sábado, 17 de setembro de 2011

04x05 - The Field Where I Died (O Campo Onde Morri)

Direção: Rob Bowman
Roteiro: Glen Morgan & James Wong

Resumo: O líder de uma seita religiosa, que diz ter vivido outras vidas no passado, promomove um suicídio coletivo. Mulder e Scully tentam impedir que isso aconteça ao mesmo tempo em que se deparam com provas de terem vivido eles mesmos em outra época.



Comentários:

[Josi] Bom, eu gosto muito desse episódio. Tenho uma simpatia por ele que eu não sei explicar exatamente... eu simplesmente gosto.

E eu não acredito nisso de almas gêmeas. Almas gêmeas no amor... isso é invenção. Eu acredito em almas afins e em situações que fazem com que duas pessoas com espíritos afins se unam. Isso vai além do amor físico... e nem acredito que hajam casais únicos, um único amor para cada um. Se isso fosse verdade, todo mundo tava perdido!

O que importa mesmo é o amor que une as pessoas. E não importa o tipo do amor. É como a Scully diz depois... "De repente, aquela pessoa que antes era apenas um amigo é a única pessoa com quem você se imagina".

Mas, para os que se sentiram magoados com o fato de apontarem que a outra seria a alma gêmea de Muder, olhem bem: a outra mulher sempre esteve com ele por curtos espaços de tempo. Esposa ou marido, ela ou ele morriam jovens. Isso não é um sinal de que eles não estão destinados a ficarem juntos?

Quanto à Mulder e Scully, eles sempre estiveram juntos lutando pela mesma coisa ou pelos mesmos ideais. Se protegiam, se amavam e se respeitavam de alguma forma. Creio que nesta vida, eles sentiram essa necessidade de complementar este amor com algo a mais, por isso se uniram também fisicamente. Notem que com a Scully ele sempre se salva pra voltar pra ela, diferentemente do que ocorria com a Melissa!

Eu, estranhamente, adoro a parte em que Mulder perde a paciência e grita com ela no carro (amei que eles colocaram a frase dele no teaser shipper apresentado no Paley Fest na época pré-IWTB. Querem ver o vídeo? Clique aqui) e ela responde calmamente ao destempero dele:

Mulder: "Você... você estava lá, Scully! Você viu, escutou. Como você não consegue sentir isso? Como eu poderia saber sobre uma casa-mata onde eu nunca estive?"
Scully: "E por que Vernon Ephesian é, segundo você, um sociopata paranóico porque ele acredita que viveu na Grécia 100 anos atrás, e você não, mesmo acreditando que morreu naquele campo?"

A Scully é ótima... ela não acredita, mas quando as evidências apontam para algo, ela vai em frente em busca da vedade e de algo que a comprove... e, claro, corre e dá ao Mulder o que encontra (quase sempre).

No final, ele pergunta a ela (a chamando de Dana... ele sempre fazia isso quando estava mais sensível... ele perde esse costume com o tempo... acho que esta é a última vez que ele a chama assim com seriedade. Bad Blood foi de zona... rs) se ela mudaria alguma coisa do relacionamento dos dois se ela soubesse que eles sempre foram amigos e ela diz que não... não mudaria absolutamente nada. O sorriso dele é lindo na hora... [/Josi]

[Nay] Outro dia assisti a O campo onde morri e fiquei pensando... quando Mulder fala de Scully, durante a regressão sobre suas vidas passadas, ela é colocada primeiro como o pai dele e depois com o sargento, curiosamente duas figuras que representam a lei, as regras e as interdições... bem no estilo da parceria deles, onde ela vem trazer o carater mais racional, mais pé no chão... interessante... é como se ela sempre o "guiasse"...

O que eu não gosto em O campo onde morri:

- o fato da Melissa ser a alma gêmea do Mulder! Aff, eu não aceito isso, não sei lidar e mesmo com o fato da Scully sempre ter vivido próxima a ele, ainda não aceito...

O que gosto em O campo onde morri:

- A Melissa morre! Brincadeirinha... rs

- O tema das reencarnações; acho fascinante, especialmente a idéia de que voltamos em novas vidas, mas com pessoas conhecidas, que amamos, mesmo que em configurações diferentes... será que é por isso que gostamos de umas pessoas de graça e detestamos igualmente outras? Talvez seja verdade, talvez seja a tentativa de confortar nossos espíritos, acreditando que de um jeito ou outro sempre estaremos perto de quem amamos... bem, eu acredito em outras vidas, em outros encontros... assim como acredito que coincidências não existam, mas sim o fato de que não vemos ou compreendemos as conexões ocultas... também acho que não conhecemos as pessoas, passamos por coisas e transitamos por lugares ao acaso... acho que há um propósito maior... eu quero acreditar que sim. [/Nay]

[Tessa] Gosto do tema de que sempre encarnamos perto das mesmas pessoas...

Mas eu acho que alma gêmea ali tinha uma conotação diferente de amor, acho que era algo maior... Que as mesmas almas retornavam juntas, o mulder, o pai dele, a irmã, a scully... E dessa forma a scully também é alma gêmea dele...

O interessante é que a scully veio duas vezes como uma figura de autoridade "um pai e um sargento" alguém que guiava e cuidava dele. E a samantha era uma filha, alguém que ele tinha que proteger...

Eu não acho que o mulder estava apaixonado ou que queria ficar com aquela mulher, eu acho que ele estava era empenhado em provar a paranormalidade, da mesma forma que ele quer provar a existência de alienígenas e monstros... o mulder tem o coração como o de uma criança, sentiu a ligação que havia entre ele e a melissa e quis desesperadamente salvá-la. [/Tessa]

[Cleide] Depois de tanta propaganda, resolvi rever "the field where I died"... OMG! Estou hostil com a tal "alma gêmea" de Mulder... bom, pra começar, devo confessar, não acredito em almas gêmeas... acredito em reencarnação, mas para mim as afinidades são construídas, o amor é cultivado, e não existe uma alma que fatalmente é fadada a ficar com a outra, senão não existiria livre arbítrio!

Filosofias de vida à parte, fico impressionada com a ingenuidade de Mulder. Para mim esse episódio serve para mostar o quanto ele é solitário, e romântico... até de Sarah ele chama a tal Melissa, depois da regressão... e fica todo esperançoso, eu hein?

E se ela não tivesse morrido, ele ia levá-la para morar na casa dele? Esse é um daqueles episódios que a gente sabe do comecinho que a tal vai morrer! (senão a gente mesmo matava!)... gente, sei que é feio, mas eu me peguei no final (aliás, todas as vezes que assisto) com medo de que Mulder chegasse em tempo de salvá-la de tomar o veneno!

Sabe, eu prefiro ser como Scully e ignorar 10 verdades ao invés de aceitar uma mentira, do que ser como Mulder que acredita em tudo! Pelamordedeus!!!! Ele nunca viu a tal da perturbada, e, de repente, queria de todo jeito convencer todo mundo que alma gêmea existe!!! Eu tô com a Scully, a explicação para esse episódio é surto psicótico geral!

É claro que tem coisas bonitas, as cenas do campo são lindas, adoro o monólogo de Mulder... mas detesto o jeito que Scully fica para escanteio, só com papéis coadjuvantes nas vidas dele! E outra, amor é o que vimos os dois construírem durante as temporadas!

E pra encerrar, bunitinha essa "alma gemida" do Mulder hein? Aff, mulher caretuda!!! Não sei porque só arrumam rivais estranhas pra Scully!

Ai ai...
Que dó do Mulder chorando!




Ah, e o que deve ter passado na cabeça de Scully essa hora?




Falando em Scully, Mulder quase a mata de susto andando entre o fogo cruzado hein?

A bela cena do campo.





Ah, é claro que essa história toda tem um lado bom... Mulder insiste tanto na história, porque no fundo, tinha vontade de amar, viver um grande amor, por isso sofreu tanto nessa história... Por um lado, é bom pra Scully, porque ajudou no amadurecimento emocional dele, e logo depois, com a descoberta do câncer, eles ficam mais próximos que nunca! [/Cleide]

[Kaline] O CAMPO ONDE EU MORRI -- BASEADO EM FATOS REAIS... MUITO LEGAL!!!

É sim... o campo onde morri foi feito igualzinho ao que aconteceu numa cidade dos EUA... onde um O homem pregava que ele era um ser divino e tinha muitos seguidores. Quando viu que sua farsa estava acabando, ele reuniu seus seguidores e deu veneno para tomarem. Todos daquela cidadezinha pequena morreram...

Ó A REPORTAGEM sobre o caso: http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?artigoid=36349 [/Kaline]

[Marcos Doniseti] Ontem eu vi 'O Campo Onde Morri', ótimo episódio da 4a. temporada, onde o tema principal são as vidas passadas envolvendo Mulder, Scully e Melissa. É bom demais... e é como disse a personagem Melissa, mulher de Mulder na época da Guerra de Secessão (1861-1865): a idéia de que nós escolhemos a vida que iremos ter e com quem iremos conviver é muito interessante. E será que não é assim, mesmo?

Neste episódo, há uma citação também ao caso de Waco. Para maiores informações sobre o mesmo, cliquem aqui:
http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/05/52_garotas_sao_retiradas_de_rancho_de_seita_religiosa_1259921.html
http://www.malagrino.com.br/online/olmwaco.html

Ficção e Realidade em Arquivo X!! Vejam esse trecho:

"Autoridades do Estado americano do Texas retiraram 52 meninas do rancho de uma seita poligâmica na tarde desta sexta-feira após uma adolescente de 16 anos que vivia no local ter feito uma queixa de abuso físico."

obs: notem a semelhança entre essa notícia e a história de 'O Campo Onde Morri'.

Chris Carter fazia muito isso, ou seja, ele pegava uma história e desenvolvia uma história ficcional sobre a mesma.

Outro caso desse tipo foi o mostrado em 'Os Japoneses/O Falso Alienígena', sobre uma unidade de médicos japoneses que trabalhava para o Exército do Japão na época da 2a. Guerra Mundial e que realizava 'experiências' com prisioneiros de guerra, submetendo-os a situação terríveis. Eles eram os 'Mengeles' do Japão. Tais médicos foram para os EUA depois da 2a. Guerra, onde continuaram as suas 'pesquisas'.

Tudo isso é real, aconteceu mesmo! É fato histórico! A parte ficcional, que CC acrescentou, é quando ele mostra que os médicos japoneses teriam ido para os EUA e desenvolvido supersoldados híbridos humanos-alienígenas. Isso já é fruto da imaginação e da criatividade dele.

É um episódio fantástico, maravilhoso, que mostra que nem sempre o Mulder e a Scully ficam juntos em todas as encarnações, mas estão sempre vivendo as mesmas vidas, sempre encarnando nos mesmos lugares e vivendo na mesma época. Eles estão sempre se 'esbarrando' em suas reencarnações.

Isso, para mim, mostra que existe um 'laço' espiritual que os une, que é muito forte e que vai muito além das suas vidas terrenas.

Gosto muito quando a Scully, apesar de passar o episódio questionando a idéia de que Melissa estivesse mostrando uma identidade de uma vida passada, vai procurar os registros das pessoas que Mulder cita...

Os dois são mesmo perfeitos juntos... enquanto um busca o intangível, o outro busca o tangível... e assim se completam.

Desta vez, eu fiquei com a impressão de que a Melissa tomou coragem (ou ficou mais conformada) pra tomar o veneno depois que Mulder conta pra ela esta história de reencarnação... isso da pessoa sempre voltar junto dos que ama... [/Marcos Doniseti]

[Ariana] Reconheço que ainda hoje não consigo me livrar de uma certa antipatia, ou implicância mesmo, com relação a este episódio. A idéia de que Mulder e Melissa possam ser almas-gêmeas, que tenham sido amantes em outras vidas é algo que não me desce pela garganta! Não consigo aceitar uma outra alma-gêmea para Mulder que não seja Scully. Este é o motivo pelo qual vi tão poucas vezes O Campo Onde Eu Morri. E apesar de não acreditar em reencarnação, em outras vidas que não esta, admito que haja uma certa beleza nessa premissa de que vivemos outras vidas, onde podemos nos encontrar com as pessoas que amamos, às quais permanecemos eternamente ligados. É como a própria Melissa disse ao Mulder, ao ouvir a gravação de sua sessão de hipnose: “Essas fitas sugerem que nós escolhemos a vida que viveremos antes de nascermos. E que escolhemos com quem vamos viver. É uma bonita idéia. Uma idéia maravilhosa”. - Vendo por este lado, nesta vida, não foi ao seu lado que Mulder escolheu viver, mas sim ao lado de Scully.

Durante a hipnose, Melissa ainda lhe disse que nesta vida se encontrariam apenas de passagem, como realmente foi. Mesmo tendo se amado em outras vidas, isso não os constitui como sendo almas-gêmeas. O conceito de alma-gêmea pressupõe a idéia de completude, identificação com o outro, de que outra pessoa, outra alma, o completa, não naquilo que lha falta e que não tem vinculação com o tipo de relacionamento que se tem. É uma definição que encontramos no relacionamento entre Mulder e Scully! Pode se dar entre pai e filho, irmãos, dois amigos... não necessariamente entre dois amantes.

A própria Gillian disse sobre este episódio: “Adorei o roteiro. Cheguei a chorar. E a idéia de que Mulder e Scully se conhecem desde uma vida passada é algo em que eu adoraria acreditar”. - Eu também!

E o diálogo mais fofo de todo o episódio:

Mulder: “Dana, e se no começo de nosso trabalho, há quatro anos, alguém lhe dissesse que sempre fomos amigos, desde o passado. Isto mudaria o jeito como olhamos um para o outro?”
Scully: “Mesmo que eu soubesse com certeza, não mudaria coisa alguma”.
Alguém pode dizer que exista outra alma-gêmea para um não seja o outro? [/Ariana]

[Starbuck] Eu gosto muito desse episódio... poucos episódios de XF assisto com outras pessoas. Esse foi uma dessas exceções, chamei meus quatro amigos de infância e assistimos juntos. Não sei o que pretendia com isso, mas... enfim... nem sempre sabemos ao certo aonde queremos chegar ao iniciarmos uma jornada...

Também não acredito nesse lance de almas gêmeas, ou mesmo vida depois da morte, ou vida antes da vida.... mas... eu gostaria de acreditar... em algo.

Mulder e Scully representam o ideal do amor perfeito, como o CC comentou uma vez. Daquele amor que pode ser imaginado, mas parece que não pode existir de fato em nosso mundo tão humano.

É ironicamente paradoxal que nós podemos criar as mais impressionantes representações do amor, mas muito pouco podemos enxergar dele em nossas vidas. Talvez porque o próximo é sempre menos adorável do que aquilo que nos parece inalcancável...

Amo o diálogo final e a imagem que foi usada em Trustn01... me emociono... sempre...

E esse início me leva as lágrimas: "às vezes, quase sonho..." Pode tirar do homem sua família, seus amigos, seu poder, seu dinheiro... e ele ainda é capaz de levantar e continuar... mas, tira-lhe a esperança... e ele morre.

Penso que daqui há muito, muito tempo... quando não mais existir a Ariana, a Star, a Tessa, a Josi, o Marcos, a Yayá.perv, a Nay, a Ka... e todas essas figuras interessantes que postam aqui... alguém ainda vai se deparar com um vídeo na net em que vai aparecer Mulder e Scully... David e Gillian são a face do mais belo amor que apareceu na TV... e isso diz muito... muito mesmo... [/Starbuck]

Quotes:

Mulder: Às vezes, eu quase sonho. Eu também tive uma vida solene, e percorri caminhos mais familiares. Por acaso pereci em arrogante auto-confiança numa época atrás... E nesse ato, uma prece por mais uma chance se elevou tão fervorosa, tão ... o instinto com melhor luz foi deixada pela morte indicando que a vida não foi destruída completamente ... mas estilhaçada o suficiente para permanecer memórias ... como agora ... quando parece que mais uma vez ... o propósito está à vista novamente.

Outras Imagens de The Field Where I Died:

Melhor imagem de Melissa. Err...

O marido sem noção da Melissa.

Esses olhos...

Apavorada por ele se meter no meio do fogo cruzado

Tarde demais

7 comentários:

janaX disse...

Cara,o que dizer desse episódio...eu acho ele lindo,poético,utópico,triste.Acredito em reencarnacão e em vida após a morte,apesar de uma contradizer a outra de uma certa forma.Eu sempre choro quando assisto o final de "The field where I died",eu sinto como se o Mulder resumisse sua propria história naquela frase onde ele diz que pode-se tirar tudo de um homem e ele ainda se levanta menos a esperanca.Na verdade o que move Mulder é essa esperanca que ele tem de alcancar seus objetivos(a verdade,Samantha,provar suas teorias...)ele deixa claro que em quanto essa esperanca estiver dentro dele nada o derrubará,também acho que é muito mais sobre ele,suas vidas...do que sobre Scully,mais mostra que a própria vida dela está tão entrelacada ã dele que acaba sendo sobre os dois,sua relacão tão eterna e perene muito além do amor entre amantes como alguém citou no post.Amo esse episódio que é tão singelo e romantico sem deixar de ser um Arquivo X!Obrigada pessoal foi muito lindo e pertinente o texto de vocês...Amei!UM abraco e até...

Anônimo disse...

Apesar desse episódio ser lindo, triste, emocionante como j´s foi citado anteriormente, não consigo vê-lo sem a maravilha da tecnologia chamado "controle remoto"rsrsrsrs

Bricandieras a parte, acredito que o amor verdadeiro é junção de todos os tipos de amor que podemos sentir:tipo pai,mãe, irmão, amigo etc. é um exercício que vamos aprimorando a partir dos tempos.E por esse motivo acredito que M&S chegaram a esse ponto, o que muitas vezes nos faz questionar suas atitudes não entendo que a forma que eles sentem um em relação ao outro ultrapassa nosso entendimento.
Basta apenas um olhar entre eles e podemos sentir tudo o que eles querem transmitir.

Pra todos que escreveram o texto ficou lindo, me fez pensar no que Ax ainda pode nos ensinar.
bjs a todos..

Yanne

Josilene disse...

Como eu já disse no corpo do blog, eu acho esse episódio fantástico. Algumas coisas no ponto de vista religiosa pode ser questionada, mas sempre a algo a se questionar, não é? AX sempre teve esse dom de abordar temas delicados de forma respeitosa sem deixar de contar a história e de ser o mais realista (dentro da fantasia do conto) possível...

A. Paula disse...

Talvez eu seja a única a discordar dos comentários aqui colocados... Não que eu não tenha gostado deste episódio. Pelo contrário, amei! E o considero como um dos mais shippers de toda a série. Também fiquei meio 'de cara' de ver que a Scully e o Mulder não seriam almas gêmeas (se bem que não acredito em reencarnação)... Mas, gente, analisando direitinho o que o Mulder diz pra Scully:

“Dana, e se no começo de nosso trabalho, há quatro anos, alguém lhe dissesse que sempre fomos amigos, desde o passado. Isto mudaria o jeito como olhamos um para o outro?”


Destrinchando essa frase, eu basicamente escuto o seguinte: "Dana, se quando nos conhecemos, alguém viesse nos dizer que nós sempre fomos amigos, só amigos, nada mais que isso, desde outras vidas, e que é isso o que estamos destinados a ser: amigos. Isso ia mudar a forma como construímos nossa relação, como nos sentimos em relação ao outro hoje?"

Porque, obviamente, naquele momento já havia algo mais que pura amizade entre eles. A forma como ele pergunta isso, tão desolado. Tudo bem que ele sente alguma atração (isso não quer dizer atração física, mas interesse) pela Melissa, mas ele precisava saber que nada mudaria entre ele e seu 'oposto perfeito', que o que ele sentia nessa vida era real e não importava o que as 'vidas passadas' diziam, nesta, havia algo diferente.

E, durante a regressão ele fala de amor que acompanha cada um, vida após vida... mas não relata bem que amor é esse.

Não sei, achei que essa frase tornou todo o episódio como uma prova do amor, que estava sendo construído, entre Mulder e Scully.
(sou shipper demais, minha gente!)

Josilene disse...

Oi, Paula! Qdo eu vi seu comentário, eu fui reler alguns comentarios q eu publiquei pq eu pensei nao ter feito justiça ao que esse ep provoca nos fãs. kkkkkk
Bom, dentre os comentarios, há gente que ama (EU!EU!) e outros que mal conseguem ver. rsrs Eu lembro de alguém dizendo num fórum que ODIAVA (em letras maiusculas mesmo) esse ep. kkkkkkkkkk
eu acho esse episodio shipper pq mostra que a scully sempre esteve ao lado dele, sempre esteve ligada de uma forma forte a ele...
E essa frase do Mulder... é muito subjetiva. sei lá... não sei tb até onde mulder se deixava pensar na scully dessa forma. Q eles se amavam, disso não há dúvidas... mas até onde eles se permitiam pensar ou reconhecer isso, eu não sei. enfim... um dia, talvez, eu forme uma opinião sobre isso. Por enquanto, é td muito vago na minha cabeça... :)
Vlw pelo comentário. Amo ler coisa nova por aqui! ;)
Beijos!
PS: Sim, gente... to trabalhando no proximo ep... never again é épico e polemico tb. kkkkk

Elizabeth disse...

Acho esse ep paradão, não é dos meus favoritos na 4a. (como a Yanne, só voltaria a assisti-lo com o controle remoto na mão, mas pra dar umas puladas rs). É uma estória triste e melancólica sobre eterno encontro e desencontro de almas que seguem juntas por várias vidas. O tema me lembra muito os filmes e documentários sobre o Chico Xavier e até aquela novelinha global que fez sucesso anos atrás, Alma Gêmea, mas é uma tremenda ousadia uma série de TV americana abordar isso nos EUA, um país de protestantes (por isso amo AX!!!). Do ótimo post sobre esse ep, concordo com a Cleide: muito mais que acreditar, parece que o Mulder, solitário e romântico que é, queria reviver um momento com sua alma gêmea, mesmo sem perceber que a alma que realmente importava na vida dele estava bem ao lado faz tempo. Pra corroborar isso, só mesmo a frase da Starbuck no post:

"É ironicamente paradoxal que nós podemos criar as mais impressionantes representações do amor, mas muito pouco podemos enxergar dele em nossas vidas. Talvez porque o próximo é sempre menos adorável do que aquilo que nos parece inalcansável..." Matou a pau, Star!!! Parabéns pelo post, amei, lindo mesmo.

Josilene disse...

Star sempre mata a pau... saudades imensas dessa doida que abandonou. una (isso é meu sinal de dar a língua, ok? kkkkk)!

Ai, gente... eu gosto tanto desse ep. Acho q eu sei como a Jana se sente com relação a Dod Calm. kkkkkkkkkk

Sabe... eu nunca encarei a Melissa como uma alma gêmea de Mulder no sentido "amor romântico vamos ficar juntos para a sempre não importa como e os outros são menos importantes"... nope.

Bom... é isso. É interessante essa ideia de almas que se encontram pelas vidas... mas imagina se vc estiver colada a uma alma podre? ixi.. tipo... o Cança. rs

Beijos, pessoas!