domingo, 24 de janeiro de 2016

The X-Files Revival Countdown - 9ª Temporada/IWTB

Chegamos ao final de nossa maratona. Espero que tenham se divertido e se emocionado tanto quanto nós nessa viagem através dos episódios antigos. Agora, nossa espera está quase no fim. Segue abaixo nossos reviews relativos à nona temporada.



Nothing Important Happened Today – Part 1
(Nada Importante Aconteceu Hoje - Parte 1)

[Fê Monteiro] Aquele episódio em que aparece a Xena, princesa guerreira. 

É também o episódio em que temos o Cary Elwes gatinho - por quem eu tinha um crush quando criança - entrando como mais um diretor-assistente, que a princípio não entendemos muito bem o que vem fazer aqui, se é bom, se é mau, se é um Spender da vida. Só sabemos que ele e a Reyes se divertiam à beça no Bureau de NY. 


Este é ainda o episódio em que temos uma nova mudança de abertura, adicionando Reyes e Skinner (depois de 9 anos na série ele foi ganhar o direito de aparecer com seu crachá só na última :/) e retirando Mulder. * chora *

Antes de mais nada, é bom contextualizar o momento histórico em que esse episódio foi ao ar: novembro de 2001. Foi o primeiro a ser exibido após os atentados de 11/09. O país passava por uma fase em que acreditar em seu próprio governo era extremamente necessário para controlar o medo. Agora, como fazer com um seriado onde a premissa básica era “Não acredite em ninguém, principalmente no governo” ? E outra, a preocupação do momento eram os terroristas. Ets passaram a soar como ideias muito ridículas que só teriam funcionado bem nos idos dos anos 90. Por mais que doesse para quem amava toda a conspiração alien, ninguém queria saber de aliens, até porque essa era a cruzada de Mulder. Pois é, e mais essa: a saída de DD sem previsão de volta. Como continuar? Eu mesma teria parado, pessoalmente. Mas como já andei conversando com as meninas, se houvesse terminado em Existence, tão poético e feliz como terminou, provavelmente não estaríamos aqui escrevendo esses reviews, curtindo mais uma maratona, para no final deste mês abraçar um revival de X Files! Se tudo termina bem, de onde continuar não é mesmo? 

Dessa forma o episódio duplo “Nothing Important Happened Today” passa a focar na história de William e dos supersoldados, inclusive abrindo teorias de que William pudesse ser resultado de experimentos para gerá-los. Assim eles reencaixam na história uma Scully muito mãe que, abandonada por Mulder (não tem outra palavra para descrever o que ele fez, mesmo ela tendo a consciência de que era necessário ele fazer aquilo, sorry) não tinha mais nenhum motivo para seguir nos Arquivos X. Até botou o Doggão pra correr do apê. 

E por falar em apê...como lidar com o apê 42 vaziozinho da silva? Nenhuma cena exprimiu melhor como nos sentíamos com a ausência de Mulder.

Dogget, que treinou durante a oitava temporada toda para finalmente assumir a frente dos Arquivos X, se vê de repente como Mulder: pressionado a desistir de suas investigações por todos os lados e “deixar quieto”. Reyes é a única que se mostra decidida em ajudá-lo. E aí temos uma tentativa de iniciar uma nova dupla, mas que realmente não vingou. Não porque fossem ruins, mas porque a sombra de Mulder continuava ali e continuaria, não importa o que acontecesse. Eles simplesmente não iriam conseguir seguir com mais temporadas alterando o elenco principal como deu certo com outras séries como CSI, Law&Order e por aí vai. Pois Arquivo X era todo baseado na cruzada de Mulder e que se tornou, com sucesso, a de Scully também. 

Xena é Shannon (ói que dá uma dupla sertaneja), uma antiga colega de Dogget, assim como o Knowle. E que assim como ele, aparentemente, foi transformada em uma super soldado, versão femme fatale 2.0. Nesta primeira parte ela parece estar atrás de Scully e mata dois caras. E é isso. Na verdade, toda essa história de super soldados, para mim ao menos, é um pouco cansativa e repetitiva demais e não ajudou muito a dar um bom começo a essa nova fase. Portanto, vamos pular para The Truth? Rsrsrs, brincadeirinha. Temos coisas boas vindo por aí e a sequência desta primeira parte que termina com o xerifão sendo arrastado para o fundo do poço pela Samara, digo Xena, digo Shannon. [/Fê Monteiro]
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Nothing Important Happened Today II
(Nada Importante Aconteceu Hoje - parte 2)

[Cleide] Li uma reflexão sobre Dogget neste episódio, e fiquei refletindo sobre ela: a pessoa disse que é impressionante como o seu trabalho pode te mudar, claro se você for curioso, corajoso, souber fazer as perguntas certas e tiver força suficiente para aguentar as respostas... o coitado, por ser honesto e ter visto tantas coisas, acabou no lugar em que Mulder sempre esteve: pressionado, desacreditado, ameaçado. E ele, num ato rebelde, resolve desafiar todo mundo por que acredita estar do lado certo. Reyes faz um pouco o papel de Scully nas primeiras temporadas, a única que acredita no parceiro e ao mesmo tempo, tenta contemporizar - colocar algum juízo na cabeça da criatura!

Falado em Mulder e Scully, Skinner questiona o afastamento de Mulder naquele momento, e se ele se afastou, por que ela estava se envolvendo na investigação, se a ideia era se manter longe do perigo. Scully então confessa que há algo estranho, não-natural com o bebê. Skinner diz que se não pode contar a ele, que falasse com Mulder, e Scully diz que não pode falar com Mulder, não pode trazê-lo de volta para o FBI. E então nosso chefinho querido faz o comentário que nós todos fazemos mentalmente: "é perigoso pra todo mundo!"

É claro que Brad - o novo diretor assistente - aconselha Mônica a se afastar de Dogget, para não se queimar, mas ela é fiel ao parceiro, mais fácil se afastar de seu ex-affair do que do Dogão.

A tal Shannon salva Dogget, depois aparece na casa dele e conta uma história toda elaborada dos supersoldados, o que nos leva a desconfiar sobre a origem de William. O agente fica super envolvido com a explicação da estranha, e envolve Mônica e Scully, pois achava que teria respostas sobre William.

Scully examina a mulher e diz que apesar da pequena deformidade na coluna ela aparenta tão humana quanto qualquer um, e arremata para Dogget, que para o bem dele ela não devia ser normal, mas o contrário seria para o bem dela... Scully (e nós) ficamos todos muito angustiados com essa história toda de William não ser normal.

De volta ao FBI, Dogget é ameaçado de demissão por Brad, e ele não é de brincar, encara Kersh, encara o chefinho, e diz que reponde ao Skinner, e que tentem parar sua investigação. Mônica investiga Shannon, e recebe uma visita inesperada dos Pistoleiros, que invadiram o FBI para usar a internet (quem nunca?). E tudo então leva ao barco (aquele que Knowle Rohrer tinha tomado conta).

Os três agentes vão até o barco, para saber que tipo de experiência acontecia no seu laboratório secreto, encontram quem??? Knowle Rohrer... aff, o que fazer? Correr!!! Shannon os salva em cima da hora, mas é "assassinada" (oi?) e caem no mar.

O barco estava vazio, exceto pelos corpos dos mortos, Dogget descobre uma bomba a um minuto de explodir, Scully e Reyes acham o laboratório... o desespero de Dana é tão grande, que nem saber que faltava menos de um minuto para a explosão a remove do lugar, tendo que ser quase carregada. 

Dogget entrega o relatório, não há nada contra Kersh, mas como ele sabia que iria ser demitido mesmo, joga na cara do chefão que sabia que ele estava com as mãos sujas... Dogget conclui que foi Kersh que lhe deixou o recorte de jornal, e quer a resposta: o diretor o queria morto ou demitido? E Kersh faz a tal citação do "Nothing Important Happened Today", e dá a entender que no final das contas, queria mesmo era ajudar... Dogget não é demitido e vejamos até quando dura essa fase "Kersh também é humano". Ah, na conversa com o diretor, sabemos também que foi Scully que convenceu Mulder a partir...

Bônus para a cena em que Dogget encara Brad no elevador e a incapacidade total de ser fingido do Dogão, sempre dizendo na lata tudo que pensa, e no clima meio estranho quando entra Monica e sai Brad, Dogget lhe provoca e a moça dá um sorrisinho... eles dois são bem abusados!

E confessem... a cena final, em que Scully coloca William no berço, ele mexe a mãozinha, e a câmera fixa-se no mobile gelou a espinha de vocês... a cena se demora um pouco, e quando entram os crédito, nós escutamos o som do móbile se mexendo... [/Cleide]
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Dæmonicus

[Josi] Este é o primeiro episódio em que Monica e John investigam um caso de Monstro da Semana. Dá uma dózinha de ver outras pessoas assumindo os Arquivos X de vez, mas termos novos episódios da série em breve com nossos verdadeiros protagonistas nos dá mais boa vontade de passar por essa época sem Mulder e quase sem Scully.

Este episódio é recheados de coisas que me deixam desconfortável: nojeiras como vômito, situações embaraçosas e demônios. E como bônus me fazendo me sentir mal, tem o fato de terem dado um chega pra lá em Reyes. Ela abre o episódio e segue seus instintos que vão se mostrando corretos pelas cenas e tudo o mais, mas ela vai sumindo, o foco se fixa em Doggett e ao final é como se apenas ele estivesse certo.

Na verdade, a meu ver, quem estava com a razão mesmo era a Dr Sampson. Ela não atentou para a ideia do envolvimento real de demônios mas acertou quanto ao envolvimento do tal Kobold. Que nome é esse! Aff

O fato é que de alguma forma, Kobold sai direcionando Doggett e Reyes exatamente aonde ele queria. E ainda tirou uma onda enorme da cara do xerifão no processo. Pobre rapaz... realmente não era páreo pra Mulder. Não pela sua educação de primeira, mas porque Mulder é bem mais carismático.

Ao final, Kobold termina o seu ritual e consegue desaparecer sem deixar rastros. E isso me deixa com apenas algumas dúvidas:

- Por que ninguém acende luzes que prestem nessa série? As pessoas jogam na penumbra, leem na penumbra, fazem reuniões na penumbra. Gente... pelo amor de Deus, isso faz mal pra visão!
- Onde estão os resultados do material do vômito? Fiquei curiosa, oras! Era ectoplasma ou não?
- Pobre Scully faz autópsias em todos os episódios da nona? rs
- Doggett e Reyes não podiam esperar a aula dela terminar? Gente... se controlem.

Scully voltou a trabalhar muito rápido, aliás. Deve ser porque nos EUA (me corrijam se eu estiver errada) não tem licença maternidade como aqui...

E para terminar... amo o desenvolvimento de Scully se mostrando enquanto ela abre sua aula logo no começo do episódio. "Temos que usar de todos os recursos que a ciência nos proporciona para solucionar um caso. Mas quando eles se esgotam, devemos deixar pra trás a ciência e considerar possibilidade mais extremas..." [/Josi]
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4-D

[Fê Monteiro] Gente, esse episódio tem uma premissa muito legal! Mas é uma bagunça e funciona mal, infelizmente.

No teaser, vemos Dogget, Follmer e Reyes armando uma tocaia para pegar um serial killer chamado Lukesh, que tem o belo costume de cortar a garganta de mulheres e levar suas línguas de brinde. Básico. Nada que não tenhamos visto pior ao longo dos anos.

Então, Reyes acaba sendo atacada pelo dito que corta sua garganta e os agentes saem em seu socorro. Brad fica com ela, que aparentemente não sobreviverá e Dogget segue atrás do criminoso. Ao chegarem ao beco, ao lado do prédio de Lukesh, o agente o encurrala, mas em um piscar de olhos o perde de vista bem diante de si. Logo em seguida reaparece atrás do agente, que ao se virar é baleado a queima roupa.

Passa a abertura e, ora ora, está a Reyes tranquilamente arrumando sua mudança no apê novo e recebendo uma alegre visita do Doggão, que traz até dois hot dogs para comerem - pintou um clima ali heim. E um dejá vu com essa ceninha de limpar a boca do parceiro guloso. Falo nada. - De repente Skinner corta o climinha dos dois ligando para a agente e avisando que Dogget foi baleado e está em estado crítico sendo encaminhado para o hospital. 

E nós ficamos: o que raios está acontecendo? E como estamos acostumados com todo tipo de estranheza, começamos a teorizar: será que é um daqueles aliens se passando por Dogget? Não teria sentido nessas alturas da série. Será que é bilocação? Mas por que ele desapareceu do apê dela de repente? E afinal de contas...se ele realmente foi baleado como o teaser nos mostrou, porque ela está muito bem obrigado? Enfim, mil tretas!

Porém, mil tretas que não são desenvolvidas satisfatoriamente. O caso é que o tal do Lukesh tem o dom ou poder de adentrar - ou tropeçou sem querer - em um portal para uma dimensão paralela que aparentemente fica no beco do seu prédio. Esse mundo paralelo é tal como o nosso, temos um símile de cada um dos personagens, com a mesma personalidade, mesmos empregos e dá a entender que apenas os acontecimentos se desenrolam diferente. Como se fossem produtos das escolhas que não fazemos (teoria minha).

Reyes chega a toda essa conclusão sozinha, apenas trocando algumas mensagens com o Dogget consciente que se comunica teclando com um dedo. Eles entendem que aquele Dogget na cama não é o Dogget dela (own), mas que ele teria atravessado o portal junto com Lukesh (como, não se sabe) no momento em que foi baleado e, como duas mesmas pessoas (lidem com isso) não podem coexistir no mesmo universo, o nosso xerifão (da Reyes) é transportado para o outro plano – isso é uma livre conclusão, pois não fica claro, entre tantas coisas, se ele foi parar no outro mundo e viveu altas aventuras por lá, ou se ele ficou em stand by perdido no limbo, ou sei lá o quê. O fato é que ambos chegam à (não tão óbvia) conclusão de que para que o outro Doggão volte, é necessário que o acamado morra e ele pede a ela que desligue os aparelhos. Claro que ela reluta.

Enquanto isso, Lukesh mata a própria mãe e acaba atraindo a atenção definitiva do FBI. Foragido, eles têm certeza que o serial irá atrás da Monica e armam o cerco em seu apê. Claramente não dá muito certo e o cara acaba pegando a Reyes, de novo, agora a nossa versão - Imaginem o que não é para um serial killer poder matar duas vezes cada pessoa? Sonho de consumo total – mas Follman chega e lhe mete uma bala no meio da testa e já era. 

No fim, Reyes percebe que a saída é desligar os aparelhos e deixar esse Dogget partir. Decisão nada fácil heim. Mas no momento que ela o faz, rola um restart e lá estão ela e o xerifão de volta ao seu apê, comendo hot dogs. Ela chorando e ele provavelmente sem entender nada. Como nós. 

Como disse, a ideia é muito legal, mas eles simplesmente não fazem esforço nenhum em nos explicar nada. Não sabemos como o fenômeno acontece, o por que de Lukesh ter conseguido fazer essas travessias por tanto tempo, o por que de ter ocorrido essa troca etc. Não há sequer uma explanaçãozinha científica de leve, apenas a troca de ideias de Reyes e o outro Dogget. Eles parecem esquecer que é necessário haver alguma base para que possamos comprar a ideia que eles querem vender, caso contrário fica fácil criar ideias de roteiro para Arquivo X, basta criar fenômenos e situações loucas do nada e jogar na tela, sem embasamento nenhum, sem explicações e com uma resolução simplista. Uma pena.

Eu viajando na premissa: Será que nesse mundo paralelo o Mulder não partiu? Será que ele está bem bonitinho lá com Scully e William. Ou William sequer existe? Vishh, melhor parar por aqui... [/Fê Monteiro]
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Lord of the Flies (O Senhor dos Insetos)

[Josi] Acho esse episódio extremamente divertido. É uma bobagem sem tamanho... mas é engraçado, oras.

Primeiro que começa como aqueles programas de quinta categoria do tipo videocassetadas. Bando de moleques irresponsáveis que certamente iam acabar se machucando. *sussurra* mas eu ri! Em uma das molecagens, uma das mais perigosas aliás, um dos meninos morre de forma bem inusitada: seu crânio afunda sem nada o tocar.

O inusitado da situação somado ao fato de que aquela porcaria de programa era um pouco famoso faz com que o patologista responsável entre em parafuso e sequer toque no corpo antes da chegada dos "especialistas". Estes, Doggett e Reyes, ficam tão abismados quanto ele e chamam alguém que eles acham ser ainda mais especializado: Dra Dana Scully. Sua resposta frustra ainda mais o pobre médico... "nunca vi isso antes".

Claro que viu, sua Scully desmemoriada! Em BrandX, insetos entravam nas pessoas e causavam danos também lembra? Atacou até seu namoradinho. Claro que não é a mesma coisa, mas o final era o mesmo. kkkkk

Aí é que conhecemos ele, o grande conquistador, a pessoa com as melhores cantadas da existência, o melhor aluno de Zé Bonitinho, aquele que balançou o coraçãozinho solitário de Scully: Rocky Bronzino. Gente, esse homem é hilário.

Enquanto isso, rola o draminha adolescente que aparece em trocentos filmes e séries destinadas a este público. Lá está o grupinho que é de bullies e com certeza são populares, tem a garotinha bonita que é popular mas tem consciência e tem o garotinho meio nerd que é hostilizado pelos demais. Claaaaro que o garotinho gosta da garotinha. blablablabla eita coisa entediante.

Quando os agentes vão até lá para entrevistar o garoto Winky, que filmava as maluquices do amigo que morreu, o rapaz é atacado também... desta vez por piolhos que ESCREVEM "dumbass" bem acima de seu traseiro. A partir desse incidente não dava mais pra negar que havia algo de muito errado ali. Afinal, como Dr Bronzino... quer dizer, Rocky fala insetos são seres com um cérebro muito limitado e certamente não têm senso de humor.

Mais drama repetitivo dos adolescentes, mais cantadas sem pé nem cabeça de Rocky e o caso meio que se resolve. O menino chatinho acaba conquistando a menina porque sei lá... o roteirista devia querer que sua fantasia adolescente se concretizasse. E como ele trata a pessoa que ele supostamente ama? Não dando a mínima se ela se machucaria se o beijasse. A menina foge apavorada e o rapaz continua em sua onda de "só meus sentimentos que valem a pena" e sai machucando pessoas a torto e a direita.

Aí temos a grande revelação: a mãe do garoto também é meio inseto. Aí você fica com aquela pulga atrás da orelha: por que ela não usou de sua habilidade única pra prender o menino naquela teia até que ele se comportasse com decência? Aff

Calma aí que não posso deixar de apontar para a melhor cena do episódio. Depois de Rocky detalhar o acasalamento de um tipo de inseto achando que aquilo era a mais eficiente forma de flerte já inventada...
Scully: Sabe, Rocky... Eu sou uma mãe.
Rocky: Mães também amam.

Meu filho, você é uma criatura tão estranha, tão sem noção e tão engraçado-sem-intenção que se tivesse chegado mais cedo na vida da Scully teria uma grande chance com ela. kkkkkkkk

Bom, o moleque assassino que achava que todos deveriam viver para agradá-lo foge junto com sua mãe e assim termina o episódio.

Coisas que não fazem sentido nesse episódio:

- Como o marido da outra some e ninguém pensa em fazer uma busca na casa dela? O cônjuge é sempre um dos suspeitos...
- Por que cargas d'água a mulher não força o garoto a ouvi-la e assim não deixar que eles fossem expostos?
- Como assim Scully usa o truque de fingir que está fazendo boca a boca pra pegar o Rocky? (eu vejo essa cena como um universo alternativo ou com a cabeça bem aberta porque roteiristas malucos acontecem nas melhores séries, não tenho intenção de culpar Scully por essa besteira e certamente esqueceram de Mulder dessa equação)
- Rapazes do mundo, mulheres não gostam de ser abusadas. O garoto matar pessoas com a desculpa que foi por ela, machucá-la e ameaçar raptá-la não faria com que ela de repente saísse de um estado de pânico para depois se apaixonar perdidamente por ele. Parem de escrever essas histórias babacas.

Curiosidade: Dois atores que hoje são bastante conhecidos participaram desse episódio. Jane Lynch (Glee), como Lokensgard, a mãe-inseto e diretora da escola e Aaron Paul (Breaking Bad), como Winky, o garoto que dirigia o show do Dumbass.

PS: A forma como a parte inseto das pessoas se manifestam lembra aquele carinha de Travelers, não é? Serão eles uma versão aprimorada daquele experimento? Oh! [/Josi]
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Trust no One (Não Confie em Ninguém)

[Cleide] “Um dia, você me pedirá para falar a verdade, do milagre do seu nascimento. Para explicar o que é inexplicável. E se eu faltar ou falar neste dia, saiba que há uma reposta, meu filho – uma verdade sagrada e imperecível, mas que você nunca deve esperar encontrar sozinho. A chance de encontrar seu par perfeito, seu oposto perfeito. Aquele que te protege e que te coloca em perigo. Chance de embarcar com este outro na maior das jornadas, uma busca por verdades efêmeras e imponderáveis. Se um dia esta chance se apresentar a você, meu filho, não falhe ou falte em agarrá-la. E se um dia você puder segurar um milagre, como eu tenho em você, você aprenderá que a verdade não é encontrada na ciência, ou em algum plano invisível, mas olhando dentro de seu próprio coração. E neste momento, você será abençoado – e amaldiçoado. Por que as verdades mais verdadeiras, são as que nos segura juntos, ou nos mantém dolorosamente, desesperadamente, separados.” 

A única maneira de iniciar este resumo, seria com o teaser, para mim o mais bonito da série, até mesmo que o teaser de Memento Mori. Uma verdadeira homenagem aos fãs da série: a música, a beleza das imagens em preto e branco. Me lembro que da primeira vez que vi a nona temporada, foi a única coisa que gostei (sem contar “The Truth”).

Este episódio, é meio uma ilustração das coisas que Scully fala no teaser: muito frustrante e angustiante. No início a vemos em uma lan house lendo um email de Mulder. Há que não goste, mas eu me sinto emocionada com ele dizendo que queria poder viver com ela a paz que eles encontraram naqueles poucos dias juntos – Mulder também queria o final de “Existence” para os dois, como nós costumamos sonhar...

Enquando Scully respondia ao email, vemos um casal brigando enquanto seu bebê chorava, isto chama a atenção da agente. Mais tarde ela vê a mulher de novo, e a acolhe em sua casa. Acho estranho, uma pessoa tão desconfiada com Scully, ir dormir no quarto e deixar o bebê dormindo na sala com uma mulher que ela nunca viu (além da esquisitice de convidá-la para passar a noite em sua casa). É claro que boa coisa não era, ela acorda com a mulher carregado William e o marido tentando invadir sua casa, sorte que Monica e Dogget o haviam seguido. 

Resolvido o problema, vão então ouvir a explicação do casal, e chegam no agente que contatou os Arquivos X alegando que sabia informações importantes sobre os super soldados e William, mas só falaria com Mulder. O tal contato então liga, mas para dar detalhes, só conversaria com Scully, e sozinha, o que a coloca dentro de um carro, no meio do nada, rumando para lugar nenhum, onde ela encontra um velho conhecido do fandom (que nós da “Sociedade X” apelidamos de “careca do Lost”) que simplesmente assiste na TV a vida de Mulder e Scully a ponto de ver o que Chris Carter só nos insinuou. 

Resumindo, o careca de Lost diz que só falaria com Mulder, e Scully, um pouco por desespero em ver Mulder novamente, e em saber o que havia com William, morde a isca e arranja a volta de Mulder. Dogget desconfia, e seus instintos estavam certos: o careca chega na estação atirando pra todo lado, e o agente atira nele, jogando-o na linha de trem, pelo qual ele é atropelado. Scully fica desolada na estação gritando por Mulder (eu estava com saudades deles gritando um o nome do outro).

Quando o trem passa, o homem havia desaparecido, e Dogget saca que era um super soldado. Então todos se afligem pela situação de Mulder e pedem contato com o trem, descobrindo que um homem havia saltado à altura de uma mina. Os agentes vão pra lá, Dogget vê (presumimos) Mulder, seguido do super soldado, Scully é encurralada por ele no final da mina – Mulder já havia sumido. Quando está prestes a matar a agente, o homem fica estranho, metálico e de repente é sugado pela montanha. Afinal de contas, os supersoldados não eram indestrutíveis e Mulder já havia descoberto o ponto fraco deles.

Encerramos o episódio com Scully escrevendo de novo para Mulder, sem saber se ele responderia, leria, se estaria bem, qual seria seu paradeiro, ou seja, conforme o teaser: dolorosamente, desesperadamente, separados. [/Cleide]
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John Doe (Desaparecido)

[Josi] Primeiramente, deixa eu dizer uma coisa pra vocês: salvo engano meu, este é apenas o segundo episódio de Arquivo X dirigido por uma mulher, sendo o primeiro da Gillian Anderson. E sabemos desde já que essa estatística não vai melhorar com o Revival. Triste realidade essa nossa.

Com relação ao episódio em si, ele é legal. O Arquivo X dele é bem fraquinho mas a história entretém e até emociona os mais fracos como eu. Mas tenho que confessar que não há muito o que falar dele.

O episódio já abre com Doggett acordando todo sujo no chão de terra com alguém lhe roubando os sapatos. A pessoa ainda está retirando o primeiro mas sai correndo apavorado assim que vê o agente abrindo os olhos. Interessante é a criatura seguir com o único pé do sapato. E não o larga mesmo ao ser perseguido. A obcessão com esse bendito sapato continua por um tempo. rs

O drama de Doggett continua pois sem ter nome nem documentos, ele acaba sendo preso e passando uns dias na cadeia, só saindo porque outro preso cai de amores por ele e paga sua "fiança". Desculpa, mas eu não tenho outra razão para aquele carinha ter ajudado o Dogão ali. Doggett aceita trabalhar pra ele com a condição de ser apenas com o que quer que estiver dentro da lei, afinal ele precisa comer e de recursos para tentar começar a entender quem ele é e como chegou até ali.

Reyes, Scully e Skinner estão obviamente procurando loucamente por ele, mas assim que eles acham uma pista, Kersh fica mais do que feliz em mandar parar todas as buscas. Cara... esse homem é um nojinho. Eu o imagino recebendo a informação de que um agente dos Arquivos X sumiu, dando pulinhos de alegria e esperando ansiosamente pelo momento em que ele vai poder cancelar as buscas. aff

Claro que o pessoal ignora o Kersh, coisa que Mulder e Scully fazem desde o dia 1. Scully e Reyes continuam a procurar seu colega e acabam encontrando-o com uma pista que ele mesmo deixou ao ligar para saber de sua tatuagem de fuzileiro. O bom é que Doggett perde a memória de coisas pessoais mas não de cultura e habilidades, né? rs

Bom, resumindo, Doggett estava investigando algo referente ao chefe do tráfico local. Esta pessoa tem uma importante carta na manga: quem quer que lhe atrapalhe e seja muito importante para morrer, ele faz desaparecer. Como? Um de seus contratados consegue ver e roubar as memórias das pessoas.

O final não deixa muito claro o que eles vão poder fazer contra o carinha das memórias ou o dono do cartel. Não é como se fosse fácil processar esse tipo de gente.

O mais tocante deste episódio mesmo é que a única memória que não deixa Doggett é de seu filho, Luke. Ele tem uma lembrança recorrente de uma manhã ensolarada em que o menino vai acordá-lo para mostrar que havia conseguido andar de bicicleta sozinho. Ai, gente... isso dói demais no coração. Tadinho do Xerifão...

O mais chato é ver mais uma vez o México sendo retratado como um lugar muito pobre, com policiais corruptos e pessoas que tendem ao crime. Será que essa indústria louca e preconceituosa um dia deixa que o mundo saiba que a vida fora dos EUA, da Europa e do Japão pode ser boa também e até *bota a mão no coração com o susto* melhor do que nesses lugares? [/Josi]
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Hellbound (O Círculo da Morte)

[Cleide] Este é um bom monstro da semana, apesar de causar muito mal estar dada a crueldade dos casos. 

Iniciamos assistindo uma reunião de apoio a ex condenados, um deles é cínico, e parece apenas querer atrapalhar os colegas em recuperação, um deles, aparentemente muito nervoso, tem uma visão, como se as pessoas estivessem completamente sem pele: e tenho que dizer, o efeito especial e a maquiagem ficaram muito realista, à ponto de sentirmos aflição ao assistir. Pouco depois o ex presidiário das visões, aparece morto esfolado.

Quem traz o caso à tona é Reyes, ela não sabe explicar, mas se sente atraída pelo caso, apesar da pouca importância dada a se descobrir quem cometeu o crime, afinal, eram ex-condenados, certamente condenados à invisibilidade social.

Scully se junta ao caso, para analisar os corpos, e fica impressionada com o feito: aquilo foi feito com o homem vivo, tendo cuidado para não perfurar artérias, para que a pessoa tivesse uma morte lenta.

Os agentes encontram arquivos do passado, em que houveram 4 mortes, acreditam que aconteceria de novo, e mais um ex-condenado é encontrado na mesma situação, só que os agentes o encontram ainda vivo (cena apavorante!). Reyes relaciona as datas das mortes do passado com as dos nascimentos dos assassinados no presente. 

A explicação é até interessantes: o grupo estava preso em um ciclo de reencarnações de vinganças, os quarto esfolaram um homem vivo, e nas encarnações seguintes este homem os encontrava e os matava da maneira que eles fizeram no passado.

Reyes estava ligada ao grupo – não explicam por quê – mas aparentemente em todas as vidas ela tentava impedir o homem de matar de novo e não conseguia. 

A ideia de reencarnação é um pouco distorcida na história, pois não faz sentido alguém encarnar com o intuito de matar e se vingar infinitamente por um sofrimento que se foi há muitas vidas atrás, e se Reyes está sempre fazendo o bem, tentando encerrar este ciclo de assassinatos, o que teria feito para se ligar tão fortemente a este grupo? Mas de qualquer forma, fora essa questões, o roteiro ficou bem amarrado. [/Cleide]
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Provenance (Providência - Parte 1)

[Josi] Esse episódio é bem interessante. Continuando com o tema central da nona temporada, ele se concentra em tentar decifrar o que é William. Por mais que a mãe de Scully queira acreditar que basta aceitar que a criança é um milagre, os fatos e as ameaças contra ele não deixam que Scully fique em paz.

Um pequeno detalhe no começo me intriga. Mais de uma vez Doggett se gabou de ter lido todos aqueles arquivos e de conhecer tudo de trás pra frente, então por que quando Scully desce para falar sobre os decalques da nave, ele se mostra tão surpreso com tudo o que ela fala? Também me admira que Ag Reyes também não tenha lido tudo ou que os diretores não tenham mandado simplesmente revistar todos os arquivos em busca das respostas que precisavam ao invés de perguntar a Scully, mas tudo isso é discutível. rs Na verdade, talvez eles quisessem mesmo medir a reação de Scully e mais ainda: talvez eles quisessem que eles tentassem investigar e os levasse ao que interessa como sempre acontece sem que precisassem contar tudo o que sabiam pra eles.

Um agente que estava infiltrado em um culto de ovnis atravessa a fronteira ilegalmente com vários decalques de uma nave alienígena. Algo que já vimos antes. Aquele mesmo tipo de artefato que tanto afetou Mulder. O que este agente viu neste culto fez com que ele acreditasse que precisava matar William. Temos uma boa amostra do que possa tê-lo feito se converter ao ver o que o objeto é capaz. A coisa basicamente o fez reviver.

Quando Scully busca pela ajuda de Doggett e Reyes, um sai para descobrir o que o FBI sabia e o outro foi estudar os arquivos com os decalques. O Xerifão podia não ser exatamente um crente, mas ele estava tão metido quanto Mulder costumava ser e parece ter desistido da ideia de ter uma carreira no Bureau pois além de ir meter o bedelho na busca pelo corpo, ele ainda invade o escritório de Skinner para roubar os arquivos do caso.

A conversa que Scully tem com Reyes quando esta revela que os decalques recém descobertos não são iguais aos antigos tira uma antiga dúvida minha que talvez eu não tenha prestado bem atenção antes: aquele material tinha milhões de anos, por isso todo o medo de Scully em acreditar que aquilo poderia ser verdade. Medo este que ficou pra trás à luz do perigo que paira sobre a vida de seu filho. Dá gosto de ver como Scully fala abertamente sobre todos esses assuntos.

E como desgraça pouca é bobagem, Scully é chamada novamente na sala de Kersh e tem que ouvir sob o escrutínio de todos aqueles homens que Mulder poderia estar morto. Aliás, vontade de dar na cara do Skinner em pensar que ele tem o direito de esconder informações de Scully porque ele acha que precisa protegê-la da verdade. aff Ela é mais forte do que vocês todos juntos, seus bestões!

O agente desaparecido atenta contra a vida de William, no processo machucando até mesmo Margaret Scully (COMO ASSIM VOCÊ MACHUCA A MÃE DE SCULLY, SEU MONSTRO!!!), mas Scully e sua mãe consegue detê-lo. No entanto, ele deixa para trás o artefato. E quando Scully trás seu bebê de volta pra casa achando que ele já estaria seguro acontece algo que deixa todos estupefatos: o objeto voa e fica pairando sobre a criança. Diante disso, Scully acha que precisa escondê-lo para protegê-lo e arranja um encontro secreto com Os Pistoleiros para que eles cuidassem do menino.

No entanto, Doggett também não achava que precisasse contar que achava que eles estavam sendo observados, acaba ferido e uma mulher membro da tal seita consegue rastrear onde Scully deixou William e o episódio termina com os Pistoleiros feridos e rendidos.

[CONTINUA] [/Josi]
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Providence (Providência - Parte 2)

[Fê Monteiro] O teaser, narrado por Josepho (?!), líder do culto aos OVNIS, mostra como ele entrou nessa. Um militar em plena guerra que tem todos os seus homens mortos em um ataque e acaba sendo o único a permanecer com vida, quando vê um grupo de soldados chegar, passar por ele e seguir em direção ao inimigo, sendo alvejado seguidamente sem no entanto se abalarem. Os soldados explodem a base dos inimigos e saem caminhando como se nada fosse. É compreensível entender porque o cara interpretou toda aquela cena como algo divino e os soldados (que no caso já percebemos que são super soldados) como anjos enviados. Porém, o cara afirma que Deus disse a ele sobre a profecia e lhe indicou onde encontrar a nave no Canadá. Ele realmente a encontrou. Então afinal, quem lhe passou essa mensagem?

O episódio começa com a força tarefa do FBI se organizando para a busca por William (tal pai tal filho, o menino não sabe nem andar ainda e já está sumindo e deixando Scully louca). Claro que a agente não confia no FBI para encontrar a criança e resolve fazer tudo do seu jeito. Então é um escondendo os fatos do outro a todo tempo. Entendo seu desespero, mas não gosto muito de como a colocam nessa sequência de episódios. Ela mete o pé pelas mãos toda hora e só consegue recuperar o menino com vida porque não era para ele ter morrido. Ela é mais que isso, nós sabemos.

De fato, a tentativa de retorno à mitologia aqui poderia ter sido melhor desenvolvida na minha opinião. Depois de muito tempo sem episódios mitológicos, eles resolvem resgatar a história da nave com as inscrições, ou seja, resgatar a colonização alien que estava totalmente deixada de lado ultimamente. E mais, resgatar a velha premissa de: estará Mulder vivo ou morto?

Então a ideia central que Scully vem a saber é a seguinte: segundo a profecia o menino é cobiçado tanto pelas forças do bem quanto do mal. Ele tem um papel muito importante no futuro da humanidade e pode tanto ser seu salvador quanto seu aniquilador (por que isso me faz lembrar de Exterminador do Futuro?). No caso, se Mulder permanecer vivo, William seguirá seus passos e se tornará o único capaz de salvar a humanidade da colonização. No entanto, se Mulder morre William se torna uma arma a favor da colonização. Por isso Colmer tentava desesperadamente matar o menino. Coitado do William, nem escolha de um futuro ele tem. É 8 ou 80. 

Acho legal a ideia de focarem a mitologia em William. Gosto muito da cena em que o pessoal do culto está fuçando na nave e de repente ela começa a funcionar e prende dois deles dentro. Sabemos depois que a tal nave com as inscrições alienígenas, em linguagem anasazi com as palavras de Deus, aparentemente não é tão divina assim e torra os dois caras lá dentro. E depois, com a presença do bebê, a nave volta a funcionar, é ativada e manda todo o culto pelos ares e some nos céus, demonstrando a força que William carrega. Muito legal essa cena também. 

Ao final temos uma cena interessante com Kersh e Follmer que descobre provas de que Colmer pode realmente ter sido assassinado, como Scully e Reyes disseram. Ele quer então que Kersh retire seu nome do relatório. Claro que isso não acontece e ainda vemos Kersh entrando em sua sala e confabulando com o substituto do Cancerman que, ao vemos antes do episódio terminar, é um super soldado também que matou Colmer e afanou o artefato. Assim ficamos. [/Fê Monteiro]
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Audrey Pauley

[Cleide] Este é o meu episódio favorito da nona temporada (sem contar The Truth). Muita gente não gosta, mas eu gosto muito da agente Reyes, acho ela leve, assertiva, destemida, alegre. O início, em que a vemos flertando com Dogget, mostra um pouco do jeito dela, não esconde os sentimentos, diz o que pensa, e tem uma segurança invejável de si, além de ser uma pessoa muito afetuosa com os amigos (percebemos isto no jeito que ela trata Scully também).

Percebemos que apesar do clima leve, e do flerte, que John meio que trava na situação e acaba "desfazendo o encanto". E para nosso susto, Reyes sofre um acidente, entra consciente no hospital, mas quando o parceiro chega, estranhamente á havia sido declarada morte cerebral.

Scully confirma o diagnóstico, e apesar de sabermos que Monica é uma pessoa importante para ela, vemos Scully segurando as pontas como médica, muito por ela, para racionalizar a situação e lidar com a perda, mas também para dar suporte para Dogget que fica claramente arrasado com a perda abrupta da parceira e amiga. Parece parte da maneira de contar as histórias em Arquivo X, a maneira como os sentimentos vêm à tona em momentos extremos.

Monica, do outro lado, tenta entender a situação para sair dela, inteligentemente, percebe que não está morta, quando os outros pacientes começam a desaparecer do limbo onde estão. Audrey é a ponte entre ela e Dogget, de certa forma se comunicam através da moça, o que dá força para o agente fazer algo. 

Dogget meio que lembra Mulder em One Breath (acho que um episódio foi inspirado no outro), ninguém acredita nele, Scully até quer ajudar, faz as análises que ele pede, mas sem muita fé que possa mudar algo. O curioso, é que Dogget se arrepende de não ter beijado a parceira no carro, o que demonstra que ele percebeu o flerte, mas por medo, ou coisa assim não fez nenhum movimento. Na ausência dela, ele finalmente sente que gostaria de ter feito algo...

Monica do lado de lá, percebendo que o hospital era criação de Audrey, tem a sacada de que se ela o criou, ela poderia também inventar uma saída, e assim, pula para o desconhecido e acorda no hospital.

Antes disto, Dogget descobre que o médico do plantão era um tipo envolvido com induzir as mortes dos pacientes para doar os órgãos, provavelmente envolvido com trafico e o prende, infelizmente não o impede de matar Audrey Pauley.

Acabamos o episódio, com Dogget levando Reyes em casa... e apesar dos sentimentos admitidos para si mesmo, ele não teve coragem de tomar alguma iniciativa (o que não é novidade na série). [/Cleide]
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Underneath (Sob a Superfície)

[Josi] Esse episódio é muito bom. Mas eu enquanto eu via, eu não conseguia esquecer a sensação de que ele lembrava muito algum outro. Agora enquanto eu escrevia aqui, eu acho que lembrei. Chimera da sétima era assim. A moça era tão certinha, queria sua vida perfeita e organizada... ela reprimia tanto seus sentimentos e suas reações que acabou criando uma outra personalidade, uma que matava sem que ela tivesse consciência disso. Outra coisa que me dava o sentimento de que eu já tinha visto aquilo antes é a repetição de alguns termos. Uma foi Reyes usando a transfiguração de Cristo e seus milagres como exemplo e a resposta de Doggett é uma que Scully deu. É quase o mesmo diálogo. Outra é quando ele fala que foi o trabalho policial que prendeu o cara na primeira vez (Scully já falou algo assim) e depois, no final, ele diz que ele não consegue pensar como Reyes... muito Scully de antigamente também.

Bom, neste caso, o rapaz era católico mas tinha fortes instintos assassinos. Essas duas realidades são tão opostas e ele repudiou tão fortemente esse último aspecto de sua personalidade que esta se manifestava como uma pessoa totalmente nova que não apenas fazia o que queria mas também dominava o seu hospedeiro. O problema é que Bob tinha verdadeiro terror desse seu lado e assim o outro conseguia controlá-lo. Então, ele não tinha nenhuma força para lutar contra todos aqueles assassinatos horríveis e sem motivo. Ele sofria e rezava, mas o outro sempre tomava as rédeas de sua consciência para matar e depois Bob vinha e limpava tudo.

Uma noite, Bob foi preso, acabou sendo condenado e aposto que foi um alívio pra ele. Mas 13 anos depois, alguém (só não foi Bob que nem tinha atitude pra nada nem queria sair da prisão) resolveu revisar seu caso e descobriram que o DNA encontrado na cena do crime não era seu. Mas imagina... ele realmente criou outra pessoa quase totalmente alheia a sua.

Acontece que quem o prendeu a 13 anos atrás não foi ninguém menos do que o nosso Xerifão, que não se conformou com essa história pois ele tinha certeza que o cara era o culpado. Então, ele leva Scully e Reyes para ajudá-lo a encontrar o que não batia ali. Tadinho... cavucar aquele caso antigo não foi uma boa ideia para os seus sentimentos. Além dele descobrir que seu antigo parceiro da polícia (que ele aparentemente admirava muito) cometeu o crime de forjar provas para este caso, ele ainda teve que encarar que Monica estava certa em sua teoria.

Aliás, palmas para a Monica. Ela já consegue decifrar os casos de AX tão bem quanto Mulder fazia antes. Ela só precisava de um parceiro(a) que fosse mais fofamente cético... não alguém como Dogão que... ok eu também gosto do cara mas às vezes ele é bem grosso. Acho que é o tom de voz que ele usa. rs

Ao final, Bob consegue ser mais forte do que a sua personalidade má e não obedece sua ordem para matar mas sua força de vontade não é o suficiente para salvá-lo. Quando ele ameaça a vida de John, Monica é obrigada a atirar. Creio que tenha sido um grande alívio para Bob. Ele estava finalmente livre. E aqui temos mais uma repetição de roteiro com Doggett alegando que estava muito cansado e que tudo deve ter sido uma alucinação. Aí eu uso as palavras de Mulder para Scully: "depois de tudo o que você viu, por que você se recusa a acreditar?"... Por que, John?

Observação meio nada a ver: acho fofo que Monica e John se chamem pelo primeiro nome. rs [/Josi]
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Improbable (Improvável)

[Fê Monteiro] Aquele episódio em que Chris Carter tem a oportunidade de dirigir um musical italiano sobre Deus e jogos de azar. Que é divertido e traz de volta aquele ar cômico que estava meio distante já.

Logo no teaser, com aquela trilha sonora interminável de fundo, algo nos diz que esse episódio não tem nada de Arquivo X. Mas, ao longo de tantas temporadas já nos deparamos com tantas situações dessas que, pensando melhor...sim, pode perfeitamente ser um episódio de Arquivo X. 

Burt Reyolds é Deus. Aquele Deus bonachão, italiano, que gosta de música e que vê o mundo como um jogo. Demorei para entender quem ele era, tive minhas suspeitas, mas não tive certeza até o episódio terminar. Acho bacana essa colocação filosófica, de que Deus joga com a sua criação, que a vida é um jogo, que tudo são números e que, no entanto, apesar das regras, cada um é livre para jogar como quiser, mas terá que arcar com os efeitos provocados pelas suas jogadas. E, quem realmente entende essas regras e consegue enxergá-las, pode vencer. 

Porém, ter Deus cantarolando e jogando pelas ruas enquanto tenta alertar a humanidade, sem no entanto interferir em seus atos, não é o Arquivo X do episódio. E poderia.

Monica Reyes, investigando o caso da mulher assassinada no cassino, chega a outros casos com os quais faz conexão através da numerologia. Apesar de cética ao assunto, Scully acaba encontrando um padrão entre aquelas mortes, o que reforça a ligação entre os casos feita pela agente Reyes e leva o caso, antes isolado, ao patamar de crime em série. 

Quem não enxergou Mulder ali no lugar da Monica quando todo o Bureau se vira para ela aguardando seus insights sobre o caso e ela, sem titubear, solta toda a teoria numerológica dela? A diferença é que no caso de Mulder, geralmente havia toda a conspiração por trás do que Mulder falava e o interesse de alguns que levavam a maioria a crer que tudo que ele falava eram baboseiras. Aqui a situação passa a cômica mesmo, não por que numerologia seja baboseira (eu acredito, por exemplo), mas porque não era o momento para ela falar aquilo ainda mais para aquela equipe, era mais do que claro que ía rolar um estranhamento...rs

Aliás, o agente à frente das investigações é o clichê em pessoa, em se tratando de agentes federais. Irredutível, não é não, isso não pode ser porque é ridículo...enfim, totalmente guiado pela cartilha da academia. Fora quando ele descreve ao Dogget o perfil que traçou do serial killer: um cara que tinha uma relação conturbada com a mãe e por isso desenvolveu esse ódio por mulheres e que começou matando animais pequenos na infância mas que não se contentou até começar a matar pessoas. Como Dogget diz, esse é o perfil de praticamente todos os serial killers que já existiram.

Enquanto Reyes e Scully, sem muitas pistas (a não ser que o assassino usa um anel), seguem as investigações, acabam esbarrando no assassino e na perseguição acabam o perdendo de vista no estacionamento do prédio, no qual ficam presas. Quem está lá? Deus, já que ele é onipresente, porém ele está em carne e osso e assim que deixa de ser um suspeito para as agentes, a jogatina de damas e a musiquinha dançante rolam soltas. É preciso reconhecer que a cena é divertida. Durante o jogo, Monica tem outro insight e ela e Scully começam a debater, enquanto Deus assiste interessadíssimo e fazendo ótimos comentários. 

No fim, elas se tocam que o assassino ainda deve estar lá e não ter fugido de carro como imaginaram. Elas começam a procurar, as luzes se apagam e Monica é pega pelo assassino e de repente está em sua mira. Scully fica perdida no escuro (pois é), para que Dogget chegue e salve o dia (pois é 2). Essa é uma das minhas reclamações sobre o episódio. Nada contra o xerifão, mas porque novamente é ele quem tem que salvar as mocinhas? Entendo bem que, ao mapear o caminho dos crimes, ele entendeu o outro padrão do assassino e concluiu o paradeiro, mas Scully poderia muito bem ter salvo a parceira. Essa é minha outra reclamação, colocaram a Scully basicamente como a cética cega e implicante aqui, quando ela é muito mais que isso, não gosto quando a reduzem. E foi muito bacana colocarem as duas trabalhando juntas pra variar, infelizmente estragaram com esse final. [/Fê Monteiro]
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Scary Monsters (Monstros Assustadores)

[Cleide] Nos encontramos de novo com a adorável agente Harrison (que parece uma homenagem a nós, fãs da série), e seu faro para Arquivos X. Após tentar convencer Scully a investigar o caso sem sucesso, a moça dá um jeito de "enrolar" Doggett e Reyes, que mais inexperientes, acabam aceitando colaborar com a moça.

Inicialmente, ninguém estava colocando muita fé no caso, mas ao visitar o pai que mantinha o menino escondido da família (e que vemos no teaser, trancar o menino com uns monstros que o afligiam) Dogget com seu faro de cão, se convence que havia algo estranho acontecendo.

Mesmo que não quisessem investigar, acabaram por ficar presos na casa, com o pai, o menino, e o que quer que seja que estivesse acontecendo. E sinistramente o menino diz ao pai que já era tarde, os monstros não os deixariam ir.

Por sua vez, um "crush" da Harrison (no caso acho que o moço que tinha uma queda pela agente), leva o gato morto da família para provar para Scully que havia um caso, e ao examinar o gato na sua mesa da cozinha (eca! Como Scully sobreviveu?), a agente se convence que realmente havia algo estranho e começa a se preocupar com a segurança dos colegas.

Presos na casa, de cara os agentes assistem à manifestação dos monstros, e Reyes se torna vítima dos mesmos sintomas que acometeram a mãe do menino e a levaram a se matar com 16 facadas no abdômen. 

No final das contas, quem produzia os monstros era o menino, através de seus desenhos... até descobrirem isto ele ainda faz alguns estragos... Arquivo X e sua tradição de crianças apavorantes!

Dogget não sofre nenhum efeito - por que não acreditava em monstros - e acaba salvando o dia, pregando uma peça no menino e quase o matando de susto.

Harrison no final fica feliz que os Arquivos X ficaram em boas mãos apesar da ausência de Mulder. O que nós (Cleide e Josi) achamos um pouco de "forçar a barra" ao dizer que Dogget solucionou o caso por sua falta de criatividade, e que nem Mulder o faria... afinal de contas, em "How the Ghosts Stole Christmas", nosso querido soluciona o caso de maneira semelhante, mesmo sendo uma pessoa extremamente criativa e imaginativa. [/Cleide]
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Jump the Shark (Eles Nunca Morrem)

[Josi] Este é um dos episódios mais odiados de toda a série, ficando atrás apenas de William, creio eu. E Chris Carter não conseguir emplacar outro sucesso deve ser consequência da quantidade de mau agouros direcionados a ele devido a estes dois episódios. Bom, isso é o que dá quando você mata sem necessidade personagens que os fãs amam.

Bom, dizem que ele os matou porque o spin off dos Pistoleiros não fez sucesso. Mas por Deus como a pessoa pensa que esses três iam segurar uma série??? Que desse uma chance para a Yves como principal e eles como os personagens secundários que são e aí sim você teria algo bom.

Pessoalmente, eu não tenho tanto ódio assim pela morte deles não. Fico um pouco triste por serem amigos de Mulder e tal, mas nunca me apeguei tanto a eles. Acho que isso de spin off e morte do nada deu importância demais aos três. Os pobres poderiam estar lá ainda escrevendo seu jornal e ocasionalmente ajudando Mulder em qualquer coisa mas estão mortos... 

Algo que me irritou mesmo neste episódio foi a escolha do diretor em tratar o corpo de algumas mulheres tal como Morris as trata: como objetos. Sério que passar vários segundos mostrando apenas o tronco da moça no barco era necessário? Ridículo. Fui até ver a lista de episódios do diretor e me surpreendi pois ele assina Small Potatoes, Bad Blood e Chimera.

Fora isso, em se tratando de um episódio centrado nos Pistoleiros, até que ele não é péssimo. Morris arma toda uma encenação para chamar a atenção dos Arquivos X e dos Pistoleiros e fazer com que eles achem uma certa pessoa para ele, Yves Adele Harlow. Esta mulher é amiga dos rapazes e Morris já fez com que ela desaparecesse a um tempo atrás. Outro personagem também é introduzido para este episódio: Jimmy. Aliás, o outro amigo machista deles se chama Kimmy. Tipo... Imaginação pra nomes é pouca aqui, né?

O fato é que Morris fala que ela se tornou um supersoldado e quando alguém fala que ela é responsável por um assassinato, os Pistoleiros preferem achar que ela é mesmo culpada com razões escusas do que lhe dar o benefício da dúvida.

Quando eles a atrapalham e colocam sua vida em risco, descobrimos o engodo de Morris e até ele mesmo fica surpreso pois não esperava que sua trapaça tivesse tamanhas consequências. Yves não é nada de supersoldado e está na verdade tratando de eliminar terroristas biológicos que planejam matar milhares de pessoas nos EUA.

Eles passam então a tentar encontrar as pessoas que estariam levando o tal artefato dentro de si. Quando encontram o terrorista, não há um agente disponível para ajudá-los. Agora, me desculpem mas... cerca de dois minutos seria o suficiente para bater no cara, puxar o tal dispositivo de segurança e sair por debaixo da porta no melhor estilo Indiana Jones de ser. Estamos numa série em que esse tempo foi o suficiente para Reyes, Doggett e Scully saírem dos confins de um navio que eles não conheciam bem em segurança antes de uma bomba explodir.

Enfim, desta forma meio preguiçosa, os Pistoleiros se vão para o céu dos personagens secundários. E este episódio não tem nenhuma outra repercussão na mitologia ou na história de Doggett, Reyes ou Scully. A cena do funeral é bem melancólica, até me emocionou, mas fica aquela sensação de que não era pra tanto e que a morte deles é meio sem sentido... [/Josi]
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William

[Fê Monteiro] Este é o episódio mais triste e detestado da 9ª temporada e talvez de toda a série, pois depois de tudo que Scully penou para ter William, eis que ela acaba tendo que desistir dele e o entrega para adoção, qual o tamanho de uma sacanagem dessas? Claro que por outro lado essa sacanagem abriu precedentes para a criação de uma nova mitologia, mas que na época não sabíamos bem para que fins, já que estávamos na reta final da nona temporada e ao que tudo indicava não haveria uma próxima.

O caso é que, na minha singela opinião (Fernanda, presente o/), Scully nunca deveria ter engravidado para começar. Essa história dela se tornar mãe enfraqueceu seu personagem de certa forma, não era para ter, mas o fato é que enfraqueceu de forma que só conseguimos apreciar uma sombra do que ela já foi. E durante toda a gravidez foram sustos e mais sustos, preocupações atrás de preocupações paralelas ao sumiço e busca por Mulder (porque uma tensão só não bastava). Para então termos o retorno de Mulder por um breve tempo acompanhando uma Scully nos últimos dias de gravidez e que esteve presente na vida do filho por dois dias e na sequência pegou as malinhas e “hasta la vista” família. E então passamos toda a nona temporada com uma Scully mãe que esteve na maior parte do tempo jogada para escanteio, ocupada demais com uma criança que ao final ela entrega a estranhos para “salvá-la” de toda a perseguição que ainda poderia haver. E nem o nome da criança mudaram! Nem do país ele saiu. Me respondam: quanto tempo leva para os homens à frente de uma conspiração governamental, que grampearam a vida de Mulder e Scully durante sete anos sem que eles sequer imaginassem, encontrem uma criança que nem ao menos mudou de nome ou de país? Gente, que resolução péssima!

Ainda temos que acompanhar toda a enrolação do homem misterioso e desfigurado que surge tentando roubar arquivos pessoais de Mulder. Daí temos o suspense jogado no ar indo de “quem será esse cara?” até “será que esse cara é mesmo o Mulder?”. E o figura mantém seu segredo até o último instante somente para poder se aproximar de Dogget, Reyes e principalmente Scully, para ganhar sua confiança e chegar até William. 

Admito que trazer de volta um cara dado realmente como morto na série (afinal, quem se importava?) foi surpreendente e a maquiagem estava ótima, de dar aflição mesmo. 

Mas pensarem que era o Mulder? Inclusive Scully chegou a temer por um instante, certeza. A perda de peso tudo bem, mas a altura gente, como você diminui uma pessoa? Sem contar a estrutura óssea (Mulder é bem mais parrudo que Spender). Claro que ele ter soltado aquelas piadinhas ajudou a confundir as coisas, bem como o teste de DNA, mais mesmo assim...

E tudo, porque no final ele só queria injetar magnetita e tornar o garoto normal, inutilizando-o assim para os fins conspiratórios, vingando-se dos que fizeram aquelas horrendas experiências com ele e, principalmente, vingando-se de seu pai. 

Como assim gente? Que solução mais preguiçosa foi essa? Injetou um metalzinho no moleque e de “o escolhido” ele passou de repente a “qualquer um”? E essa solução não serviu nem para aliviar a novela mexicana na qual se transformou a vida de Scully, pois o que importava era o que o menino havia sido e não o que ele era – oi?! 

Enfim, foi nadar, nadar e morrer na praia. Mas, não fosse esse sumiço que deram na criança, possivelmente não teríamos um revival. Portanto, apesar de ser triste e sem nexo imaginar uma situação dessas na vida real, pelo menos temos nossa Scully de volta, com mais uma dor para sua coleção (a mais dolorosa com certeza). Dor essa que vai se arrastar, pois o menino está vivo em algum lugar por aí e não há como fingir que ele nunca aconteceu. [/Fê Monteiro]
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Release (Libertação)

[Cleide] Chamo carinhosamente este episódio de "O Closure do Doggett", mas brincadeiras à parte, é um episódio legal, talvez com uma conclusão mais concreta do que a solução de Samantha Mulder.

O elemento X desde episódio, é a genialidade do cadete da turma de Scully que parece médium: encontra detalhes que ninguém vê de maneira quase sobrenatural, até Scully fica impressionada com a capacidade do rapaz. 

Ele dá a dica observando o corpo da primeira vítima emparedada, que leva Scully a ligar o assassinato a outros. Quando traçam o perfil, o cadete alega que estão enganados, que ele vê coisas, e o criminoso se tratava de alguém vindo de outro estado, envolvido com o crime organizado.

Dogget impressionado, pede ajuda para perceber elementos do caso de seu filho (é muito tocante a cena dele contando como o menino desapareceu), se deixaram algo passar, e ele, e enigmaticamente diz que o caso em que estavam investigando era o caso do filho de Doggett. Deixando os agentes atônitos, o que o crime organizado teria a ver com o assassinato da criança?

A casa do cadete é assustadora, aliás, o quarto, com imagens de várias cenas de crime, que aparentemente ele observa e analisa obsessivamente. E entre as fotos, vemos a imagem de Dogget encontrando o filho morto. O jeito que fazem a tomada, mostrando de perto, depois mostrando o quarto todo, e finalmente focando na foto de Doggett ficou muito interessante.

John e Monica logo encontram um mafioso que se enquadra no perfil: Regali. O suspeito diz aos agentes que não sabem com quem estão mexendo. 

O cadete Heyes também diz a Doggett que Regali trabalhava junto com Harvey, o homem que morreu em Empédocles e era suspeito do assassinato de Luke, que este tinha levado o menino, e Regali o matou.

Doggett e Reyes descobrem que Regali, quando em New York, nunca ficou muito tempo preso, como se alguém do FBI o protegesse, e Mônica então se lembra que desconfiou de Brad na época, ao vê-lo receber dinheiro da máfia italiana. Mais tarde descobrimos que Brad tinha mesmo o "rabo preso" com o crime organizado.

Desesperado para encontrar a verdade sobre seu filho, Dogget dá um jeito de colocar sua ex mulher para reconhecer os suspeitos, o que, aparentemente ela passou por muitas vezes e parecer ter ajudado a minar o casamento dos dois. A obsessão de John a sufocava. Ela topa colaborar mas não faz um reconhecimento positivo, como o agente esperava.

É interessante, sendo Reyes quem ajudou na investigação que acabou por minar o casamento dos dois, Barbara olhar para ela e ser capaz de dizer que seu ex e Monica poderiam ser felizes juntos, se ele a deixasse entrar... e pedir Scully para ajudarem-no a encontrar o criminoso para sua vida seguir.

O cadete acaba não sendo o que esperavam, e sim um paciente fugido de instituição para doentes mentais, isso o coloca como suspeito quando a ex de Doggett o reconhece . No interrogatório, ele diz que não acreditariam nele se entrasse em contato sendo quem era, mas que ele era obcecado pelo caso do filho de Dogget: é isso que esquizofrênicos fazem: ficam obsessivos... explica.

Para nossa surpresa, extraoficialmente Dogget consegue uma confissão de Regali, e fica sabendo o que aconteceu: seu associado tinha uma queda por crianças, sequestrou Luke, o menino vê Regali e por isso acaba tendo que ser eliminado... 
Dogget fica sem rumo, e quando sai do bar, atônito vê Brad atirando no suspeito à queima roupa... ou seja, não pela justiça comum mas caso encerrado.

O episódio encerra com John e sua ex jogando as cinzas do filho no mar, e depois disso, um abraço emocionado em Mônica, que esperava ao longe. [/Cleide]
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Sunshine Days (Dias Alegres)

[Josi] Esse episódio é muito engraçadinho. Sim, do tipo meu fofo mesmo. Exceto pelos dois rapazes que morrem, coitados. rs

Então, um rapaz muito enxerido acaba morrendo porque vai se meter na vida dos outros. Aprendam, crianças, se não há violência ou algo verdadeiramente ilícito ocorrendo em algum lugar, você não tem nada a ver com isso. O rapaz em questão foi entregar uma pizza e ficou surpreso ao ver que a casa era idêntica ao do seriado The Brady Bunch. Este seriado dos anos 70 fez muito sucesso nos EUA e ganhou até mesmo alguns filmes e spin off depois de seu término. Particularmente, eu nunca tinha prestado atenção a vagas menções a ele até que estourou um meme ano passado ligado a este seriado. Googlem "Sure Jan", não tirem por mim pois eu sou boba como a Gillian para rir, mas é engraçado. rs

Enfim... o que chamou a atenção dos agentes para este caso é as formas fora do comum com que os rapazes morrem. O primeiro cai em cima de um carro... que estava estacionado em um local aberto. Doggett chega a dar a ideia de que ele poderia ter caído de um helicóptero no melhor estilo Scully de ser, o que é descartado imediatamente por Reyes ao lembrá-lo que o menino estava pouco antes da morte com o amigo e depois entrou na casa... não havia tempo para pegar um voo... O amigo dele é encontrado morto perto da mesma casa e o corpo fez um buraco no chão como em desenhos animados.

O que acontece é que o dono da casa, Oliver/Anthony, consegue manipular a realidade ao seu redor. Ele simplesmente consegue fazer com que sua imaginação se torne real. E não de uma forma tosca onde os seres são demoníacos e fogem ao controle, não... Eles realmente agem como ele quer. Quem é que nunca fecha os olhos e sonha acordado com aquele plot perfeito para sua série/livro/filme favorito e planeja histórias elaboradas e diálogos e tudo o mais? O the sims está aí para mostrar o quanto o que Oliver tinha era legal e o sonho de consumo de muita gente.

O problema é que Oliver/Anthony leva isso aos extremos. Ele troca completamente a sua vida para viver dentro de seu seriado favorito e mais... ele vive COMO um dos personagens, que segundo Scully nem é o mais legal. Pior ainda para ele é que este seu poder vem junto com uma telecinese que ele não consegue controlar quando está ansioso ou em pânico. Por isso que ele arremessava as pessoas para fora da casa. E mais: este poder consome o seu corpo, ou seja, se ele continuasse daquela forma, ele morreria.

Oliver/Anthony já mostrava ter esses poderes desde muito cedo. Tanto que chamou a atenção de um especialista, Dr Reits, que passou a viver com Anthony e sua família para tentar documentar esse fenômeno. Aí chega o momento de minha crítica (que aposto que vocês já estavam pensando que ficariam sem Há!). A história do episódio é que o menino criou e ficou dependente deste recurso de trocar sua realidade por uma fictícia pois ele não é feliz com sua vida. E por quê? Por que ele não tem um pai e, para um menino, crescer sem uma figura masculina é o maior terror. Eu perdoo Vince porque ele prova que não é um idiota depois com Breaking Bad.

o engraçado desse episódio é ver como todos ficam mortos de felicidade ao ter uma prova do paranormal bem ali em suas mãos. Todos, exceto Doggett pois ele achava desde o começo que alguma coisa estava errada ali.

Ao final, claro que eles preferem deixar que o rapaz viva a matá-lo apenas para se tornar uma prova e acreditem ou não o homem que obviamente sumiu da vida do garoto depois que seu experimento acabou, vai dedicar a sua para fazer companhia a ele agora que já é adulto. Isso ficou tão esquisito que eu não vou nem elaborar.

Ah, sim. E não posso deixar de comentar como é fofo ver Doggett e Reyes dando as mãos mostrando que já são um casal. Gente, a forma de Arquivo X mostrar que dois protagonistas estão envolvidos romanticamente é fazê-los dar as mãos assim do nada! kkkkk ai ai...

Este episódio é uma clara mensagem aos fãs. Arquivo X estava acabando e estava na hora de todos deixarem de ser obcecados por um programa de TV e irem viver a própria vida. Segundo eles, isso é algo muito ruim e você precisa de tratamento e buscar um significado maior para sua existência. Como somos livres e não aceitamos que nos manipulem (aprendemos bem com AX), ignoramos totalmente esse conselho e passamos a viver de fanfics, fanart, RPF e todas essas formas que nós fãs arrumamos de experenciar alguma coisa além do que os autores nos dão. E graças a isso e à nossa resistência, daqui a poucos dias teremos nossa série de volta. [/Josi]
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The Truth (A Verdade) – 1ª parte

[Fê Monteiro] E finalmente chegamos ao derradeiro The Truth! Nos preparando para dizer adeus a 9 anos de muita conspiração, aliens, paranormalidade, drama e, claro, romance. E aqui eles se utilizam do julgamento de Mulder para, pela primeira vez, juntar todas as peças do quebra-cabeças que foi a mitologia de Arquivo X ao longo dos anos. Pelo menos é um ótimo resumo. 

O teaser nos mostra um helicóptero pousando em um complexo militar na Virgínia e um grupo, do que parecem ser executivos ou algo assim, descendo dele. E quem está no meio do grupo? Nosso querido e foragido Mulder que há tanto não víamos (uma temporada inteira dessa vez). Ele dá um perdido no grupo e inicia uma de suas costumeiras aventuras pelas instalações proibidas da base. O que não entendo é como raios ele conseguiu se infiltrar no meio daquele povo e ainda se desligar deles sem ser notado (tinha umas 4 pessoas ali além dele...rs).

Uma vez lá dentro, ele acessa o super moderno computador dos militares chegando à fatídica data de 22/12/2012. Que agora não é mais tão fatídica assim...rs. Esperamos inclusive que haja uma explicação para o que houve com os planos da colonização começar nesse dia no Revival. Será que adiaram, cancelaram ou a colonização de fato começou nessa data porém na surdina? Aguardemos.

O supersoldado Knowle Rohrer descobre sua sublime presença e massacra de porrada o queridão que tenta escapar e ainda é ajudado pelo Krycek (?!), e a gente se pergunta: mas essa praga não morre? Pois é Mulder também fica surpreso, mas ele vê gente morta (Sixth Sense feelings). Penso eu que esta seja uma forma de nos despedirmos de personagens que morreram e sumiram em meio às temporadas, mas que foram tão importantes para a série como um todo que mereciam uma última participação. 

O caso é que Mulder, durante sua luta para sobreviver acaba derrubando o supersoldado nos fios de alta tensão e, apesar de sabermos que supersoldados não morrem, Mulder é preso e acusado pelo homicídio. Ele vai para a prisão militar, porém dessa vez não é um simples puxão de orelha, dessa vez sua vida está em jogo, pois matar um militar é pena de morte na cabeça. É tudo que os militares e o FBI precisa para liquidar com o agente de vez. Depois de horas de tortura, Mulder confessa sem ser culpado porque, no fim, o que os militares querem mesmo é ouvi-lo assumir a culpa por tudo. Tipo, tudo mesmo. E é o que ele faz para entrar no jogo antes que enlouqueça. 

Quem não se sente na pele de Scully chegando com Skinner à base para ver Mulder? Gente, tantos sentimentos. E quando ela o revê ele banca o frio, louco e ponderado e ainda a chama de Dana...rs. Como ele estava se contendo para não agarrá-la ali da primeira vez, heim. Mas ele precisava manter a fachada. Assim como na segunda vez em que eles vão visitá-lo, dessa vez em sua cela fechada, onde ele pode ser ele mesmo, mas não sem antes fingir mais um pouquinho para poder assustar Scully, dando uma de Hannibal Lecter...ahhhh, como não sentir falta desse homem? E na sequência o beijo mais arrebatador que jamais vimos! E o Skinman ali, segurando um castiçal inteiro. 

Enquanto isso, Kersh tenta conversar com o General Suveg para aliviar o lado de Mulder, pois Scully foi até ele lhe pedir clemência. E qual o acordo que ele consegue? Mulder terá um inquérito imparcial feito pelo próprio FBI no tribunal da Base, com Kersh sendo o juiz, cujo verdito deve ser o de culpado. Como deve ser no inferno. Afinal, quem melhor para enterrar de vez Mulder que o próprio FBI? Até para Kersh isso é demais e ele tenta recusar, como se ele fosse alguém.

Acho muito legal Mulder pedir a Skinner que ele seja seu advogado. Não que nem o melhor advogado do mundo pudesse salvar sua pele, mas se o caso já era perdido mesmo, que os fatos fossem explicados e escancarados da melhor forma possível, por alguém que os conhecia tão bem quanto ele e Scully, que tivesse todos os argumentos possíveis. Acho tocante.

Com o que Mulder não contava era que os militares iriam arrumar um corpo para incriminá-lo.

Scully vai pedir a Mulder que lhe conte a verdade, sobre o que descobriu, e ele se nega pois não quer lhe tirar as esperanças, quebrar seu espírito – fio, pra tudo que ela já passou, saber que o mundo vai se acabar e tem uma data, não é nada- Ele demonstra não ter qualquer esperança de vencer o julgamento e isso a deixa desolada, na iminência de perdê-lo mais uma vez (Gente, quem aguenta isso? Que nervos essa mulher tem?) e lhe confessa a decisão que tomou sobre William e como foi difícil e como ela temeu que ele não a perdoasse. Porém ele lhe diz que Skinner já o havia informado (o careca sempre um passo a frente) e que ele sabia que ela não tinha escolha – era só o que faltava, ele julgá-la depois de ter sumido simplesmente. Mais tarde ela torna a procurá-lo para pedir que ele faça um acordo para que a pena seja menor e ele diz que prefere morrer. Como ele diz isso pra ela? Entendo o tamanho do comprometimento dele com a verdade, mas às vezes ele soa muito egoísta quando se tratam dos sentimentos dela. Ela ali capaz de tudo para salvá-lo e ele simplesmente se recusando. É o tipo de comportamento que sempre sempre fará o relacionamento deles balançar.

O julgamento tem início e logo de cara a gente fica com vontade de socar só um pouquinho aquele Agente Kallenbrunner, que faz as vezes de promotor. Sem conseguir localizar sua primeira e chave testemunha, Marita Covarrubias, Skinner tem que começar com Scully, o que é uma péssima ideia porque ela fala, fala e fala sobre a conspiração, conta tudinho, sobre o óleo negro, sobre sua abdução, sobre Roswell, pra no final o traste do promotor fazer gracinha com ela, pedir provas contundentes de tudo aquilo e finalizar jogando na lata que ela e Mulder foram amantes e tiveram um filho. Afee, que coisinha detestável, jogando mais sujo que todo o Sindicato junto.

Como segunda testemunha, Skinner chama o desfigurado Spender, o que tampouco funciona, uma vez que o promotor traz à tona tudo que Spender escreveu em seus relatórios sobre as atitudes de Mulder como agente e colega de trabalho, ou seja, péssima testemunha, mesmo que Jefrrey tentasse alegar que foi tudo antes dele saber sobre a verdade. 

Agora, tipo assim, tudo bem Mulder ver e conversar com fantasmas, tranquilo e natural. Mas o 'X' lhe entregar um papel com a localização da Covarrubias? Aí é demais heim...

Dessa forma, finalmente, eles conseguem a Marita – meio à contragosto - para testemunhar à favor de Mulder. Porém quando Skinner a pressiona para que diga como provar que a conspiração ainda continua mesmo sem o Sindicato e que os supersoldados existem ela paralisa. E vemos o fantasma camarada de Krycek – que aparentemente está buscando por redenção – pedindo a Mulder que parem ou irão matá-la. E lá se vai a melhor chance que eles tinham.

Então, eis que Dogget surge com o menino Gibson que veio testemunhar por livre e espontânea vontade! E...

Continua na segunda parte. [/Fê Monteiro]
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The Truth (A Verdade) – 2ª parte

[Cleide] Nem acredito que chegamos no último episódio da série: segunda parte de The Truth! Quando eu e Josi resolvemos fazer este Countdown, bateu aquele medinho, aquele receio: será que daremos um passo maior que a perna, estudando, trabalhando, e com os compromissos sociais, conseguiremos cumprir uma maratona diária? Neste meio tempo, tivemos a ajuda deste anjo chamado Fernanda, com sua disposição e excelente escrita que se juntou à nós e tornou a maratona mais leve... Dá até uma emoção, uma nostalgia em pensar que estamos meses imersos neste universo incrível de Arquivo X, e depois de amanhã, a magia volta a acontecer! Bom, sem mais delongas, vamos ao final de The Truth, que confesso, naquela época, me deixou com um nó na garganta e um buraco no coração... era o fim de uma era!

Gibson Praise entra no recinto e Mulder fica agitado, se opõe fortemente ao depoimento do menino, o ex agente ficou este tempo todo escondido com ele no Novo México, e queria protegê-lo, da mesma forma, Gibson se arrisca para proteger Mulder. Então, Skinner o leva a retornar aos tempos em que ele e Scully o encontraram, o que comprovaram e por que ele era tão importante. O promotor zomba da idéia do menino ler pensamentos, e ele então fala que sabe o que se passa na cabeça do júri, até mesmo do supersoldado infiltrado, e -o promotor pergunta, "Por que você diz 'até ele'?" e a resposta não faz curva: "Ele não é humano". A resposta do menino gera aquele rebuliço conhecido, Mulder gritando para pegarem o cara e o examinarem... entram então em recesso.

Mulder censura Skinner e os agentes Reyes e Doggett por exporem Gibson, mas o menino queria fazer algo por seu amigo, Skinner pede Mulder para testemunhar, ele e recusa, sinceramente eu não entendo qual a frescura dele para falar que a invasão estava com data marcada. Os atuais designados para o Arquivo X, Monica e John pedem para testemunhar, Mulder diz que não deviam, pois isto os destruiria, mas como a nova dupla não decepciona na dignidade, eles respondem que entraram no trabalho fazendo o melhor e assim irão sair dele. 

O testemunho de Doggett é um resumo da nova saga da oitava e nona temporada: os supersoldados. Ele fala que eles não podem ser mortos, já viu de tudo e nada os atingia, nem ser triturado por um caminhão de lixo. A promotoria pergunta qual a relevância e Skinner quer provar que Knowle Rhor sendo um desses soldados não poderia ser morto. O porém é que Doggett acha que este é um projeto militar, e não humanos substituídos por alienígenas – como vimos acontecer com Billy Milles – e isso dá a inconsistência que o promotor queria para invalidar seu depoimento.

Vem então o testemunho da Reyes, que foi meu favorito juntamente com o discurso final de Mulder. Ela é convidada a explicar seu background com o paranormal, e seu depoimento gira em torno do parto de Scully cercado por supersoldados e as experiências do governo em produzir bebês aliens. E que Scully foi uma das mulheres testadas, sendo William uma criança milagrosa. O promotor faz piada e usa a adoção de William para desacreditar o depoimento, mas Reyes, diferente dos outros não se intimida e continua falando, enfrenta o promotor e os juízes e diz “Qual o objetivo disso? Destruir o homem que busca a verdade ou destruir a verdade para que ninguém possa busca-la? De qualquer forma vocês perdem!”

Reyes e Doggett – o pessoal pode falar o que quiser, mas eles são amigos muito fiéis, buscam Scully pois encontraram o corpo que diziam ser da vítima de Mulder e o enviam para Quântico para Scully dar uma olhada. Ela consegue provar que não era Knowle Rohr, e entra no momento crucial no tribunal, mas eles não aceitam a prova e entram e recesso para dar o veredito, que segundo Kersh foi feito com justiça e imparcialidade: Culpado. Mulder então faz seu discurso épico e amargo sobre a verdade – “O verdadeiro mal é a colaboração de homens”. Scully recebe desolada a notícia: morte por injeção letal.

Quando achamos que tudo está perdido, e finalmente conseguiram eliminar Mulder depois de tantas tentativas, vemos Doggett entrar na cela do colega e juntamente com Skinner ajuda-lo a fugir, e em tempo de não ser assassinado por Knowle Rohr!!! (eita!). Conseguem sair do local que já disparara o alarme, com ajuda de Kersh (afinal ele não era assim tão mau!). Scully esperava no meio do caminho, e segundo o chefão, deviam fugir para o Canadá, se não saíssem em 24 horas, não sairiam mais. Mulder, logicamente, não segue o conselho e ruma para o Novo México, para ver um homem sobre a verdade. Eu achei um pouco desnecessário, mas Mulder é obsessivo...

John e Monica, por sua vez, encontram a sala revirada e os Arquivos X desaparecidos. Ao procurarem Skinner são informados que deve ser retaliação por ajudarem Mulder e Scully , vão até Kersh e encontram o supersoldado na sala, e Gibson percebe que eles sabem para onde Mulder foi e que não foi para o Canadá. Então, novamente Reyes e Doggett correm para ajudar aos amigos.

Os pistoleiros aparecem para Mulder em espíritos e dizem a ele o que eu mesma me perguntava: “Por que arriscar a felicidade perfeita?” Os amigos de longa data de Mulder, sabiam que o montante possível de felicidade na vida deles, era ter um ao outro e estarem vivos, e dizem a Mulder, “você já sabe a verdade, dê meia volta, assim acabará sendo morto!” Mas Mulder quer saber se a verdade pode ser mudada...

Mulder e Scully chegam então a antigos povoados Anasazi para ver o tal homem, e quem encontram escondido naquelas ruínas? Ele mesmo: Cança!!! E uma empregada indígena idosa. Ele tinha enviado as coordenadas para Mulder entrar nas dependências militares e se auto intitulava “Guardião da Verdade” – bom, eu teria outros títulos para ele, mas nenhum dá pra escrever educadamente aqui. Scully diz que rezou para que ele estivesse morto (quem não?), O fumante faz Mulder contar a verdade a Scully e ele revela a data 22 de dezembro de 2012: a data da invasão final. A peste então diz a Mulder que o protegeu estes anos todos só para o ver impotente e com medo perante a verdade, e que agora, ele podia morrer – sério gente, como Mulder foi merecer um pai desses???

Doggett e Reyes chegam aonde Mulder e Scully estão para ajuda-los, mas é encurralado por Knowle Rohr, que de repente é sugado pela montanha de magnetita (ufa!), e com isso, os dois casais fogem em sentidos opostos (adoro poder chamar os dois pares de parceiros de casal, e também fantasio que depois de deixarem os Arquivo X, Doggett e Reyes se casaram e tiveram seus filhos).

Helicópteros chegam para eliminar os agentes que fugiram em tempo, então, vemos um míssil atingir o Canceroso e transformá-lo em um esqueleto – Chris Carter vai ter que nos dar uma explicação muito boa para essa raposa velha fumante ter voltado na décima temporada!!!

Mulder e Scully finalmente terminam a série nostalgicamente, do jeito que começaram, em um quarto de hotel – desta vez emblematicamente em Roswell. 

Acho que o diálogo final merece uma transcrição... como não achei em português, a tradução livre foi em que fiz:

Scully: No que está pensando, Mulder? 
Mulder: Eu estou pensando... eu sou um homem culpado. Falhei de todas maneiras. Mereço a mais dura punição por meus crimes. 
Scully: Você não acredita nisto. 
Mulder: Eu acredito... que eu sentei em um quarto de motel como este quando nos conhecemos... e eu tentei te convencer da verdade. E neste respeito eu tive sucesso, mas... em todos outros... eu falhei.
Scully: Você também não acredita nisto. 
Mulder: Mm. Eu estive caçando monstros com uma rede de pegar borboletas. Você ouviu o homem – a data está marcada. Eu não posso mudar.
Scully: Você não queria me dizer. Não por que você estava com medo ou destruído... mas por que você não quer aceitar a derrota. 
Mulder: Bem eu tinha medo do que saber ia fazer com você. Eu tinha medo de que isto esmagasse... seu espírito. 
Scully: E por que eu aceitaria a derrota? Por que eu aceitaria se você não aceita? Mulder, você diz que falhou, mas você só vai falhar se desistir. E eu te conheço – você não consegue desistir. Foi isso que eu vi em você quando nos conhecemos. Foi isto que me fez te seguir... e por que eu faria tudo de novo. 
Mulder: E olha onde isto te trouxe. 
Scully: E aonde trouxe você? Não à sua irmã. Nada que você procurou. Mas você não desiste, nem agora. Você sempre disse que quer acreditar. Mas acreditar em que Mulder? Se era a verdade que você procurava, então, o que sobrou para acreditar? 
Mulder: Eu quero acreditar que... os mortos não estão perdidos para nos. Que eles falam conosco... como parte de algo maior que nós – ou do que qualquer força alienígena. E se você e eu estamos impotentes agora, eu quero acreditar que se ouvimos o que dizem, isto nos dará forças para nos salvar.
Scully: Então acreditamos na mesma coisa. 
Mulder: Talvez haja esperança. 

E é aqui que deixamos Mulder e Scully... não tem nada, mas ainda têm um ao outro. Parece cliché, mas a verdade mais poderosa que encontraram foi o amor que construíram em sua parceria por todos estes anos. Scully veio a acreditar na paranormalidade, mesmo sendo uma cientista rigorosa, e Mulder, que zombava as vezes das questões de fé, se encontra acreditando em algo maior até mesmo do que raças alienígenas, não seria uma ideia de Deus. É bonito vê-lo segurar o emblemático crucifixo da Scully e então se aconchegar a ela na cama, tendo um ao outro como apoio na fuga para o anonimato. [/Cleide]
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I Want to Believe (Eu Quero Acreditar)

[Josi] Deixa eu deixar logo isso claro: eu gosto desse filme. Realmente gosto. Fazia tanto tempo que eu o havia visto e durante esse meio tempo eu vi tanta gente falando tão mal dele que eu duvidei de mim mesma e pensei que dessa vez que eu assistisse, eu iria enxergar o que tantas pessoas detestam ao ponto de não poupar xingamentos em qualquer plataforma online e passar a não gostar também. Bom, isso não aconteceu.

Sei que não estamos diante de uma oitava maior maravilha do mundo, há alguns defeitos e alguns diálogos parecem meio off, mas pela minha lente de fã, essas coisas são irrelevantes.ou só

Algo que é risível por exemplo é a forma como eles lidam com a parte médica da coisa. Gente... Eu tenho zero conhecimento sobre esse tipo de procedimento para o tratamento, mas a decisão, a preparação, a pesquisa (pelo Google!!! Hã???), a cirurgia e tudo o mais ocorreu tão rápido quanto os passos da investigação do desaparecimento das moças. Eu acho... Só acho... que são ritmos diferentes.

Mas se você passar por cima desses pequenos defeitos, você fica com todo o resto, que é algo bem legal.

Ver IWTB depois de fazer a maratona de toda a série tem um gostinho todo especial. Você acaba de ver TT e eles ali, fugidos e se agarrando a um pouco de esperança para continuar e agora vai saber o que aconteceu a eles seis anos depois.

Scully está trabalhando como médica em um hospital católico e isso reforça a ideia de que aquele julgamento de Mulder em TT realmente não valia de nada. No momento em que o pessoal do FBI quis encontrá-los, eles o fizeram. Acho que com o tempo, eles viram que não havia tanta necessidade de se esconder e Scully até arrumou um emprego usando o seu nome verdadeiro.

Mulder, no entanto, continua como se precisasse se esconder de verdade, ele devia achar que era melhor continuar quietinho na moita. Honestamente, eu não consigo pensar em Mulder sem estar buscando pela verdade de alguma forma. Como ele diz depois ele sempre foi e será assim.

Bom, Scully é contatada pelo FBI que quer encontrar Mulder para lhe fazer uma proposta. Sua expertise em um caso em troca do perdão pelo que quer que ele tenha feito. Mulder diz que eles que tem que lhe pedir perdão e eu tenho que concordar com ele apesar de saber, como a Scully, que as coisas não funcionam bem assim.

Eu gostaria muito de discutir cena a cena mas a ideia é que esses reviews sejam curtos e não oito laudas de texto discutindo cada detalhe. rs Bom, tenham um pouquinho de paciência que eu vou resumir.

Acho fofinho que Mulder os manda para o inferno, mas ele vê sua irmã e certamente projeta em si e em como que ele sofreu por jamais tê-la encontrado e acaba aceitando o trato. Com uma condição: que Scully vá com ele.

Ao ir acertar tudo com o FBI, eles descobrem algumas coisinhas:
- A agente encarregada do caso de desaparecimento foi quem requisitou Mulder;
- O parceiro dela acha tudo isso uma grande bobagem e possível perda de tempo;
- O vidente é ainda mais desacreditado por ser um antigo padre condenado por abusar sexualmente de crianças.

Esse último "detalhe" acerta Scully em cheio pois, além de já ser algo extremamente nojento por si só, ainda suja a imagem de algo que representa a sua fé. Padre Joe e ela passam a ter um relacionamento bem complicado durante o filme. Ela o abomina e deixa isso bem claro. Não vou entrar nesse tipo de discussão pois é algo muito delicado e creio que precisa de mais espaço e cuidado.

Assim que Scully consegue ela sai da investigação e apenas promete a Mulder, depois dele fazer carinha fofa, que vai examinar os arquivos do caso. Mulder segue a contragosto dela (não sei o que ela esperava).

Resumindo, Mulder segue com as dicas de Padre Joe e eles conseguem descobrir que na verdade eles estavam lidando com uma série de assassinatos e acabam encontrando os responsáveis. Neste ínterim, sendo bem idiota, a agente Whitney acaba morta, Mulder e Scully separados e com a credibilidade do Padre questionada, a ajuda de Mulder é dispensada.

O plot do arquivo x desse filme é muito controverso. Eles são ajudados por um ex-padre que foi condenado por pedofilia, mas que se diz arrependido. Os caras maus são um casal, um deles tem câncer e eles resolvem submetê-lo a um experimento de troca de corpo e, não deixam claro, mas ele deve ser transgênero pois eles escolhem apenas mulheres para usar no transplante. Não é um filme exatamente fácil de digerir principalmente porque eles não apontam direitinho onde você colocar sua empatia. E isso é algo que deixa as pessoas desconfortáveis.

A parte do relacionamento de Mulder e Scully também gerou reclamações pois algumas pessoas não entendem porque Scully deixaria Mulder justamente naquele momento. Todo o estresse que ela vinha sendo submetida mais a insistência dele para que ela ignorasse o seu próprio trabalho que também era muito importante para ela não é o suficiente para muitos.

No entanto, vamos combinar que as cenas shippers são de arrasar:
- A cena fofa da cama com direito a beijinho e dengo, "apenas uma coisinha?";
- As caras de ciúme de Scully para a Dakota;
- A briga na neve, "estou tentando te ignorar";
- A briga ainda maior no hospital que abalou 100% dos shippers;
- Ela pegando na mão dele e depois "essa sua teimosia... é por isso que eu me apaixonei por você"; e,
- Aquele final maravilhoso.

Uma parte positiva que eu percebi bem dessa vez que eu assisti é a posição em que a agente Dakota Whitney é colocada. Ela é realmente a chefe da operação e quem toma as decisões. O seu parceiro é na verdade mais uma mão direita. A parte negativa é que sugerem que ela tem uma quedinha por Mulder (pois é muito complicado para as pessoas inserirem uma mulher na narrativa sem fazer ela pender para um romance) e, claro, a matam.

O final é muito bom. Scully tem um insight relacionando alguns artigos que ela vê com o que ela ouviu de Padre Joe, chama Skinner para ajudá-la e acaba salvando Mulder de sua maluquice. Maluquice essa que salva a garota que foi sequestrada e já estava ao ponto de ter seu corpo separado da cabeça.

Aliás, não posso deixar de comentar o quanto que o cara mau estava realmente com raiva de Mulder. Ele sai puxando Mulder desacordado pelas pernas escada abaixo e ainda o faz assistir o corpo da outra moça sendo desmembrado. Agora... Que tudo que foi Scully metendo a paulada na cara do safado.

IWTB também é cheio de pequenos presentinhos para os fãs que estiverem dispostos a prestar atenção:
- A atriz que fez a irmã de Mulder aparece caminhando pelos corredores do FBI;
- Chris Carter aparece sentado nos corredores do hospital onde Scully trabalha;
- A vítima que eles salvam no final do filme já trabalhou em Arquivo X, ela participou do episódio Rush, da sétima temporada;
- Várias referências a detalhes da série, etc.

Enfim, eu realmente gosto muito desse filme. A mensagem que ele passa de perdão, amor, desafios, de persistência, esperança e fé é uma marca da série. A atmosfera meio sombria de todo o filme culminando com o final ensolarado nos passa a sensação de que tanto Mulder e Scully conseguiram juntos superar uma fase complicada de suas vidas e tiveram suas forças renovadas. Também fica bem claro o quanto que Mulder e Scully amam um ao outro.

Para fechar, temos um diálogo inspirador, um beijo devastador e a certeza de que eles ainda estavam lá fora lutando pelo que acreditam. E como bônus ganhamos uma impactante cena de final de crédito. Mulder e Scully fugindo da escuridão em trajes de banho dentro de um barquinho numa paisagem paradisíaca. Uau! [/Josi]
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Um comentário:

Lily Costa disse...

Preciso dizer q tbm amei IWTB! Foi um prato cheião para o meu coração shipper! Fiz a maratona e amei o Countdown de vcs!! Foi MT divertido assistir e ir lendo os comentários! Obrigada!