ag da CIA: Às vezes nosso trabalho é evitar que elas saibam.


Outras Imagens de The Pine Bluff Variant:

Scully e Skinner durante a operação no parque

Uma das vítimas da toxina

Mulder evitando Scully

Ai!

Mulder também não estava pra brincadeiras

Essa mãozinha na frente da máscara fez a diferença, heim?

"Quais são as chances de Scully estar vindo me salvar?"

Sim, vocês foram usados... de novo
Fonte dos GIFs: x x

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Crônicas de dia dos namorados - Parte Final

Scully checou a hora em seu relógio de pulso e decidiu que já era hora de ir para casa. Ela não teve nenhuma cirurgia naquele dia e ainda era relativamente cedo, mas era dia dos namorados e ela e Mulder haviam criado um hábito de celebrá-lo. Ela gostava disso. Era algo doce na vida deles. E só Deus sabia como eles precisavam de um pouco de doçura.

Na verdade, comparando-se com a vida deles enquanto trabalhavam no FBI, eles poderiam dizer que viviam num paraíso. Eles não viviam mais em hospitais ou sendo constantemente ameaçados e/ou sequestrados, não viam mortes violentas todos dias, nem tinham que lidar com armas diariamente... No entanto, a sombra de tudo o que viveram e o medo do que descobriram naquela época os assombravam ainda, mesmo depois de todos os anos que tinham se passado. Pelo menos eles não tinham mais de viver como fugitivos.

A alguns anos atrás, o FBI os tinha procurado com a proposta de que eles - Mulder mais especificamente -, os ajudassem num caso e assim seus "pecados" seriam perdoados. Não foi justo, claro. Pois eles eram quem haviam sofrido uma grande injustiça e Mulder tinha escapado de um assassinato institucional por muito pouco. O fato é que, mesmo com todos os problemas que tiveram com aquilo, Mulder, como sempre se dedicando demais, quase sendo morto no caso, eles até que emergiram com um saldo positivo. A verdade é que ambos estavam meio estagnados na época e todos aqueles acontecimentos, por mais tristes que tivessem sido, deram um novo ânimo para os dois.

Scully estava tendo excelentes resultados em suas pesquisas no hospital e Mulder andava ocupado sendo constantemente chamado para consultorias para casos que atingiam um ponto sem saída. Nem sempre tinha a ver com algum fenômeno paranormal, uma vez ou outra, ele pedia sua assistência e era até divertido trabalharem juntos novamente com uma intensidade menor do que antes... mas o melhor era que ele estava vivo novamente... seus olhos brilhavam e ele falava daquela forma excitada que ela tanto amava.

Claro que ainda havia aquela grande sombra na vida deles: a falta de William. Aquela era uma dor constante em sua vida, com a qual ela havia aprendido a conviver. Ela sabia que Mulder sentia também, apesar de não deixar transparecer muito para não deixá-la mais triste. O que era inútil. Scully lembrava de seu filho o tempo inteiro... ela o via em cada pequeno detalhe dos pequenos que ela tratava.

Ela balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos depressivos. Abriu sua gaveta e sorriu ao pegar o pequeno pacote com o presente de Mulder. Pensar em voltar para casa para os braços dele e ainda por cima com algo especial em vista era mais do que o suficiente para animá-la. Apesar de todos os percalços, não havia absolutamente nada que a fizesse se arrepender de estar com Mulder. Ela o amava e sabia que ele a amava também. Eles eram o porto seguro um do outro agora, como foram no passado, desde que se conheceram... e cada dia que passava provava que eles permaneceriam assim por muito e muito tempo… 

By Josi.


***

Era dia dos namorados, novamente! Este dia acabou tornando-se um de seus favoritos do ano, ele sempre se esforçava para criar um clima especial, comprar um presente surpreendente para ela… o deste ano ia deixá-la de boca aberta, e com olhos brilhantes, assim ele esperava!

Sim, a vida deles, especialmente na década em que se envolveram com os Arquivos X, foi intensa, difícil, mas ele sentia como se o dever estivesse cumprido. Certamente que eles não acabaram com a conspiração global que investigaram todo aquele tempo. Mas trazia no coração a paz de saber que a expôs junto com sua brilhante parceira, e assim outras pessoas puderam levantar-se a favor da mesma causa. 

Seus demônios estavam exorcizados: encontrou o paradeiro da irmã, descobriu seu pai biológico, que era um dos cérebros da conspiração e foi derrotado, compreendeu o que houve na sua abdução e na da parceira… entretanto, achava que nunca compreenderia o milagre que foi o nascimento de seu filho e de Scully. Onde ele estaria agora? Será que era feliz? Ele sempre pensava… e no quanto seria bom poder ter dado a ele uma vida normal, poder ter a alegria de presenciar aquele pequeno milagre através dos anos....

Mulder e Scully perderam muito, familiares, saúde, muitos aspectos do conforto de uma vida normal, na busca pela verdade. As vezes ele lembrava de sua juventude, de sua ingênua arrogância de que poderia salvar o mundo… ele ainda via o sobrenatural com paixão, entusiasmo, mas agora com mais maturidade e respeito, legado que apenas toda aquela experiência poderia proporcionar.

Durante aquela década de sua busca apaixonada, de idealismo e fortes convicções, eles alcançaram a verdade, durante muito tempo isto o deixou estupefato, com uma extrema sensação de impotência. E a vida dele e de sua amada (como era confortável poder pensar nela assim depois de tanto tempo de negação), se tornou muito confusa uma vez  que ficaram em fuga e depois reclusos, escondendo sua identidade. Algum tempo depois, um caso inexplicável lhes ofereceu as pazes com o FBI, e o fato do mundo não ter sido invadido por alienígenas em 2012, lhes mostrou que nem sempre os planos do mal são cumpridos, nem tudo está definido. Que ainda há esperança!

Isso lhe trouxe paz de espírito, pensava que a busca que ele começou, ganhou adeptos e muitos lutando pelo mesmo ideal, e que podiam mudar a realidade. Pensava que seu filho em algum lugar do mundo, crescia feliz e em paz, sem sequer imaginar todos aspectos que envolveram a vida dos pais biológicos e seu nascimento. A escuridão agora não os encontrava mais, pois eles a expulsaram de sua alma… olhavam para ela quando aparecia algum caso de detalhes sinistros, sem se entregarem em seus tentáculos… depois de tantos anos, aprenderam a viver com leveza.

Ele ficava feliz por terem saído da obscuridade, ele sabia que sua amada sentia falta da sua mãe e de Mônica, que se mostrou uma amiga verdadeira desde o primeiro dia que se viram até hoje… talvez pelo fato dela lembrar tanto Melissa, talvez por ter ajudado no parto de William, as duas tinham um elo de amor fraterno que fortalecia com o tempo. Scully sempre teve dificuldade de se apegar afetivamente às pessoas, mas durante os anos em que ele esteve longe, Monica e Dogget conquistaram sua confiança e afeto, e ele ficava feliz por esta convivência agora não ser mais proibida ou perigosa.

As vezes ele pensava, se devia se sentir infeliz, agora, tanto tempo depois, por tudo que aconteceu: a vida infeliz de seus pais, a perda e a tragédia da irmã, seu pai biológico ter sido seu pior inimigo, os assassinatos de Melissa, dos Pistoleiros Solitários, Garganta Profunda e tantos outros… de ter perdido o emprego no FBI, ter sido obrigado a dar o único filho com a mulher que mais amou na vida para adoção para sua própria segurança… mas ele se sentia apesar de tudo privilegiado… abençoado por ter visto tanta coisa, por não ter ficado calado perante as injustiças, e por acima de tudo, por mais romântico e piegas que parecesse, ter encontrado o amor de sua vida, e saber que apesar do preço que pagou, nada em sua vida se comparava à presença daquela mulher, que por acaso entrou por sua porta, mas que não por acaso, nunca mais saiu de sua vida…

By Cleide.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Crônicas de dia dos namorados - Parte IX

Lugar desconhecido. 2002.

Mulder olhava para a sua xícara de café sem realmente vê-la. Seus pensamentos estavam muito longe do pequeno restaurante onde ele se encontrava no momento. Sua mente estava inteira em Scully e seu filho. Onde eles estavam e o que estariam fazendo naquele momento? William era ainda tão pequeno... tão injusto ele já estar passando por tantos problemas. Tudo o que ele mais queria era estar com eles.

Durante muito tempo, aquilo era tudo o que Scully e ele tiveram: um ao outro. Mesmo quando eles lhes tiravam os Arquivos X, Mulder poderia dizer que ele ainda tinha a sua parceira ao seu lado. Ele sabia que havia tomado a decisão correta, mas isso não diminuia sua dor; muito menos os poucos emails que conseguiram trocar. A última tentativa de contato que tiveram foi naquela estação de trem, onde tudo havia dado errado. Ele havia recebido a resposta carinhosa dela, mas não tinha tido coragem de arriscar mandar algo de volta.

Seu sentimento não mudou em nada. Ele queria voltar pra casa. Para Scully, para William. Mas os acontecimentos apenas contribuíam para piorar sua situação. Ele não poderia deixar que o seu egoísmo, sua solidão colocassem a todos eles em perigo.

Suspirando, ele passou a mão no rosto e olhou ao seu redor. Foi quando notou um jovem casal numa mesa de canto. Eles estavam comemorando alguma coisa... "Oh"

Era dia dos namorados? Já? Sim... já fazia mais de um mês que ele mandou aquela mensagem para Scully. Lembrou-se daquele dia a dois anos atrás que passaram juntos em Cape Cod. Parecia uma outra vida. Tanto havia se passado desde então...

O ideal era que estivessem todos juntos. Desta vez, poderiam sair e jantar em algum lugar bonito, passear depois com seu bebê, trocar presentes bem humorados... Infelizmente, nada daquilo era possível. Ele tinha que se concentrar naquilo e aumentar seus esforços para encontrar uma saída para as ameaças que os mantinham separados.

Pensou em Scully, sozinha com William... não, ela não estava exatamente sozinha. Ela tinha Doggett e Mônica... e os Pistoleiros... e Skinner. Aquilo o consolava: saber que eles tinham pessoas em que podiam confiar naquele momento difícil.

Uma ideia lhe ocorreu de repente. Ah, sim... havia algo que ele podia fazer. Ele já tinha terminado o que tinha ido fazer naquela cidade mesmo. Bastava que ele viajasse um pouco para um lado, mandasse sua mensagem e voltasse pelo outro lado e ele poderia fazer uma pequena surpresa para Scully.

"Ah, Scully..." Ele sorriu, saindo do restaurante imediatamente para que tudo desse certo. Imaginar o sorriso dela ao receber sua pequena surpresa o deixou um pouco mais feliz. Eles podiam não estar fisicamente juntos e ele podia não ter mais o seu trabalho, mas ainda estavam vivos e ainda tinham um ao outro. Ainda havia esperança.

By Josi.


***

Washington, DC. 2002.

Tinha acabado de amamentar William e ele dormia tranquilo em seus braços, em paz, feliz… simplesmente satisfeito! Como se nada mais houvesse no mundo, como se eles dois ali bastassem. Scully ainda não se acostumara a esta realidade. Para ser honesta, cada vez que olhava para seu filho, pensava no quão milagrosa era aquela criaturinha que carregava nos braços e em todos os acontecimentos que a levaram até ali… os Arquivos X, seu sequestro, quase morte por câncer como uma queima de arquivo, sua sobrevivência tão misteriosa e quase miraculosa também, descobrir que era estéril… e ainda saber para qual fim seus óvulos roubados estavam servindo, conhecer Emily e não poder adotá-la, tampouco salvá-la.

Scully tinha derramado tantas lágrimas, tantas noites chorou sozinha até dormir pensando que estava fadada, por tudo que fizeram com ela, à tristeza de não poder ser mãe. E então a vida quase lhe nocauteia com um acontecimento destes: estava grávida - e Mulder desaparecido, pior, abduzido… se um sequestro já era dramático, o quão pior era ter sido levado pelo desconhecido, sem muitas possibilidades de sequer por onde começar a procurar. Ela lembrava o quanto se sentiu impotente naqueles primeiros meses de sua gravidez. Agora, contemplando o rosto do amado filho, percebia o quanto ele parecia com Mulder, como tinham a mesma maneira de olhá-la, como isto era possível? Quando ele a olhava assim a saudade doía mais fundo. 

Infelizmente, ela não se acostumava com esta realidade tão dolorosa. Quase o perdeu há menos de um ano, passou pelo pesadelo de participar de seu funeral, de uma maneira inimaginável conseguiu salvá-lo de se tornar uma réplica alienígena, mas agora, estavam separados pela força dos acontecimentos. Era muito perigoso, nunca fora tão perigoso… mas seria seguro para ela e o seu filho? Ela seria capaz de prosseguir protegendo-o sem Mulder? Só sabia que sua vida, olhando para trás, parecia uma coleção de momentos tristes salpicados com algumas alegrias muito profundas e emoções inexplicáveis que lhe davam a sensação nostálgica de que, se fosse preciso, faria tudo de novo!

Com muita tristeza uma música romântica no rádio a lembrou que era dia dos namorados… onde ele estaria? Será que algum dia nesta vida, ainda poderiam compartilhar os três a alegria de comemorar juntos o dia do amor? Uma lágrima solitária escorreu de seus olhos, caindo no rostinho tranquilo do bebê, ela levantou-se e foi colocá-lo no berço… com William devidamente acomodado, escutou que alguém batia na porta. Ao abri-la, ficou surpresa: era um entregador de pizza - “Eu não pedi pizza” - “O senhor que fez o pedido, disse que a senhora desejava sim uma pizza, ah, ele disse que você irá pagar”. Irritada e cansada, querendo se livrar logo da chateação, Scully pagou a pizza, pegou a entrega e fechou a porta.

Curiosamente a caixa estava mais leve do que deveria... ao abrir, o inesperado, uma única rosa vermelha e um pequeno bilhete: “Gostaria de estar com você e William no dia dos namorados, te amo!” 

By Cleide.


sábado, 14 de junho de 2014

Crônicas de dia dos namorados - Parte VIII

Washington, DC. 2001.

Scully estava no escritório dos Arquivos X desde bem cedo. Tinha trabalho para fazer e a distração era mais do que bem vinda. Honestamente, ela não sabia mais o que fazer. Eles já tinham tentado de um tudo, já tinham investigado cada detalhe, cada pista, tinham revisto cada pormenor... mas ela não desistiria. Não podia desistir. Ela tinha que trazer Mulder de volta. E pra tornar tudo ainda mais complicado, ainda tinha que equilibrar sua busca por ele com seus cuidados com sua gravidez.

Ela evitava pensar muito em tudo o que estava acontecendo, basicamente porque as possibilidades lhe inspiravam um terror imenso. Mulder havia passado mais de 25 anos na busca pela sua irmã... ela não sabia como ele suportou aquilo. Ela estava sem ele há meses apenas e já quase não aguentava mais aquele sentimento de impotência. Quanto à sua gravidez... se ela soubesse como aquilo tinha sido possível, talvez ela pudesse passar a encará-la como uma dádiva. Ela havia feito todos os exames necessários há alguns anos atrás e estava mais do que comprovado que ela era estéril. A agente havia até mesmo tentado junto com Mulder uma fertilização com os óvulos que ele havia recuperado na época em que ela estava doente, mas não tinha conseguido nada. E agora... essa gravidez aparecia do nada? Até agora tudo parecia ok com ela e com o feto, então... o jeito era esperar.

Pensar na gravidez a fez lembrar que tinha que comer. Saiu em busca de Doggett. Eles tinham caído numa rotina de almoçarem juntos, com sua desconfiança com ele tendo se dissipado a muito tempo. Ela precisava mesmo de alguém para ajudá-la a suportar tudo aquilo e o rapaz estava se revelando um agente muito competente e um bom amigo.

Quando estava no hall, se deparou com a mesa de um recepcionista com uma decoração discreta de Dia dos Namorados. Uma grande tristeza tomou conta de seu ser e ela teve que piscar algumas vezes para evitar que lágrimas caíssem de seu rosto. A última coisa que ela queria era colocar ainda mais lenha no falatório do bureau sobre ela e Mulder. Se a fofoca se tornasse muito forte, eles poderiam tirá-la da frente das investigações. Isso não podia acontecer. Respirou fundo, se dominando.

Nos últimos anos, eles tinham dado um jeito de ao menos trocar presentes nessa data. E agora ela sequer sabia onde e como ele estava. Fez uma nota mental para comprar um cartão bem humorado para quando ele voltasse. Porque ela o encontraria e o traria de volta para casa. Era uma promessa. E quando ele estivesse com ela novamente, eles comemorariam, não importa o quão atrasados estivessem.

By Josi.


***

Ele não conseguia acreditar… até hoje, passados uns meses, quando contava o que lhe aconteceu, parecia estar falando da história de outra pessoa. Foi abduzido, devolvido supostamente morto, e ficara enterrado por meses… era um roteiro do pior dos pesadelos, mas ele não se lembrava de absolutamente nada. Quantas vezes se irritou com Scully quando ela era enfática em dizer que não lembrava nada de sua abdução, que não tinha como provar nada, por que sequer conseguia processar em sua mente o que tinha acontecido, como poderia afirmar que era verdade? Agora ele entendia, do fundo da alma, como era ter parte da própria vida roubada de si mesmo, a sensação era horrível…

Depois de terem passado meses tão agradáveis juntos, era insuportável pensar no desfecho final… é como se para cada pequena alegria, ele e Scully tivessem que pagar dobrado na moeda do sofrimento. Mas novamente, lá estava ele, vivo como por um milagre, teria ele ainda alguma missão no mundo? As coisas pareciam tão mudadas agora que voltou… outras pessoas fazendo seu trabalho com a parceira. E ela mesmo, parecia ter outro foco e outras preocupações, estava, para sua supresa, grávida! Vários paradigmas foram quebrados enquanto ele esteve “morto”!

Se pegava sempre pensando que, se ele não lembrava de nada, Scully teve que derramar todas as lágrimas amargas deste tributo, sozinha, sem saber o que estava acontecendo com ele, e quando a espera e busca acabou, ela ainda teve que “enterrá-lo”. Ele mesmo, não sabia se teria conseguido manter a sanidade mental, se fosse o oposto. E ainda no estado em que se encontrava, uma gravidez no mínimo milagrosa, sonhada, bem vinda, mas que levantava questionamentos perigosos, incômodos…

Quantos momentos únicos ele perdeu enquanto estava fora? Mas se agora estava vivo, por que não retomar seu lugar na vida dela e no mundo, e compensar tanto tempo que lhes foi roubado?

Com este pensamento, se levantou de seu apartamento vazio e sem vida, e seguiu em direção à casa dela, pretendia comemorar o dia dos namorados, natal, aniversário… tudo que eles mereciam, não deixaria que lhes tomassem nenhum minuto.

By Cleide.

Obs: Ignoramos totalmente a timeline da série para que coubesse um dia dos namorados nesse ano. ;-)