sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

10x05 - Babylon (Babilônia) Reviews


Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter

Resumo: Uma galeria de arte é bombardeada e os agentes procuram uma forma de se comunicar com um sobrevivente para prevenir novos ataques.




Comentários

[Andrey Lehnemann] "Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer." - Apocalipse 4:1

Todas as metáforas do fim começam com algum tipo de presságio. Na série Doctor Who, por exemplo, quando era chegada o fim da jornada de David Tennant e do showrunner Russel T Davies, quatro batidas eram ouvidas. Elas anunciavam o encontro derradeiro entre o personagem-título e seu nêmeses. Dentro da ótica religiosa, o apocalipse é intrínseco à todas as culturas. Sem exceções, nenhuma deixa de fora o seu próprio raciocínio sobre o final da humanidade - que, como tudo que existe, deveria ter um começo, um meio e um fim. Sob esta ótica, as trombetas do apocalipse, da religião católica, a maior base de crença da série, onde a fé, Deus e o sacrifício sempre foram constantes, é a forma coesa que Carter encontrou de prenunciar seu capítulo derradeiro deste retorno de Arquivo X.

Não foi um caminho fácil, precisa-se dizer. My Struggle, o primeiro da 10ª, confundia os fãs com sua nova mitologia. Tudo era muito rápido, sem nenhum grande sentimento da nostalgia esperada e com um clímax nada eficiente. O segundo episódio, Founder's Mutation, mostrava uma série de mutações em crianças, que sinalizava o caminho que a série iria tomar adiante, com a trama de William retornando. Como episódio "monster of week" não era nada inspirado, entretanto. A mesma coisa com o quarto, Home Again, que fora o monólogo final sobre os medos de Scully sobre ter se sacrificado por seu filho, acabou sendo o pior episódio desse especial.

No entanto, Darin Morgan e o próprio Chris Carter apareceram para retornar o caminho que nunca deveria ter desaparecido: o cinismo clássico de Arquivo X, a sensibilidade com que encarava os casos semanais, por mais simplórios que fossem, a ligação entre os dois agentes. A obra-prima Mulder & Scully Meet the Were-Monster raciocinava sobre nós como seres humanos, enquanto faz Mulder finalmente voltar a se deparar com o que havia esquecido ter se deparado tantas vezes: o sobrenatural, o inexplicável, a sua paixão. Era um caminho que ele necessitava fisicamente retornar. E só por isso, a retomada de Arquivo X já valeria a pena. Babylon, o penúltimo episódio da temporada, acrescentou algo a mais: ele não está mais sozinho na busca.

"Só os menos procurados do FBI", brinca Scully, ao Agente Miller bater na porta procurando pelos responsáveis pelo Arquivo X. É óbvio que a brincadeira de Carter ao trazer dois agentes iguais ao passado de M&S não é gratuita, ainda que o caso da semana seja. Carter é lugar comum no tema de terrorismo, mas o contrário é visualizado em lidar com as emoções dos agentes, o que faz o penúltimo episódio tão importante. É lindíssimo (e talvez a mais bela cena da temporada) observarmos Dana e Fox de mãos dadas, caminhando pela estrada no sítio, onde tudo começou há alguns episódios e retomando algo que nunca haviam perdido: sua união e a paixão pelo outro.

Foi preciso dois outsiders, dois agentes que lembravam eles no começo da carreira (ainda que Robbie Amell e Lauren Ambrose estejam péssimos), para lembrar a química que possuem um com o outro. Enquanto Scully raciocina perfeitamente sobre como as pessoas precisam embarcar numa jornada, num caminho antigo, para notar o quanto precisavam disso, Mulder ouve algo. São as trombetas prenunciando o fim de mais um jornada dos dois. Esperamos que não seja a última.

Obs (1): Como foi maravilhoso ver os nossos pistoleiros solitários novamente.
Obs (2): O desejo pornográfico de Fox bem destacado na cena com a agente Einstein.
Obs (3): A panorâmica que encara os agentes de cima, após Mulder ouvir a trombeta, indica que finalmente veremos naves no último episódio, né?
Obs (4) Quem não aposta que William será importante na reta final?
Eu quero acreditar: haverá um filme e mais temporadas. Vamos Fox, faça acontecer. [/Andrey Lehnemann]



[Josi] Deixa eu dizer logo de cara: este não foi um dos meus episódios favoritos. Não que não tenha gostado exatamente, apenas foi para a rabeira no meu ranking da 10ª temporada.

O assunto escolhido como base para este episódio é muito delicado. Honestamente, eu não vejo como eles poderiam balancear toda a complexidade dele em alguns minutos de uma série como Arquivo X. E acredito que a forma como eles escolheram não foi muito feliz. O terrorismo gera um medo enorme em muitos países e não podemos desacreditá-lo. E o preconceito que atinge os muçulmanos devido a isso também não é pequeno e é absurdamente injusto. Então, quando você coloca um deles rezando, depois dois deles conversando em árabe e depois faz com que ambos sigam com o plano de explodir uma galeria de arte levando consigo várias vidas inocentes, você só contribui com o estereótipo. Mostrar depois que um dos rapazes se arrependeu antes da detonação e mostrar sua mãe chorosa não melhora muito a coisa. Foi tudo bem feitinho e mostrado que o ódio vem de ambos os lados, mas não fica uma sensação legal.

Bom, o Arquivo X em si trata de encontrar uma forma de se comunicar com o rapaz sobrevivente e assim conseguir localizar a célula terrorista. Os agentes designados para o caso foram Einstein e Miller, cópias um pouco exageradas de Scully e Mulder. Miller resolve procurar ajuda nos Arquivos X e Einstein vai junto por senso de coleguismo, acho. Segundo o próprio Carter, a ideia dele era mostrar um Mulder mais sonhador e uma Scully mais abrasiva. Eu acho que foi muita maldade com a moça... absolutamente tudo ficou a favor para ela ser odiada até não querer mais. A grande maioria dos fãs de Arquivo X são muito traumatizados para receber bem quaisquer outros agentes e mulheres abrasivas já não ganham muita simpatia em qualquer ambiente (só Deus sabe o quanto que eu já tive que defender a Scully original). A recepção não foi nada boa para nenhum dos dois, especialmente para ela.

Quanto à mim... bom, eu estava esperando odiá-los por pura birra ciumenta de quem ama Mulder e Scully e não quer outros em seu lugar. Maaaas, eu gostei deles. Fazer o quê. Ele parece ser um fofo que sabe ser duro quando é preciso, ela parece ser uma durona que sabe ser fofa quando quer e ambos têm o coração no lugar certo. E eu já shipo. Eita.

Mulder e Scully estão no porão conversando sobre relatos de pessoas que dizem estar ouvindo sons sem uma fonte aparente quando Miller e Einstein chegam para pedir ajuda. Fofamente, Scully responde à batida na porta da mesma forma que Mulder respondeu pra ela a 23 anos atrás. Você tem que admirar a disposição dos escritores em nos dar pequenas alegrias aqui e ali. E adoro como eles se identificam imediatamente com suas cópias.

O fato é que Mulder e Scully não são nem de perto as mesmas pessoas que eram a mais de 20 anos. Pesa sobre eles muita experiência, muito sofrimentos, muitas lições, muitas perdas e entre eles há um elo forjado por tudo isso que viveram juntos. Miller e Einstein não têm nada disso ainda... Eles têm apenas a impetuosidade de quem é jovem e pensa que sabe tudo. Então, é muito interessante quando Scully pede ajuda a Miller e Mulder a Einstein pois assim nós temos algo como se ambos conversassem com o outro mais jovem e conseguimos assim identificar mais claramente o quanto nossos amores evoluíram.

Como é de costume, Mulder e Scully agem pelas costas um do outro para não ter que ouvirem como estão errados no que estão prestes a fazer ou para proteger o outro de algo. E, desta vez, eles tem a vantagem de ter a cópia um do outro para brincar sem ter que lidar com as consequências.

Scully procura a Miller sabendo que ele toparia qualquer método maluco em busca da verdade. A coisa se prova não ser tão maluca assim, e, sinceramente, achei que acabou sendo meio inútil. Nas vezes que eu assisti, eu não vi nenhum resultado dos exames a não ser mostrar que o rapaz estava, de fato, os ouvindo. Adoro a doçura e o respeito de Miller ao conversar com Scully e adoro como a recepção dela pra ele é bem mais entendida do que seria se ela não tivesse toda a experiência de lidar com Mulder. “Eu acredito que você acredita”. Ownnn

Mulder, claro, corre em busca de Einstein e pensa em abordá-la em sua curiosidade científica. Agora é o momento em que eu peço: façam um exame de consciência e falem com sinceridade quem aqui reagiria de forma diferente ao ouvir teorias sobre cogumelos alucinógenos fazendo uma ponte entre sua mente e a de outra pessoa em coma! Desculpa, Mulder, mas isso foi fumado demais, cara. Tu se supera! Kkkkkk Teoria fumada ou não, o que “funciona” é a abordagem do ciúme/orgulho ferido. Ao ver que Miller estava trabalhando sem ela e ainda tinha chamado Scully, Einstein resolve, então, “ajudar” Mulder. Tudo está em aspas pois rapidamente descobrimos que a moça não deu alucinógeno nenhum a Mulder e sim um placebo. “Muito inteligente da parte dela”, segundo Scully e eu concordo. Rs A ideia era mostrar como essa teoria era falha. Em parte, ela conseguiu.

Mesmo tomando um placebo, Mulder “viaja”. Eu não fiz nenhuma pesquisa, mas segundo o que eu lembro de ouvir falar e o que Einstein e Skinner conversam depois, o placebo é conhecido por causar algumas reações nas pessoas. É o poder da sugestão. Em Mulder, a coisa, no entanto, foi bem além. A alucinação dele se mistura no início com a realidade. Acho que podemos dizer com certeza que deixa de ser real quando ele muda de roupa e divide uma mesa com Skinner e Os Pistoleiros. Eu vou ser muito generosa aqui e dizer que a coisa toda não foi machista mas sim um reflexo do passado lotado de filmes pornográficos de Mulder. Assim, em seu sonho/alucinação, ele chega até mesmo a ver uma versão dominatrix de Einstein o punindo por seus “woowoo” (amei essa expressão. Obrigada, Einstein). Durante a sua “viagem”, Mulder consegue também o que ele estava procurando: alcançar Shiraz, o jovem rapaz em coma. Chris Carter ama fazer referências à Bíblia e aqui vemos uma representação de Cristo nos braços de Maria depois da crucificação. Shiraz como Cristo e sua mãe como Maria. Ali, ele fala algo para Mulder.

Enquanto Mulder faz essas maluquices e Einstein certamente corre para encontrá-lo e ter certeza que ele não se machuque, Scully e Miller continuam no hospital e têm que lidar com a nojeira humana. Alguns querem matar Shiraz e outros querem ter certeza que ele sofra. O ódio, o desprezo e a falta de empatia ficam bem aparentes.

Mulder sai do coma e a cena que segue lembra muito daquela cena final de O Triângulo da sexta temporada. “Cara, eu estava em fogo!” “Cara, você é uma vergonha”. Tenho que concordar com Skinner. Mulder, cara... caaara... pare de se drogar para tentar obter suas respostas. Quando ele já estava indo embora, certo de que tudo havia sido maluquice mesmo, ele topa com a mãe do rapaz bem na frente do hospital. Algo que ele não saberia se não a tivesse visto em sua alucinação. Aí Mulder sabe que realmente conseguiu a conexão que buscava.

Para a sorte de todo mundo, Miller sabe árabe e Mulder consegue usar sua memória fotográfica para repetir direitinho o que tinha ouvido na alucinação. Desta forma, eles conseguem deter os terroristas antes que eles façam qualquer outro ataque.

Como Scully geralmente faz, Einstein também procura Miller para dar-lhe os parabéns pelo fechamento do caso. Ele fala que o crédito não é dele etc etc... A conversa é fofa e lembra mesmo a antiga dinâmica entre Mulder e Scully, exceto que a química não é bem a mesma. Afinal, não são os originais. Mas o conteúdo é interessante e gosto como volta a ser mencionado o poder que palavras podem ter e como podem impactar na vida de outras pessoas.

A Scully original também segue até a casa de Mulder para conversar com ele sobre o que tinha acontecido. “As maravilhas nunca cessam com você, Mulder”. Né? As coisas mais malucas sempre acontecem com Mulder. Mas como diz na Bíblia, que o próprio Mulder tanto gosta de tirar onda, a fé é algo poderoso.

A cena final é muito bonitinha. Eles saem de mãos dadas pelo campo conversando sobre Deus e a natureza humana. De mãos dadas... ownnn.... então... muita gente ficou se perguntando se aquilo comprovava uma reconciliação. Errr.... acho que não. Rs

Termina com Mulder ouvindo os tais sons vindos do céu, que seriam prenúncios do apocalipse e somos lembrado drasticamente que semana vem a gente tá é lascado. [/Josi]


[Neyla] Esse capítulo foi realmente adorável. É encantador ver como CC cria fios no roteiro que vai desenrolando durante a narrativa e ao final, prende tão bem feito, que é impossível não achar que ele brinca conosco. Buscando tocar aqueles que enxergam além do que podem ver, ao mesmo tempo que cutuca os cegos.

O início do episodio mostra um estereótipo jovem como um provável terrorista nos eua. Com um tema delicado como esse, me perguntei até onde AX iria nessa estória...

Toda uma expectativa de como, onde e se haveria um ataque, consome os minutos seguintes, embalado por uma trilha maravilhosa da Urban Islam  que logo corta pra o tão famoso country americano. Essa troca musical pareceu querer evidenciar ainda mais a diferença entre a cultura de um e do outro.

Naqueles poucos segundos onde o jovem muçulmano está parado no sinal de trânsito, mostra como as pessoas ao redor o olham com desconfiança e certa animosidade. Seria esse um dos motivos dele não se importar em perder sua vida se pode ceifar todas aquelas almas que o julgam pela aparência? Combater o mal com o mal. Hm.

Então o querido "terror" se encontra com outro amiguinho que parece ser dos esquemas e explodem um lugar qualquer. O que teria de sobrenatural aqui?

Começa a músiquinha tema e preciso dizer, depois de tantos anos, sempre me emociono com o tema de abertura. Sei que muitos gostariam que tivessem mudado algumas coisas e mantido apenas a música, mas é tão nostálgico e tão AX que foi uma ótima escolha terem mantido a mesma abertura por tantos anos. Vai dizer que você excer que viu a série lá nos anos 90, não sente uma dor prazerosa de reconhecimento(ou renascimento?) toda vez que ver aqueles gráficos toscos? u.u

Finalmente o nosso casal aparece *--*

Mulder começa a falar sobre sons estranhos no céu e que há pessoas que acreditam serem as trombetas tocadas por Deus. E Scully o questiona pois ele fala como se acreditasse nisso. É interessante notar a surpresa misturada com descrença e curiosidade da Scully acerca de como está os pensamentos de Mulder em relação a ter ou não um Deus. E eu a entendo, afinal, Mulder sempre respeitou e buscou o sobrenatural mas rejeitou e desacreditou o espiritual infinitas vezes ao longo de todas as 9 temporadas.
O que teria mudado?

Geralmente só mudamos nosso pensamento sobre algo ou alguém quando temos uma experiencia que mude nossa perspectiva.

Não vou me estender muito sobre o resto de Babylon, pois é a minha primeira vez comentando e estou fazendo esta rewiew meio as pressas haha

Mas deixarei algumas considerações e tentarei ser breve, pois tenho compulsão por escrever x-x

Quando se poderia achar que o ep será sobre os sons esquisitos, aparece dois agentes do além levando mulder e scully a outra direção.

Eu gostei do casal que tenta imita um pouco M & S(o papo entre os 4 no porão me fez dá altas risadas), mas não chega a ser sequer um reflexo de ambos, está mais para uma imagem tremida na água.

Miller de fato, me lembrou Mulder nas primeiras temporadas, onde ele ainda era muito ingenuo e ansioso. Aquele brilho nos olhos cheio de expectativa do novo agente, parece estar um pouco distante de Mulder e não é pela idade, e sim pelo conhecimento. As experiencias frustrantes e desafiantes o tornaram mais maduro, mais difícil de cai em qualquer mentira em busca de alguma verdade.

E o que falar de Einstein? Nome nada pretensioso. Não a achei arrogante pois para ser precisa ter um ego equiparável e ela é insegura e impulsiva. Me pareceu muito nervosa. Talvez porque soubesse que Miller estava diante do casal que ele admira, e que o poderiam ajudar em um caso que para Einstein já não tinha mais solução. E ela queria se destacar, mas como em algo que ela não acredita?

Ela com certeza deve sofrer muita pressão para ser melhor do que pode ser, já que se espera mais dela muito por conta do nome.

Eu soube que houve quem a detestasse por menosprezar Scully. E preciso comentar aqui sobre a fala da agente.

Einstein : "Você acha que alguém leva os Arquivos X a sério? Foi o que os levou ao escritório no subsolo. Tenho pena da pobre Agente Scully."
Miller: "É meu sonho de missão"
Einstein: "Nenhum cientista de respeito passaria a carreira brincando no reino obscuro da ficção cientifica."
Miller: "Pelo que mais ela o faria?"
Einstein: "Porque ela claramente o ama"

Após todos esses anos, eu sei que Scully não está nos Arquivos X apenas e somente porque o ama (e eu sei que muito shipper curtiu a guria ter dito isso mas ora francamente, só confirma o obvio, ela o ama. Alguém tinha dúvidas ainda?! really?). Mas eu como excer me senti extremamente ofendida pela Scully hahaha

No início ela estava ali por obrigação, era um trabalho que ela tinha de desempenhar e ela pensava como Einstein. Mas agora ela conhece a verdade ou um vislumbre dela. Ela viu, sentiu e vivenciou coisas que nenhum cientista com suas explicações racionais poderiam explicar. E diversas vezes durante as temporadas, ela disse ao Mulder que essa luta não era mais dele, era deles. Ela pode ter sim, se cansado de caçar monstros no escuro, mas ela não pode mais se esconder na claridade como as demais pessoas, ela pode ter tentado e quem não tentaria? Quem a pode julgar? A ignorância muitas vezes é uma dádiva, mas não serve pra ela que detém o conhecimento. Ela pode ter fugido disso mas agora voltou para onde é o lugar dela. Está ali porquê precisa de respostas tanto quanto o Mulder. E quem não leva a sério isso, esses sim são dignos de pena pois não tem o mínimo que se espera. Respeito.

Mas contudo todavia... Eu entendo a agente pensar assim. Ela não conhece Scully e nada pelo qual ela passou. Então tá perdoada e até simpatizei com ela u.u

Fiquei um tempo tentando entender porque houve a separação de S & M. Eles sempre trabalharam juntos e mesmo com suas diferenças, sabiam que podiam contar um com o outro. Então entendi. Mulder não queria fazer Scully passar por uma situação que remetia a morte da mãe dela. Ele a estava protegendo, mais uma vez. Só procurou Einstein pois precisava de uma médica. Isto era uma nova aventura para ele.

E scully não queria se mostrar frágil ao Mulder e buscou ajudar Miller ao mesmo tempo que procurava se ajudar.
No fim os 4 se encontraram e chegaram as respostas juntos.

Pra finalizar meus comentários sobre o capitulo, vou pular logo pro final <3

Que trilha sonora! Quando Miller está no aeroporto, a música me ajudou a senti o que ele estava sentindo. Mas vou falar do mumu u.u

Ain que linda música pra essa cena final! Faltou mesmo um beijo hahahaha
Mas é claro que CC não ia nos dá algo assim de graça...

Já prestaram atenção na letra da música?

Mulder se senta na varanda e deixa tocar a play (eu sei que é um celular mas quando vi, achei que era um walkman preto hahaha), parece pensativo e cansado.

"Estou tentando acertar as coisas.
Estou vivendo uma vida solitária.
Estou dormindo aqui ao invés.
Estou dormindo na minha cama.
Dormindo na minha cama."

O carro da Scully se aproxima, por fim encosta. Ele acena.

"Então me mostre familiaridade. Tudo que eu sangraria.
Não sei aonde é meu lugar. Não sei onde errei.
Mas posso escrever uma canção."

Ela sobe pra varanda, os dois se olham e seus olhos sorriem.

"Meu lugar é com você."

E segue o diálogo deles que sinceramente? Me parece uma conversa ambígua.

Mulder: "Mas como conciliar os dois? Os extremos de nossa natureza?" ele olha pra ela de um jeito que é como se perguntasse sobre os dois, também.
Scully: "Essa é a pergunta. Talvez a maior de todas."

Ele sorri com a resposta dela, como se ela não tivesse percebido o que ele estava questionando. E vem o pedido.

Mulder: "Caminhe comigo, Scully." *pausa para o sorriso deles quando um pega na mão do outro, ai meu coração ship* É praticamente a resposta pra pergunta dele. Venha, caminhe comigo, vamos descobri juntos...

Eles começam a caminhar sobre o terreno da casa deles, e ele começa a divagar sobre Deus, novamente Scully o questiona sobre sua crença na divindade, ao passo que ele ignora e prossegue na divagação, faz seus próprios questionamentos e suas conclusões. O que eu acho lindo aqui, é a forma como a Scully o olha. Ela recupera aquele olhar de admiração e de fascinação. É tão palpável como o clima entre os dois está mais tranquilo e por que não romântico? A cumplicidade e o companheirismo intacto.

E o diálogo final.

Mulder: "Mas onde o ódio termina?"
Scully: "Talvez termine onde começa. Encontrando uma linguagem comum novamente. Talvez seja a vontade de Deus."
Mulder: "Como podemos saber? Ele está ausente do palco."
Scully: "Talvez esteja além das palavras. Talvez tenhamos de ser como os profetas e abrir nossos corações e realmente escutar."

"Pertenço a você, você pertence a mim. Você é minha querida."

Uau!

Sabe o que isso me lembra? Me lembra a frase da Scully no cap 11 da 3º temporada. "Medo de que Deus esteja falando, e ninguém esteja escutando." e faz todo sentido, ás vezes para se realmente escutar, precisa-se ouvi com o coração.

E então, quando tu acha que não tinha como terminar de forma mais perfeita, Mulder começa a escutar baixo o mesmo som que ele mencionou a Scully no inicio do episódio e pergunta se ela ouve, só pra ter a resposta negativa que já esperava.

A última ponta solta é finalmente amarrada. E CC me deixou com a pergunta... Seria por causa do som que vem do céu, que estaria fazendo Mulder rever suas crenças? Pensar que existe mesmo um Deus?

O que acho intrigante é que esses sons estranhos realmente ocorrem por ai, até mesmo no Brasil. Muitos dizem que é influencia do HAAARP(Programa de investigação de Aurora Ativa de Alta frequência) que segundo teorias conspiratórias, é o grande vilão por trás de vários desastres naturais. Supõem-se que é usado como ferramenta de controle do tempo e por isso causa esses sons estranhos ao redor do mundo. Ou que os sons viriam do Projeto Blue Beam que altera a mente através de ondas de transmissão baixa.

Ah! Que saudades do meu AX que se envolve com assuntos que não vemos outras séries abordarem e o melhor, CC deixa pistas, nunca entregou nada de bandeja e isso é maravilhoso diante de um momento onde a facilidade é o nome padrão para tudo. [/Neyla]


[Cleide] Toda temporada de todas as séries tem seus altos e baixos, tem sempre aquele episódio que a gente gosta menos, para mim, na décima temporada, este episódio foi Babilônia. Contudo, teve seus pontos altos, não chega a ser aquele episódio que se vê só uma vez e talvez repete-se numa maratona... shipper como sou, para mim é um daqueles episódios em que pulo a história toda pra ver só a cena final. Achei adorável Scully fazer piadinha “Ninguém aqui além dos menos queridos do FBI! Esperei 23 anos para dizer isto!”

Sobre o tema da semana, achei corajoso e bem intencionado tratar algo que tem sido tenso na política internacional atual. Por outro lado, acabaram mostrando apenas o lado terrorista dos mulçumanos, apesar de tentarem fazer o moço moribundo salvar outras pessoas no seu último ato, e de colocarem uma mãe amorosa na história. Não me aprofundarei no assunto, por que eu não entendo bem e tudo que eu falar do Islã será fruto dos meus preconceitos sobre o assunto. Não entendi ao certo qual a conexão das trombetas apocalípticas escutadas conforme Mulder relata no início do episódio e o caso.

Chirs Carter certamente quis fazer graça e dar leveza ao episódio com a introdução de dois agentes jovens que espelhassem Mulder e Scully no passado, mas para mim apenas atrapalhou o ritmo que seria bom com os dois agentes veteranos. Mesmo que cada um fosse investigar da sua forma, devido às suas habilidades específicas, preferia que fossem sozinhos, como foi e inúmeros episódios como em “Gethsemane” da quinta temporada entre dezenas de exemplos. O moço até lembra um pouco da inocência e entusiasmo do jovem Mulder, sem aquele sarcasmo maravilhoso e aquela inteligência rápida que nosso genial agente sempre teve.

Einstein não espelha Scully nem em seus piores dias, como em “SYZYGY” ou a versão que Mulder conta da parceira em “Bad Blood”. Scully era cética, às vezes não acreditava nem no que via à sua frente, mas sempre foi generosa e disposta ao diálogo, sem ficar vomitando na cara alheia suas credenciais acadêmicas, por isto ela cresceu junto ao parceiro e apesar de todo sofrimento, construiu nos Arquivos X uma história tão bonita. Achei bem machista a moça insinuar que Scully só estava encalhada no porão do FBI porque obviamente amava Mulder. Sim, ela o ama e é notório, mas esta insinuação de que a vida de uma mulher se resume em acompanhar o homem que ela ama é no mínimo reducionista.

A alucinação do Mulder foi louca como uma viagem na maionese deveria ser, David realmente é muito versátil e bem humorado, vê-lo dançar country foi divertido. Só achei uma pena os Pistoleiros voltarem apenas para serem meros figurantes. A cena com o Canceroso e o rapaz terrorista, fazendo uma leve menção à imagem cristã da “Pietá”, teve uma fotografia magnífica, e aquela música gutural surtiu um efeito incômodo perfeito para o objetivo almejado. Não entendi o propósito da ceninha com Einstein torturando Mulder, como se ela tivesse algum efeito de atração sexual ou algo assim sobre ele, e a série 50 Tons é tão ruim que não merecia ser citada em Arquivo X.

A cena final foi adorável, mais uma vez não vejo por que Mulder e Scully não estarem juntos, a separação não convenceu muito pois eles estão sempre juntos e obviamente tem um sentimento recíproco. Ficou com uma cara de reconciliação os dois no “home” de Mulder. A trilha sonora disse tudo... sinistro foi o som das trombetas incomodando Mulder, prelúdio do fim dos tempos? Saberemos no próximo episódio. [/Cleide]



[Fê Monteiro] Sexo, drogas e Rock´n Roll
Exceto que você deve substituir 'sexo' por fetiches e Rock por Country...

Mas, claro que não é só isso!
Tem todo o caso que serve como pano de fundo, na verdade, sobre muçulmanos-terrorismo-ódio-extremismo-generalização. Na verdade, conforme saíam as fotos e vídeos do episódio, fui ficando com a impressão de que seria uma verdadeira Torre de Babel mesmo (que por sinal, se localizava na Babilônia, miticamente falando ao menos)...na minha cabeça não tinha como encaixar: pessoas ouvindo trombetas divinas + muçulmanos terroristas + pistoleiros solitários + Mulder de cowboy dançando country + Mulder sendo açoitado + dois agentes novos sendo introduzidos...
Maaaas, para a cabeça do cabeça de parafina tinha...ô se tinha.

No primeiro momento que assisti, fiquei naquele estado catatônico. Aquela minha reação com a cena da Scully seduzindo e nos amassos com o lagartão virou fichinha perto do tanto que meu queixo caiu e meus olhos queimaram ao ver Mulder curtindo o barato dele...sério, não foi fácil. Como dormir depois daquilo?

Mas, no outro dia, com a cabeça mais fresca, sem tanta ansiedade, assisti novamente. E, surpreendentemente aceitei bem melhor (não a parte do Mulder dançando e ostentando, essa não sei se superarei)...porém, veja bem, engoli um pouco melhor a Agente Einstein. Com o Agente Miller, simpatizei mais já na primeira assistida, acho que a interação entre ele e a Scully durante o episódio ajudaram a causar uma melhor impressão também. Eles se entenderam muito bem, houve um respeito e uma atmosfera bacana ali, uma paz. Por outro lado, entre Mulder e Einstein...ouch. Para mim tentaram fazer dela uma versão três vezes mais chata que a Scully em seu pior dia dos seus tempos áureos de ceticismo. Talvez, eu ainda simpatize mais com ela. Afinal, aparentemente eles ainda aparecem ao menos mais no próximo e último episódio, não sabemos se, rolando mais uma temporada, eles retornarão. Como a maioria do fandom, já deixo claro também que para mim é impossível a ideia de imaginá-los assumindo os Arquivos X e se transformando nos “novos” M&S...não dá! Se fosse para dar certo uma ideia dessas, teria dado com Dogget e Reyes...fim de papo.

Voltando ao episódio em si.
Ao meu ver, o garoto Shiraz não estourou aquela bomba, como a mãe piamente acredita, e sim só o amigo. Primeiro que não teria sobrado muito dele para contar a história, muito menos um pedaço ainda vivo, e me recuso a acreditar que CC nos apresentaria o rapaz, de forma tão singela, que de cara todos já vêem como terrorista em potencial (percebam todo o preconceito que os americanos imprimem a todo tempo contra esse povo no episódio) colocando-o realmente como um homem bomba. Sei lá, não bate muito com o que Arquivo X costuma pregar. Terrorismo é um assunto muuuito delicado nos EUA. Muitas pessoas sofreram com ataques, perderam muitos entes queridos, a vida, a saúde, seus lares...Por outro lado, os muçulmanos que imigram para lá, além de já sofrerem a usual xenofobia americana, ainda têm o agravante de serem todos vistos como potenciais terroristas, sendo que o extremismo pode acontecer (e acontece) em várias religiões. Claro, é que nesse caso há todo um 'quê' político e militar para piorar as coisas. Dessa forma, achei bom colocarem em pauta a discussão sobre o assunto, mas não gostei da maneira como começou, com o ataque e tudo mais...esse tipo de coisa, ao meu ver, só agrava uma situação já quase insustentável. De resto, pelo menos humanizaram bem sua mãe e mostraram as pessoas intolerantes como facilmente sugestionáveis ou carregadas de pré-conceitos. Já ajuda.

Quanto ao Mulder. Claro que foi engraçado toda a ideia dele querer viajar nos cogumelos (de novo) para tentar uma comunicação com o garoto em coma. Mas a execução da sua viagem...mesmo sendo uma enteogenia...não fez sentido no quesito 'plano astral' de Mulder. O que raios tem a ver ele dançar country? Nada a ver com ele! Sugestão por estar no Texas? Pode ser...mas ainda assim...não! Se fosse num bar daqueles de ETs ainda vá la. Até a mulherada bonita dançando e rebolando atrás dele eu entendo. Mas ele dançar? Foi engraçado? Pra mim foi mais embaraçoso que engraçado e foi mais DD do que Mulder...rs. Então prefiro ficar apenas com a parte que ele está no barco e vê Shiraz no colo da mãe, a la 'Pietá'. Preciso falar do quão desnecessária foi a cena com a Einstein '50 tons de maldade'? Acho que não né...
Fora que era tudo placebo...lidemos com isso :/
Talvez Mulder tenha essa capacidade de viajar pelo poder da auto sugestão mesmo...
Quando ele acorda no hospital, não tive como não lembrar do final de Triangle (fomos tão felizes lá e não sabíamos). Ele fala pro Skinner que ele estava lá, fala para a Einstein que ela também estava e ninguém acredita...tudo igual. Pelo menos ele não falou para a agente que a amava também né...ufa!

E o final...Posso ser sincera? Vocês não vão me bater?
Acho que pelo fato de terem vazado tantas e tantas imagens e gifs dessa sequência, o que eu mais ansiava era pelo teor da conversa deles nesse ínterim. E ao assistir, achei que não gerou nenhum clima que imaginei que a cena poderia ter. Foi fofo ele convidá-la para passear com ele de mãos dadas? Claro que foi! Mas eles passaram o episódio todo separados – o que já ajuda a cair consideravelmente a dinâmica da história – e quando tínhamos isso antigamente (The Unnatural, All Things etc) essas cenas de início e final geralmente carregavam na tensão ou num papo mais profundo, ou em algo significativo. Para mim, só foi fofo eles andarem de mãos dadas juntos, como velhos amigos que já foram amantes e seguem sendo amigos. E eles são muito mais que isso, por isso não fiquei inteiramente satisfeita. Um beijo resolveria? Não sei, pois não havia clima para isso e esse foi o grande problema da cena: a falta de clima. A 'simples' troca de olhares entre eles ao pé da cama de Maggie em “Home Again” por exemplo foi muito mais carregada de clima do que essa. Mas claro, é apenas minha opinião...e claro, melhor que nada! ;)

Agora, aguardemos o derradeiro My Struggle II. Que, ao que tudo indica, vai manter nossos agentes separados na maior parte, pelo menos. Tomara que seja apenas uma impressão ou, se for o caso, que contenha boas cenas e valham os poucos momentos juntos. Dedos cruzados e coração apertado, porque mal começou e já acabou...sniff [/Fê Monteiro]



[Ana Paula] Babylon me deixou pensativa. Sempre que se falava de religiosidade, em Arquivo X, o foco era Scully. Suas crenças e como isso conflitava com sua postura profissional. Dessa vez foi bem legal ver Mulder refletir sobre isso.

Mas não foi só isso que mexeu comigo no episódio. A sinopse já diz que o terrorismo seria o tema abordado. Logo no teaser já dá pra imaginar que aquele jovem será o tal homem bomba... Foi estranho vê-lo em seu cotidiano matinal, sofrendo preconceito por ser de uma etnia diferente, encontrando seu amigo, sorrindo... Eu só pensava: ‘ele tá caminhando para a própria morte... E está fazendo isso com convicção!’.

Faz pensar sobre como as nossas crenças nos movem para frente, como se somente houvesse uma certeza no universo... E às vezes nem pensamos que a ideologia que nos rege pode ter sido distorcida por alguém antes de chegar até nós. Isso é Chris Carter nos tirando da nossa zona de conforto. Tem como não amar?

E não para por aí! Esse revival tem sido um presente tão lindo para os fãs... O que foi a Scully dizendo “nobody down here but the fbi most unwanted”? Gente... A frase clássica do Piloto. A primeira vez em que ela ouviu a voz daquele que ia ser seu oposto perfeito (e ela nem sabia disso ainda)!

O mais legal é que os diálogos entre eles têm sido tão leves, apesar de profundos. Maturidade é uma coisa maravilhosa, né não? Antes, os momentos de descontração eram mais raros, por isso, tão preciosos. Agora sempre há um tom de brincadeira, um sorrisinho, uma tentativa de humor... Por mais tensa que seja a situação (menos quando se trata de William, claro, uma ferida que continua a doer).

Às vezes a gente olha para trás e percebe tantas atitudes e posturas que, hoje, parecem exageradas ou desnecessárias né? Aí vem o CC e coloca os nossos amados agentes de frente para a versão mais jovem deles mesmos. Foi até um pouco difícil acompanhar o diálogo... Acelerado, ácido. Miller tão idealista quanto o antigo Mulder. Einstein (mais uma linda referência ao Piloto) uma positivista ferrenha assim como Scully era no início.

Tem uma troca de olhares entre Mulder e Scully que fala mais do que um discurso inteiro. Eles se reconheceram ali. E sabiam exatamente o que fazer para tornar a vida dos agentes menos complicadas. A escolha em quem cada um focou sua ajuda foi apenas sensacional!

Scully conduziu Miller à visão de que a ciência manipula probabilidades e trabalha com o invisível, sendo possível experimentar com isso. Mostrando-se mais flexível e disposta a ouvir, conseguiu adquirir sua confiança.

Já Mulder foi... Bem, Mulder! Provocando, desafiando, alfinetando o ego da agente Einstein conseguiu sua atenção e sua colaboração...  Ou pensava que sim. Mas, mesmo achando que o tinha engando, ela se deparou com o inexplicável, pois Mulder conseguiu (sabe-se lá como) provar essa ligação invisível entre as pessoas.

Agora, sério... David Duchovny tem se superado na capacidade de se colocar em situações ‘vergonha alheia’. A crise de meia idade do Mulder tem rendido momentos impagáveis! Se foi por autossugestão ou por outra coisa, não podemos afirmar, mas a super viagem dele foi auto reveladora e eficaz.

Ele caminhando ‘muito lhouco’ pelos corredores do hospital e depois dançando, só me lembrou aqueles tiozinhos que querem forçar uma barra junto dos mais jovens. Como eu ri! A referência á cultura hip-hop em pleno ambiente country, a presença do grande Skinner (que sempre aparece para salvá-lo e dar sermão no final)... E o momento saudade dos nossos queridos Pistoleiros Solitários. Por que eles morreram mesmo? Ia ser tão legal vê-los em 2016, pirando e hackeando tudo! Foi bom assisti-los em um momento de descontração.

Quando Mulder ‘caiu’ na sala quem que os abduzidos sofrem experiências, eu pensei logo que iniciaria uma ‘bad trip’, mas somos surpreendidos com a ‘Einstein dominatrix’ e a referência aos famosos vídeos e revistas, que não pertenciam a ele. Então, como o episódio tinha esse tom mais místico, foi lindo ver a alucinação terminar na barca do Caronte (representado lindamente pelo Canceroso), onde Mulder vê o maior símbolo do amor condicional: uma mãe carregando seu filho quase morto.

Não fiquei muito surpresa ao ver que aquela mulher era mãe do jovem. O uso da simbologia Cristã (a Pietá, de Michelângelo) foi condizente com o que Mulder tem vivido e absorvido (a dor de Scully, pelo destino de William). Ele viu o poder do amor incondicional: que faz Scully sofrer pela dúvida, ou Margaret acordar pela voz de seu filho perdido, ou mesmo fazendo um jovem em seu leito de morte reagir, num esforço que retira todas as suas energias.

Foi bonito que o episódio trouxe a verdadeira mensagem do islã pela voz de uma mãe: Deus, Alá ou qualquer outra divindidade... Eles são amor e sua mensagem é distorcida para o uso indiscriminado de pessoas que querem atingir de acordo com interesses próprios.

Por mais que as fronteiras estejam caindo, hoje vivemos em uma verdadeira Torre de Babel (e acho que foi isso o que episódio quis passar), onde ninguém mais se entende, porque esquecemos de ouvir e sentir o outro, tão preocupados que estamos em provar nossas próprias verdades. Deixamos de ter compaixão, como os agentes ignorando o ser humano que estava morrendo na cama do hospital e sendo extremamente cruéis. Isso se reflete desde relacionamentos profissionais (Miller e Einstein), entre casais (Mulder e Scully) e em escala global.

Finalmente, a cena da varanda! Tanta especulação não me preparou para a beleza dela. Mulder ouvindo “Ho hey” enquanto Scully se aproximava. Agora é ele quem tem dúvidas, e ela ouve. Scully tem uma reposta tão simples... Maravilhas nunca se acabam quando se trata deles dois.

Scully pede para que Mulder fale com ela. Algo que era tão fácil antes, mas que deve ter se tornado complicado, ou eles não teriam se separado. Mulder pede que ela caminhe com ele, simbolicamente algo que ela sempre fez, desde a primeira vez que entrou no porão, um elo que a separação rompeu.

Ao vê-los caminhando, temos a certeza de que se havia algum ressentimento (como vimos em algumas falas de My Strugle), não há mais nenhum. Eles foram se aproximando novamente, primeiro profissionalmente, depois pela saudade de William, pelo conforto, pelas dúvidas... E finalmente pela satisfação de estarem juntos, caminhando de mãos dadas.

Foi poético. Foi lindo.

Não sei se estou preparada para uma season finale, mas vamos a ela. Na certeza de que será épica e na esperança que não seja a última. [/Ana Paula]


[Carina] Vou começar pelo fim... A cena final com embalada pela canção “Ho Hey” do grupo The Lumineers, é romântica, para dizer o mínimo, pois terminar com uma cena onde Mulder e Scully estão de mãos dadas e a música ao fundo que diz: “Pertenço a você, você pertence a mim, Você é minha doce amada”, pode entra para a galeria das melhores cenas do Arquivo X (sendo que a décima temporada está recheada dessas cenas), e a cada episódio percebo o cuidado com a fotografia e a trilha....  Babylon me surpreendeu pela forma que tratou de temas tão melindrosos, principalmente para os americanos. Terrorismo, religião, amor e ódio, e outras tretas.

O episódio se inicia sem sabermos exatamente aonde ele irá nos levar, vemos um jovem muçulmano fazendo suas orações e depois sendo hostilizado por outras pessoas, então a cena impactante da explosão nos deixa perdidos, sem saber como isso se encaixa em um Arquivo X.

A frase só os mais indesejados dos FBI e ouvida novamente, dessa vez dita por Scully que com um sorriso diz que esperou 23 anos para dizer isso, mais uma vez temos a prova de que a memória dessa ruiva é algo sobrenatural e que sempre que pode devolve o troco das coisas que ouviu. Conhecemos os agentes Miller e Einstein, e não demora muito para ver uma versão jovem de nosso amado casal. O interessante e ver como Mulder e Scully trabalhando separados, porém ao mesmo tempo na mesma dinâmica de quando estão juntos. Os quatro agentes empenhados em manter o “homem bomba” vivo e tentando tirar dele as informações necessárias para desmantelar células terroristas.

Uma constatação, para ser agente do FBI tem que ser ruiva e ter ciúmes do parceiro? Pois a agente Einstein só aceitou ajudar Mulder quando foi “substituída” por Scully.  A mulher é mais brava que a Dana... Até bater de frente com Mulder ela bateu.

As cenas de Mulder chapado com placebo foram magnificas, seja pela dancinha ou pelas caras e bocas, foi quase um momento vergonha alheia. Matamos a saudades dos pistoleiros, vimos que Fox tem um lado texano e meio John Travolta, descobrimos que ele conhece o livro de E. L. James, e sai com a frase que entrará para os anais dos Arquivos X “ Você estava lá com seus Cinquenta Tons de Maldade”. Porém nada supera o canceroso como o barqueiro da morte, uma cena de uma plasticidade belíssima, como uma trilha e uma fotografia que ditava o tom das atuações. A mãe com o jovem muçulmano nos braços, lembrando a escultura A Pietà, foi triste e ao mesmo tempo bela.

Segundo a Bíblia, foi na torre de babel que os homens deixaram de falar a mesma língua, e isso causou as divisões, as diferenças. Mas gosto muito do sentido da fala de Scully no fim do episódio que diz que quando aprendermos a falar e ouvir com o coração nos entenderíamos novamente.

De maneira muito discreta vemos estampado por trás de uma obra de ficção a intolerância, a dificuldade de manter valores como a piedade e a caridade, quando estamos diante de alguém que não reconhecemos como igual. A falta de capacidade da nossa dita sociedade moderna de se   comunicar, incitando o ódio e descriminação. A religião vista sobre o prisma do ódio, não sobre o do amor, como um fator de desagregação, semeado a desunião. Ninguém nasce para odiar, ou para fazer a guerra. Arquivo X nos mostra isso na figura da mãe que fala com o filho no leito de morte dele, na fala de Mulder sobre as mães e a guerra, no olhar de Scully. [/Carina]


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6 comentários:

Marcilia disse...

O bom de ter vário reviews em um só lugar é que você vê que um episódio pode não agradar a todos, e não tem mesmo! Acho que o principal objetivo dos episódio de AX foi sempre nos deixar pensativos sobre a natureza humana, e humanos não concordam sempre!
Achei o tema interessante sobre a abordagem tentar se comunicar com uma pessoa me coma, nunca feito em AX, mas acho que a alucinação de Mulder ficou exagerada... sei lá estranha.
Talvez eu tenha que tomar uns chás de cogumelos para entender o que se passou na cabeça de Mulder.
Talvel CC tenha feito isso para escrever esse episódio.

Sofia de Souza disse...

Adorei todos os reviews e só quero dizer que concordo com a Cleide, adorei o episódio, mas fiquei bem decepcionada com a participação dos Pistoleiros Solitários, poderiam ter dado pelo menos uma fala pra cada um. Eles foram de grande importância no decorrer da série e logo na volta aparecem praticamente apenas como figurantes?

Karine Corso disse...

minha reclamação é que pra variar não teve um beijinho e essa temporada foi curtaaa demaisss ahhh. espero que venha filme ai.

Paula disse...

Meu Deus já tá terminando, que pena. Mas que venha mais por aí!!!

Janaina disse...

Well...

Eu não acho que esse episódio tenha sido tão ruim como tenho ouvido durante essa semana. Acho que AX não aborda terrorismo, quem aborda isso é 24 horas e Jack Bauer, o terrorismo foi apenas um assunto de fundo para o principal que seria um contato fora do corpo com uma pessoa em coma, acho também que o episódio mostrou algo para nós que já sabíamos, Mulder e Scully precisam um do outro, e eles também sabem disso. E para finalizar tenho que dizer, Mulder e Scully nunca tiveram uma música tema para o seu romance, e eu ADOREI A MÚSICA ESCOLHIDA! ela ficou na minha cabeça a semana TODA, ou seja pra mim, agora escuto Ho Hey e penso automaticamente na linda cena dos 2 juntos! Que lindo!
Ah e tomara que tenha pelo 1 beijo amanhã, porque já esperamos 8 anos!
Aí não né Chris Carter????

Helena disse...

Hoje, fico na torcida para não faltar luz de novo!
Nem consegui ver em tempo de fazer review de Babylon!Ainda estou injuriada,mas vou me consolar lendo e comentando as de vcs que são excelentes.

Primeiro, sou aquela excer que acha que episódio ruim de AX é bom, episódio bom é ótimo e episódio de primeira é indescritível.
Só o prazer de ver episódios novos tem sido fabuloso, as referências aos antigos, a evolução do relacionamento de M&S...Nem passou o último de hoje e já estou sentindo aquele gostinho de quero mais e desesperada para vir mais!
Babylon tratou de terrorismo e religião no mesmo episódio e, na minha opinião, foi uma ligação extremamente adequada, já que os terroristas islâmicos afirmam que tudo que fazem é em nome de Allah. O preconceito das pessoas é baseado no medo e como nós podemos ver diariamente nos noticiários, este medo tem bases sólidas.
Josi, entendo e até compartilho em parte sua birra contra Miller e Einstein, mas, como você, eu me diverti muito com os dois. Pareciam caricaturas, versões exageradas e cômicas de M&S nos velhos tempos.
Como a Neyla escreveu, CC brincou com os fãs e foi bem divertido.
E o Miller pegando o celular para fotografar os sujeitos que queriam matar o muçulmano? Lembrei de posts de como seriam conspirações nos dias de hoje em que tudo, absolutamente tudo vai parar nas redes sociais!
Como a Cleide, e parece que mais milhares de pessoas, A D O R E I a Scully dizer: “Ninguém aqui além dos menos queridos do FBI! Esperei 23 anos para dizer isto!”.
A Fernanda mencionou o Mulder dançar country. Realmente! Achei hilário, mas o perfil do Mulder teria mais a ver com Elvis Presley, a série toda, ele foi fã de Elvis.
O fim do episódio: apaixonante, lindo, singelo, meigo etc.

Ah Janaína, concordo com você, deixa terrorismo para 24 horas. É um tema bem difícil para introduzir em AX, embora eu tenha achado legal este episódio, espero que QUANDO tiver mais episódios,pois eu quero, eu preciso acreditar que terá, o terrorismo não seja tema recorrente..
Para por aqui, que estou quase fazendo uma review, acho que por frustração de não ter conseguido na semana passada, mas vou parar de lamentar e rezar e fazer mil promessas para tudo quanto é religião, santo e tal QUE A LUZ NÃO FALTE HOJE E SE FALTAR QUE AMANHÃ NÃO.
Duas semanas seguidas, ninguém merece.

Finalizando, mesmo, parabéns pelas reviews e comentários.