sábado, 30 de janeiro de 2016

10x02 - Founder's Mutation (A Mutação do Fundador) Reviews


Direção: James Wong
Roteiro: James Wong

Resumo: Quando um cientista comete suicídio, Mulder e Scully investigam se uma força invisível pode tê-lo levado a isso. O que eles descobrem é um laboratório onde os experimentos genéticos extremos já acontecem há décadas, com seres resultantes de reproduções que possuem poderes inesperados e perigosos. [Fonte: FOX]


The X-Files - Episode 2
An all-new episode of The X-Files airs TONIGHT at 8/7c on FOX!
Publicado por The X-Files em Segunda, 25 de janeiro de 2016


Comentários

[Cleide] Como a tendência geral vai ser de análises cena a cena do episódio, vou fazer um pouco diferente para este, vou comentar, sem compromisso com a ordem, o que gostei e as referências que percebi.


No primeiro episódio tivemos a mitologia revisitada e tendo uma guinada super plausível para um caminho com potencial para muito mistério, paranoia, bizarrices e conspiração, com o plus de reencontramos o vilão mais temido e odiado pelos fãs: CGB Spender, vugo fumante, vugo Canceroso segundo Mulder ou “Cança” como o apelidamos na Sociedade X, longa história.

O segundo episódio foi um momento de nos mostrar que ainda há muito pano para manga para criar histórias de tirar o sono de qualquer um nos monstros da semana. Digamos que “Founder’s Mutation” é um episódio híbrido, pois toca na mitologia ao discutir as mutações genéticas e o uso de mulheres como incubadoras como já vimos antes e também traz à tona a questão de William, filho de Mulder e Scully, que está profundamente entranhada na mitologia da série.

O suicídio estranho que vemos no teaser, e a presença de Mulder e Scully o investigando (o que o FBI teria de investigar em um suicídio já que haviam tantas testemunhas? Que mistério haveria?). Este episódio nos remete ao início da série, com Mulder concordando que não havia nada para investigar e saindo com Scully só para dizer que “tinha algo estranho ali”, no maior estilo do episódio “Shadows” da primeira temporada em que ele abre o caso tirando as digitais da vítima com seus óculos. Scully, diferente de no passado, nem questiona, ela conhece Mulder e simplesmente sai sem criar polêmica.

Achei muito surreal e um pouco divertido o mal entendido entre Mulder e o namorado da vítima, que achou que o agente era um homossexual recalcado, e manda aquela “a verdade está aqui” apontando para o peito dele ao qual ele responde “é, já ouvi algo do tipo”. E depois, achei muito bacana Scully comentar quem em pleno 2016 o cara ter de esconder suas preferências é um absurdo.

É interessante como eles, apesar de tempo longe do FBI, continuam com a observação tão aguçada, tão perspicazes, e ao mesmo tempo mais tranquilo, sem afobação dão o tempo necessário, lutam as lutas necessárias, mas não batem de frente todo momento, tanto eles quanto Skinner. Adorei Scully ter sincronizado as imagens das câmeras do hospital para ver o que acontecia (antes Mulder que tinha essa coisa de encontrar e projetar imagens, mas ela incorporou muitas técnicas que eles usaram por muito tempo, bem como ele incorporou algumas qualidades dela, de esperar, de ajuntar cópias, de esperar a hora certa de falar certas coisas). Eles estão muito afiados, não levantam de cara a esquisitice do rapaz da limpeza na cena (e nós os vemos na hora que Mulder escuta o som, e simultâneo ao ataque do rapaz que se mata), mas quando a investigação prossegue, rapidamente eles ligam os pontos.

Adoro a conversa dos dois com Skinner, e o mala do departamento de segurança do governo. O cara faz seu discurso, suas ameaças, e depois que sai Skinner pergunta: vocês fizeram cópias dos documentos? Hahahaha sensacional! Mulder não fez, mas observou o suficiente para entender e para levantar a suspeita e incômodo a Scully. Skinner avisa também que agora o FBI aumentou um número inútil de burocracia, então eles tinham um tempinho para investigar entre os trâmites legais.

A cena da visita dos agentes ao “fundador” é ótima: nos traz um desconforto imenso ver aquelas crianças com defeitos genéticos tão graves, e ainda, o fato delas serem criadas em ambientes totalmente estéreis, sem contato social, é arrepiante. Scully faz as vezes de Mulder e joga na cara do fundador que ele estava fazendo experiências com alienígenas... vejam a beleza disso, eles se relacionaram tanto tempo, que hoje em dia Scully é um pouco Mulder (acho que a oitava temporada moldou muito isto nela), e Mulder é um pouquinho Scully.

Falando nessa troca e ressignificação dos personagens, o diálogo na saída do hospital já é um dos quotes mais bonitos, Scully ao desconfiar das experiências feitas serem semelhantes ao que aconteceu com ela, e ouvindo o parceiro chamar as mulheres de incubadoras, diz a ele que ela não é nenhuma “mocinha desprotegida” e se era isso que ele pensava dela: que ela era apenas uma incubadora. E Mulder diz à ela que para ele ela nunca foi “apenas” em nada – uma frase que praticamente resume a história deles, em sua capacidade de síntese, e diz muito: Scully nunca foi “apenas” sua parceira, nunca foi “apenas” uma amiga, “apenas” uma colega, “apenas” uma amante...  Nos remetendo à pedra fundamental de “Amor Fati”, aos “opostos perfeitos” de Trust no One... Mulder e Scully nunca foram simples, nunca foram mornos, não há como se apagar a história dos dois e como ela moldou quem eles são até ali... de forma, que para nós, é quase como se não houvesse Scully sem Mulder ou Mulder sem Scully.

Tenho de comentar as duas cenas dos agentes – sem saber um do outro – imaginarem como teria sido a vida sem William. Dói ver Scully tão leve e feliz levando o menino no primeiro dia de aula, depois com outros acontecimentos cotidianos, e o pavor de vê-lo se tornar com feições extraterrestres. O mais tocante, é que questionado, Mulder fala que se lembrava sempre do menino, mas precisou deixar isto para trás. Vemos Scully mais tarde, ao entrevistar a esposa do fundador que foi institucionalizada – dizer que “uma mãe nunca esquece”, quase como a jogar uma indireta para Mulder. E então, nos deparamos com ele, por sua vez, fantasiando a vida com o menino, um pai tão amoroso, e as conversas nerds com o adolescente, para desaguar no seu trauma primordial, vê-lo sendo abduzido como foi Samantha. Para não agravar a dor de sua amada, ele escondeu a dor, culpa e frustração que também sentia por não ter criado o filho, pois ele sabia que o sofrimento dela seria maior e culparia mais ainda da decisão da adoção, se soubesse que ele também sonhava com a paternidade do menino.

O desfecho do caso é muito interessante, o fato do menino ter se comunicado com a mãe biológica para sair da barriga é surpreendente. O poder dele e da irmã juntos e o fato deles fugirem juntos ajuda no clima de paranoia, e o governo colocando panos quentes, fecha com chave de ouro toda história.

Tenho que dizer, para fechar, que a fotografia deste episódio me agradou muito, com imagens que gravam na nossa memória: a cena da menininha respirando debaixo d’água, o aparecimento dos corpos - que lembra Hitchcock – as locações bonitas no interior. E as cenas envelhecidas com luz dourada que diferenciam a realidade da imaginação dos agentes e sua vida feliz com o filho. Por tantos elementos de roteiro e técnicos, diálogos nerds afiados dos protagonistas (pré Google como diria Scully), este episódio entra na minha lista de monstros da semana favoritos! [/Cleide]



[Josi] Primeiro episódio MOTW da nova temporada e já veio com todos os elementos clássicos de um bom Arquivo X! Tal qual a premiere, há alguns elementos para os quais você precisa fazer vista grossa, mas acho que já faz parte. RS

Deixa eu dizer uma coisa logo de cara que eu deixei de falar no outro review: estou amando essa diversidade inserida até agora nessa temporada. Claro que não chega ao ideal, mas já é algo. Estou adorando todos os sotaques diferentes dos que estamos acostumados e pessoas de origens diferentes também.

O primeiro quadro já nos apresenta um olho meio ensanguentado do Dr Sanjay seguido de toda a sua expressão angustiada. A coisa vai evoluindo para sons em alta frequência até vozes em sua cabeça. Ao final, ele termina se matando com um abridor de cartas (coisa exagerada aquela não? Os que eu uso são menores rs) fincado bem em seu ouvido! Assim que eu me recuperei no choque, eu pensei: É isso! Arquivo X está de volta! Yeeesss!!!

Algo que me incomodou de verdade foi que eu achei que ficou muito corrido eles passarem diretamente de pessoas que não eram do FBI a 14 anos para agentes federais armados e em investigação de campo. Mas enfim... temos que abstrair esse fato pois realmente seis episódios nos deixa com pouco tempo a perder.

Mulder e Scully, totalmente reintegrados ao FBI e ainda com Skinner como chefe vão investigar a morte de Sanjay, que lhes chama atenção pelo local de seu trabalho: um laboratório de pesquisas genéticas.

A escolha de seu primeiro caso se mostra certeira. Seguindo a dica do namorado do pesquisador, eles descobrem que as pesquisas são conduzidas em crianças com sérias deformidades. Então, eles precisam falar com o misterioso Fundador que dirige os tais estudos. Eu até agora não entendi o porquê de tanto bafafá em torno desse homem. É só outro cientista sem escrúpulos.

De acordo com o que eles conseguem apurar, o Departamento de Defesa dos EUA repassa fundos para que este homem conduza experimentos genéticos com crianças e até mesmo estimulam mães em estado de fragilidade a doar seus filhos supostamente doentes para as pesquisas. Eu fiquei desconfiada com tudo ali. Quem pode garantir que aqueles bebês estavam mesmo doentes? Quem garante que aquelas crianças têm o mínimo de dignidade se elas não têm ninguém por elas além daquele médico que fez experiências até com seus próprios filhos?

Ah, outra coisa que eu gostei também foi da pequena conversa de Mulder e Scully sobre como é absurdo que nos dias de hoje a homofobia ainda exista. Aliás, apesar de que podíamos passar sem a piada com o namorado de Sanjay, a postura de Mulder durante o incidente e a conversa deles depois também é legal.

Falando nos filhos desse ser, vamos combinar que eles são ótimos! Pra começar, eu sou fascinada pela garotinha respirando debaixo d’água desde que a vi em uma das promos alguns meses atrás. E o menino... bom, o menino fez o seu próprio parto. Daí vocês tiram. Quem não gostou nada disso foi a mãe das crianças. Ao tentar proteger os seus filhos de seu marido inescrupuloso, ela acabou perdendo a ambos e a sua liberdade.

Toda essa conversa de crianças modificadas geneticamente faz com que Scully lembre de si mesma e de sua gravidez miraculosa. E isso gera nossa primeira cena icônica shipper do Revival. Scully interpela Mulder sobre seus sentimentos sobre William, se ele ainda pensava no menino e se ele tinha teorias àquele respeito mas tinha medo de contá-las a ela.

Scully: "É isso o que você pensa? Você acha que eu fui apenas uma incubadora?"
Mulder: "Você nunca foi um 'apenas' em nada pra mim, Scully."

Ownnn.... Ele também afirma que pensa no filho também, mas que sente que precisa deixar aquilo pra trás. Scully obviamente não acha que consiga o mesmo pois depois ao conversar com a esposa do médico-monstro, ela comenta que uma mãe nunca esquece um filho.

Eles acabam descobrindo o paradeiro do garoto, Kyle, e que ele tinha a habilidade de induzir sons nas cabeças das pessoas, mas como ele não sabia bem como fazer aquilo, ele também fazia as pessoas em questão ouvirem sons extremamente agudos ao ponto de inutilizá-las. Mas ele queria apenas uma coisa: encontrar sua irmã. Imagino como isso não deve ter tocado Mulder, já que aquilo era exatamente tudo o que ele quis por muitos anos. E agora, tanto ele como Scully passam o mesmo com William.

Eles levam Kyle até o seu pai na esperança de que ele ao menos o deixe encontrar com sua irmã. Por algum motivo, o menino é levado a outra moça. Quando ele vê que foi enganado, sai correndo a procura da menina, Molly, a encontrando por trás dentro de uma sala com porta de vidro. Os dois irmãos se reconhecem de imediato e conversam telepaticamente. Com sua habilidade, ele estoura os vidros da ala inteira do hospital, a libertando. Ela mantém as outras pessoas à distância usando de telecinese e o menino passa a estourar o pai. Ugh. Mulder depois comenta que não consegue não ver aquela cena e eu só penso que depois do abridor no ouvido e o parto na estrada, aquilo dali é fichinha!

Os dois adolescentes, claro, desaparecem. Eu só espero que eles consigam dar um jeito de ir buscar a mãe biológica deles e a adotiva de Kyle. :) O bom é que Mulder está um ladrãozinho de primeira e já tinha passado a mão no sangue de Kyle. Mais material pros testes de Scully!

Durante esse episódio, por conta dessa conversa de lembrar de William ou não, tivemos um pequeno vislumbre de como Mulder e Scully se enxergam como pais, suas esperanças e medos relacionados ao filho que tiveram juntos.

Primeiro foi a Scully. Vemos ela numa vida normal, levando o filho para a escola e conversando alegremente com ele numa atmosfera ensolarada e leve. O menino cresce e de repente tudo fica um pouco mais sombrio e ele sofre um acidente. O clima fica ainda pior quando no que parece um pesadelo, um William já adolescente grita apavorado pela mãe e Scully vê apavorada que os olhos do filho estavam como os de um alienígena... como se ele estivesse em mutação.

Ao final, tivemos a de Mulder. Começa igualmente alegre, ensolarada, continua com ele dividindo seus conhecimentos com o filho, mas por fim seu pior medo vem à tona e ele assiste impotente ao menino ser abduzido como aconteceu com sua irmã.

Esses sonhos acordados que eles têm são muito importantes pois nos dão uma ideia muito boa e real de como eles se sentem em relação a William. Ambos sentem muito falta de como tudo poderia ter sido, mas eles têm um medo enorme do que poderia acontecer realmente à criança. E, claro, algo que foi chocante pra muitos, vimos bem como Mulder também sofre... apesar de conseguir esconder tudo provavelmente em benefício de Scully para não fazê-la se sentir ainda pior.

E o episódio termina assim... ambos sofrendo e sozinhos... [/Josi]



[Fernanda] Enquanto My Struggle teve o trabalho de contextualizar essa nova fase, apresentar novos elementos e reunir nossos queridos agentes. Em Founder´s Mutation podemos sentar e apreciar o retorno da boa e velha fórmula Mulder e Scully + cena do crime + teorias + autópsia (que está bem realista, diria eu). O episódio, no entanto, não se encaixa de fato como um monstro da semana a meu ver, ele fica ali, na tênue linha entre MOTW e mitológico, pois apesar de termos um monstro (que pode ser tanto o garoto Kyle como a irmã Molly, como principalmente o pai), todo o caso se revela parte da conspiração, no que tange ao uso e abuso de mulheres, manipulação genética de embriões e testes em inocentes com uso de DNA alienígena, tudo a serviço do Governo, como sempre. Sem contar as cenas “realidade alternativa” com William *sofre* em nível angst como poucas fanfictions se atreveram a chegar.

Ao assistir, tive um certo número de Dèja Vus com Emily, Post Modern Prometheus, entre outros. Sem contar a referência óbvia e muito utilizada já em X Files, mas que sempre funciona: o cientista louco feat Frankenstein. Tudo somado a uma atmosfera meio X Men que deu um certo charme e frescor a tudo (a cena final mostra que o melhor lugar para aqueles irmãos é o Instituto Charles Xavier para Jovens Especias, sim ou com certeza?).

O cientista Sanjay (gente, acho super legal terem inserido tantos personagens indianos ao longo dessa temporada, além de diversificar mostra uma realidade americana atual: os indianos dominam áreas da ciência e medicina nos EUA e estão muito presentes nos seriados atuais) , que se mata no início de forma terrível (morro de aflição, não consigo ver a cena, juro) trabalha para a Nugenics, uma empresa de engenharia genética cujo fundador, o Dr. Goldman, utiliza para desenvolver mutações em crianças que ele alega estar tratando. É odioso, realmente.

Adoro ver os momentos “old school” de Mulder e Scully nas investigações. Mulder toma o celular “emprestado” de Sanjay da cena do crime (lembram do notebook em Killswitch?) e Scully traduz palavras do Sânscrito diretamente de sua super HD cerebral, uma vez que ela é pré-Google :)

E através dos contatos, Mulder chega a um amante de Sanjay, que ente outras coisas, escondia sua opção sexual (como Scully bem observa, algo estranho de se fazer em pleno século XXI). E como a gente fica quando Mulder todo inocente chama o carinha pra conversar em particular no melhor estilo “é assim que faço com meus informantes”, e o carinha entende outra coisa e vice-versa? Desculpa, não consigo, dou risada toda vez que assisto kkkkkkkk. Mulder é muito inocente pra tudo isso...seja com homens ou com mulheres, ele sempre é pego de surpresa...tsc tsc.

De qualquer forma ele tira algo daquele encontro: Sanjay tinha um outro lar, onde podia ser mais verdadeiro. Lá eles descobrem que ele tinha um grande carinho pelas crianças cobaias do Dr. Goldman, e se preocupava com elas, tanto que estava ajudando o jovem Kyle, que fora do controle de seus poderes telepáticos, acabou levando-o a se matar. Aliás, Kyle está todo o tempo aparecendo pelo episódio, notei pouco da primeira vez que assisti, mas cada vez que assisto percebo que ele aparece mais e mais, sempre seguindo ou antecedendo os passos de Mulder e Scully.

Adoro Skinner com os agentes na sala (tão nostálgico) fazendo o que ele faz de melhor: despistando o agente do Departamento de Defesa que impede inclusive o próprio careca de tocar nos arquivos do Dr. Sanjay, alegando que são confidenciais e ainda ameaçando Mulder (como se ele realmente se importasse) se as informações vazassem. Skinman dá como encerrada a investigação oficialmente, mas assim que o cara sai de cena ele deixa claro que está ganhando tempo para que os agentes concluam o caso. Não é para amar o careca? Ah, e é ótimo Mulder chamando o cara chato de Snowden.

*Em tempo: Edward Snowden é analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA (agência que faz parte do Departamento de Defesa dos EUA) que tornou públicos detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana. Legal, porque o próprio Carter disse que a base para essa temporada seria o caso Snowden. Show!

As investigações os levam, em determinado momento, à ex-esposa do Goldman, mãe de Molly e Kyle, que após tentar fugir do marido levando Kyle no ventre, foi internada em um hospital psiquiátrico e conta toda sua história aos agentes. Devo dizer que ela não me convenceu muito na cena, me pareceu meio forçado. Ela fica dez minutos em estado catatônico se passando por louca para não responder às perguntas e depois desata a falar tudinho, só porque deu um fora jogando a maçã no gato?

Outra cena que não me convenceu muito foi a da jovem futura quase mamãe Agnes quando aborda os agentes no hospital pedindo ajuda para sair dali. Achei repentina demais, um pouco forçada, ela parecia super temerosa que a irmã do mal (medo daquela freira) a visse falando com eles, mas havia um monte de enfermeiras ali onde estavam. E ainda, também me pareceu uma pisadinha na bola o fato de Mulder e Scully não se tocarem quanto à Molly, uma vez que a menina surtou no corredor da ala das crianças especiais e os funcionários ficaram gritando o nome dela e depois Mulder diz para o Kyle que ninguém sabe onde a garota está, como assim? Mas enfim...detalhes.

Agora, o que dizer da conversa entre nossos queridos sobre as mães incubadoras que termina em William? Alguém duvida de como Mulder está infeliz com a separação? Como ele a ama? E as cenas de realidade alternativa-imaginativa com Will (íntima, sempre) são de cair os olhos de tanto tanta emoção. Particularmente, me emociona mais ver Mulder-pai, pois Scully-mãe a gente teve a oportunidade de presenciar, inclusive suas preocupações e sofrimento, mas Mulder-pai é algo novo, mais uma nova visão que essa temporada nos traz de Mulder. É lindo e triste ver o quanto isso o afeta também e como seu amor por Scully o impede de demonstrar qualquer dessas emoções diante dela.

Para encerrar, Mulder e Scully fazem o que podem de melhor: juntam o caos com a desgraça e vêem o circo pegar fogo. Eles só reunem o garoto, que é uma arma em potencial - que matou o amigo sem querer, o que dirá que ele faria com o pai que arruinou sua vida – com a irmã, que também tem poderes e que está presa e isolada há anos, junto com o pai médico e louco no mesmo ambiente. Resultado: catastrófico! Porém, ineditamente, Mulder sai com uma prova disso tudo (vamos aplaudir), a amostra de sangue de Kyle. Quem diria?! Vamos esperar para ver se oportunamente isso será explorado. [/Fernanda]



[Carina] Como todos esperei ansiosamente o retorno de nossos heróis aos Arquivos X, e meu coração estava acelerado com o primeiro episódio, mas quando o segundo começou... Tornei a me apaixonar por Fox e Dana, e sem falar pelo Chris Carter. O que foi aquele cientista atormentado fazendo identificação de retina?

A Mutação do Fundador já está entre meus episódios favoritos, e como pareço ser a única pessoa que gostou do arco sobre Willian (mas acho que muita gente está revendo seus conceitos nesse momento), goste do fato de retoma o assunto sobre o que aconteceu com o filho de Mulder e Scully, fora outras cenas e falas que vão ficar em nossos ouvidos e olhos por décadas. Muitos assuntos são postos em discussão, homossexualidade, vidas duplas, manipulação genética, nossa boa e velha conspiração, mas também o relacionamento de Mulder e Scully entra na lista.

O mote do episódio é a manipulação genética por parte de governo, que gerou crianças com os mais variados tipos de deformidades. Mas também gerou crianças com grandes poderes, é aí que conhecemos Kely e sua irmã Molly, que nada mais nada menos são filhos do homem responsável por toda a pesquisa. O que lança uma nova suspeita de que Willian pode ser também resultado de uma dessas pesquisas. Ditando os rumos dessa nova mitologia.

O momento em que Mulder rouba o celular da vítima, e ao ser reprendido pela Scully e sai com um papinho de ser da velha escola, então ao encontrar no telefone do camarada repetidas ligações, a Ruiva identifica que o nome do contato significa escondido na língua do falecido. E quando perguntada de como ela sabia isso responde “ também sou da velha escala, pré-google”. Tava com saudades dessas tiradas, tem como não amar o roteirista?

A pista leva Mulder até um bar meio suspeito, onde o Lester da série Chuck (pois não me lembro o nome dele aqui) que está lá sentadinho numa mesa, e quando questionado se poderiam conversar em um lugar mais calmo, o leva para o banheiro, achando que iriam interagir mais intimamente, se é que entende, fazendo a cena seguinte no mínimo engraçada. Depois de tomar um não o cara fica todo frustrado e faz um discurso sobre a verdade estar no coração na tentativa de convencer nosso amado Fox sair do armário, depois de ouvir todos os argumentos do cara, a frase que sai da boca de David Duchovny é “Já me disseram algo semelhante antes”. Eu já disse que amo o roteirista?

Eu confesso que demorei um tempo para saber de onde eu conhecia o ator que interpretava o Fundador, depois de um esforço e a ajudinha do Google (não sou a Scully tá!) me lembrei que era da série Melrose - e eu tinha uma quedinha por ele mesmo o personagem sendo gay-, a cena da morte do cara foi tensa.

Mas as cenas que fizeram lugar no meu coração foram:

*Mulder dizendo a Scully que ela nunca é algo simples;
*A conversa sobre o Willian que está 15 anos agora;
*O sonho de Scully de como seria viver ao lado do filho, e todo o medo gira em torno de sua origem;
*O momento pai do ano de Mulder, e o medo de que acontecesse o mesmo que houve com Samantha (paranoia pouca é bobagem, pois até em sonho isso o persegue).

Ok, não sei se todo esse falatório ficou bom, mas ainda estou vivendo o renascimento do amor pela série. Mas tenho que escrever só mais uma coisa: por que cargas d’água a Scully quase atropelou aquele guri? Será que era o Willian? Pois uma coisa que aprendi em todos esses anos, nada acontece por acaso, tudo tem um motivo. Agora é a hora de aguarda e aguardar... [/Carina]



[Helena] Durante uma reunião em um complexo de pesquisa, um dos cientistas, Dr. Sanjay, começa a escutar vozes, ou melhor, uma voz, repetindo “faça” “agora”. Estava numa freqüência tão alta que ele se mata com um abridor de cartas, mas ninguém mais ouviu. O Sanjay também escreve algo na mão.

Scanner- sua mente pode destruir brbrbr. Calma, só lembrei de um filme muito antigo que eu adorei e o Mulder, no mínimo, ia amar!

Nossos agentes, agora oficialmente reintegrados ao FBI e lotados nos arquivos X vão analisar a cena do crime. Como nos velhos tempos, já tem um segurança do lugar dizendo o que eles não podem ver e também como nos velhos tempos, o Mulder rouba o celular do Sanjay, a Scully discute necessidade de um mandado e o Mulder continua lindo.

*Detalhe para o servente que quase atropela eles com o carrinho de limpeza.*

Um dos contatos era Gupta e a nossa Diva impressiona com seus conhecimentos do idioma índico e explica Gupta significa Segredo.

O Mulder chega ao Gupta que ele acreditava ser uma espécie de contato da vítima. O encontro em um bar com vários homens observando eles acintosamente. Eu achava que estavam sendo espionados até o cara tentar abrir a calça do Mulder. Aí caiu a ficha, era um bar gay e o sujeito era amante do Sanjay. O Gupta querendo que o Mulder saísse do armário e dizendo a verdade está aqui apontando para o peito do Mulder. Impagável!

Enquanto isto a Scully faz a necropsia e descobre o que ele escreveu na mão. “a mutação do fundador”. O Mulder também fica intrigado com o Gupta ter contado sobre as preocupações “com suas crianças”. Lá vão nossos agentes para o ninho de amor secreto do Sanjay.

O interessante, e a Scully comenta, é nos dias de hoje, alguém esconder isto.

*Detalhe para o rapaz que quase atropela o carro deles.*

No apartamento eles acham uma parede com fotos de crianças bem novas com diversas anomalias. Quando o Mulder abre aquela gaveta e ajoelha de dor, eu gelei, achei que estava voltando a quando o Mulder foi afetado pelo artefato alienígena. CC já quis garantir pavor no 2º episódio! Mas logo passa.

As informações que eles encontram no apartamento são confiscadas pelo Departamento de Defesa. Mas o Mulder já tinha lido, o Skinner dá uma cortada no Mulder na frente do funcionário do DD e assim que o cara sai, agora, parte em que acabo rindo, o Skinner vira para o Mulder perguntando/afirmando que ele tirou cópias de tudo. E aprova! Claro, Mulder agindo como Mulder e o Skinner apoiando com uma conversa sobre como a burocracia vai atrapalhar que ele encerre a investigação do Mulder.

Os dois vão fazer a conexão suicídio do Sanjay- crianças com anomalias genéticas- DD.

A Scully alertando que pode ser perigoso e o Mulder com o velho charme perguntando “quando isto nos impediu antes?”

No hospital em que trabalhava, a Scully consegue, forçando a barra, marcar uma entrevista com o tal Goldman. Eu só pensei na hora que logo mais nenhum hospital vai contratar ela, sempre termina aparecendo algum arquivo x.

Na saída, o já famoso diálogo que culmina com “Você nunca é ‘apenas’ alguma coisa para mim”. Lindo lindo lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A Scully fica extremamente abalada e volta a pensar no filho. Desculpe, eu disse volta? Ela não deve conseguir parar de pensar nele. Tenho certeza que ele está sempre na cabeça dela.

Eu jurava que o tal Fundador, Augustus Goldman era o Canceroso. Errei! Era coisa pior se isto fosse possível.

Aquela clínica e aquele “médico”, Dr. Goldman, me deram arrepios. As crianças com problemas congênitos sérios que nós bem podemos imaginar se não é resultado de experiências com manipulação genética, isoladas como cobaias. E eu não agüento pensar nem em experimentos com ratos.

Uma garota grávida que eles conheceram no hospital e fugiu é atropelada e eles começam a seguir as pistas até a esposa do Goldman que estava em uma instituição psiquiátrica por ter matado o filho.

A laranja no coitadinho do gato! O pior é que eu ri na hora!

Ela conta sobre a filha, Molly e temos a já famosa e igualmente sinistra cena da menina brincando no fundo da piscina. A Sra. Goldman conta sobre a auto-cesárea. Arrepios só de imaginar!

Finalmente o Mulder se toca sobre o garoto que eu sempre menciono entre asteriscos e chegam à casa do Kyle, que tenta fazer o negócio mental com o Mulder, mas a nossa Diva, para variar salva o Mulder. Eles colocam o garoto no carro bem bravos e não aceitam desculpas esfarrapadas como: “não queria machucar ninguém”, “não sabe o que está fazendo”. No fim, é verdade, o garoto não tem controle sobre o poder dele.

A Scully resolve levar o Kyle até a clínica do papai Goldman. O garoto concorda com o exame, mas quer ver a irmã. O “médico” /pai tenta enganá-lo, mas ele percebe e vai procurar a irmã, acha e aí, dá-lhe tele cinese e outras habilidades mentais. A Molly desarma e derruba a Scully com a mente e manda o Mulder longe quando ele vai tentar ajudar a Scully.

O DD assume a jurisdição e o Mulder só lembra-se de desmaiar depois de ver os olhos do Goldman saltarem das órbitas. Eu achei que o Goldman mereceu e, na verdade, foi até pouco diante de tudo que ele fez.

A seqüência final do Mulder com o filho e terminar olhando a foto, o paralelo com o final de Elo de Ligação na 1ª temporada.

Sem palavras! [/Helena]



[Ana Paula] Que monstro da semana,  o quê! Nós queremos mesmo é entender o universo emocional dos personagens. E fomos presenteados com esse episódio lindo, que soube dosar nostalgia e perspectivas para os personagens.

Mulder e Scully estão de volta aos Arquivos X e chegam com vontade de recuperar o tempo perdido. A história das experiências com grávidas e crianças remete à mitologia original da série, sem que seja muito fechada para os novatos. Isso é ótimo, porque agrada todo mundo.

Todo o contexto das experiências a que Scully foi submetida foi dado de forma dinâmica. Sem deixar de lado de abordar o quanto isso mexeu com os sentimentos dos dois agentes. Podem se passar décadas, mas continuam os mesmos numa investigação: ele empolgado e subversivo, ela analítica e cuidadosa. Agora, alguém tem que avisar ao Mulder que os tempos mudaram, as pessoas  são mais livres e ousadas e ir para os fundos de um bar com outra pessoa que você nunca viu na vida, não necessariamente significa obter informações.

Quem não estava com saudade de ouvir os dois se apresentando com agentes especiais do FBI? Quem não estava ansioso para ver o escritório no porão novamente! Algumas coisas mudaram, como os slides dando lugar a uma tela de alta tecnologia. Outras coisas permanecem as mesmas... Cadê a escrivaninha da Scully?

Talvez os monstros da semana não sejam os dois irmãos, mas o pai deles. Sério, como alguém pode conviver bem sabendo o que faz para tantas crianças... Para seus próprios filhos? Desde Frankenstain que se sabe: as ‘criaturas’ sempre se voltam contra seus criadores quando são injustiçados.

Se no primeiro episódio, Mulder parecia ressentido da separação, parece que agora ele está tentando realmente uma aproximação. Impossível não visualizar corações voando com a declaração dele ao afirmar que Scully “nunca será ‘apenas’ alguma coisa” para ele. Como ela pode resistir a isso? (Tá, anos de prática, nós sabemos).

Para mim, a maior questão do episódio foi conhecermos os sentimentos de ambos em relação ao William. Algo que não foi muito explorado até a 9ª temporada. É de cortar o coração ver as fantasias dos dois em relação ao menino. Scully, sendo a mãe participativa na vida escolar e Mulder compartilhando momentos simples, mas de muito carinho (em um ambiente menos urbano, sossegado, como ele disse).

Se alguém ainda tinha dúvidas do amor de Mulder pelo menino, já não tem mais. Se alguém ainda tinha dúvidas de que a relação entre eles ainda tem futuro, acabamos de ver que Mulder não vai desistir da sua ruiva. [/Ana Paula]


Vídeos
















Bastidores







Fontes dos GIFs: x x x x x x

10 comentários:

mada disse...

EU ACHO QUE O MULDER DIZER QUE TENTA DEIXAR ISSO PRA TRAS EM RELAÇAO AO WILLIAM,É QUE SE ELE MOSTRAR O TANTO QUE ELE SOFRE A SCULLY VAI SOFRER MAIS AINDA,E ELE NÃO VAI DE JEITO NENHUM DEIXAR ISSO ACONTECER,EU ACHEI O SONHO DO MULDER COM O WILLIAM MUITO MAIS SOFRIDO,PORQUE ELE VIU O FILHO SOMENTO DUAS VEZES,JA A SCULLY AINDA FICOU UM BOM TEMPO COM O MENINO,AGORA QUE DECLARAÇAO DE AMOR MAIS LINDA,PELO MENOS PRA MIM,AQUANDO MULDER DIZ,VOCE NUNCA FOI APENAS PRA MIM SCULY,NOSSA ME DERRETI,E O MULDER SOZINHO OLHANDO A FOTO DO FILHO NOSSA CHOREI,NO SONHO DELE MOSTRA COMO ELE SERIA UM PAIZÃO,MESMO TENDO PESSIMOS EXEMPLOS DE PAI,TANTO O QUE ELE PENSAVA QUE ERA O PAI DELE,E O PAI VERDADEIRO,SERIAM UMA FAMILIA MUITO FELIZ.EU JA MAO ESSE EPISODIO E A CENA DA SAIDA DO HOSPITAL E NUNCA MAIS NOS IREMOS ESQUEÇER A FRASE(DESCULPA REPETIR,MAS EU ACHO LINDA) VOCE NUNCA FOI APENAS PRA MIM SCULLY(TRADUÇÃO,EU TE AMO,E VOU TE AMAR SEMPRE,ALEM DA ETERNIDADE)SIM PORQUE PRA MIM MULDER E SCULLY VAO SE AMAR PRA SEMPRE.

Marcilia disse...

Tudo nesse episódio foi perfeito, do enrendo a trilha sonora!
Mas tem uma cena que resumo toda a busca de Mulder e onde ele vai encontrar a verdade.
O diálogo dele com Gupta é interessante porque Gupta diz umas verdades a Mulder e a gente nem percebe

".. É reprimido ... Pare de ser atormentar. A verdade está aqui" (apontando para o coração dele.)

Quem sempre colocou o coração em tudo foi Scully, acho que dessa vez será Mulder.

XFILES disse...

Eu tava aqui matutando onde que eu tinha visto essa mesma situação... "a verdade está aqui" e apontando para o coração...

lembrei agora que Albert depois de morto vai falar com Scully em A sexta extinção e diz pra ela procurar mulder no coração dela... Não lembro se melissa fala algo assim pra Mulder tb...

Josi.

Anônimo disse...

Foi um sufoco fugir de tanto spoiler pra conseguir assistir apenas ontem ,pois minha internet é horrível. Ainda estou tentando focalizar os personagens e seus sentimentos depois de tanto tempo para saber como estão,já que sou uma shipper assumida.Mas é o bom e velho arquivo x de sempre e isso já me basta.
A fotografia do episodio é perfeita e todo o contexto prova que ainda se tem muito o qe contar.
Que venha mais....

Yanne

XFILES disse...

Nossa, Yanne... que barra! Mas que bom que vc tá conseguindo assistir mesmo que atrasado! ;-)

Abração!

Josi.

Carina Moreira disse...

Do mega ansiosa para saber se Willian aparecerá ou não... Ainda sonho com uma família feliz para nossos amados agentes.

Paula disse...

Maravilha o retorno de minha série favorita, amei os primeiros episódios e aguardando o terceiro por que ainda não vi. Mas estou amando!!!!

XFILES disse...

Eu tô meio cética qto a William aparecer realmente... mas... estamos aqui pra sofrer mesmo. kkkkkk

Tb tô amando, Paula! <3

Sexta-feira tem o post de reviews do terceiro episódio, pessoal!

Abração!

Josi.

Anônimo disse...

o menino que a Scully atropela é o Kyle...

Livia Mello disse...

Gentee, só consegui assistir o Revival agora! Prdcido comentar! Esse episódio me destruiu! Chorei um monte de vezes! Essas cenas "sonho de vida com William" gente, me matou! Esmagou meu coração, como eu sofri!! Foi tao inexplicavelmente lindo ver o Mulder-pai! Não to nada bem ate agora!! To amando!