Direção: Rob Bowman
Roteiro: Vince Gilligan
Resumo: Mulder acredita que o desaparecimento de sua irmã pode estar ligado ao assassinato de diversas outras garotinhas. E para solucionar este caso ele precisa entrar no jogo de um psicopata que possui uma estranha habilidade.
Comentários:
[Starbuck] Um dos episódios que tem uma das melhores atuações do David... e que ele está incrivelmente lindo. Um episódio que faz alusão a ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS.

Mas... comprovem a beleza do rapaz!
Alice no País das Maravilhas é uma das mais estranhas obras da literatura infantil. E Vince Gilligan (responsável por alguns dos melhores episódios de XF) transformou a corrida do chapeleiro maluco de Alice numa metáfora da mente do assassino, assim Mulder em sonhos percorria os caminhos gerados pela lógica doentia de Lee Roche.
Esse episódio é pura poesia, temos um Mulder frágil, uma Scully-mãe (o que se repete várias e várias vezes na série) e um monstro da semana que é arrebatador.
Esse vendedor de aspirador de pó de Paper Hearts consegue ter uma maldade à altura dos grandes monstros da semana de XF (Pfaster, Modell...). Ele sente prazer em torturar o Mulder. E vimos o Mulder cair direitinho na armadilha dele, para o desespero da Scully...
Vejam o olhar da Scully para o Mulder quando ele começa a entrar no jogo do cara.
Enfim.... quando o Mulder fica assim, totalmente fragilizado, a Scully também perde um pouco do rumo, ela fica uma leoa, pronta para mentir ou para socar o primeiro que entrar na frente dela... medo da ruiva nessas horas.
Mas... o Mulder é sempre Mulder e não tem um pingo de juízo naquela cabeça linda (rs rs)... Mas, adorei essa "falha" dele, mostra o quanto ele precisava se libertar do fantasma da Samantha, que afinal foi um fantasma construído por ele, alimentado por ele... durante toda a série até o episódio Libertação...
E, por último, o "abraço"... (nossa! Quando assisti esse episódio pela primeira vez fiquei me perguntando como ela teve coragem de sair e deixá-lo ali... sozinho.)

[/Starbuck]
[Josi] Esse começo é maravilhoso, com o Mulder indo atrás da luzinha vermelha... Aquela camisa vermelha dele ficou marcada com o nome "Paper Hearts" pra mim...
Sabe, é muito estranho ver um cara mais alto do que Mulder... Odeio esse cara! HATE HIM! HATE HIM! Ele devia ter aprodrecido na cadeia... aff! Morrer foi muito bom pra ele.
Também adoro quando a Scully explode com o cara porque ele fica tirando onda com o Mulder. Da-lhe a ruiva!
Mas tadinha da Scully... o Skinner queria que ela desse conta de Mulder.... rsrs
A Scully querendo trazê-lo a razão, e ele "peraí, Scully, agora não...". O bom é que ela não desiste, sempre o segurando pra ele não pirar...
Gente! Esse homem é lindo demais! Coméquepode?
Minha filha... tenha calma! Ok, eu também ficaria com essa cara... *suspira*
Adoro quando ele acerta a cesta! Mas, é verdade... ele não deveria acreditar na palavra de um criminoso. :/
Bom, Samantha teve um objetivo específico na série: atormentar o Mulder... Detesto quando brincam com a história da irmã de Mulder. Quando usam isso para perturbá-lo. Odeio quando Mulder tem q reviver essa droga de abdução... tadinho dele...
Mulder: "O sonho é uma resposta para uma pergunta que não sabemos como formular. Algo escondido no subconsciente." - Isso é pra Scully saber que tudo o que a gente fala pode e será usado contra nós! Lembram quando ela fala isso?
Scully: "Era segredo que você morou lá?" - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Depois eu que sou grossa! AMO!
A mãe de Mulder tinha praticamente acabado de sair do hospital... por isso ele estava fofo com ela. Todos sabemos que Mulder perde a estrutura quando é algo relacionado com a irmã dele. Mas dessa vez ele estava se segurando...
Roche: Eu quero mais que isso... Estou louco para ver a sua cara.
Scully: Deus! Você vai ver o interior da sua cela! Vai apodrecer lá dentro! - Gente... ele teve tanta sorte quanto o Peyton (Tithonus)... Se a Scully o pegasse desprevenido... coitado!
Imagine você pensar que está diante do final de todas as suas esperanças? Agora me vem à cabeça o que o pai da primeira vítima falou... que não sabe o que é pior, encontrar a pessoa morta ou continuar na espera, sem saber o que houve...
Agora imaginem só: O Mulder nunca dorme durante um caso... ou não muito. Nas vigilâncias sempre é a Scully quem acaba dormindo... daí numa coisa importante como essa, em q ele está altamente abalado, ele vai dormir com o cara ali do lado? Mesmo sabendo do que ele é capaz? :/
Afff... tadinho...
Scully: Por que não vai para casa dormir um pouco? - Amo essa cena! E amo esse sorriso dele pra Scully. Pra mim essa é uma cena gêmea daquela de O campo em que morri.
Quando eu vejo esse episódio, eu só posso pensar no martírio que é esse assunto na vida de Mulder. O quanto que isso o mudou... o moldou até. Todo o sentimento de culpa que ele deve sentir. E além de tudo isso, ainda a saudade da irmã e a incerteza de seu destino. O que o pai de uma das meninas falou deve ter ecoado bem fundo na alma de Mulder, pois ele com certeza devia estar lutando entre a vontade de finalmente ter um descanso, de finalmente poder fechar essa fase e continuar com sua vida e a de continuar lutando e manter a esperança de uma dia poder reencontrar sua irmã... [/Josi]
Tb adoro Corações de pano e concordo com quem disse aí que é interessante ver os dois agentes em situações de fragilidade. É fascinante ver pessoas tão fortes, mostrarem suas facetas mais fragéis, delicadas, sensíveis; eles se tornam mais humanos pra gente e por isso nos identificamos... [Nay]
[Tessa] Nem sei quantas vezes já vi esse episódio, adoroooooooooooooooo.
O mulder já prendeu todo tipo de assassinos antes mesmo de descobrir os ARQUIVOS X. Ele realmente tinha tudo para ter uma carreira brilhante no FBI...
Uma das melhores cenas é no final quando a scully tenta consolar o mulder e tal... Ai ela fala pra ele DORMIR um pouco, aí ele acha engraçado, dá um sorriso lindo e abraça ela pela cintura... Essa cena me lembra o episódio LIBERTAÇÃO quando depois do mulder dizer aquelas coisas sobre a LUZ DAS ESTRELAS a scully também fala pra ele tentar dormir um pouquinho... o mulder também acha engraçado, solta uma gargalhada e faz uma cara do tipo: "ELA DEVE ME ACHAR MALUCO" [/Tessa]
[Ariana] Adoro este episódio! Aliás, qual não adoro? No entanto, Corações de Pano está, com certeza, entre os melhores episódios de toda a quarta temporada.
É lindo, comovente, aterrorizante e repugnante ao mesmo tempo. Mas não é aquele tipo de terror que vemos nos filmes, com monstros, sangue e gritos, que, afinal, só assusta na hora. Ele está mais para aquela espécie de medo sutil, que nos deixa uma sensação de perturbação diante de algo que nos é semelhante. Porque o que torna Lee Roch um dos piores monstros de Arquivo-X é justamente o fato de que ele não é um. Pelo menos não no sentido que nos acostumamos a ver ao longo da série, criaturas deformadas ou mutantes genéticos. Sua monstruosidade reside na sua aparente normalidade. Nós vemos nele um homem comum, não o tipo que desconfiaríamos, mas alguém que transmite, inclusive, uma certa calma e docilidade (a não ser que você olhe mais atentamente). Ele se parece com qualquer pessoa que poderíamos conhecer e, como aquelas famílias fizeram, levar para dentro de nossas casas. Mas isso é tudo o que ele não é. Lee Roch não passa de um sociopata abominável!
Lembro de ter lido em uma ocasião, a respeito dos atos cruéis cometidos pelos nazistas, que o sangue se vê melhor nas luvas brancas, assim como o horror se mostra melhor quando é cortês. Que grande parte do horror alemão estava justamente na sua mistura de barbárie e civilização, na violência bestial e, ao mesmo tempo, polida. E, exatamente por isso, mais desumana. A mesma Alemanha que ouvia Beethoven (que, aliás, eu mesma adoro) enquanto assassinava criancinhas. O que torna o mau mais odiável, porque denota uma educação sem a qual, sua maldade, de certa forma, seria desculpável. Aquilo que seria desculpável em selvagens, bárbaros, precisamente pela ausência de cultura, é algo que acusa o homem, não em seus fracassos, mas em seus sucessos.
Bem, fiquei com uma vontade irressitível de rever este episódio e, sinceramente, não irei resistir... [/Ariana]
[Dany] Nestas 9 temporadas não me lembro de uma cena que tenha exposto com tamanha evidência a fragilidade de Mulder.
Scully entra no escritório e fita seu parceiro de uma forma tão meiga...
Já Mulder, não dá vontade de carregar no colo?
Mas... o que mais me marcou foi os dois se olhando como se Scullly soubesse o que ele estava pensando e vice-versa (dá a sensação de que os dois estão se falando metalmente nesta cena mas a gente não pode ouvir, sabe? Rssrsrsr!!!!!!). Sem contar os olhos marejados do Mulder...
Dá um aperto no coração!!! [/Dany]
Quotes:
Scully: Eu recebi alguns resultados do laboratório. Foi determinado que o tecido do último coração foi fabricado entre 1969 e 1974... mas além disso, não há nada mais que eles possam nos dizer. Mulder, não é Samantha... e quem quer que essa garotinha realmente seja, nós vamos encontrá-la.
Mulder: Como?
Scully: Eu não sei... Mas eu conheço você.
Scully: Por que você não vai pra casa e dorme um pouco?
Roteiro: Vince Gilligan
Resumo: Mulder acredita que o desaparecimento de sua irmã pode estar ligado ao assassinato de diversas outras garotinhas. E para solucionar este caso ele precisa entrar no jogo de um psicopata que possui uma estranha habilidade.
Comentários:
[Starbuck] Um dos episódios que tem uma das melhores atuações do David... e que ele está incrivelmente lindo. Um episódio que faz alusão a ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS.


Alice no País das Maravilhas é uma das mais estranhas obras da literatura infantil. E Vince Gilligan (responsável por alguns dos melhores episódios de XF) transformou a corrida do chapeleiro maluco de Alice numa metáfora da mente do assassino, assim Mulder em sonhos percorria os caminhos gerados pela lógica doentia de Lee Roche.
Esse episódio é pura poesia, temos um Mulder frágil, uma Scully-mãe (o que se repete várias e várias vezes na série) e um monstro da semana que é arrebatador.
Esse vendedor de aspirador de pó de Paper Hearts consegue ter uma maldade à altura dos grandes monstros da semana de XF (Pfaster, Modell...). Ele sente prazer em torturar o Mulder. E vimos o Mulder cair direitinho na armadilha dele, para o desespero da Scully...

Enfim.... quando o Mulder fica assim, totalmente fragilizado, a Scully também perde um pouco do rumo, ela fica uma leoa, pronta para mentir ou para socar o primeiro que entrar na frente dela... medo da ruiva nessas horas.
Mas... o Mulder é sempre Mulder e não tem um pingo de juízo naquela cabeça linda (rs rs)... Mas, adorei essa "falha" dele, mostra o quanto ele precisava se libertar do fantasma da Samantha, que afinal foi um fantasma construído por ele, alimentado por ele... durante toda a série até o episódio Libertação...
E, por último, o "abraço"... (nossa! Quando assisti esse episódio pela primeira vez fiquei me perguntando como ela teve coragem de sair e deixá-lo ali... sozinho.)


[/Starbuck]
[Josi] Esse começo é maravilhoso, com o Mulder indo atrás da luzinha vermelha... Aquela camisa vermelha dele ficou marcada com o nome "Paper Hearts" pra mim...
Sabe, é muito estranho ver um cara mais alto do que Mulder... Odeio esse cara! HATE HIM! HATE HIM! Ele devia ter aprodrecido na cadeia... aff! Morrer foi muito bom pra ele.
Também adoro quando a Scully explode com o cara porque ele fica tirando onda com o Mulder. Da-lhe a ruiva!
Mas tadinha da Scully... o Skinner queria que ela desse conta de Mulder.... rsrs





Mulder: "O sonho é uma resposta para uma pergunta que não sabemos como formular. Algo escondido no subconsciente." - Isso é pra Scully saber que tudo o que a gente fala pode e será usado contra nós! Lembram quando ela fala isso?
Scully: "Era segredo que você morou lá?" - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Depois eu que sou grossa! AMO!

Roche: Eu quero mais que isso... Estou louco para ver a sua cara.
Scully: Deus! Você vai ver o interior da sua cela! Vai apodrecer lá dentro! - Gente... ele teve tanta sorte quanto o Peyton (Tithonus)... Se a Scully o pegasse desprevenido... coitado!

Agora imaginem só: O Mulder nunca dorme durante um caso... ou não muito. Nas vigilâncias sempre é a Scully quem acaba dormindo... daí numa coisa importante como essa, em q ele está altamente abalado, ele vai dormir com o cara ali do lado? Mesmo sabendo do que ele é capaz? :/


Quando eu vejo esse episódio, eu só posso pensar no martírio que é esse assunto na vida de Mulder. O quanto que isso o mudou... o moldou até. Todo o sentimento de culpa que ele deve sentir. E além de tudo isso, ainda a saudade da irmã e a incerteza de seu destino. O que o pai de uma das meninas falou deve ter ecoado bem fundo na alma de Mulder, pois ele com certeza devia estar lutando entre a vontade de finalmente ter um descanso, de finalmente poder fechar essa fase e continuar com sua vida e a de continuar lutando e manter a esperança de uma dia poder reencontrar sua irmã... [/Josi]
Tb adoro Corações de pano e concordo com quem disse aí que é interessante ver os dois agentes em situações de fragilidade. É fascinante ver pessoas tão fortes, mostrarem suas facetas mais fragéis, delicadas, sensíveis; eles se tornam mais humanos pra gente e por isso nos identificamos... [Nay]
[Tessa] Nem sei quantas vezes já vi esse episódio, adoroooooooooooooooo.
O mulder já prendeu todo tipo de assassinos antes mesmo de descobrir os ARQUIVOS X. Ele realmente tinha tudo para ter uma carreira brilhante no FBI...
Uma das melhores cenas é no final quando a scully tenta consolar o mulder e tal... Ai ela fala pra ele DORMIR um pouco, aí ele acha engraçado, dá um sorriso lindo e abraça ela pela cintura... Essa cena me lembra o episódio LIBERTAÇÃO quando depois do mulder dizer aquelas coisas sobre a LUZ DAS ESTRELAS a scully também fala pra ele tentar dormir um pouquinho... o mulder também acha engraçado, solta uma gargalhada e faz uma cara do tipo: "ELA DEVE ME ACHAR MALUCO" [/Tessa]
[Ariana] Adoro este episódio! Aliás, qual não adoro? No entanto, Corações de Pano está, com certeza, entre os melhores episódios de toda a quarta temporada.
É lindo, comovente, aterrorizante e repugnante ao mesmo tempo. Mas não é aquele tipo de terror que vemos nos filmes, com monstros, sangue e gritos, que, afinal, só assusta na hora. Ele está mais para aquela espécie de medo sutil, que nos deixa uma sensação de perturbação diante de algo que nos é semelhante. Porque o que torna Lee Roch um dos piores monstros de Arquivo-X é justamente o fato de que ele não é um. Pelo menos não no sentido que nos acostumamos a ver ao longo da série, criaturas deformadas ou mutantes genéticos. Sua monstruosidade reside na sua aparente normalidade. Nós vemos nele um homem comum, não o tipo que desconfiaríamos, mas alguém que transmite, inclusive, uma certa calma e docilidade (a não ser que você olhe mais atentamente). Ele se parece com qualquer pessoa que poderíamos conhecer e, como aquelas famílias fizeram, levar para dentro de nossas casas. Mas isso é tudo o que ele não é. Lee Roch não passa de um sociopata abominável!
Lembro de ter lido em uma ocasião, a respeito dos atos cruéis cometidos pelos nazistas, que o sangue se vê melhor nas luvas brancas, assim como o horror se mostra melhor quando é cortês. Que grande parte do horror alemão estava justamente na sua mistura de barbárie e civilização, na violência bestial e, ao mesmo tempo, polida. E, exatamente por isso, mais desumana. A mesma Alemanha que ouvia Beethoven (que, aliás, eu mesma adoro) enquanto assassinava criancinhas. O que torna o mau mais odiável, porque denota uma educação sem a qual, sua maldade, de certa forma, seria desculpável. Aquilo que seria desculpável em selvagens, bárbaros, precisamente pela ausência de cultura, é algo que acusa o homem, não em seus fracassos, mas em seus sucessos.
Bem, fiquei com uma vontade irressitível de rever este episódio e, sinceramente, não irei resistir... [/Ariana]
[Dany] Nestas 9 temporadas não me lembro de uma cena que tenha exposto com tamanha evidência a fragilidade de Mulder.



Dá um aperto no coração!!! [/Dany]
Quotes:

Mulder: Como?
Scully: Eu não sei... Mas eu conheço você.

Outras Imagens de Paper Hearts: