sexta-feira, 31 de julho de 2015

06x06 - How the Ghosts Stole Christmas (Como os Fantasmas Estragaram o Natal)

Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter

Resumo: Na noite de Natal, Mulder e Scully ficam presos em uma casa mal assombrada por fantasmas que fizeram um pacto suicida de amor... e passam a eternidade "encorajando" outros casais a fazerem o mesmo.



Comentários:

[Fê Monteiro]
Adooro o tom sombrio e gótico, com direito a órgão, que o episódio começa. E, apesar disso, é o episódio de natal mais leve que já houve em AX.





“Have yourself a Meery little Christmas...” - e eu sempre associarei essa música a natais cheios de solidão e melancolia...sorry Bing Crosby :/

“Se ouvisse 'Noite Feliz' mais uma vez começaria a fazer vítimas” - Eu te entendo Scully.

Sabe, pra mim ao menos, o Natal realmente remete a uma época mais para tristeza do que para alegria. Provavelmente perdemos seu significado, como os Fantasmas dizem ao final. Tudo se baseia em compras e brigas familiares ou solidão.

Divagações à parte, vamos ao episódio, que apesar de tudo, vem afirmar a atmosfera cômica e mais leve que a sexta temporada ( e LA ) trouxe para Arquivo X.

Claro, que o episódio em si é quase uma sessão de terapia de casal, porém nossos queridos agentes são mais do que isso e muito mais complexos do que qualquer psicologia pop poderia tentar explicar.

Scully: "Conte-me os detalhes."
Mulder (fazendo doce): "Já que você tem coisas natalinas para fazer..." - ahhhh, que carentão! Abraça ele logo!





Mulder narrando a história do trágico casal é algo para se guardar na memória. E é tão bonitinho ver os dois ali juntinhos. É muito legal a forma, quase ensaiada, com que ele dramatiza o caso, na tentativa de atrair sua parceira para dentro daquela aventura às vésperas do Natal. Muito embora nossa querida ruivinha esteja com o carro lotado de embrulhos. E eu pergunto, para quem tanto? Sem querer soar a cruel mas não sei nem se o Bill estava aparecendo mais para as festas (não que faça falta também). Vai saber...

Mulder (trabalhado no espanto): "Você não acredita em fantasmas???"
Gente, até eu fiquei surpresa! Quem não acredita em fantasmas afinal? É uma coisa tão óbvia! ETs, conspirações governamentais, monstros humanoides, são passíveis incredibilidade. Mas fantasmas? Achei que fosse uma unanimidade.

A carinha de frustração dele quando vê que não vai conseguir convencê-la a participar da brincadeira dói até na gente. Até porque, ele planejou tudo aquilo pra ela. Tenho pra mim, após muito assistir ao episódio, que não existe nenhuma outra explicação para ele estar ali, numa véspera de Natal, com a história toda ensaiadinha na ponta da língua – uma história sobre amantes trágicos – a não ser a de que esse é o jeitinho Mulder de levar a sua parceira para se divertir. Afinal, não era nenhum caso ao qual ele fora designado. E se ela não entrasse com ele, qual seria a graça?

Por isso mesmo ele encarna o adolescente curioso que invade propriedades abandonadas e que leva junto a “amiguinha” cética e inteligente que racionaliza tudo para pregar uns bons sustos nela e curtir suas reações.

Até hoje tenho minhas dúvidas se foi Mulder quem escondeu as chaves do carro da Scully, se foi ela que bancou a fingida ou se foram os fantasmas. Porém tendo mais para o Mulder mesmo, até porque quando Maurice o questiona sobre isso, ele faz aquela carinha de “I'm a guilty man”. Mas, de qualquer forma, Scully jamais iria deixar o nosso fofo passar o Natal assim sozinho. Fatão!

Um ligeiro arrependimento deve ter passado pela cabeça do Mulder com Scully se auto-afirmando sobre não ter medo e não parando de falar nem um minuto justamente para disfarçar o medo. Levou até um “Shhhh” do parceiro! Eu dela fazia a aterrorizada e grudava nele. Mas falar o que dessas oportunidades perdidas....tsc tsc

Vou falar que esse epi nunca me deu medo, até porque não é a intenção. Mas, ver aquela cena do relógio na entrada com o relâmpago e a suave aparição do fantasma da Lyda, assistindo provavelmente às onze e cacetada da noite, na escuridão da minha sala, de lado para um corredor e sozinha...confesso que rolou um medinho. Irracional é claro :p

Mulder: “Eu te dou cobertura” - valente feito uma marmota!

Engraçado como as pessoas podem, literalmente, enfrentar de tudo. Mas ninguém é corajoso depois que ouve um barulho em casa, sozinho, à noite.

Cena preferida #1: Como não amar o clássico susto da lanterna abaixo do rosto? Scully adora também...SQN.






Scully: “Sabe o que é estranho? Ela está usando a minha roupa.”
Mulder: “Que embaraçoso.” - e não é mesmo? Nenhuma mulher gosta disso. Mas se fosse um daqueles modelitos clássicos da Scully das primeiras temporadas, tenho certeza que nem o esqueleto ía imitar.

Demora, mas a ficha deles cai e descobrem que os corpos são eles amanhã...ou hoje mesmo no caso.
Agora, tenho que falar. Do alto de toda a esperteza e inteligência reunidas nessas duas cabecinhas, o que eles fazem quando se deparam com o fato de não haver saída? Se separam, lógico.
E então começam as sessões de análise. Só em Arquivo X para aparecerem fantasmas PHDs. Também, depois de décadas presos numa casa para toda a eternidade, há que se arrumar um hobby!

Maurice: “Você se considera coerente, mas tende a ser obsessivo compulsivo, viciado em trabalho, antissocial...”
Mulder: “Acho que não me enquadro.” - Pior cego é aquele que não quer ver...

Maurice: “Eu sei porque você faz isso. Escutar pacientemente (oi?) as racionalizações monótonas dela. Porque tem medo. Medo da solidão. Estou certo?” - Não fio, não está. É amor mesmo :D

Lyda (para Scully): "Talvez você reprima as razões pelas quais está aqui, fingindo ser por obrigação ou lealdade, incapaz de reconhecer seu segredinho: a única alegria em sua vida é provar que ele está errado." - hum, tem outras alegrias heim ;)

Sabe, na verdade, toda essa sessão de terapia feita em nossos queridos são meias verdades, que eles próprios tentam esconder sim. O tempo todo os fantasmas estão fazendo esse joguinho psicológico para atingir sua meta de véspera de Natal do ano. Porém, eles não contam com o fato de que esse casal em especial (que ainda nega o fato de ser um) é muito mais profundo e complexo que todas essas baboseiras que podem até colar com outros casais. Não é um mero jogo de ilusões que os colocará um contra o outro. Todo esse papo é muito mais um presente para nós, algumas revelações que eles nunca diriam, mas que afirmam com o olhar e gestos, como o suspiro que o Mulder solta quando explica que ele e a parceira não são amantes. Isso diz muito, muito mesmo!

Cena preferida #2: Levando em conta que esse foi o episódio de custo mais baixo da temporada, o efeito dos buracos nos corpos de Maurice e Lyda são demais! Amo a cara da Scully e sua reação, apesar de que, para alguém que lida tanto com mortos em estados muito piores, ela fica um pouco alterada demais. Só porque esses mortos estão vivos (oi?).


Lyda: “Eu espero que sua parceira o ache mais charmoso do que eu acho.” - Opa! E como! Charmoso, lindo, gostoso, necessário...ai, me empolguei...

Cena preferida #3: Os livros saindo das prateleiras. Sempre quis ter esse poder :)

Lyda: “Deveriam ter conversado sobre seus sentimentos antes de virem” - pois é fofa, a gente vive falando isso pra eles!



Depois que assisti à entrevista deles do NY Comic Con Paley Center é impossível assistir esse epi sem lembrar do DD falando sobre a cena em que Mulder dispara contra Scully, sobre a expressão dela, como a situação é triste. E é mesmo, naquele ponto do relacionamento deles, fico pensando como ela se sentiu na hora, sem saber que não era ele. Também é impossível não ter pensamentos pervs sobre os presentes trocados, após as sugestões dadas... :x

Pena que os créditos, para variar, aparecem cedo demais, nos deixando no mínimo curiosos. Mas faz parte do mistério né... [/Fê Monteiro]


[Josi] Este é um de meus episódios prediletos. Amo absolutamente tudo dele. Todo ano eu o assisto no dia de Natal... já é tradição. E o que isso significa? Já tenho decoradas todas as cenas e cada expressãozinha que eles fazem. :D

O primeiro shot é perfeito. A música gótica com clima de filmes de terror de décadas atrás passa um sentimento de nostalgia e suspense. Corta para Mulder sozinho num carro e música clássica de Natal. Linda, aliás...

"Have yourself a merry little Christmas..." - Tenho essa música em umas 10 versões diferentes. Essa de AX é de Bing Crosby.

Logo de cara, quando eu o vi pela primeira vez, eu me apaixonei por aquele sorrisão da Scully no início. Como eu comecei a assistir a série pelas maluquices que a Record fazia na época, meu primeiro contato com ela foi um mix de episódios da terceira e quarta temporadas, ou seja, eu os peguei numa época meio obscura e os sorrisos de Scully eram muuuito raros, ainda mais estes assim tão genuínos.

Amo a forma dramática com que Mulder conta a história dos fantasmas do casarão... oh Mulder. Você é um ótimo contador de histórias... especialmente quando guarda as informações mais importantes e chocantes para o final justo quando Scully está se desinteressando pelo caso. rs

Mas... tenho que concordar com os fantasmas... Mulder deveria mesmo estar querendo apenas a companhia de Scully ao chamá-la para aquele programa sem noção em pleno Natal. Interessante como a família de Mulder sequer tentava fingir qualquer normalidade. Nem mesmo nessa data, ele ia ver a mãe que não tinha mais ninguém como família também...

Mulder: "Você não acredita em fantasmas?"
Scully: "Isso te surpreende?"
Eu: E todos os casos de fantasmas que vocês já resolveram, criatura?

O que os fantasmas fariam se Mulder não tivesse chamado a Scully? Se roeriam de raiva e pronto né? Afinal, a maldição deles funciona apenas para casais... E Mulder iria para casa frustrado...

Agora... concordo com Scully... Nosso medo irracional por coisas que não estamos esperando faria qualquer um tremer num cenário daqueles. Não apenas por todo o clima, mas também pelos barulhos e surpresas do tipo a porta se fechando de repente.



Mulder: "Fantasmas são criaturas benevolentes. Quase sempre." - Tendo acabado de assistir à primeira temporada, eu não acredito que ele falou isso. omg

Eu sou tão Scully que dói. Eu também tentaria racionalizar o máximo que pudesse... entenderia que aquilo era algo irracional. E, no final, sim, eu iria até aquela bendita porta. Morrendo de medo, mas iria. kkkk

Mulder: "Três homicídios duplos nos últimos três anos..." - E você acha legal ter um encontro com a Scully aí??? (ahh... isso foi um "date", gente... à la mulder. kkkk)

Cara... eu o matava. Eu bateria nele até que ele estivesse estirado no chão inconsciente. Que desgraçado! Medo da moléstia!!! Tadinha da Scully!!!





Agora... um esqueleto aparentemente feminino de cabelos ruivos acima da altura dos ombros e outro aparentemente masculino de cabelos escuros... e eles ainda demoram pra ver que são eles. huahauhaua ok.

Eu nunca me conformo deles se separarem... já vi este episódio mais vezes do que eu posso contar... e nunca me conformo! Havia outras maneiras de confirmar se era uma formação triangular ou o que quer que eles queriam saber... eles não precisavam se separar!

Mas como duvidar que o senhor é mesmo um fantasma se ele não dá a mínima pra arma? Qualquer um se sentiria um pouco incomodado... a não ser que a coisa não oferecesse nenhum risco para ele, não é?

Maurice: "Você sente um impulso incontrolável de fazer as pessoas acreditarem em você?" - QUEM PERGUNTA ALGO ASSIM??? KKKKKKKKK





E aquela categoria??? Ele tá te xingando, Mulder! Deixa não!

Mulder: "Para-masturbatório?" - Né? Isso existe? hahahahahaha

Dúvida: Então Mulder realmente roubou as chaves de Scully? aff

Bom, como os fantasmas devem investigar as mentes de Mulder e Scully, eles sabem bem como lidar com eles. Com Mulder, eles o fazem duvidar da realidade... Com Scully, eles a reasseguram dos fatos. E assim, eles os desestruturam emocionalmente...

A pobrezinha da Scully. Acho que o medo irracional foi demais.

Maurice: "Essa psicologia barata é horrível. Só os irrita." - Fato.

Lyda: "Ninguém se sente desesperançoso no Halloween..." - Né? Menos diversão pra vocês... Mas são fantasmas adoráveis, não é? Eles só querem se divertir fazendo pessoas se sentirem miseráveis até terem pensamentos e atos suicidas. Mas são fofos e adoráveis. rs



Assim, vamos conversar! Lyda fala que aquele seria o último Natal que Mulder passaria sozinho. Assim... este mesmo ele passou com Scully... daí o próximo, nas minhas teorias, eles já estavam juntos... então, Scully pode ter jantado com a família e tal... mas provavelmente voltou para ele, certo? Eu não acredito muito naquele "Merry Christmas" de Mulder lá de dentro do buraco... acho que tudo faz parte da performance deles para o mundo... Quando foi o Natal depois daquele de Millenium? Eu não lembro... Foi com Mulder morto/desaparecido? O.o

Voltando... Scully, fia... Você viu a cabeça dele estourada... essa arma não adianta de nada. hihihi

Ai, gente que bonitinho que eles pensam que um atirou no outro mas não têm coragem de se vingar. Aposto que Lyda e Maurice não esperavam por esse tipo de amor. ;-)

Daí quando eles finalmente percebem que é mesmo tudo um truque, saem correndo em disparada. kkkkk Ah, Mulder... como Scully já disse uma vez, alguns mistérios é para continuarem sem resolução. Deixa esses fantasmas quietos!

Scully: "Nada daquilo realmente aconteceu. Tudo estava nas nossas cabeças, não é?" - Lógico. Tanto que nenhum de vocês está machucado, não é? :P

Mas um pensamento me ocorreu agora. Eles deviam voltar lá em outro dia. Pra saber como a casa é realmente sem estar sendo assombrada. Né? Ai meu Deus! Agora fiquei curiosa. rs

Ah, esses dois... admitam logo seus sentimentos, seus bestões! Sim, Scully, você nada na negação. E, sim, Mulder, você é muito arrogante, baixe a bola e pare de pensar que Scully tem que falar antes. ;)

Então, chegamos ao grande mistério de Arquivo X! O QUE HÁ NESSES PACOTES???

Ei... eu acho que Scully deu uma fita cassete pra Mulder. Tá no formato certo, né? Eita! E o presente dela? O que seria? Mistéeeerio.


Acho esse episódio brilhante... lindo, engraçado, nostálgico... Honestamente, eu não me canso de assistir. Aliás, estranho vê-lo sem ser Natal. rs E como Maurice disse, tudo o que eles falam é apenas psicologia barata. Algo que uma pessoa desavisada acharia deles superficialmente. Os sentimentos dos dois vão muito além de apenas uma necessidade baseada na solidão e na excitação do perigo. Afinal, antes de qualquer outra coisa, as mentes deles que se apaixonaram primeiro. [/Josi]



[Tessa] Eu fiquei pensando como a infância do Mulder deve ter sido difícil… se a família dele já não era um modelo de honestidade, depois da abdução da Samantha a coisa deve ter virado um inferno.

Como vimos em Surpresa no Natal, o Mulder passa os natais sozinho... diferente da Scully que é sozinha por escolha, o Mulder não tem ninguém por que como ele mesmo disse: “eu sou difícil de se conviver”.




Reparem que o Mulder pendurou uma meia listrada perto do aquário... foi o mais perto de uma decoração natalina que ele chegou... não sei se choro ou acho graça!!! [/Tessa]


[Cleide] Este episódio, se não me engano, é o primeiro (talvez único) episódio fofo de Natal de Arquivo X, acho que tudo isto tem a ver com a leveza da sexta temporada, sim,  nesta fase podemos dizer que nossos protagonistas foram por algum tempo  relativamente felizes... estava à vontade em seu trabalho e sua parceria, apesar dos problemas e frustrações que todo mundo tem. 

Scully até se dá ao luxo de participar de eventos sociais e familiares, como comprar presentes de Natal e comemorar em família (na quinta temporada vimos a inadequação dela nestes eventos, a experiência de quase morte parece ter mudando seu ponto de vista).  Mulder, por sua vez, é bem solitário nestes eventos, filho de família desfeita... o mais próximo de família que ele tem é a parceira, e por isto eu acho que inventa suas peripécias para atrair a parceira para suas aventuras. De certa forma, acho que visitar uma casa assombrada com uma história de amores infelizes  faz parte de seu entendimento de “encontro”. Temos que destacar também  a sua maturidade, quando Scully fazendo piada com o clichê da situação, diz ter soltado um pum... parece o humor dos meus alunos da educação infantil... (mas é tão adorável quanto).



Acho muito persuasivo o jeito que Mulder romantiza toda história de amor dos fantasmas,  Scully “escaldada” não cai e ele sabia que ela não cairia mais – a este ponto já se conheciam bem demais - e engana Scully pegando a chave do seu carro... Scully, apesar de negar, pela expressão do rosto sabemos que ela adora o jogo, ser “seduzida” para mais uma aventura doida de Mulder. Provavelmente por este “vício” que ela desenvolveu, colocou como resolução de ano “não cair nas roubadas de Mulder” ... pobrezinha!

O visual do episódio é muito legal, homenageando os filmes clássicos de terror, nos faz quase voltar na infância, quando gostávamos de brincar de castelo mal assombrado, evocando os mesmos clichês. Dentro da casa, percebemos pela  maneira que Mulder fala, que parece que nem ele estava levando a sério toda história, e sim tentando manter Scully com ele e assustá-la, para se divertir, lembrem-se era um “encontro”.

Curiosamente Scully entra numa racionalização e falação, além do comum, como uma válvula de escape para o medo irracional que ela sentia na situação. Conforme os fenômenos vão aumentando, os dois ficam com medo, embora Scully racionalize bastante.  Só com os dois presos na casa, sem poder sair, que nosso querido conta à parceira dos assassinatos duplos que acontecem na casa em todo Natal.  É muito divertido ver os dois ficando  cada vez mais histéricos!

O maior truque dos fantasmas é fazê-los encontrar os dois cadáveres com as roupas iguais a que estão vestidos... creeeeepyyy! É muito divertido vê-los com medo, pois são sempre tão destemidos, já viram tanta coisa estranha... é até fora do comum imaginar que umas portas batendo e umas luzes acendendo os assustaria depois de Home, Calusari, entre outros...


Os diálogos dos fantasmas com os agentes são muito bons.  É legal ver Mulder com o fantasma tentando confundi-lo, inicialmente com o objetivo de fazer o agente parecer doido e depois passa para a análise da personalidade de Mulder : “Egomaníacos, narcisistas, super zelosos, hipócritas”  entre outros, e cai na crença em extraterrestres, até chegar na causa: solidão e desajuste social...  e é hilário ver que  Mulder parou no para-masturbatório. Por fim, a entidade o truque de Mulder: “Você roubou as chaves dela?” e emenda: “escuta pacientemente as racionalizações monótonas dela por que tem medo, medo da solidão”.


Scully  está atipicamente histérica neste episódio.  E seu diálogo/análise com a fantasma não é menos intrigante: “sua vida deve ser tão pobre, passando a véspera de Natal com ele,  atrás de coisas que nem acredita(...) está na sua cara o medo, as ânsias conflitantes, o desejo inconsciente de se realizar em outra pessoa. Intimidade pela co-dependência.  Talvez você reprima os motivos de estar aqui, fingindo ser por obrigação ou lealdade, incapaz de reconhecer seu segredinho: sua única felicidade na vida é provar que ele está errado. ” achei tão cruel... mas o objetivo dela não era dizer a verdade e sim deprimir as presas para conseguir seu objetivo.

Uma coisa que me surpreende: Scully desmaiar quando eles mostram os buracos – tadinha! Dá pra acreditar que depois de tantas autópsias, isto ia derrubá-la? A motivação dos fantasmas,   seu espírito e tradição de natal era mostrar às pessoas o quanto a data poderia ser solitária...




Quando os fantasmas trocam de vítimas, eu quase morro de rir, por que Mulder dá uma de malcriado tocando na fantasma para ver se não é fantasma, e a chama de “desleixada”, Mulder voltou aos 7 anos neste episódio.  E é de dar risada quando ela o acusa de abuso e de ser xingada de nomes... “Já fui jovem e bonita como sua parceira”, “Deviam ter discutido seus reais sentimentos antes de vir aqui” a cara de Mulder ouvindo estas coisas é impagável! “Não mostro meu buraco pra qualquer um!” “Por que está mostrando pra mim???” huahuahua

Ambos fantasmas tentando convencer Mulder e Scully de que há um pacto de amor subconsciente para eles se matarem, e como eles parecem não cair muito nesse papo, trapaceiam fazendo Scully pensar que Mulder atirou nela e vice-versa.

Mas desta vez não eram quaisquer bobinhos que os fantasmas estavam enganando...  era tudo uma ilusão para que eles realmente matassem um ao outro. Mulder percebe o truque e fogem antes de meia noite... apavorados!

O finalzinho fofo é um bônus, dá dó de ver a tristeza de Mulder sozinho em casa e como ele acha que bateram na porta do andar de cima... (nem dá pra condená-lo por tentar atrair Scully para uma roubada, mas por quê simplesmente não a convidou pra jantar, né?). Scully chega na casa dele de madrugada, e entra sem nenhuma cerimônia, eles tem uma intimidade engraçada...
É legal que eles negam o que os fantasmas disseram ou tentaram fazer com que eles acreditassem, a afeição que dividiam era maior do que aquela bobagem, eles sabiam. E acabam de certa forma admitindo que gostam de estar juntos, os momentos que passam juntos importam, e trocam presentes mostrando o quanto já fazem parte um da vida do outro, muito além do profissional.
[/Cleide]


Quotes:

Scully: Mulder... nada daquilo aconteceu de verdade esta noite. Foi tudo imaginação, não foi?
Mulder: Deve ter sido.
Scully: Não que meu maior prazer seja provar que está errado.


Mulder: Quando já fez isso?
Scully: Por que me quis lá com você?
Mulder: Não quis estar lá? ... Estou sendo farisaico e narcisista ao dizer isto, não é?

Scully: Não, quer dizer, talvez quisesse estar lá com você.
Mulder: Sei que combinamos de não comprarmos presentes, mas tenho algo para você.
Scully: Mulder...


Mulder: Feliz Natal.
Scully: Também tenho algo para você.









Outras Imagens de HTGSC:


Ambos se acabando de medo, mas Scully finge melhor

Mulder e Scully... como cadáveres em avançado estado de decomposição

É pra se desconfiar desse fantasma mesmo...

Vamos falar sobre alguém aterrorizado?

É uma fofa

As coisas que achamos sexy...

... e românticas com esse nosso ship...

Alguém ainda está ressabiado


Fonte de GIFs e edits: x x x x x x

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Arquivo X Revival - Resumo de Notícias de Junho


Como todos que seguem nosso blog já devem estar sabendo, Arquivo X estará de volta para mais uma temporada! A estreia será com um evento duplo, o primeiro episódio será exibido dia 24 de Janeiro de 2016 e o segundo no dia seguinte. Os demais, seis ao todo, serão exibidos semanalmente.

Anúncio Oficial da FOX da volta de Arquivo X.
Clique para ver vídeo.
As filmagens começaram no início do mês passado, em Vancouver, com elenco original, Gillian Anderson e David Duchovny e, segundo o criador da série, Chris Carter, com o máximo da mesma equipe de 20 anos atrás que ele conseguiu reunir. Isso significa que roteiristas e produtores icônicos como James Wong, Glen e Darin Morgan também estão de volta. Outros atores do elenco original que já estão confirmados são Mitch Pileggi, nosso querido Skinner, e William B Davis, o odiado Canceroso.

É importante frisar que Vince Gilligan, ocupado com sua nova série "Better Call Saul" não estará envolvido nesse projeto. O mesmo vale para Robert Patrick e Annabeth Gish, que não reprisarão, por ora, seus papéis como John Dogget e Monica Reyes.

"Foi um momento estranhamente emocional. Eu o tinha (o script) no meu ipad, e quando eu rolei a tela e vi o nome Mulder com diálogo, eu fiquei... meus olhos encheram de lágrimas. Eu não estava esperando por isso." - David Duchovny.
"- Eu fiquei... meu coração começou a bater...
- Começou a cair a ficha?
- Aham. Eu não achava que eu me sentiria assim." - Gillian Anderson.

Outro ponto de interesse nosso é que estes seis episódios seguirão o formato antigo da série, ou seja, teremos alguns como monstros da semana e outros mitológicos.

Assim que a notícia foi divulgada, diversas entrevistas e reportagens com os atores, escritores e demais envolvidos com o projeto foram pipocando pela mídia. A chuva de rumores e spoilers também já começou, juntamente com photoshoots com os atores.

Fofamente, assim que Gillian e David chegaram na cidade, eles, junto com a equipe, passaram a divulgar algumas imagens da cidade, da locação e deles mesmos mostrando que já estavam mais do que prontos para iniciar novamente o que ninguém mais achava que seria possível: uma nova temporada de Arquivo X.

David chegando em Vancouver
Gillian compartilhando a primeira imagem
dos cabelos de Scully-2016
"Sem querer chocar e destroçar todo mundo,
mas queria compartilhar essa visão. 
Me deixou emocionado". Glen fofo
Chris Carter dando sua contribuição

Sabemos que muitos de nossos leitores preferem permanecer longe de spoilers e, especialmente, rumores. Sendo assim, vamos dividir as sessões do post de forma a não estragar a experiência de ninguém que não queira saber nada além do básico. Falaremos dos spoilers apenas ao final do post e isso será bem sinalizado. Lembrando sempre que a mídia não tem nenhum compromisso com a verdade, muito menos a que é especializada em entretenimento, então não confiemos em ninguém e sigamos o conselho sábio de Mitch para esperarmos para comentarmos sobre a história, negativa ou positivamente, quando realmente tivermos os episódios em mãos. ;-)

No entanto, os primeiros "spoilers" que nos deram foram fotos de cadeiras...

Fotos que foram compartilhadas (variações dela) não apenas
por Gillian e David, como também por Mitch e CC.

Tudo muito fofo, mas que não saciava em nada nossa fome de novidades... Até que veio o primeiro dia de filmagens externas, fotos pipocaram pela internet (imagens mais abaixo no post) e Chris Carter divulgou em seu instagram, a primeira imagem oficial de Gillian e David como Scully e Mulder.

Primeira imagem oficial divulgada por CC

Gillian e sua já famosa caixinha de maçã

E isso é tudo o que temos de oficial.

Vamos às entrevistas em vídeo. Todas relativamente spoiler-free, com apenas informações gerais.

Entrevista com Chris Carter:



-Eles chegaram à música de abertura da série depois que Chris deu a Mark Snow uma música que segundo ele, os solos de guitarra são ótimos e o finalzinho dela inspirou o compositor;
-A produção está de volta a Vancouver por acreditarem que a cidade dá o clima ideal para a série;
-Os novos episódios serão locados no tempo atual;
-Serão seis episódios por conta da agenda apertada de todos os envolvidos, mas a potencial para mais;
-Chris Carter fala ser mais como Scully, um cético, mas que os aliens lhe devem uma visita depois de todo esse tempo;
-A entrevistadora pergunta se eles (Mulder e Scully) vão ter cenas românticas ao que CC responde apenas balançando a cabeça afirmativamente...

Entrevista com David Duchovny:



-Ele fala como foi fácil voltar ao papel de Mulder e que ficou com os olhos úmidos ao ler o primeiro script;
-Ele comenta sobre como ele e Gillian mantêm contato e como ela foi ao seu show para a promover seu primeiro álbum em Nova York e ela chegou a subir ao palco e cantar com ele.
-A entrevistadora comenta como foi incrível ver a foto que Chris Carter publicou de Mulder e Scully no carro, como parecia que o tempo não tinha passado e pergunta se veremos romance, ao que David responde que não sabe...
-David fala de um dia de filmagens externas, que havia muitos fãs, houve muitos tweets e fotos e que é por causa dos fãs que eles estão de volta;
-"O personagem é meu bebê, isso soou estranho... [...] Eu certamente me sinto muito envolvido pelo personagem e se o estivessem colocando num caminho errado, eu teria me manifestado contra isso. Eu não vi isso." Ele completa falando que Chris Carter é quem guia o show, mas que procuraria ele, David, e Gillian se se encontrasse em um beco sem saída.

Abaixo abordaremos um grande especial que a Enterteinment Weekly americana fez com Arquivo X e depois fotos de paparazzi de filmagens externas. Quem não gostar de grandes spoilers, pode ficar por aqui mesmo.

domingo, 28 de junho de 2015

06x05 - Dreamland II (Terra dos Sonhos Parte II)

Direção: Michael W. Watkins
Roteiro: Vince Gilligan & John Shiban & Frank Spotnitz

Resumo: Scully e Mulder lutam para que ele retorne a sua vida normal.



Comentários:

[Fê Monteiro]
Adoro como esse epi começa com a biografia não autorizada do Mulder <3 ...tirando a parte de “empurrar o carrinho de bebê”, está até que bem verídico...kkkk





Bem, continuando da primeira parte, finalmente vemos a Scully cair na real de que o que tá rolando é o que tá rolando, entende? E lá vai o Mulder para a prisão militar (clichê mulderiano) para ser vizinho temporário de cela da vovó índia mais loka que o Batma...ou como ele carinhosamente a apelida: Grandma Top Gun...adoro! Felizmente para ele, o chefinho general está do lado dele nessa (essa é nova) e logo ele está liberado das acusações, uma vez que portava uma falsa caixa preta, propositalmente, com todos os seus movimentos friamente calculados (só que não).

Enquanto isso, Morris muda o tratamento com a parceira ao perceber que ela “ficou do seu lado” e decide partir para os galanteios e a convida para jantar. No apê 42 ele chega à óbvia conclusão sobre a vida amorosa do querido e resolve dar um up no QG (tá, única coisa decente que esse cara fez, vamos combinar). Já o Mulder estava acabando com a vida do cara (como se precisasse de esforço), a esposa prestes a expulsá-lo de casa e pedir sua interdição e ele continuava achando que se falasse a verdade ela entenderia. Tsc tsc...sabe nada inocente!

Ai gente, se restava ainda alguma dúvida na cabecinha ruiva da Scully sobre a troca de corpos, essa dúvida se esvaiu no momento em que um “Mulder” de avental (que faz janta) lhe tirou o casaco na entrada. - Tá, confesso que nessa hora eu gostaria que o DD estivesse interpretando, mas...eis que eles vão para o quarto e aqui eu volto atrás e agradeço, pelo colchão de água e, especialmente pelo espelho no teto, que nos proporcionou, ainda que por um breve momento, um vislumbre do paraíso...hehehe

“Sabe o que seria mesmo divertido?” - ahh Sculy safadinha! Nem fica corada. Aqui a gente sabe que ela já matou a charada, mas, diferente de nós, ela tá enxergando o Mulder ali. Ô mulher forte, vou te falar... Por outro lado, vamos combinar que se a esposa do Fletcher enxergasse como nós, essa mulher não ia ser forte. No estado em que ela está, capaz de trancar o homi em casa e já era! Apesar que, no fim do epi, o Morris vai se explicar pra ela no corpo do Mulder, contando detalhes da vida do casal etc (e por sinal ela é convencida muito mais rápido do que a Scully, pra gente ver como a nossa amiga é cabeça dura mesmo). E ela resistiu bravamente. Sei lá essa mulherada.

Bom, e lá vão todos para o barzinho alien em Nevada. Aliás, como tem desses estabelecimentos por lá heim...adoro! Mais uma vez o Mulder tenta salvar o casório, à sua maneira, afinal não é a intenção dele acabar com a vida do cara. Mas como o Chaves, ele faz sem querer querendo.

Dentro do bar temos 3 focos: o Mulder verdadeiro com a Scully no carro, o Morris com o general na mesa e a coitada da esposa no bar, sofrendo like a Maria do Bairro. E dá-lhe vinho na cara do querido...

Agora, na cena do banheiro, eu me pergunto: 1º - qual será a sensação de você querer sentar umas porradas em você mesmo? 2º – o que faziam Morris e Mulder  dentro da área do mictório esperando pelo general que eles não sabiam que ía entrar? Simplesmente não há respostas para essas duas questões, e melhor que não haja mesmo.

Além do Mulder, Scully ainda consegue presenciar o Frohike de avental cozinhando também. Quanto homem prendado nesse epi! E o Fletcher se esbalda com o QG dos pistolas, tirando o maior sarro deles. Damn you Morris! Adoro a cara da Scully tentando explicar para o trio o que aconteceu, é tão “me matem agora”.

Claro que a cena mais tchuca é a conversa de despedida. É uma verdadeira declaração de amor mútua. Outro momento em que fico feliz que seja o DD a fazer. A preocupação dele com ela, na situação em que ele se encontra, é muito amor incondicional. E as sementes compartilhadas dizem muito, muito mesmo. “Eu beijaria você se não fosse tão feio”, ahhh, pra cima de nós ruiva? Fala isso agora e perde um monte de oportunidades, falo nada!

Mulder: “Se eu o matar, será homicídio ou suicídio?”
Scully: “Nenhum, se eu fizer primeiro.” - Oi? Como assim? Qual seria a terceira opção? Parceirocídio? Eu heim...quem escreveu esse diálogo?

Enfim, no final, como sempre (ou quase) tudo se ajeita. Graças ao agente Grodin, que tem um ataque súbito de ética e moral e leva a tchurma para o local onde tudo começou. Tudo é esquecido, memórias de todos apagadas (felizmente as da secretária do Kersh também, credo). E, ainda somos surpreendidos (junto com a Scully), por um Mulder agradecendo a companhia da parceira. Choque! Deve ser memória celular, subconsciente...sei lá.

E, de toda essa aventura, restam o apê (cafofo do amor) do Mulder e as moedinhas fundidas do troco do posto para reafirmar, para nós espectadores, que aquilo não foi um sonho na terra dos sonhos.   [/Fê Monteiro]


[Josi]
Voltamos a Dreamland com uma não muito fofa biografia de Mulder feita por Morris.






"A meu ver, ele está a um passo de empurrar um carrinho de bebê cheia de latinhas vazias pela rua" - Morris sobre Mulder. Até parece que a vida de Morris é super organizada, né?

Eu realmente amo o fato de que Scully pode até resistir a acreditar nas coisas... mas quando é realmente necessário, ela não hesita em fazer o que é correto. E salvar o parceiro dela é sempre mais do que necessário. Prioridade número 1 deles é o outro. *love*

Essa carinha da Scully quando Morris a convida para jantar é maravilhosa. E o quão estúpido e vazio é tudo o que ele fala a Scully quando ela volta da reunião com Kersh. Ugh. Odeio esse cara.




Mas sério... como Mulder guardava suas roupas e tomava banho e se vestia? Pelo que eu lembro de outros episódios o banheiro é no quarto... rs


Mulder tentando ser legal com as crianças... kkkkkkkkkkkkkk

Joanne: "Morris, se você não gosta do homem que se tornou, eu não o culpo nem um pouco... Mas escapar da realidade não é a resposta. Aceite quem você é, por mais repulsivo que seja". JOANNE PRA PRESIDENTE!!!!

Lá vai Morris "deixa eu te mostrar o resto do apartamento" e Scully entra no único cômodo da casa que ela sabe que existe além do hall... a sala. E já está se preparando para dar alguma resposta polida, quando é arrastada para a grande surpresa.



A forma como ela fala o "não, eu não detesto", me deixa intrigada. Ela no momento deve ter imaginado aquilo tudo sendo mesmo do Mulder-real. Mulder-real sendo alguém assim normal. E eu vou transferir para ela meus próprios sentimentos. Eu acho que alguns desses elementos caberia bem em Mulder. Ter uma cama é legal. Mas tudo aquilo... não. Mulder não tem tempo nem personalidade para aproveitar um domingo de amenidades. Ele jamais seria assim tão leve. Ele tem muita bagagem, muito sofrimento acumulado, muita coisa para provar para o mundo. E... como Scully mesma diz em IWTB, isso é o que a fez se apaixonar por Mulder. A verdade é que ela não precisa de nada daquilo com ele... toda essa vida "normal" não combina com os dois.

Scully é tão doce e delicada o tempo todo não é? "'baby me' mais uma vez e você vai urinar por um cateter","ooou... eu posso atirar em você",*engata a arma para mostrar o quão interessada ela está em brincar com algemas com Morris*. Como não amar essa garota?

Joanne tem um baita dum faro pra descobrir as escapadas do marido. uau E amo que quando ela joga o vinho na cara de Mulder, ele não fala que ela é uma maluca ou algo do tipo... ele fala a verdade... que ele é um péssimo marido.

"Você é o cara que quer roubar a minha vida? Isso inclui as surras?" kkkkkkkkkkkkkkkk. Oh Mulder. Você não apanha sempre. Errr...

Morris e Joanne casaram num dia 13 de junho. Cá estou eu vendo esse episódio a poucos minutos desse dia. rs (Informação muito importante trazida a vocês por mim, Josilene :D)

A cara deles de "isso é tão não da minha conta"







Ver a esposa novamente faz Morris sentir saudades de sua própria vida. ownnn... nope. Ele ainda é um idiota.

Daí simples assim eles voltam não apenas ao normal, mas todo mundo envolvido esquece o que aconteceu. No entanto, o apartamento de Mulder continua mudado e as moedinhas ainda estão juntas. O que implica que Kersh, Joanne e o superior de Morris ainda lembram de tudo, não é? Afinal, o carinha lá que queria a carreira dele limpa de novo ainda lembrava de tudo mesmo depois que ele colocou todo mundo antes de Mulder de volta ao normal. Imagina Mulder e Scully pasmos ouvindo Kersh perguntar sobre a caixa preta? "Que caixa preta? Hã? Dias no Texas?". E Morris? "Joanne, você piorou? Como assim outra pessoa tomou o meu lugar? E quem autorizou essa garota a usar um anel do nariz???". OMG os pistoleiros! Que hilário! Eles devem amar ainda mais Mulder agora. Isso tudo faria sentido pra mim se Scully não viesse falando que Kersh não sabe da viagem deles a Nevada. Oi? OK... whatever.

Mas sabe o que é frustrante? Saber que toda essa experiência deles foi para as cucuias. Nada do que eles conversaram vai ser lembrado. Nada de "eu te beijaria se você não fosse tão feio"... sniff

E pra terminar... a cara de Mulder voltando para ver se ele tinha entrado no apartamento correto é o máximo!






[/Josi]



[Marina] Fletcher narra o resumo da vida de Mulder, como poderia ter sido promissora... e agora ele está disposto a fazer de Mulder um cara de sucesso.

No entanto, o Mulder de verdade está ferrado e Scully também. Ele foi preso e ela está suspensa por duas semanas.

Mulder resolve apaziguar a ira de Scully e a convida pra jantar em sua casa. Aí a ficha dela caiu. Mulder me convidando pra jantar? Mulder cozinhando?

Wegman pega tudo isso no ar e tira Fletcher da cadeia dizendo que ele fez uma jogada de mestre... afinal, ele livrou a cara do superior que é o verdadeiro informante. Fletcher (o verdadeiro Mulder) entra na jogada, dizendo que sabia que era a caixa preta falsa, pois não poderia confiar nos colegas.

Mulder (Fletcher) chega em casa cheio de amor pra dar, mas descobre que vai ter que fazer umas reformas para dar a Scully o trato que ela merece... Então... por que não providenciar um colchão d'água?

Enquanto isso, lá em Nevada, Mulder está destruindo o que resta do casamento de Fletcher tentando contar a verdade para Joan.

Scully chega a casa de Mulder (Fletcher) e até dá uma deitadinha no colchão com espelho no teto. Fletcher fica todo animadinho e Scully decide usar algemas... E ela as usa muito bem! Outro ponto alto dos episódios... com Fletcher preso na algema ela diz  "Se você me chamar de querida vai urinar por um tubo!" AMO A SCULLY! E ela joga tudo na cara de Fletcher. No meio dessa lavação de roupa suja, Wegman liga.

Do outro lado do país, Mulder convence Joan a ir para outro lugar pois estão sendo vigiados. Assim, eles  vão para um bar com temática alienígena kkkk
Do lado de fora do mesmo bar, Fletcher e Scully (que já cruzaram o país em uma nave alienígena supersônica kkk) combinam de encontrar Wegman. Fletcher fica surpreso (pra dizer o mínimo) quando descobre que seu superior é o informante.  Mulder está no mesmo bar, passando por uma saia justa com Joan... e ao ver os colegas de Fletcher chegando, ele vai para fora do bar, entrando no carro de Scully.
Fletcher pega a caixa preta. Joan vai para rua e vê Mulder dentro do carro com Scully e ficando possessa. Quando Mulder retorna ao bar leva um banho de vinho. É a deixa de Mulder pra ir ao banheiro.
Enquanto se lava, ele dá de cara com Morris Fletcher. Fltecher está com a caixa preta.
Wegman descobre que também não pode sair do bar e se refugia no banheiro, encontrando Mulder e Fletcher. Eles colocam um plano em prática. Wegman recruta os MIBs que estavam no bar para saírem atrás de Fletcher (Mulder) com a caixa preta. Só que dentro do saco há apenas cerveja.

Fletcher e Scully voltam pra Washington com a caixa preta e pedem ajuda aos Pistoleiros.  Eles quase não acreditam que aquele não é Mulder, até Fletcher explicar que Saddan Hussein é na verdade um ator que ele achou em Tulsa.
Scully e Fletcher voltam a Nevada (é tipo ponte aérea, super rápido cruzar o país de carro!) e encontram Mulder. Scully diz que falou com Frohike, que diz que houve um acontecimento anormal, e mesmo que pudessem recriar o momento, qualquer milissegundo poderia por tudo a perder. Tristes, eles se despedem de um modo terno, mas muito sóbrios. Scully beijaria Mulder... se ele não fosse tão feio; e Mulder entrega sementes de girassol a parceira.
Scully e Fletcher vão embora e horas depois, quando o dia amanhece, eles passam pelo posto e Scully fica intrigada quando vê o posto de pé.
 
Os eventos estranhos continuam a ocorrer, e um dos colegas de Morris Fletcher quer desfazer estes eventos e começa a por todas as pessoas envolvidas em seus lugares de origem para recriar os eventos que fizeram essa bagunça começar.
Scully volta a casa de Fletcher (Mulder) e conta sobre o posto. E como podem tentar fazer tudo voltar ao normal. Fletcher tem um momento de consciência e vai falar com Joan, revelando a verdade.
Os militares chegam a casa de Fletcher e acham a caixa preta verdadeira. Colocam Mulder, Scully e Fletcher num carro, e vão para o lugar em que tudo começou.
A nave passa. Os dois dias infernais nunca aconteceram. Nenhum deles terá recordações desses momentos.
Scully diz a Mulder que eles passaram ilesos pelo radar do Kersh. Mas as mudanças que não estavam no caminho do evento não podem ser mudadas. Scully segura as moedas fundidas uma na outra... e Mulder descobre uma certa mudança em sua casa...

-x-x-x-x-x-x-x-x-
Retomando meu comentário do terceiro parágrafo. Scully quer que Mulder pare com essa busca incessante. Forçadamente ele para, mas na verdade por não ser ele. E Scully não reconhece isso como sendo o parceiro. Talvez a mensagem seja de que não temos o poder de mudar as pessoas. De freiá-las. Cada um é o que é. Ao vermos Mulder de Fletcher, sabemos que aquela vidinha não combina com ele. O "normal" da vida é como cada um a constrói. [/Marina]


[Cleide]
Finalmente Scully começa a desconfiar do comportamento estranho de seu “parceiro” (aff, Morris Fletcher picareta!), e perante os gritos do Mulder verdadeiro, e da traição que Morris comete ao seu informante, a agente parece cada vez mais desconfiada e manda uma frase (que nos faz perceber que ela já sacou a teoria de troca de corpos): “I’ve been telling you for years you should play more by the book, haven’t I?” Morris não capta muito bem o que ela queria dizer, pois na cabeça dele, Scully é tão rebelde e inconsequente como Mulder, não lhe passara pela cabeça, que a Sra Spooky fosse a parte “séria” da dupla.

Quando ela toma suspensão do FBI e ele oferece um jantar caseiro, Scully saca tudo: ela conhece Mulder, seus hábitos, sua casa... sua geladeira... rsrsrsrs certamente, neste momento, ela teve a confirmação que precisava de que aquele não era o SEU Mulder.  E foi toda preparada para o famigerado encontro... chego a pensar nela bufando ao pensar que o Mulder verdadeiro nunca fez um convite destes, aliás, acho que é por isto que Mulder a ganhou, por não ser óbvio e dar de cima dela tratando-a como um objeto, como alguns caras normalmente fariam...

Morris explorando o apê de Mulder é outro clássico: “esse cara não transa há anos”... que cara, bonito, bem empregado e interessante, sequer tem um quarto? Morris não entendeu mesmo a vida de herói épico de Mulder. Adoro Scully fingindo que é bobinha e está entrando no jogo barato de sedução do Morris (como se bastasse ter a carinha de Mulder para ganhá-la... ela já estava escolada desde Vun Blundt) até a cereja do bolo: “Sabe o que seria legal” – ALGEMAS!? Nasty Scully... golpe mortal no babaca do Morris... “Baby me again and you’ll be peeing trough a cateter..” bem feito!

Aí que começa o problema: como devolver esta mala e recuperar o Mulder real. Scully faz com que Morris marque um encontro com o informante de Mulder para ver se consegue puxar um fio nesta meada... chegando na área 51 novamente, ela e Mulder têm um diálogo e ela revela que agora acredita nele, mas a situação é mais complicada do que pensam, pois ninguém, nem nos mais altos escalões da área 51, tem a menor ideia do que aconteceu e como reverter...

Eu acho épica a cena de Scully pedindo ajuda aos Pistoleiros Solitários com o Mala Fletcher à tiracolo... como ele vai irritando os amigos até que eles queiram desesperadamente Mulder de volta.




A cena de despedida, quando descobrem que não há nada a fazer, é muito linda... e vou dizer, a primeira vez que assisti ao episódio fiquei pensando como fariam para resolver (se Morris não quebrasse o clima, acho que Scully beijaria Mulder, mesmo ele estando damn ugly!)

O final, com a onda se encurtando até desfazer todo efeito, foi genial, pois colocou todo mundo no lugar onde estavam, como se nada daquela linha de tempo paralela tivesse acontecido, exceto o quarto novo de Mulder (tadinho, mereceu mesmo um bônus) e a moedinha que Scully guarda pra sempre de souvenir, sem saber o que era  (a vemos de novo quando ela tira licença maternidade na oitava temporada, o que dá uma nostalgia super fofa à cena).

E prossigamos com a sexta temporada, cada vez mais shipper... [/Cleide]

Quotes:

Mulder: Você não parece bem. Não me diga que vou ter que levar duas crianças para a escola.
Scully: É você que está aí, não é? Acabo de falar com o Frohike. Eles conseguiram obter e analisar os dados da queda, e aconteceu mesmo algo anômalo naquela noite.
Mulder: E como posso voltar?

Scully: Há um problema. São momentos aleatórios no tempo, uma série de variáveis que compõem um acontecimento. Mesmo que pudéssemos recriar o momento, se pudéssemos sabotar outro avião... Se errássemos... Se o acontecimento estivesse fora do tempo por um milissegundo...
Mulder: Eu poderia acabar com minha cabeça dentro de uma pedra.
Scully: Algo assim.

Mulder: E ele? Quero dizer, eu. O que for. Quem ele for.
Scully: O Agente Mulder tornou-se o novo protegido de Kersh. Ele foi incumbido de devolver a caixa-preta que eu e ele roubamos. O infeliz confessa ao Kersh mais do que confessaria ao padre. Estou com ele só pela carona.
Mulder: O que quer dizer com "só pela carona"?

Scully: Estou fora do FBl. Fui repreendida e afastada do meu cargo.
Mulder: Você pode explicar isso a ele como explicou a mim. Você tem os dados. Pode fazê-los entender. Pode conseguir o emprego de volta.
Scully: Eu beijaria você se não fosse tão feio.

Fletcher: Tirem uma fotografia. Dura mais tempo.
Mulder: Se eu o matar, será homicídio ou suicídio?
Scully: Nenhum dos dois se eu fizer primeiro.













Outras Imagens de Dreamland II:

Família de Mulder quando ainda eram relativamente felizes
e relativamente normais

Essa foto de Mulder é muito boa, gente!
O FBI não brinca na hora de fotografar seus agentes

"Alguém me acorde desse pesadelo"

E lá se foi o pagamento do mês de Mulder

Chris Carter brincando com nossos sonhos

Tão fácil...

"Mas huevos hancheros, por favor"

Morris teve sorte de estar habitando o corpo de Mulder
nesse momento...

<3

Mulder "ganhou" uma decoração nova.

Fonte dos GIFs: x