sábado, 16 de janeiro de 2016

The X-Files Revival Countdown - 8ª Temporada

Compilação de nossos reviews para a oitava temporada que foram publicados em nossa página do facebook. Estamos tão pertinho, gente!!!


Within (Por Dentro)

[Fê Monteiro] Como ficarmos mais arrasados, ansiosos e perdidos após Requiem? Assistindo o teaser de Within, lógico! Imagens embaçadas que sugerem uma placenta, um embrião, ao compasso de batidas de coração e de repente uma estranha mão puxando um cordão da boca de Mulder, que engasga como se voltasse a respirar. Ao mesmo tempo Scully acorda assustada, como se assistíssemos ao seu pesadelo, quando na verdade eles estão tão ligados, tão conectados, que Scully sente Mulder e toda a sua aflição.


E assim, a gente para por aqui com o sofrimento, certo? Não, claro que não. Vamos comer o pão que o capiroto amassou junto com a Scully! O começo do episódio nos leva mais para baixo ainda, conseguimos sentir o que ela deve estar sentindo, todas as forças que ela tem que reunir para voltar ao bureau e enfrentar o serviço, sozinha. Para chegar lá e encontrar um monte de agentes revirando as coisas deles no escritório, a mando do novo vice-diretor – 'mala' Kersh - para dar início às buscas por Mulder. E que nem ela, nem Skinner abram a boca para falar um 'A' sobre abduções e aliens, ou podem esquecer as buscas e seus empregos.

Gente! Só pode ser uma segunda-feira esse dia aí! Afeee...acorda do pesadelo de novo Scully!

É então que Scully vai conhecer, da pior maneira, o 'xerifão' agente Dogget, líder da força tarefa para encontrar Mulder. O cara, muito sacana, joga alguns verdes para tentar colher maduro. Ele joga muito baixo para tentar ganhar qual é a dela e da relação que eles tinham, se havia confiança, mexendo com suas emoções e tentando plantar a dúvida. Mas a muié é tão forte, tão decidida e tão confiante que sai por cima e ainda lhe atira o copo com água na cara. Como não amá-la?

Mas apesar disso, já neste primeiro episódio, conseguimos vislumbrar que o Dogget não é do mal, nem mal intencionado. E, apesar de começar com o pé esquerdo, ele ainda vai ajudar bastante a nossa ruivinha.

O caso é que tudo só vai piorando para ela. Aparentemente alguém a está perseguindo, o FBI tem ela e Skinner como suspeitos, alguém está usando o cartão de acesso de Mulder no bureau e seu cartão de crédito. De repente surge uma lápide da família Mulder interceptada com o nome do agente, recém entalhado. Tudo começa a indicar que Mulder está foragido, se escondendo e roubando arquivos e isso começa a soar como ameaça para o FBI. Para Scully gera mais dor, dúvidas e confusão. Me diz, quem precisa de um início de gravidez assim? Ô produção, tenha dó! Pra completar, descobrimos que ele estava morrendo em decorrência de uma doença cerebral e que não havia partilhado essa informação nem mesmo com Scully, o que é de se entender.

Bem, tirando a parte da doença, o resto Scully mata: alguém está passando e recolhendo todas as provas que poderiam estar em posse dos agentes ou em seu escritório, se passando por Mulder. Mas há uma prova viva que resta: Gibson Praise!

Paralelamente com as buscas que o FBI organizou, Scully e Skinner, auxiliados pelos pistoleiros, vão seguindo suas próprias pistas e, claro, chegam ao mesmo lugar: deserto do Arizona. Todo mundo atrás do Gibson e um terceiro chega e o leva antes. Esse alguém, conforme o final do episódio nos revela é ninguém menos que Mulder! (sqn)

E lá vamos nós roer as unhas até a continuação...
Mentiraaaa, vamos roer as unhas por mais da metade da temporada ainda, no mínimo!

Notas:
- Como sobreviver à cena em que Scully entra no apê do Mulder, pega sua camisa, se deita em sua cama e dorme abraçada com ela?
- Que bom ver Mulder em alguns flashes – que desnecessário vê-lo sendo torturado. Que raio de tecnologia que esses aliens têm, que não rola uma anestesia básica?
- Skinman se mostrando, mais que nunca, um amigo sem igual e uma pessoa cuja moral, ética e lealdade estão acima de tudo.
- Depois de 7 anos, abertura nova no pedaço. Muito emocional e totalmente ligada aos assuntos dessa temporada, mas ainda prefiro a original (é uma questão de tradição). [/Fê Monteiro]
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Without (Por Fora)

[Josi] Vou dizer uma coisa pra vocês... minha língua vai ficar em carne viva pelo visto de tanto que eu a mordi apenas nos dois primeiros episódios da oitava temporada. E vamos ser sinceros... excelentes episódios.

Mas minha maior mordida é com relação a John Doggett. Se a gente esquecesse todo o nosso rancor com a série por ter ousado querer colocá-lo dentro dos Arquivos X como um potencial substituto para Mulder/Scully, ele ganharia nossa admiração. Esses primeiros episódios mostraram que ele é um homem honrado de verdade... e não aquela honra ridícula que os homens usam pra disfarçar o apego por seu ego. Ao olhar para ele e julgá-lo temos que lembrar primeiro que esta pessoa não conhece realmente Mulder, Scully ou Skinner como nós e que sim, é o trabalho dele encará-los como suspeitos também. E segundo, ele é um personagem que está ali como um joguete dos produtores para nos manipular, então eles vão mesmo nos fazer desconfiar ao máximo dele para depois colocar Scully chorando nos braços dele. Aliás, notem como eles fazem com que nós nos identifiquemos com Scully, com a raiva dela... para depois fazê-la bem aos poucos ir confiando em Doggett e enfim o aceitando. Assim que se direciona uma audiência a se simpatizar com um personagem. Que bom que nossa raiva foi maior do que isso, nada deu certo, a série foi terminada (pausada) e hoje temos Mulder e Scully de volta! Há!

Continuando com a análise de Doggett... ele não está ali para substituir Mulder. Eles não tem muito em comum. Doggett tem uma história na marinha, é um cético, segue as normas e se guia ligando as evidências que ele tem em mãos. Ou seja, ele é a Scully do começo. E se você lembrar que Scully também tem uma história na marinha através do pai dela, eles ficam ainda mais parecidos. E, como Scully, ele não acredita em nada daquilo mas também não mente sobre o que viu para salvar o seu pescoço. Scully foi colocada nos Arquivos X para desacreditar o trabalho de Mulder. Doggett foi designado para encontrar Mulder e depois foi para os Arquivos X para desacreditar a ele mesmo. Kersh, ou quem quer que estivesse mandando nele, estava muito feliz em matar dois coelhos com uma cajadada só. Falando nisso, alguém me falou que o nome dele era esse pois a ideia era mandar o "cachorro" caçar (DOG-gett) a "raposa" (Fox) e agora eu não consigo parar de pensar como isso é perfeito e como eu nunca pensei nisso antes??? kkkkk

Mas chega de Doggett e vamos a quem nos interessa: Scully. Algumas pessoas reclamam também de sua caracterização a partir da oitava temporada. Há quem fale que ela "de repente passou a acreditar e a imitar Mulder". Bom, não foi de repente. Primeiro que nossa fofa nunca que descartaria evidências por mais estranhas que fossem desde sempre. Segundo que já tem um tempo que ela vem se abrindo mais e mais para o paranormal, ao estar longe de Mulder ela investiga seguindo o paranormal e mesmo com ele, ela até se arrisca a sugerir fenômenos com os quais ela se sente mais confortável. Mas ao final, ela sequer argumentava mais tanto.

O fato é que antes, Scully podia se dar ao luxo de se colocar numa posição como a de uma aprendiz, a apenas apontar os furos nas teorias já prontas de Mulder. Agora, no entanto, ela é quem teria que liderar e oferecer a cara a tapas se ela queria vê-lo novamente. Quem não se emociona ao vê-la falar com todas as letras e sem nenhum arrodeio que aquele que caiu do precipício era um alienígena? Dá um orgulho danado de vê-la ali, morrendo de medo por 100 motivos diferentes, falando com toda a clareza algo que ela se recusava a acreditar completamente a cerca de 5-4 anos?

E claro que ela imitaria Mulder! Além dela provavelmente achar que aquela era a melhor forma de resolver os casos, aquela também era uma forma dela mantê-lo vivo perto de si.

Outra coisa super legal nesses episódios é como o relacionamento de Skinner e Scully se desenvolveu e eles se tornaram bem mais próximos do que eram antes. Creio que esses acontecimentos forjaram um elo entre eles que dura até hoje.

É angustiante também imaginar como Scully estava se sentindo. Grávida sem saber como e tendo que manter segredo. Buscando a Mulder sem saber como e tendo que manter a verdade de sua abdução em segredo. Mais ou menos já que ela acabou jogando tudo na cara de Doggett de qualquer forma. kkkk

Quem mais aparece aqui é o meu queridíssimo Gibson. Tadinho desse menino. Morro de pena... taí um que nunca teve sorte. Agora que ele tinha arrumado um lugar para ficar (muito esperto da parte dele ir a uma escola de surdos), os aliens resolvem sair destruindo todas as provas de sua existência, incluindo os híbridos e quem quer que tivesse alguma propriedade alienígena.

O plot do episódio, aliás, era justamente esse: Gibson. Os aliens os queriam como parte de sua operação de limpeza; o FBI na figura de Doggett, Skinner e Scully estavam a sua procura para através dele encontrar Mulder. Mais uma vez o menino é apenas usado como um meio, mas pelo menos agora Scully realmente conseguiu protegê-lo. Muito bom Scully conseguindo atingir o Caçador de Recompensas bem na nuca. Acho que foi a primeira vez que eu vi alguém realmente conseguindo esse feito na série.

Momentos angustiantes desse episódio:
- Mulder sendo impiedosamente torturado;
- Scully se obrigando a encarar seus medos.
- Scully gritando no deserto por Mulder.
- Scully chorando nos braços de Doggett: aquilo não era necessário. Odeio isso com todas as forças.
- Saber que esta seria a última vez que veríamos Mulder/Duchovny por um bom tempo.

Para fechar esse review imenso e estupidamente subjetivo, quero apenas apontar como irreal foi aquela cena de Scully seguindo a menina no deserto. Gente, a garota estava numa bicicleta, Scully à pé e mesmo assim elas mantinham uma distância pequena entre uma e outra. Depois, não entendo de gravidez e não sei se os enjôos e desmaios de Scully parariam mesmo só em ela saber de sua condição. O que eu entendo mesmo é de ser pálida demais e de saber que eu não sobreviveria àquele sol quente na cabeça por todo aquele tempo. kkkkkk [/Josi]
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Patience (Paciência)

[Cleide] A oitava temporada tem um início muito triste, e incômodo para nós e para Scully. Tudo está diferente, e novo, e para a agente é um terreno um tanto pantanoso fazer as vezes de Mulder. Há muitos comentários, inclusive que foram citados aqui, de Scully estar fora da personagem nesta temporada, eu me permito discordar. Além de ser uma cientista que acabou por ver mais coisas estranhas do que se é normal, e ter comprovado várias, acredito que para ela, depois de tantos anos trabalhando com Mulder e sua abordagem diferente destes casos, eles acabaram por criar de sua interação uma metodologia específica de investigação dos Arquivos X. Com a dinâmica de Mulder pensando totalmente fora da caixa, e ela aparando a arestas e dialogando com a ciência. Entretanto, sem Mulder, alguém precisava levantar as possibilidades extremas, e por saber do funcionamento dos casos e também, em nome de manter a memória do amado parceiro acesa, Scully acaba assumindo este penoso papel... além de sentir a falta de Mulder, nesse inicio de temporada ela vai entender o que é estar "na pele" dele.

O primeiro caso que Scully investiga com seu novo parceiro é um típico monstro da semana - digamos de passagem, que a oitava temporada tem bons episódios de monstros. Eu achei bem interessante a construção da ideia de um ser que age como morcego mas tem o instinto de vingança de um homem.

Curiosamente, a partir das pistas que Scully joga, das pegadas e marcas na cena do crime, da mistura de elementos humanos e animais, é Dogget que ajuda a matar a charada encontrando a notícia em um jornal antigo. Considero uma atitude humilde e de boa fé do agente, ele é um cético, prático, mas sendo designado para os Arquivos X, além de estudar os casos antigos, ele busca explicações que ele mesmo não aceita, dada a natureza dos casos. Muita gente odeia o "xerifão", eu sinceramente considero que nada na TV se equipara à química perfeita de Mulder e Scully, mas mesmo assim, não consigo odiar o personagem, ele me ganha por ser um cara honesto e ético, disposto a ajudar e fazer bem feito o seu trabalho, com tanta gente do mal e infiltrada no FBI durante toda a série, é um alívio que Scully tenha uma pessoa boa do seu lado durante essa fase tão complicada.

A hesitação de Scully entre guardar ou não a plaquinha com o nome de Mulder é de doer o coração... e é muito simbólico, assim como ela, os fãs teriam um longo período de luto pelo afastamento de Mulder, mas naquele momento, era necessário prosseguir, até mesmo para que houvessem esperanças de reencontrá-lo em breve. [/Cleide]
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Roadrunners (Risco de Vida)

[Fê Monteiro] Se tem uma coisa que a gente aprende em Arquivo X é: desconfie de pessoas que moram em pequenas comunidades distantes da civilização e da tecnologia. Esse episódio sempre me lembra muito “Gender Bender”, com a diferença de que Scully está mais espertinha agora, mas o que não a poupa da enrascada.

Este é mais um monstro da semana bem assustador (e nojento) da oitava temporada. Aliás, senti falta disso na sétima, tivemos tantos episódios 'non sense' e fracos e resolvem aparecer com estes agora, na ausência do Mulder? É como se estivessem se esforçando mais para compensar o buraco no elenco...mas enfim.

O fato é que Scully, ao investigar o brutal assassinato que aconteceu no meio do nada – sozinha em algum lugar do deserto (bom, não tão esperta assim) – se vê presa em um pequeno vilarejo parado no tempo, que nem consta no mapa, após ser engabelada pelo carinha do posto que abastece seu carro com água ao invés de gasolina.

O que ela ainda não sabe é que o povo que ali mora é integrante de um culto que venera uma espécie de verme como se fosse um deus. Esse ser precisa de um hospedeiro para sobreviver, um corpo humano, para que possa ser colocado na espinha dorsal e galgue seu caminho até o cérebro da pessoa. Enquanto ele está na coluna, ele comanda aquela pessoa e se torna o deus daquele povo, porém esmigalha o físico e, pelo que entendi, quando chega ao cérebro, o hospedeiro acaba morto. Segundo as pessoas do culto, porque o corpo não era o tabernáculo ideal, então eles têm que seguir arrumando sempre mais hospedeiros.

Não fica clara a origem desse verme, que para mim só pode ser do espaço (Mulder feeelings) e remete à vários filmes e romances oitentistas de ficção científica. Mas fica clara sua intenção de dominar e se fazer crer como um deus realmente.

Claro que Scully, não consegue sair do vilarejo, não consegue um telefone para entrar em contato com o Doggão (cuja presença ela, inadvertidamente, deixou de fora deste caso) e muito menos um carro para partir. Então ela é chamada para cuidar do rapaz, que nós sabemos, é o atual hospedeiro, e quando tenta sair para ir atrás de ajuda é finalmente pega de jeito para ser a nova hospedeira, não importa o quanto ela tente resistir e grite que está grávida.

Nota: como William sobreviveu à tudo isso e ainda nasceu saudável? Realmente um milagre esse menino.

Presa na cama, com aquela coisa na coluna – gente, morro de aflição só de ouví-la gemer e gritar de dor – ela chora por sua vida? Ela pede por misericórdia? Tenta fazer um trato? Não, afinal é da Scully badass que estamos falando! Ela xinga e xinga muito os xexelentos, ameaça e tudo mais.

E o xerifão Dogget 'aka' Charles Bronson (pesquisem se não é da época de vocês...rs), chega e salva a nossa ruiva de um futuro tenebroso como líder de um culto ao verme alien. E nós passamos a gostar um pouquinho mais dele, não é? (Ok, tô falando por mim).

Assim que o agente dá um fim ao bichim, acaba toda a perseguição. O melhor é a cara das pessoas de desolação. Tem um que pergunta: por quê? Tipo, 'por que essa violência jovem'? Hahahahahah...surreal.

Passado o susto, Scully reconhece que não deveria ter deixado o novo parceiro (*chora*) fora do caso. É claro que ela ainda não confiava plenamente nele e, provavelmente ainda não queria aceitar ter um novo parceiro nos Arquivos X. Mas isso quase lhe custou a vida, dela e do filho.

Nota 2: Scully tá arrasadora de linda nessa temporada, deve ser a maternidade.
Nota 3: Como ela se recuperou do estrago que aquela coisa deve ter feito na coluna dela gente? Isso não me desce! Um cortinho aberto no início e fim da coluna e isso é toda a sequela que ela teve? Aquele verme era quase do tamanho de um gato!
Nota 4: Que dramática a cena em que o Dogget tira o bicho da Scully, joga ele no chão com tudo, mira e atira! Só faltou dizer: Hasta la vista, baby! Isso faz jus ao apelido de xerifão 'aka' Charles Bronson! [Fê Monteiro]
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Invocation (Invocação)

[Josi] Este é um bom episódio. Ele peca, talvez, na falta de originalidade do tema. Vamos ver... uma pessoa volta dos mortos para proteger alguém ou para vingar-se. Já perdi as contas de quantos episódios poderiam ser resumidos assim.

Dez anos depois de ter sumido sem deixar rastros, Billy reaparece exatamente o mesmo... aparentando ter a mesma idade, com as mesmas roupas e até mesmo as taxas medidas com seu sangue são as mesmas. O fato de existir um corpo, com carne, ossos e sangue parecendo bem vivos deixou difícil para que as pessoas achassem que aquele pudesse ser um fantasma. Isto sequer foi cogitado em qualquer momento até o final.

Tendo sofrido tamanha violência na tenra idade de 7 anos, Billy não conseguia falar nem se expressar sem assustar profundamente seu pai e seu irmão mais novo de 10 anos (lidem com essa matemática). Apenas sua mãe não foi afetada. Creio que a pobre se sentia tão culpada que ela literalmente aceitaria qualquer coisa. Aliás, algo bom que é retomado aqui é a tradição que Arquivo X tem de arrumar crianças que nos dão frio na espinha.

Scully e Doggett são chamados para o caso devido a sua natureza única e enquanto a agente foca nos aspectos médicos, seu novo parceiro mostra ser tão delicado quanto uma britadeira tresloucada. "Eu vou fazer o que quer que seja necessário para encontrar quem fez isso a esse garoto!", com isso ele queria dizer que ele não estava interessado nos sentimentos dos pais ou do menino ou o que a lei tinha pra dizer sobre aquilo. Sua opinião superior deveria ser respeitada e ponto final. Tá bom, senta lá, T-1000, vai procurar John Connor que tu ganha mais! (Sim, gente... Dogão tem muitos apelidos... muitos mesmo rs)

Quando eles chamam uma médium que já tinha trabalhado naquele mesmo caso na época do desaparecimento do menino, descobrimos que John Doggett também tinha perdido alguém próximo a ele. Mais tarde, ele retira uma foto da carteira e vemos que é também um garotinho. E assim descobrimos que os roteiristas realmente estavam sem muita imaginação: outro personagem cujo problema é ter perdido alguém. Ok, então. A manipulação emocional segue de vento em polpa.

Seguindo seu graaande faro policial e, apesar dele não admitir, os sinais sutis de Billy, Doggett consegue encontrar um rapaz ligado ao desaparecimento do menino que revela que era apenas mais um garoto abusado e aponta seu padrasto como sendo o sequestrador. Bem a tempo, pois o homem tinha acabado de levar Josh, o irmão de Billy. Assim, descobrimos que estes eram os objetivos do menino: salvar o irmão e dar um pouco de paz aos seus pais ao mostrar que estava morto já há algum tempo.

O papel de Scully nesse episódio fica meio chato pois ela passa de uma personagem principal a um simples acessório para o desenvolvimento do novato. Ela praticamente apenas aponta o óbvio e fica falando "por que você não acredita nisso que está tão claro?". Aff

Honestamente, até agora os episódios da oitava temporada se mostram de primeira qualidade, mas, pelo menos pra mim, fica aquele sentimento ruim no ar. E acho que é por isso que eu tenho tanta antipatia por ela. Esta ideia de um personagem aparecer do nada, já ir roubando toda a cena e o pessoal usar de todas as técnicas de manipulação possíveis de uma vez só para que a gente simpatize com o cara rapidamente jamais funcionou comigo. Doggett não é um personagem ruim, mas na oitava temporada de uma série, ninguém está muito disposto a ver uma das personagens principais ser jogada em segundo plano para outro qualquer ocupar o lugar de destaque. Especialmente neste momento em que a gente estava mais interessado em saber como estava Mulder, como Scully estava se sentindo e sobre aquele bebê que ela carregava... e não ser introduzido aos dramas de um desconhecido. [/Josi]
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Redrum (A Segunda Chance)

[Josi] Gosto muito desse episódio. Acho a ideia dele excelente. É meio parecido com aquele filme Amnésia, mas ali a coisa é mais complicada pois ele nunca lembraria de nada.

O plot gira em torno de Martin Wells. Na verdade, este é um desses episódios em que a nossa visão dos fatos não é através dos protagonistas, o que é sempre interessante. Martin é promotor de justiça e no exercício de sua profissão certamente ganhou muitos inimigos. À despeito disso, ele leva uma vida normal, tem uma esposa, duas filhas e amigos influentes. Entre eles está John Doggett. Uma manhã, ele acorda e sua vida está de ponta cabeça. Além de estar preso numa penitenciária, sua esposa está morta (ele é acusado disto), é alvo da animosidade de seus amigos, encarado com medo por suas filhas e é assassinado por seu sogro.

A surpresa é que ele acorda na manhã seguinte como se nenhum acontecimento do dia anterior tivesse ocorrido. Não apenas isso, mas é como se ele tivesse voltado no tempo em um dia. E assim vai seguindo todos os dias. De sexta, ele passa para quinta. Da quinta para a quarta e assim sucessivamente até a noite do assassinato de sua esposa. Aos poucos, ele vai percebendo que está recebendo uma nova chance de consertar as coisas e não morrer sem sequer saber o porquê.

Ao ir voltando no tempo, Martin vai juntando as peças daquele quebra-cabeças e consegue descobrir quem mataria sua esposa e suas motivações por trás daquele crime. Acontece que tudo foi armado como uma vingança contra ele. Neste ponto, esse episódio se parece com Theef, da sétima temporada. As intenções do advogado neste caso, no entanto, não foram tão nobres. Em sua ânsia de obter uma condenação para alguém que ele julgava culpado, o promotor escondeu evidências que absolveria esta pessoa, Hector Ocampo... e, segundo seu irmão, Cesar, ele era realmente inocente e estava tentando reconstruir sua vida. Frustrado, o rapaz se matou na prisão. Então, Cesar parte para vingar-se do responsável.

Sabendo de tudo o que aconteceria, Martin consegue salvar sua esposa e a peça chave para aquilo tudo foi nosso novo amigo Dogão, que acreditou em sua história o suficiente para ir até sua casa e assim impedir que o irmão de Hector executasse sua vingança em alguém inocente. Para que aquilo acontecesse, entretanto, Martin teve que contar toda a história a seu amigo John (que ele não via a 3 anos... o.O) e não fica claro como tudo se deu, mas no final o advogado paga por seu crime também. Pelo correto, desta vez.

Tal qual em Monday, o tempo se modificou para que os acontecimentos se dessem como deveriam ser.

Scully aparece muito pouco, mas acho que sua interação com Martin foi de extrema importância. Ela foi a única que deu algum crédito ao que ele estava falando e ainda lhe ofereceu um conselho crucial. Ela lhe alertou para o fato de que não adiantava tentar fazer com que as pessoas acreditassem nele dado que no dia seguinte (que seria o dia anterior para todo mundo) ninguém lembraria de nada mesmo... ele deveria era focar em descobrir o porquê daquilo estar acontecendo.

A única coisa que eu tenho a falar contra esse episódio é este recurso de narrativa que já está cansativo de tanto que ele é usado: fazer mulheres morrerem/serem abusadas apenas para um homem aprender uma lição. De resto, este é, para mim, o melhor MOTW desta temporada até agora.

Curiosidade: O nome REDRUM é MURDER (assassinato) ao contrário. Pode se dizer que se refere ao fato dos acontecimentos estarem sendo contados de trás pra frente para que um assassinato seja resolvido. Esta palavra escrita assim é usada em diversas obras, mas a mais famosa é provavelmente The Shining (O Iluminado). [/Josi]
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Via Negativa

[Fê Monteiro] Como podemos perceber temos uns episódios bem pesadinhos e sombrios na oitava temporada e Via Negativa não foge a isso.

Não tem como assistir e não fazer uma conexão quase instantânea com “A Hora do Pesadelo”, mas neste caso é o líder religioso Anthony Tipet quem invade os sonhos das pessoas para matá-las no lugar do Freddy Krueger.

Coisas estranhas que permeiam este episódio: Skinner assumindo o papel de Mulder e Scully com fama de teorias estranhas e absurdas (vejam só). Aliás, achei o Skinman visivelmente apático, mesmo aparecendo durante todo o episódio, quase não o reconheço. Ele parece mais fraco, quase reduzido a um mero parceiro para o Dogget, preenchendo a lacuna de Scully, que mal aparece neste episódio.

Até agora, inclusive, parece claro o esforço dos roteiristas para deixá-los mais separados que juntos. Talvez por conhecerem os fãs e perceberem que apresentar uma parceria contínua e mais profunda não agradaria e não poderia substituir a química de Mulder e Scully, construída ao longo dos anos.

Este episódio, na minha opinião, é muito bom. Nos traz um monstro da semana que pode parecer batido a princípio (mais um líder religioso louco), mas apresenta elementos novos com a utilização de drogas psicodélicas para se alcançar Deus e a abertura do terceiro olho.

Tipet, aparentemente consegue esse feito, através do que chama de 'Via Negativa', que dá nome ao episódio. Ele afirma ter alcançado Deus através das sombras em seu interior. Porém, o que ele não conta aos discípulos é que, com ajuda de drogas ele conseguiu acesso ao outro mundo, abrindo sua terceira visão (o terceiro olho, aquele que tudo vê etc) e um mundo ao qual ele não podia controlar. Com esse poder, ele passa a invadir os sonhos das pessoas e matá-las, pois para elas o sonho parece tão real que elas realmente acreditam que estão morrendo daquela maneira, o que acaba por torná-los reais.

Temos a alegria de rever nosso trio querido, que Scully manda para ajudar o Doggão a entender melhor os elementos do caso. Só achei meio forçado Frohike o elogiar no final, o contato entre eles foi completamente tranquilo e não sei se Dogget já reagiria a eles assim tão aberto, não crendo mas aceitando as explicações e ligando os fatos rapidamente. Sei lá, é mostrar que o cara é muito bom e auto suficiente para alguém que mal entrou nos Arquivos X, principalmente levando em conta que Scully nem botou a mão no caso, como se ele mal precisasse dela.

Tiro o meu chapéu para a atuação do Robert Patrick neste epi. A expressão, o olhar dele ao perceber que está sonhando, me arrepiaram. Cheguei a me perguntar se ele estava ficando louco ou estava sonhando mesmo. Então ele desce de elevador e a porta se abre para um corredor aterradoramente vazio e daí temos a certeza.

A sequência do sonho em que ele adentra o apartamento da Scully para matá-la com o machado, sem saber por que (mas beleza, toca o barco) é formidável. Aqueles flashes de luzes azuladas, nos dando frações da cena, foram muito bem feitas e me senti num filme de terror.

Não fica claro o motivo dele receber o mesmo “dom” do assassino ao invés de ser o alvo, realmente não entendi essa. Seria pelo fato do assassino estar em coma? Mas ainda no início ele se vê segurando a cabeça da parceira na mão. Se tiverem uma teoria, por favor dividam. Quanto aos motivos dele ir atrás de Scully, na minha visão, ele vai matá-la no sonho pois esse era o maior medo dele naquele momento. Porém, de alguma maneira, ele conseguiu tomar o controle e resolveu virar o machado em sua própria direção, sendo salvo no último instante por Scully que o acordou. Não imagino o que ela teria ido fazer lá já que poderia ter ligado, mas sinto que a colocaram naquele momento o salvando para justificar um pouco sua ausência e lhe afirmar a importância, já que o xerifão estava resolvendo tudo sozinho. [/Fê Monteiro]
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Surekill (Morte Certa)

[Cleide] Um episódio de mutante, com habilidades extraordinárias, mas não tão bom como se costuma aparecer na série. Acho que é a falta de Mulder com suas ideias mirabolantes. Scully até faz as vezes dele, levantando a possibilidade do assassino enxergar através das paredes, dadas as circunstâncias do crime, e comenta que o que nos impede de ver além do espectro das cores visíveis é a bioquímica de nossos olhos.

Entretanto, o que mais foi explorado no episódio é a relação entre os irmãos e dos dois (e do sócio atravessador que morre no início da história) com a moça que trabalha fazendo a contabilidade deles... é tipo um "quadrado amoroso".

Mas a história vai até as últimas circunstâncias, de modo que o irmão com poderes, que era dominado e virou criminoso por causa de seu gêmeo, prefere mata-lo do que matar a moça que ele amava... Scully inspirada faz a melhor leitura da situação no final do episódio "Um homem que podia ver tudo, e escolheu ver ela. Talvez ele tenha visto algo que nem ela mesma viu." Dogget, uma porta, solta uma piadinha sobre ele enxergar o coração da moça, mas vamos dar um desconto à falta de tato e senso de humor do rapaz (que sobrava em Mulder por sinal). [/Cleide]
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Salvage (O homem de Aço)

[Josi] Este episódio não é muito empolgante. É mais um daqueles em que o cara meio que volta dos mortos para vingar-se. Ele meio que lembra Kaddish (quarta temp) - isso de abominação vingativa - mas sem teor romântico, sem a referência a crimes motivados por preconceito e sem Mulder. Ficou apenas Scully de bom na coisa.

Ray foi contaminado por um material tóxico na sucata onde trabalhava. Este acidente aparentemente fez com que seu corpo definhasse até próximo à morte e depois passou a se tornar pouco a pouco metálico. Ray não gostou nem um pouco de "ganhar" esta habilidade e resolve ir atrás das pessoas que ele achava que eram responsáveis pela sua condição e matá-los como forma de vingança.

Honestamente, não há muito o que se falar deste episódio. A esposa de Ray diminuiu sua condição de assassino ao afirmar que, depois do acidente, ele era mais o homem com quem ela havia se casado e sim uma abominação com apenas um objetivo em mente. Neste ponto, Scully faz uma certeira observação que o que o parou foi uma última centelha de humanidade.

É interessante notar que das pessoas que morreram apenas a moça da pensão era realmente inocente. Todos que estavam envolvidos em enviar material tóxico para uma sucata eram sim responsáveis pela contaminação do que quer que fosse. Estes podendo ser pessoas ou o meio ambiente (água, solo, ar). E isso não é qualquer coisa. Quanto ao cientista sobrevivente parece que ele estava pensando estar fazendo o correto também, afinal ele pensava que o lixo estava indo para um depósito apropriado.

Ao final do episódio, eu fiquei com uma dúvida: Ray, então, seria imortal? Afinal, até mesmo o seu sangue estava se tornando aço mas suas funções motoras e seus sentidos estavam todos intactos. E mesmo sendo esmagado no ferro-velho, ele parecia continuar lúcido. Daí cabe outra pergunta: se é assim, como o cientista morreu exatamente?

Quanto à Scully e Doggett, não houve nada de notável sobre eles. A não ser que a este ponto ainda tenha alguém que se surpreenda com Scully tendo todos os insights. E nem é nada para se estranhar... Repetindo o que eu já havia dito antes, havia já um tempo que Scully estava mais aberta para as ideias extremas de seu parceiro e creio que ela mesma não chegava aquelas conclusões sozinha porque Mulder estava ali e deixá-lo dar as respostas era mais confortável do que ela ter que encarar os seus medos. Agora... é impressão minha, ou Doggett já estava olhando Scully de um jeito diferente? Err...

Pequena reclamação quanto à conduta de Doggett como policial: sério que ele vai atrás do barril na sucata e ao encontrá-lo, ele simplesmente O DERRAMA NO CHÃO??? Cara... aquilo podia ser... sei lá... radioativo. Aff

Vejam só... isso de homem metálico não me soava estranho de todo, então fui pesquisar sobre quem no mundo dos super-heróis poderia ter essa habilidade. Encontrei um tal de Magma, um ser que varia entre inimigo e aliado do homem-aranha nos gibis. A história de como ele é contaminado é muuuuito parecida com a do cientista que foi encontrado morto. Espero que em algum momento os escritores desse episódio tenham dado os créditos da ideia aos criadores do personagem. kkkkk [/Josi]
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Badlaa (O Vingador)

[Fê Monteiro] Esse episódio é bem bizarro (no mau sentido, uma vez que o verdadeiro significado de 'bizarro' pode variar desde garboso até valente – momento “review de AX também é cultura” kkkkk) e nojento. Tem alguns pontos que não fazem muito sentido, como o Dogget diz ao final, mas não é um mau episódio. Porém é mais uma história que bate em cima da tecla da vingança. Inclusive “Badlaa” é uma palavra no dialeto Urdu para vingança, retaliação etc.

O anão asceta possui muitos poderes e, de acordo com a crença de seu povo, tem uma grande conexão com a divindade. Por definição, os ascetas indianos são pessoas que praticam a renúncia a tudo para se conectarem com o divino, alguns vivem inclusive nus, isolados da civilização, se alimentando de raízes ou nem isso. Eles existem de fato na Índia, aos montes, e são capazes de coisas fantásticas que desafiam a ciência (alguns chegam a ficar décadas em uma mesma posição, meditando, sem se alimentarem).

Porém, como Scully fica sabendo, eles são pessoas extremamente dedicadas ao espiritual e não sairiam por aí matando pessoas, ainda mais de uma forma tão violenta e animalesca. Esse é um dos pontos que acho que eles forçaram. Poderiam ter simplesmente pensado em um mendigo que possui conhecimentos místicos e já usaria isso para o mal eventualmente, principalmente para algo tão mundano quanto uma vingança. Ainda mais que depois de se vingar dos caras que trabalhavam para a companhia, responsável por poluir e matar os cidadãos locais, o cara não para. Ele mata o pai do menino, depois mata a mãe do outro. Quer dizer, o cara era ruim mesmo, ele perdeu a família e saiu destruindo outras. Não poderia ser um asceta nunca.

Outra coisa que não encaixa para mim é o modo que o anão entra e sai das vítimas. Tipo, elas ficam fisicamente destruídas, porém as roupas ficam intactas? Não faz sentido mesmo.

Ah, e claro, que diacho de diretora de escola contrata um cara que não se comunica de forma alguma, não possui expressão e tem aquela cara de psicopata, para ser zelador em um colégio cheio de crianças e adolescentes? Eu heim!

Bem, mas como eu disse, o episódio ainda tem algumas coisas interessantes para serem notadas.

Temos Scully fazendo um esforço descomunal para manter a mente aberta e pedindo o mesmo ao Doggão. É perceptível o quanto é duro para ela ir teorizando aquela loucura toda. Daí que podemos perceber que não, ela não se descaracterizou de forma alguma nesta temporada como alguns apontam. Ela tem que fazer o papel de Mulder e manter o próprio, é como seguir em uma intersecção entre duas formas de pensar completamente adversas. E, apesar dela se sair extremamente bem, ela admite ao final que não consegue manter a mente aberta o suficiente e encarar as coisas como Mulder encarava. Fico com o coração na mão quando ela chora. Afinal gente, quem conseguiria atirar em um garoto, vendo uma coisa com os olhos e sentindo outra com a mente? Com certeza essa temporada trouxe um baita crescimento pra ela.

Ah, também tem o Chuck! E tem muito Chuck! Ele aparece como nunca apareceu antes e eu adoro. Já falei que adoro ele né? Rs. Já que não tem Mulder, alguém tem que surgir com todo o conhecimento místico, étnico, milenar etc.

E apesar de toda a desgraça que aconteceu aos garotos, uma coisa boa saiu disso. O que era mais um típico caso de bullying se tornou cumplicidade e provavelmente uma amizade que tem tudo para ser forte. Adorei os garotos se unindo para capturar o assassino, pois afinal, ninguém acreditava neles. Sorte que Scully acreditou, mesmo indo contra tudo que acreditava e inclusive contra o que estava vendo, ela fez o que Mulder teria feito. [/Fê Monteiro]
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The Gift (O Dom)

[Cleide] Em geral eu gosto dos monstros da semana baseados em lendas nativo americanas, "The Gift" não foge desta linha, é um bom episódio, especialmente para quem estava com saudades de ver David Duchovny nas telas.

Para falar a verdade, eu não engulo muito bem essa história de que Mulder estava morrendo na sétima temporada e não contou para ninguém, acho forçado da parte dos roteiristas para mim parece que ficaram um pouco se rumo quando David pediu para sair da série.

Mas, esse episódio nasce desta premissa, Mulder estava investigando este caso, e Dogget vai atrás para entender o sumiço do outro agente, mas acaba percebendo coisas estranhas, como o fato de Mulder aparentemente ter atirado em alguém durante a investigação, mas curiosamente as pessoas envolvidas não deixavam nada transparecer para Dogget.

Scully está afastada neste episódio, e quase não aparece, Skinner faz parceria com Dogget, e em certo ponto os Pistoleiros Solitários ajudam... eu também acho forçado eles ficarem amiguinhos do Dogão tão rápido... nem nossa Scully conquistou a confiança deles tão rápido.

No final das contas, Mulder descobriu uma criatura saída das lendas nativo americanas que era capaz de tomar para si todas as doenças. O que no final era muito cruel, ele era escravizado por um pacto de silêncio na comunidade, devido ao seu poder de cura.

A manifestação deste poder era bem apavorante e nojenta... a cena da moça, deitada nua no meio da sala é de gelar a espinha. Quando vi fiquei pensando "lá vem aquela ideia besta de dar uma moça de oferenda para algum tipo de monstro", mas me surpreendi ao perceber que para curar a pessoa, a criatura simplesmente a deglutia e regurgitava (que nojo!), e a pessoa voltava à vida novinha em folha...

Mulder se candidatou a este ritual estranho, mas sendo Mulder como conhecemos, se compadeceu da dor da criatura e não quis que ela tomasse para si sua doença, decidiu ajudar, matando-a e lhe tirando a dor, o que não teve efeito. Dogget, que também tem um bom coração e senso de justiça, decidiu tirar a criatura de lá para acabar com aquele sofrimento, mas é lógico que as pessoas da comunidade não aceitariam, e atiram no agente.

Então, num desfecho interessante, a criatura cura Dogget, tomando a morte dele para si... O agente, tão incrédulo, fica querendo fazer tudo certinho e escrever um relatório do caso, Skinner recomenda não fazer... que bem faria expondo à si, Scully e Mulder, e tentando por meses provar a história? A oitava temporada é sem dúvida um período de aprofundamento nos personagens de Scully e Skinner, que vemos muito mais se posicionando e defendendo os Arquivos X. [/Cleide]
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Medusa

[Cleide] Os casos de agentes patológicos misteriosos virou meio que uma tradição em Arquivo X, e este é bem assustador, as mortes parecem a mistura de "soft light" com "The Pine Bluff Variant". Mas dessa vez, o universo de ação dos agentes é uma linha de metrô em Boston, com tempo contato, pois os coordenadores do transporte na cidade não esperariam mais do que 5 horas para liberar o tráfico dos metrôs.

Scully decide não descer para investigar mandando Dogget com câmeras, percebemos a estranheza que isto causa, mas nós, sabemos da gravidez então a precaução da nossa protagonista fica subentendida.

De qualquer forma, as mortes horríveis que pareciam catalisadas por uma reação elétrica, acabam sendo desvendadas por Scully, raciocinando em cima de uma pista do CDC.

Algo que é muito curioso para mim é a diferença na parceria de Scully com Dogget, se compararmos as cenas de Medusa com as de "Pusher", por mais que dissessem que ela e Mulder eram só amigos naqueles tempos da ida terceira temporada, basta lembrar que apenas a possibilidade de Mulder se ferir bastou para ela entrar na zona de perigo sem pensar, já com Dogget, apesar da preocupação com o parceiro, mesmo ele tendo caído duas vezes, Scully sequer fez movimento de descer para busca-lo. Claro que ela estava grávida e tudo mais, mas eu imagino este episódio com Mulder ao invés do Dogão, e tenho certeza que ela se desesperaria de verdade quando o visse contaminado com o patogênico.

Para variar, o caso acaba solucionado no sentido da eliminação da ameaça, mas aberto pois não conseguiram provas. Dogget ainda não estava acostumado com essa natureza aberta dos Arquivos X, Scully já parece bem calejada, sabe que pouco há para se fazer neste tipo de caso. [/Cleide]
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Per Manum (Enganação)

[Fê Monteiro] Começando pelo teaser. Não entendo muito do processo de parto com cesariana, mas vish Maria! Que equipe mais assombrosa e fria de médicos! E cortar rápido assim, sem praticamente dar o tempo da anestesia pegar. Claro que o bebê poderia estar em risco pela demora, mas também não é assim, com a mulher assistindo tudo, eu heim. Mas claro, temos que descontar o fato de que era uma equipe que sabia muito bem com o que estava mexendo, que a criança a nascer não seria humana. E isso dá o plot para o episódio, centrado na gravidez de Scully pela primeira vez desde Requiem.

Aqui os fãs podem finalmente começar a matar o que os estava matando: a saudade de Mulder! Uhuuul

Fato que temos apenas alguns flashbacks com ele durante o episódio, mas as cenas são inéditas para nós e é apenas um tira-gosto para o que está por vir. Na verdade, à título de curiosidade, Per Manum foi gravado entre Via Negativa e Surekill, porém acabou sendo encaixado na programação entre Medusa e This Is Not Happening. Isso mudou todo o sentido do episódio, mas nada comprometeu. Acontece que do jeito que ficou, temos uma temporada bem dividida contendo uma série de episódios iniciais de monstros da semana e depois os episódios da outra metade todos centrados na mitologia do momento: a caça a Mulder e a gravidez de Scully. Isso nunca aconteceu antes, uma vez que em todas as temporadas anteriores, episódios MOTW e episódios mitológicos se alternavam.

Muitas são as teorias sobre quando as situações expostas nos flashbacks aconteceram. Alguns acreditam que elas ocorreram em algum momento na 5ª temporada, uma vez que fica claro que Mulder já sabe da infertilidade de Scully em 'Emily' e ela está começando a dividir a notícia com a família. A esta altura ela provavelmente já teria dividido a notícia com Mulder, vindo a saber então que ele já sabia.

Também acredito que deva acontecer mais ou menos por essa época pois é visível que ele está preocupado com ela, preocupado em fazer algo por ela. Em vista de tudo que aconteceu recentemente (Emily) nesse contexto, o clima melancólico misturado com doses de esperança que permeiam os flashbacks não teria melhor momento. Até porque essa situação não teria lugar em uma temporada leve como foi a sexta ou a sétima, na qual já sabemos que eles estavam envolvidos e um pedido desse não faria sentido. Por outro lado eles parecem mais íntimos do que estariam na quinta temporada. Enfim, mais um Arquivo X.

Paralelamente, Scully vem a descobrir que seu bebê pode não ser uma criança normal e que seus ultrassons não são seus! E ainda por cima, que seu médico está envolvido com a tenebrosa mesma equipe que matou Kath e levou seu bebê alien no início do episódio. Ela deixa Dogget fora de tudo e se irrita pelo fato dele ter mexido em seus arquivos pessoais e fazer a ligação do caso dela com o dessa mulher, sem nem saber de sua gravidez ainda. Chego a ficar com pena dele quando Skinner o chama para avisar que Scully pegará uma licença. Ele se sente super excluído ali. Talvez nesse ponto, colocar este epi no início justificasse mais sua falta de confiança no Doggão, pois nas alturas em que o episódio foi encaixado ele já parecia ter ganho mais crédito com ela. Mas, ao final ele finalmente descobre sobre sua gravidez e lhe assegura mais uma vez que está ali para ajudá-la a encontrar Mulder de qualquer jeito.

Apesar dos flashbacks aparentemente prometerem resolver o grande mistério sobre a paternidade do bebê da Scully, eles não o fazem. Você pensa: “Opa! Então tá explicado.” e ao final fica: “Poutz, de volta à estaca zero”. Porém, seria decepcionante ao meu ver, que Scully engravidasse dessa forma. Com certeza estranho. Mas, precisava-se dar um desfecho aos óvulos que Mulder surrupiou lá nos idos de Memento Mori e esgotar essa possibilidade de uma concepção 'in vitro'.

Para nós, a paternidade estava bem clara, nunca foi de fato uma surpresa, mas a demora na confirmação (que só acontece após o nascimento da criança) nos fez temer algumas vezes pela verdade ou pelas possibilidades ('Existence' feelings *_* ).

Nota: Primeira aparição de Knowle Rohler, o ex-fuzileiro naval e colega de Dogget, que posteriormente será transformado em super soldado.
Nota 2: “Per Manum” em latim significa 'pela mão', e é uma expressão mais encontrada em textos bíblicos, como 'feito pela mão divina'. Disso, só podemos extrair que o título se refere ao fato de que não houve nenhum método artificial envolvido na concepção do bebê de Scully, que o mesmo ocorreu de forma natural. Ou seja... [/Fê Monteiro]
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This is not Happening (Isto não está Acontecendo)

[Cleide] Finalmente chegamos à segunda parte da oitava temporada em que Mulder retornaria - de acordo com as negociações da produção com David Duchovny. Gillian também ameaçava sair da série ao final da oitava temporada, levando os roteiristas a testarem Annabeth Gish, de forma que somos apresentados à simpática e leve agente Reyes (sim, eu gosto dela).

Logo no início do episódio, temos Theresa Hoese devolvida por uma nave e encontrada de maneira deplorável. Vemos também nosso velho conhecido Jeremiah Smith mas ele logo foge com a chegada de uma testemunha. É muito triste quando Scully vê o estado da moça e imagina que todos seus pesadelos em relação ao que houve com Mulder podem ser verdade.

Outros abduzidos começam a ser devolvidos, e Dogget, cético sobre o fenômeno óvni chama Monica, pois para ele seria mais plausível que fossem feitos de uma seita fanática adoradora de
alienígenas, e que por isso, numa histeria coletiva, acreditariam que eram mesmo abduzidos, desta forma, os líderes teriam causado as atrocidades às vitimas encontradas. Scully pensa diferente, ela já tinha visto estas coisas em suas experiências de Arquivo X.

O legal da nova agente, e que até confunde Scully, é que apesar de especialista em seitas e crimes relacionados ao ocultismo, ela não desacredita no fenômeno alien, "prefiro manter minha mente aberta", e em sua atitude, analisa todas as possibilidades agregando ao caso, e não é que ela é quem presencia a nave que traria de volta Mulder, quando está dirigindo no meio da noite sozinha?

Jeremiah consegue tirar Teresa do hospital e descobrimos que ele estava curando os abduzidos ligados a um líder religioso. Os agentes chegam ao local da seita, Dogget acha que pegou o cara culpado, Scully ao encontrar Teresa curada e ver um vídeo percebe Jeremiah e logo mata a charada, ele realmente estava curando as pessoas.

Jeremiah consegue tirar Teresa do hospital e descobrimos que ele estava curando os abduzidos ligados a um líder religioso. Os agentes chegam apo local da seita, Dogget acha que pegou o cara culpado, Scully ao encontrar Teresa curada e ver um vídeo percebe Jeremiah e logo mata a charada, ele realmente estava curando as pessoas.

Então nos adentramos à sequência final, uma das mais tristes de toda a série. Scully consegue localizar Jeremiah e compreender o que acontecia, Skinner a chama na porta - encontraram Mulder - apesar de todos conselhos e tentativas de afastá-la, ela precisava ver por si: estava inerte. Então ela corre como se nada mais importasse, para buscar de volta o alien com poderes de cura, enquanto corre, uma nave pareia-se com o teto da cabana, uma luz intensa toma conta de tudo, e quando Scully abre a porta, ninguém mais estava lá... THIS IS NOT HAPPENING... [/Cleide]
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Deadalive (Morto-Vivo)

[Josi] Este é um dos episódios mais sofridos de toda a série. Quebra meu coração em mil pedacinhos sempre que eu o vejo.

O episódio já abre com o funeral de Mulder, aniquilando toda e qualquer esperança que alguém pudesse ter de que ele ainda fosse tirado com vida daquele campo. Scully comenta como é inacreditável que ela estivesse de pé ali naquela situação e posso dizer que aquilo ecoou em muitos excers que assistiam àquela cena de boca aberta. Como assim, gente? Ele realmente morreu? A maldade dos roteiristas não acaba aqui pois logo depois eles jogam uma passagem de tempo de alguns meses. Não lembro como eu me senti na época... provavelmente eu sabia de spoilers pois não sei de que outra forma se sobrevive a isso.

Enquanto Kersh comemorava a morte de Mulder e botava pra frente o seu plot de fechar os Arquivos X de vez, o corpo de Billy Miles é retirado do alto-mar e os médicos legistas percebem que, apesar de seu alto nível de deterioração, ele ainda estava com vida.

Deus abençoe Skinner, pois nosso carequinha imediatamente pensa em Mulder e aposta que o mesmo poderia acontecer com ele. Skinman liga pro Doggett, ambos seguem para exumar o corpo de Mulder e, claro, ninguém conta a Scully nada sobre isso. Eu só posso imaginar como Skinner se sentia... ele era o único ali a acreditar que aquilo poderia dar certo. Creio que ele devia se sentir meio como Scully, afinal, ele veio a acreditar através de Mulder também e nenhum deles tem o mesmo desprendimento.

Eu, no entanto, tenho uma dúvida quanto a isso tudo, algo que ninguém comentou nos episódios: não foi realizada uma autópsia em Mulder? Como a pessoa passa todo aquele tempo desaparecido, volta naquele estado e não fazem uma autópsia? Ou será que esta foi realizada e mesmo assim ele voltou à vida? Estranho até mesmo para o nível de Arquivo X. rs

Independentemente de minhas dúvidas e do ceticismo de todos os envolvidos, Mulder é levado a um hospital e nesse ponto não há mais como esconder aquilo de Scully. E cá está uma das cenas mais tocantes de toda a história da TV. O que é toda a expressão corporal que Gillian coloca nessa cena? Putz! Como não se emocionar ao vê-la vindo abrindo caminho com os olhos cheios de lágrimas e esperança e a mão no ventre intumescido?

Antes de continuar, quero falar um pouco sobre Doggett. Primeiro, uma pequena observação: ele não é um cético adorável como a Scully. O bichinho é chato, viu?! Homi, tome jeito! Mas apesar dos pesares, meus problemas com ele não conseguem perdurar muito tempo quando ele se mostra sempre tão íntegro. Três meses depois de ter cumprido sua missão e ajudado a encontrar Mulder, ele continua nos Arquivos X junto com a Scully e à despeito de seu ceticismo, ele reluta em aceitar uma promoção porque sente que aquilo lhe é oferecido apenas para acabar com aquele departamento. Outro ponto positivo a seu favor é que, tal qual Scully, ele não ignora/esconde fatos e evidências por mais inacreditáveis que elas possam parecer. E para finalizar, seu cuidado e carinho com Scully é tão fofo... Sim, ele já tinha uma queda por ela, mas como culpá-lo?

Doggett acha que ver Mulder naquelas condições não seria bom para Scully, mas mal sabe ele o quão maravilhoso para ela é sentir o corpo de seu parceiro/amigo/amante com vida. Eu sempre choro junto quando ela entra no quarto e vê o peito dele enchendo de ar. Quem liga que ele parece um zumbi? Ela o havia enterrado a meses e, no entanto, ali estava todas as suas esperanças sendo renovadas a cada nova golfada de ar que ele tomava e a cada batida de seu coração.

Dali em diante a questão é: como fazê-lo melhorar? Billy Miles continuava na mesma situação até que ele sofre alguns espasmos e algum tempo depois simplesmente levanta e retira num banho a pele deteriorada. Cara, aquele foi o melhor peeling que já vi na vida! Pena que os efeitos colaterais não são nada bons. rs

Para piorar a situação quem aparece é nosso odiado Krycek. Como ele nunca decepciona, esse ratinho rastejante volta, depois de ter tentado matar o Canceroso, ameaçando a vida Skinner e a do filho de Scully. O porquê dele querer o mal daquele bebê só saberemos depois, mas isso acaba salvando a vida de Mulder. Skinner, apesar de ter tirado Mulder da cova (literalmente... nunca é demais reforçar esse fato bizarro), não acreditava em sua recuperação e achou que matar Mulder seria a solução para proteger a vida da criança que ainda não havia sequer nascido. Agora, imagina, como Krycek é sacana. Ele acha que tem a cura para Mulder em suas mãos e quando ele não consegue o que quer, o que ele faz? Destrói a coisa, claro. E ainda esfrega isso na cara de Doggett. Adoro quando o agente vai falar com Skinner e fala que realmente aquele um não era de confiança. rs

Enfim, o bom disso tudo é que aquilo reforça as convicções de Scully de que o que aconteceu com Billy não podia ser normal (menos ainda do que tudo o que estava acontecendo! kkkkk) e que ela não podia deixar que o mesmo acontecesse a Mulder. Além disso, as atitudes de Skinner força uma reação do corpo de Mulder e Scully percebe que o vírus alien funciona como os outros e baixa temperatura o inibe. Toda essa sequencia de acontecimentos e a sagacidade de Scully salva a vida de nosso querido Mulder.

Então, chega a parte final. QUE CENA! O caps aqui é apropriado e necessário, ok? Scully está velando o sono de Mulder quando sua mão se mexe e qual não é a emoção que ela deve sentir ao ver seus olhos se abrirem...

Mulder: "Quem é você?"
*corações de milhares de pessoas falham uma batida ao mesmo tempo*
[Mulder sorri]
*corações voltam a bater normalmente*
Scully [sorrindo e chorando]: "Não faça isso comigo! ... ... Você sabe pelo que passou?"
Mulder: "Apenas o que eu vejo nos seus olhos."

Não sei quanto a vocês mas minhas reações ficam sincronizadas as de Scully nessa cena em menor nível, claro, mas é tão estupidamente bom ter Mulder de volta! Com suas piadinhas, seu olhar, seu sorriso, sua bela mente [by dana scully]... O "alguém sentiu minha falta?" é perfeito. Mulder, você nem faz ideia o quanto que sua falta foi sentida, chorada... e como sua volta foi clamada e comemorada!

E para finalizar esse review interminável (sorry...), Doggett aparece no quarto bem naquele instante. Eu não sei se ele tinha alguma dúvida quanto a natureza da relação entre Mulder e Scully, mas se tinha ela morreu ali. [/Josi]
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Three Words (Três Palavras)

[Fê Monteiro] Acho esse episódio bem frustrante de certa maneira. Claro, a gente não espera de CC que com a volta de Mulder, mesmo depois de todas as agruras da oitava temporada, de ser abduzido, sumir por meses, morrer, voltar dos mortos etc, pudéssemos ter cenas de extrema emoção e declarações de amor entre ele e Scully (que comeu o pão que o Cança amassou). Mas, quando assisti a esse epi a primeira vez, confesso que esperava mais calor humano pelo menos. Entendo que Mulder está completamente perdido, sente-se deslocado, ainda não digeriu tudo que aconteceu a ele e tal. Mas sim, ele está sendo extremamente frio e ingrato, mesmo dizendo que não. O cara estava com uma doença incurável e degenerativa e ao saber que está curado e se recuperando super bem dá de ombros? Nesses momentos penso que Mulder talvez estivesse mesmo querendo morrer ou desaparecer (como ele voltou a fazer um tempo depois), às vezes ele pode ser muito egoísta.

E sobre a gravidez? Ele diz que está feliz, mas não sabe onde se encaixa nisso tudo. Não entendo a postura dele aqui, será que a princípio ele considerou outras possibilidades quanto à concepção? Ou só se assustou com a condição repentina da parceira (repentina para ele)? Mais uma vez, imagino o quanto ele devia estar realmente confuso mas não justifica tanta frieza, porque nós o amamos mas sabemos bem como ele pode ser egoísta e frio às vezes com Scully. Sem contar a cena deles adentrando o apê do Mulder e ela, uma mulher grávida, carregando a mala do bonito que está mais saudável que nunca. Mulderices...kkkkkkk. Mas o amo mesmo assim e é muito, muito bom revê-lo na ativa!

Bem, o plot deste epi é que a invasão alien já começou, que eles já estão entre nós. E que para controlar e identificar as compatibilidades genéticas de cada pessoa nos EUA, o Governo está usando o Censo. Logo no início temos então o cara que trabalha como recenseador e de repente tenta invadir a Casa Branca para entregar um CD com informações importantes para o presidente e acaba morto. (Como se o presidente não estivesse por dentro do assunto...aff). No CD estão escritas as três palavras preferidas de CC: Fight The Future.

No Bureau, as coisas vão mal para Mulder. Kersh deixa claro para Skinner e Dogget que negará o pedido de Scully de readmissão de Mulder aos Arquivos X, pois com o Doggão na equipe, ele e Scully fizeram muito mais apreensões do que ela com Mulder em sete anos. Claro que é tudo pressão para que Mulder desista e não volte a pisar naquele porão. O xerifão, que já se mostrou bem íntegro tenta contornar a situação, mas além de não conseguir, Kersh ameaça encerrar os Arquivos X, caso ele não obedeça.

Notem a reação sutil de Mulder ao saber sobre o novo parceiro de sua parceira: Agente quem??!
hahahahahahaha. Ele pega bronca do cara antes de conhecê-lo, se isso não é ciúmes não sei o que é. O pior é que não sei se é mais ciúmes da Scully ou dos Arquivos X. Mas de repente ele sente uma grande vontade de voltar ao trabalho e aprontar das suas...rsrs

Absalom, líder de um culto de óvnis que pregava que uma invasão alienígena iria ocorrer, foge da prisão, pois toma conhecimento da morte do cara do recenseamento (que fazia parte de seu culto, conforme Mulder descobre) e vai direto atrás do Doggão.

Uma lição para você que está pensando em trabalhar nos Arquivos X um dia: sua casa nunca mais será somente sua. Quando você menos esperar, vai ter um cidadão na sua sala lhe apontando uma arma, sentado no escurinho para papear ou simplesmente para lhe dar um recado. Não importa quantas fechaduras você tenha, nem o quão seguro é o seu condomínio. Fato.

O caso é que Absalom alega que eles têm que chegar aos dados do recenseamento, pois lá estão todas as provas de que os aliens já estão entre nós, que a invasão já começou. O cara acaba morto pela polícia sem conseguir alcançar o que queria.

E o que dizer sobre o primeiro contato entre Mulder e Dogget? Parece a sexta-série C e Skinner é o professor. A gente até entende, afinal Mulder e Scully sempre combateram e foram combatidos por tipos como o agente Dogget, e Mulder não tinha muita coisa sobre ele, apenas que aquele cara tinha 'roubado' o seu lugar e no estado do querido neste episódio, o mínimo que ele ía fazer era dar-lhe um empurrão ao saber que Absalom – aquele que teria as respostas - havia morrido em sua presença. Pra complicar mais pro lado do Doggão, o Knowle (que já não era mais humano) lhe passa informações que ele acaba passando à Scully, que passa a Mulder, armando uma cilada (bino) para o último. Dogget corre para salvá-lo, e depois de muita insistência (dos pistoleiros, porque do Dogget ele simplesmente não quer ouvir um 'a') eles conseguem escapar.

A gente acaba tendo uma visão diferente de Mulder neste episódio. Não que ele realmente não esteja sendo chato, infantil e arrogante, mas estamos acostumados a vê-lo sob outra perspectiva que transforma esses defeitos em meros traços de uma personalidade forte e obstinada, como Scully e Skinner o veem. Nesse novo ponto de vista, talvez o vejamos como outros agentes o percebem. Ou seja, sem compreendê-lo. Como ele está mantendo até mesmo sua credencial humana um tanto afastada, fica difícil.

Cena fofa (sim existe): Mulder sendo recepcionado por Frohike no apê da Scully. E Langly jogando uma indireta básica sobre a participação de Mulder na gravidez da parceira. Decifrem a cara dele e os olhares entre ele e Scully. Será que ele não imaginava ser o pai ainda? Ou será que ele estava tentando adivinhar se ela havia contado algo aos pistoleiros que só eles dois deveriam saber? [/Fê Monteiro]
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Empedocles

[Cleide] Este episódio lida com a ideia, que depois será delineada por Mulder e pela agente Reyes, de que o mal pode agir como uma doença, uma corrente passada de uma pessoa para outra. E de certa forma, um episódio traumático pode despertar nas pessoas a capacidade de fazer um mal o qual não pareciam esconder em si.

Reyes, por sua expertise, é convidada a analisar o caso, por engano, pois o suspeito tinha fotos do CD de Marilyn Manson que a polícia presume ser satanismo. A agente está prestes a abandonar o caso, quando ela tem uma visão, que a remete ao caso do assassinado de Luke, o filho do agente Dogget, caso no qual trabalharam juntos, e talvez quando se conheceram e se tornaram pessoas de confiança um do outro.

Mulder por sua vez, parece aos poucos estar voltando ao normal, e vai visitar Scully com um presente. É um traço que já conhecemos da personalidade do agente, para tocar em assuntos delicados e sérios (como por exemplo: “quem é o pai do filho de Scully?”) ele prefere jogar uma piadinha, como a do “Pizza man”. Estragando o “momento família”, Scully sente uma dor e precisa ir ao hospital.

Então, neste meio tempo, Reyes pede ajuda a Mulder com o caso, mas desta vez, nem Mulder tão aberto compra a teoria da Reyes de que o caso era pertinente por que ela teve uma visão. A situação fica complicada para Mulder, pois Dogget fica muito bravo por mexerem em seus arquivos pessoais, mas Reyes interfere, e insiste muito, até os dois resolverem investigar o caso. O fato é, que o assassino começa a deixar um rastro para trás, matando quando tem oportunidade, e até mesmo por motivos fúteis.

Eu acho bonito neste episódio, que Dogget vai até Scully no hospital quando precisa de força, trabalhando com ela nos Arquivos X, ela precisava fazer o contraponto da mente aberta, para contrabalancear o ceticismo dele, entretanto, conhecendo Mulder, ele começa a ver Scully como alguém que não acreditava e que construiu em si, através das investigações e fatos, a habilidade de enxergar o que o parceiro enxergava. Ele vai perguntar à Scully, como ela passou de cética ao ponto em que estava agora, ela disse que no fundo, tinha medo de acreditar. O que deixa o agente pensativo.

Mulder finalmente consegue visitar Scully, ver como ela está – e ela já estava ansiosa por esta visita. A cena dele tocando pela primeira vez a barriga da parceira é muito bonita, é como se ele se sentisse aliviado e feliz. Scully então fala que gosta de Reyes e que Dogget valia o esforço de ajudar, incentivando Mulder a ajudar mais na investigação. Mas quem acaba salvando o dia – ou melhor – a pequena sobrinha do assassino, é Monica, que chega e atira à tempo, quando Dogget não pode.

Dessa forma, vemos a corrente do mal se completar no final do episódio, quando o rapaz morre, e sua irmã, com ódio de Reyes, é então tomada pelo ódio que o possuía e tenta matar a agente. Dogget chega a tempo e a salva, e a teoria de Reyes, e que Mulder também explicita comentando seu trabalho na divisão de crimes violentos, se confirma.

E temos a cena final, com Scully de volta em casa, finalmente vemos o presente de Mulder: uma boneca legado da família dele – muito significativo ele querer que ficasse com a parceira, já que todos da família haviam morrido. Scully fica muito feliz, e lembra outro presente ainda maior que ele lhe deu: coragem para acreditar. [/Cleide]
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Vienen

[Josi] Acho esse episódio meio confuso, mas vamos lá. Um empregado da empresa de petróleo é morto da maneira que já conhecemos pelo óleo negro. Ao perceber o modus operandi da coisa, Mulder até que tenta fazer a coisa certa e passar o caso para o Agente Doggett. Eu acho bem impressionante que ele estivesse agindo como um bom menino. A paternidade deve mesmo tê-lo afetado.

No entanto, a força de vontade de Mulder não é tão grande ao ponto de deixar que algo tão grande como aquilo fosse ignorado por Doggett. ELE ESPEROU DOIS DIAS INTEIROS! Isso deveria entrar para o Guinness! O problema é que aquele tipo de atenção em um negócio bilionário não era bem-vindo e Kersh decide mandar o seu cão de caça para minimizar os danos. O que ele não contava, ou contava ardentemente, era que Mulder fosse atrás. Não me perguntem como ele conseguiria algo assim sem que ninguém soubesse. rs

As investigações deles à bordo levam a crer que a tripulação foi infectada pelo óleo negro que estava misturado ao petróleo que estava sendo extraído e eles estavam tentando se comunicar... com o quê? Sei lá. A nave-mãe, talvez, como disse o Doggett. Em Terra, ao fazer uma autópsia sem autorização no corpo do operário morto, Scully descobre que o vírus com o qual ele foi infectado não estava mais vivo. O rapaz tinha uma espécie de imunidade genética e não poderia ser infectado. Aí estava o motivo de sua morte: se não podia ser controlado, ele era uma ameaça. Creio que Mulder e Doggett não foram mortos para não atrair ainda mais atenção para aquele lugar. Ao final, a equipe infectada explode tudo. Decerto eles pensaram ser melhor deixar tudo quieto ali do que expor todo o projeto? Pelo menos, foi assim que eu entendi.

A intenção desse episódio, bem fraco diga-se de passagem, é claramente fazer com que Mulder passe o bastão a Doggett. Em Empedocles, ficou claro que ali não havia lugar para tantos agentes. E vamos ser sinceros, Doggett pode não ser um horror, mas ele perto de Mulder meio que se apaga. E claro, havia aquele pequeno problema nos bastidores deles precisarem de uma desculpa para David sair da série.

No universo da série, a situação de Mulder e Scully dentro dos Arquivos X vinha tensa desde antes da abdução deles. Alguns diriam que poderia ser porque eles meio que deixaram de pegar casos mais complicados para passar mais tempo em seus quartos compartilhados, mas eu acho maldade de vocês rs.

Continuando minha divagação (foi mal, não consigo me conter), muitos fãs reclamam da atitude de Mulder logo quando ele volta dos mortos e eu sempre peço que as pessoas se coloquem no lugar dele e não apenas no da Scully pois a situação dele e seus demônios e conflitos internos não deveriam estar muito fáceis de lidar. Estava prestando atenção na forma com que ele estava reagindo à gravidez de Scully e acho que teve um momento em que ele resolveu tomar para si o conselho que tinha dado a ela de que aquilo não valia mais a pena e que ela deveria ir viver sua vida.

Doggett havia visto o suficiente e era íntegro o bastante para não ignorar mais certas evidências? Tomara. Mulder praticamente fez com que o demitissem para ele finalmente conseguir sair dos Arquivos X. Infelizmente para ele, Scully e Mulder estão destinados a serem luz na escuridão e ela os segue onde forem.

O fato é que ver Mulder sair daquele escritório na intenção de ser a última dói... dói muito. [/Josi]
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Alone (Sozinho)

[Fê Monteiro] Se anteriormente vimos Mulder se despedindo do porão, agora vemos Scully empacotando suas coisas para entrar em licença maternidade.

É ou não é nostálgico vê-la separando aquelas quinquilharias? Vejamos: as moedinhas fundidas de Dreamland, a coleira de Queequeg e o chaveiro comemorativo da Apollo 11 que Mulder deu a ela em Tempus Fugit. Adoro quando a produção resgata esses detalhes. Aliás, esse episódio é cheio de menções a episódios antigos, como que nos preparando para uma nova fase, no caso a nona temporada (snif). Contei: A Sexta Extinção (livro do cientista), Eugene Tooms, Detour, FTF (citações da Harrison)

Acho muito bonito o ato de Scully repassar a Dogget o chaveiro e suas palavras a ele. Apesar da relação deles ter começado com o pé esquerdo, é inegável o quanto ele a ajudou realmente e ela sabe reconhecer. Afinal, quantas vezes em oito anos ela e Mulder tiveram alguém, fora o Skinner, com quem pudessem contar de verdade? Temos que dar o devido crédito vai. E é triste de certa forma quando Scully deixa a sala e ele pra trás. É visível como ele se sente “Alone” como o próprio episódio diz, do início ao fim.

Mas, como os Arquivos X não podem parar, uma nova agente (tipo nova mesmo, com cara de estudante) é designada para ajudar o Doggão, a agente Harrison, uma verdadeira fã do trabalho de Mulder e Scully. Era ela quem contabilizava as despesas de viagem (vishi) deles e sabia de trás para frente todos os casos que já haviam investigado. Mas colocá-la para trabalhar em campo foi o mesmo que se colocassem um de nós excers: ou seja, um fiasco kkkkkkk. Tadinha. Viver a realidade de um Arquivo X é um pouquinho diferente de conhecer a teoria.

O caso investigado é bem fraquinho em si, na verdade. Trata-se de um cientista excêntrico (porque é rico, se não seria louco mesmo) que se transforma em um lagartão – qualquer semelhança com o vilão de Homem Aranha misturado com os X-Men é pura coincidência – e que bebe (eca) suas vítimas após espirrar uma substância em seus olhos, deixando-os cegos e liquefazendo suas entranhas. Mais um monstrinho zoomórfico da semana. Nem há muito mais que dizer. Apenas que o bichão pega a menina Harrison primeiro, o Doggão na sequência e eles ficam tentando sair dos túneis da mansão, parcialmente cegos e com o lagartão à espreita.

Scully – sabe-se lá como – toma conhecimento do desaparecimento de Dogget no caso e imediatamente trata de vestir seu avental e empunhar seu bisturi, pois ir à campo ela não pode e ela precisa ajudar de alguma forma. Entendo ela, imagine você estar super grávida e se ver de mãos atadas num caso desses, já que todos à sua volta querem te proteger. Acho que eu surtava...rs

Claro que Mulder se joga no caso, não porque ele estivesse curioso e interessado ou especialmente preocupado com o Doggão, mas por Scully (own, quão fofo é isso?). Ele percebe a aflição dela e vê que não poderá segurá-la parada e vai ajudar da melhor forma que ele pode: se metendo no caso. E o que ele faz assim que encontra um suspeito? Se passa pelo Kersh...hahahahahha...como não amá-lo? E como não amar seu dom de sacar na hora que o cientista é o culpado e ainda sair dando indiretinhas? Ai ai...saudades disso!

No fim, Mulder consegue salvar o dia. Quem mata o lagartão é o Dogget cego (!), não apenas porque ele estava armado e Mulder não, mas porque ele precisava fazer alguma coisa, pra não sair liso do episódio, afinal ele estaria à frente do programa em breve né.

Cenas fofas: Todas em que Mulder e Scully estão juntos! Quando imaginaríamos Mulder levando Scully para a aula de Lamaze? “Inspira, expira” colocando o travesseiro na barriga e assistindo Oprah...socorro, alguém dá trabalho pra esse homem! Hahahaha...
Fora ele jogando o verde para Scully lhe contar o sexo do bebê. Aparentemente essa ela escondeu de todo mundo.

E não posso deixar de me pegar sorrindo quando Mulder e Scully estão no corredor do hospital e encontram com Dogget que pergunta se já está na hora e ambos respondem “não, não” sorrindo. Muito casal aquele instante.

Temos também alguns lampejos de ciúme do Mulder com o Doggão, mas assim bem de leve. Questionando inclusive Scully sobre ter repassado seu presente (o cara já não é de presentear muito e ainda ela repassa pro outro cara? Nunca mais ganhou nada...). Mas no fim ele o devolve ao agente que resolve repassá-lo à jovem Harrison. Imagina a sensação pra ela? É só nos imaginarmos no lugar, funciona da mesma forma, inclusive fazendo aquelas perguntas que nunca tiveram resposta e que pelo andar da discussão fofa dos dois (like a couple), nunca terão! Mas tudo bem...o que fica pra ela é a experiência nos AX, para nunca mais...rs [/Fê Monteiro]
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Essence (Essência)

[Cleide] "Como esta criança veio a ser? O que colocou seu coração a bater? É produto de uma união? Ou o trabalho de uma mão divina? Uma oração respondida? Um milagre verdadeiro? Ou é uma maravilha da tecnologia - a intervenção de outras mãos? O que eu digo a esta criança que está para nascer? O que eu digo à Scully? O que eu digo a mim mesmo?"

O teaser deste episódio é um uníssono com todos os telespectadores que dividem as dúvidas de Mulder e de Scully. Ela mesma faz todo este mistério toda a temporada sobre sua gravidez, pois estas dúvidas de ser cobaia de uma experiência extraterrestre paira entre suas preocupações. Ao ouvir as divagações de Mulder, realmente nós percebemos que havia a possibilidade de concepção natural, dado ao relacionamento dos dois durante a sétima temporada (ou desde o final da sexta?), mas o que os afligiam eram as possibilidades... que desde "Per Manun" nos assombram também.

Mulder não consegue esperar, ele quer saber, quer dissolver essas dúvidas, e convida (intima) Dogget a ajuda-lo a investigar o tal Dr. Parenti. Enquanto isto, Scully misteriosa como ela só, está fazendo seu chá de bebê, e uma intrusa se infiltra como possível ajudante/baba indicada por Margaret Scully. Apavorados vemos a mulher trocando os comprimidos que haviam no banheiro da agente, por outras trazidas por ela.

Entre as idas e vindas de Dogget e Mulder, eles topam com Billy Milles, que está destruindo todas as pesquisas destes médicos malucos e seus bebês alienígenas. Então, nocauteados pela força de Milles, percebem que realmente ele não foi apenas retornado da última abdução, mas substituído - e que o tratamento de Scully foi vital para que Mulder não tivesse o mesmo destino.

Pausa para comentar a especulação de Skinner sobre o bebê de Scully: ele tem certeza que Mulder é o pai... (Skinner é o chefe de todos os shippers).

Mulder, com seus instintos aguçados como sempre, sente que algo não está certo, e resolve tirar Scully de seu apartamento, mas Billy chega antes de saírem, provando que sua intuição estava certa. E então, o episódio vira uma corrida aflitiva... saem correndo do prédio, o carro está preso, quando Billy quase os alcança: Kricek aparece para salvar o dia... antes ele queria matar o bebê da Scully, agora ele quer que ele sobreviva...

E a corrida começa no FBI, sobe e desce de elevador, Billy está em toda parte (como ele pode se locomover tão rápido? É a pergunta que mais me fiz neste final de temporada).

Com muita pressa elaboram um plano de Reyes levar Scully para um local que apenas Dogget saberia, e ele não iria contar este endereço para ninguém. E orquestrando a colaboração de todos, conseguem tirá-la do FBI e jogar Milles dentro de um caminhão triturador de lixo... (Continua) [/Cleide]
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Existence (Existência)

[Josi] Último episódio da temporada e último de David Duchovny como personagem regular, ninguém economizou no suspense e nas cenas chocantes.

Que o bebê de Scully corria perigo, isso todos sabíamos a muito tempo, mas com a hora do parto se aproximando, este perigo fica ainda mais evidente. Ninguém sabia ao certo o que era aquela criança, mas as especulações iam muito além de apostas sobre o pai... sua própria natureza era questionada.

Segundo Krycek, ela seria um super humano com poderes de acabar com qualquer chance da colonização dar certo. Honestamente, me admira que tenham deixado que Scully continuasse gerando uma criança com essas suspeitas quando eles matam sempre tão facilmente. Talvez porque haviam outros interesses rolando e outras pessoas que estavam trabalhando para que a criança nascesse em segurança também... como aquela mulher que se passou por babá.

Mulder, no entanto, tinha outras esperanças. Sem muitas evidências de que Scully tenha sido engravidada por algum procedimento médico qualquer, ele apostava em uma intervenção divina. Fox Mulder, considerando a ação de Deus em um caso. Uau. O que a paternidade não é capaz de fazer para alguns homens!

Como ninguém conseguia saber ao certo o que era aquele ser prestes a nascer, todos o queriam. Daí segue a correria de todos para levar Scully a algum lugar que deveria ser seguro. Mas então você lembra: ela não tem um chip no pescoço que poderia ser usado como localizador? Como escondê-la de quem tem acesso a esses dados? Tanto é que não demora nada até que um daqueles supersoldados aparecesse onde Scully e Reyes estavam.

Dentro do FBI, seguia a perseguição dos supersoldados para agarrar alguém que lhes desse informações sobre o paradeiro de Scully. O que faz com que a gente pense que a forma de comunicação deles é muito ruim ou que eles na verdade tinham outras intenções ali dentro. Pois eles não tinham que ficar naquele auê todo se já tinham localizado Scully.

No meio da confusão toda, descobrimos que os dois camaradinhas de Doggett eram na verdade aliens também. Pobre John... sua vida foi revirada pelo avesso desde que Kersh resolveu usá-lo para acabar com os Arquivos X. Aliás, temos que agradecer o engano dele com relação ao caráter do xerifão. Ele achava que o rapaz faria qualquer coisa pra sair dali, mas ele se mostrou uma pessoa íntegra e sacrificou suas ambições pessoais para fazer o que achava correto.

À propósito, quem sequer sabe o significado de integridade é o Krycek. Depois de tentar acabar com a vida do filho de Scully ainda em seu ventre, ele arrumou um jeito de ficar por perto e assim ter algo com o quê negociar. Desta vez, entretanto, ele foi longe demais. Ao entender que Mulder descobriu que a conspiração voltou a atingir altos níveis dentro do FBI, Alex chega a conclusão de que precisa matá-lo. Antes de apertar o gatilho, ele hesita. Não acho que esse ratinho de esgoto tivesse algum tipo de afeição a Mulder. Acho sim que o que o segurou foi aquele sentimento de nostalgia que permeia o fim das coisas. Por isso que quando Skinner salva Mulder atirando no braço desse nojento e depois termina com anos de tormento colocando uma bala em sua testa, a gente fica com aquela peninha de "poxa... quem vamos desprezar com tanto gosto agora?". Gostei da forma como a cena foi montada... a bala saindo em câmera lenta da arma de Skinner, o buraco na cabeça de Krycek e ele virando para dar uma última olhada em Mulder. Este último reage à morte daquele ser como devemos reagir quando bichos peçonhentos assim morrem: ele nem tchum.

Voltando à Scully, só posso imaginar o que poderia estar passando pela cabeça dela. Dela e de Reyes também. Viajar naquela situação por tantas horas para um lugar ermo cuja única vantagem era a solidão. Agora elas só podiam rezar para o que o milagre de William fosse completo e Scully tivesse um parto normal sem complicações. Mas como nada é como desejamos em Arquivo X, todo o cuidado que todos tiveram foi em vão e um batalhão de supersoldados aparecem para testemunhar o parto e fazer o que fosse necessário. Tensão ali era o que não faltava. Pobre Scully. Para a sorte dela, quando o bebê nasce, os aliens simplesmente vão embora e os deixam em paz.

Todo esse arco da gravidez de Scully remete claramente à concepção de Cristo.
- Maria não era estéril mas virgem e ambas engravidaram quando parecia impossível. Aliás, talvez eles não tenham pensado nisso, mas a prima de Maria, Marta, tal qual Scully, também era estéril, depois de muitas tentativas, desistiu mas ao final foi agraciada com um milagre.
- o bebê de Scully também estava sendo dado como um salvador.
- Scully fugiu para um lugar distante para proteger seu filho.
- O parto aconteceu em uma situação longe da ideal e em um lugar sem estrutura.
- Tinha até uma luz para indicar o local!
- Para finalizar temos a visita dos reis magos, representados aqui pelos Pistoleiros. rs

Pausa para comentar sobre Reyes. Não posso esquecer disso. Gente... canto das baleias. Fofa... mas eu faço a mesma cara da Scully nesse momento. kkkkkk Ok ok... ela representa a irmã de Scully. E é bom nossa agente querida ter uma amiga. No final do episódio é ótimo ver ela e Doggett dando um big PLAH nas fuças do Kersh! yeah!

Depois de todo o perigo ter passado e com Scully já em casa, Mulder aparece... não como visita, gente. Ele entra sem bater nem nada. hehe! Ele despacha os Pistoleiros e vai até sua namorada e seu bebê. Essa cena é de uma fofura sem igual. Não é a toa que 99,7% dos excers esquecem que a bagunçada mitologia não tinha terminado e queriam que este fosse o final da série. Mulder pegando o neném no colo, o sorriso orgulhoso de Scully e o maravilhado de Mulder... Ela pergunta se ele viu alguma razão naquilo tudo e a única explicação que Mulder oferece é a que o filho deles é um milagre para eles e isso era tudo o que interessava naquele momento.

Agora... que pérola esse menino se chamar William. Gente... "ele vai se chamar William, em homenagem a seu pai". Ela devia ter continuado: a seu pai, a meu pai, a meu irmão, ao ator que te interpreta... e porque esses roteiristas não tem imaginação pra nomes!

Com tudo o que acontece nessa temporada, alguém perguntar ainda quem é o pai de William é mais do que um insulto. Aff

E para fechar...
"A verdade, nós todos sabemos"
"E qual é?"
*ele a beija docemente e a câmera se afasta deixando os três sozinhos naquele momento íntimo* [/Josi]
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8 comentários:

Anônimo disse...

Olha, vou confessar. Não gosto nem um pouco desse arco em torno de William. Vai ser confuso assim lá na.....

Em fim, já que Mulder e Scully são mesmo personagens fictícios e, portanto, não existem fatos sobre eles eu simplesmente criei minha própria versão da história.

Sempre que revejo a série eu ignoro as duas ultimas temporadas, e o episódio final da sétima, como se eles nunca tivessem acontecido,e pulo direto pra I Want to believe. Ali fico sabendo que Mulder e Scully já não trabalham mais no Fbi (não me interessa porque saíram) estão vivendo como um casal tentando levar uma vida normal longe da escuridão (Scully mais que Mulder) e que eles tiveram um filho (sim, por meios naturais, ou seja: trasaaaaanndo) e que de alguma forma perderam esse filho.

Simplifica bastante as coisas, não?


Não sei como a nova temporada tratará destas questões mas se (pelos céus que eu esteja errado) a enrolação e a confusão continuarem, na minha versão da história Mulder e Scully terminam naquela ilha mostrada no final de I want to believe (transaaaando) enquanto esperam a colonização alienígena.

abraços -

o blog é muito bom.

Cleide disse...

Adorei a sua explicação, no meio da confusão que os roteirista fazem, eu adoto mais ou menos a mesma atitude: há várias teorias para o nascimento de William, mas a verdadeira é que ele é filho de Mulder e Scully por vias naturais!!!
Que bom que você gostou do blog!

XFILES disse...

Cara... adorei seu comentário. kkkkkkkk

Tb preferia que William nunca tivesse existido, mas... acho que, como disse a Fernanda lá na nossa página do facebook, sem ele a gente muito provavelmente não teria uma nova temporada. E pra ser honesta, eu estou animada para ver no que vai dar essa busca deles pelo filho. Pobre Mulder... se livra da culpa de Samantha para ganhar uma nova: o filho. Eita sofrência!

Ah, eu tb ignoro muitas coisas que os autores fazem. Somos livres! yay! ;)

Abraços e continua comentando por aqui. :)

Beijos,

Josi.

Carina Moreira disse...

Apesar de algumas caretas por coisas não tão bem contadas, eu gosto do arco do Willian, pois foi esse arco que deixou claro que Mulder e Scully haviam saído de vez da FRIENDZONE, nos arcos anteriores os roteiristas nos jogam migalhas que alimentam nossos corações Shipper, um eterno dá e tira (ainda odiando abelhas e Daianas eternamente!).
Porém e com a gravidez de Dana, e seus primeiros sintomas em Réquiem, que vemos que o relacionamento deles já passou da amizade faz tempo. Amo algumas cenas da oitava temporada: o retorno dos mortos de Mulder e sua mania de brincar nos piores momentos; a primeira vez que ele toca na barriga de Dana para sentir o bebê; o ciúmes do cara da pizza e é claro a cena final da temporada, que durante algum tempo (até saber que DD sairia de vez) alimentou em mim a ideia de que eles seriam uma família linda e feliz.
Tá esse arco tem problemas? Tem! Mas Cris Carter sabe muito bem nos fazer esquecer dos defeitos e encher nossos coraçõezinhos com frases e situações memoráveis.
Ufa! Tá eu sei tá longo, mas fazer o que se eu não sei ser sintética. Perdão!

XFILES disse...

Acho que você é a primeira pessoa que eu vejo falar que gosta do arco de William. kkkkkkkkkkkkkk Nossa!

Bom, eu nunca gostei pq foi meio que uma ideia preguiçosa pra ter drama e agora eles tem uma grande batata quente na mão. Isso de mães que abandonam os filhos e adoção são, infelizmente, tabus até hoje. Mas eu estou animada de ver como eles vão usar esse plot na nova temporada.

E, Carina, nunca nunca peça desculpas por escrever muito aqui com a gente. Eu amo. kkkkk

Beijos!

Josi.

Carina Moreira disse...

Pois então, sempre escuto que eu sou a única que gosta desse arco! kkkkkkk Eu sou uma romântica incorrigível fazer o que? E adorooooo uma novela mexicana! kkkkkkkkk
Algumas vezes me pergunto que rumo esse arco teria se o DD resolvesse ficar...

Helena disse...

Cleide e Josi, as reviews de vocês me lembram mais de uma década atrás quando eu lia as reviews de AX que estava então na nona temporada. Cada semana entre um episódio e outro era a review que acalmava os fãs.

ADOREI achar outro espaço para fãs de AX!
Fora as verdadeira bagunça que os roteiristas e o próprio CC fez sobre a gravidez da Scully, achei a temporada muito boa, só não foi melhor porque o Mulder passou metade fora.

O Dogget ou Doggão, é um agente legal e foi bom sim a Scully descobrir como era para o Mulder ninguém acreditar nele. Por muito tempo ela não acreditava,podia não achar que ele era um mentiroso ou maluco (só um pouco), mas...

A Leila Harrison é tudo que um fã de AX seria: empolgado, falando mais que a boca, enfiando os pés pelas mãos e fazendo perguntas difíceis. Quem nunca quis saber como eles voltaram do Ártico? Outra é a que a Josi fez sobre autópsia no Mulder.Umas falhas básicas que só sendo Excer para perdoar.

Episódio que me fez chorar todas as vezes em que assisto "This is not Happening". A Scully gritando no final a frase título, FANTÁSTICO.

A Carina é também para mim a única que gostou do arco do William,mas excer é assim mesmo,AX é AX, gosta de um arco, não de outro, acha um episódio meio fraco, adora outros, mas não deixa de amara AX.

E estou ansiosa para saber como vai ficar a adoção do William. O Mulder passa mais de vinte anos procurando a irmã, E o filho nem tchum?!

Estou na contagem regressiva com vcs.

Bjs

XFILES disse...

Oi, Helena e Carina!

Então... já encontrei outra pessoa que tb gosta da oitava e ela diz que é pq gosta de drama. kkkkk

Reassistir a oitava temporada me fez gostar mais dela... mas ainda detesto a forma como escolheram de introduzir o novo agente e nos manipular a gostar dele... bastava escrever ele bem e pronto. aff

Qto a Scully não acreditar em Mulder, ela estava apenas sendo honesta consigo mesma, ela não poderia falar que algo que não sentia apenas pra agradar o outro não é? E é isso o que Mulder e nós amamos nela... sua honestidade. ;)

E gente... que bom que eles já deixaram claro que Mulder tb sente muito a falta do filho, não é? Lembrei do que ele fala logo em uma das primeiras cenas do Piloto... "Eu não sou louco, Scully... eu tenho as mesmas dúvidas que vc" ownnn...

Abraços e obrigada pelos comentários, meninas!

Josi.