domingo, 21 de novembro de 2010

03x15 - Piper Maru (O Mistério do Piper Maru)

Direção: Rob Bowman
Roteiro: Frank Spotnitz & Chris Carter

Resumo: Mulder e Scully iniciam uma investigação sobre o ocorrido num barco francês que teve sua tripulação tomada por severas queimaduras provenientes de altas taxas de radiação. E o mais surpreendente: apenas um homem não teve lesão alguma.



Comentários:

[Starbuck] Houve um tempo em que eu tentava compreender se gostava mais de Nisei/731 ou PiperMARU/Apocrypha... mas essa época passou; ao menos para mim, estes episódios duplos são ótimos de forma equivalente.

Em Piper Maru concretiza-se a ideia de que "eles estão entre nós há muito tempo, Mr. Mulder"... só que, ao contrário do que pensávamos, os homenzinhos verdes não são nem verdes nem cinzas, são tão somente uma coisa amorfa, mas senciente. Eu adoro a ideia do óleo negro, acho fantástico que ELES não tenham forma, que ELES possam encontrar condutores em forma líquida para nos alcançar, que ELES podem se apoderar da nossa mente como um parasita super evoluído e que ELES podem escolher nos deixar ou nos aniquilar.

É nesse episódio que temos o diálogo fortíssimo entre Scully e Skinner. Nossa... eu fiquei com pena do Grand Skin... Ele gosta tanto dos dois, tenta fazer o possível, mas parece que sempre o possível é pouco. Ele se sente tão mal que sai a procura do assassino da Melissa mesmo indo DE encontro às regras do FBI.... Tudo isso para quê????? Para a scully dizer que ele é sujo em REDUX...

Depois da conversa densa com o careca.... Scully vai para o porão... e só o narigudo mesmo para fazê-la sorrir...

Ah... aos que acham o Mulder insensível, na hora em que ela entra na sala, ele nota algo errado e já pergunta o que aconteceu. Ela, como sempre, diz que está bem...

O diálogo abaixo me remete a IWTB... à cena em que a Scully diz que foi a teimosia dele que a fez se apaixonar (ownnnn)...

M: O quê?
S: Você me surpreende o tempo todo. Está trabalhando aqui embaixo no porão, procurando por arquivos e transmissões que qualquer outro agente jogaria fora.
M: É por isso que estou no porão, Scully.
S: Está aqui porque eles têm medo de você. De sua tenacidade. Eles sabem que poderiam jogá-lo no deserto, falar que a verdade está lá, que você pediria uma pá.
M: É o que pensa de mim?
S: Talvez não uma pá. Talvez uma escavadeira.

PERFEITO DIÁLOGO... SAUDADES INFINITAS... [/Starbuck]

[Josi] Primeiramente uma curiosidade: para quem não sabe, o nome deste episódio, Piper Maru, foi colocado como uma homenagem a filha mais velha de Gillian Anderson. Ela nasceu no dia 25 de setembro de 1994 e ganhou o nome de Piper Maru. Maru, em idioma polinésio, quer dizer calma e meiga. Maru também quer dizer Navio em japonês, mais um motivo para que se adequasse ao enredo do episódio. Pois é... a menina devia ter mais ou menos 2 anos na época. E já tá uma moçona! O tempo passa, viu?

Este episódio retoma alguns assuntos pendentes. Primeiro e acho que um dos principais é o do assassinato da irmã da Scully. Depois, volta o oléo negro. E... quem dá o ar da graça novamente?Nosso querido (never) Krycek.

O episódio começa como sempre de um jeito todo peculiar. Eu nunca que teria coragem de entrar naquela roupitha rígida para ir de encontro ao desconhecido no fundo do mar. Eu não, mas Guthier teve. E ao mergulhar, ele encontra muito mais do que procurava, pois além do caça, lá está um dos tripulantes... vivinho da silva!

Iríamos descobrir logo logo o que deixou aquele rapaz vivo por tanto tempo, mas antes temos que saber juntamente com a Scully que o FBI não está interessado em desvendar o crime que vitimou a sua irmã. Ou será que o caso era que eles já sabiam muito bem quem estava por trás disso? É muito compreensível que ela fique possessa! A indignação da Scully nessa hora é mesmo tocante. Principalmente quando eu lembro da quantidade de famílias que tem que se resignar a ter seus familiares mortos e os crimes não punidos porque as autoridades simplesmente não se interessam...

Amo a conversa dela com Mulder. A carinha que ele faz quando ela fala em escavadeira é o que há.

O pessoal todo do barco francês está morrendo por exposição a uma taxa absurda de radiação... e quem não foi afetado? Gauthier, claro! Nosso amigo com olhos de nuvens negras! A explicação para isso poderia ser... que ele estaria mergulhando no momento da exposição? Err.... Mas, por que não há nenhum traço de radiação no barco? Pois é...

Que tal o celular da Scully? :D






Acho muito engraçado o Mulder... de tudo ele tem nojo, mas em tudo ele mete o dedo! aff...

Adoro a forma com essa forma de vida alienígena age: tomando um hospedeiro e manipulando a sua mente juntamente com suas memórias pra atingir os seus próprios objetivos...

Essa cena é de cortar o coração... :'(




Essa mulher... é um saco. Argh... Morreu e já foi tarde! :P





Agora... com que facilidade Mulder vai no aeroporto e simplesmente embarca pra China, né? E quem ele encontra lá? Quem? Quem? Alex Krycek! Ai ai... Saudades de vê-lo apanhando de Mulder... :D

E, claro, que ele ainda anda às voltas com a maldita fita de Anasazi... vendendo as informações que ele encontrava por lá.




Então, enquanto Mulder está tendo que lidar com Krycek, um cadáver algemado a ele e um bando de assassinos do outro lado da porta, o nosso querido Skinner recebe de paga por ser tão cavalheiro e prestativo, uma bala na barriga (lembram que Mulder disse que era onde doía mais?).

Claro que Mulder consegue se livrar e ainda consegue ficar em posição de dar uma bela duma telefonada na cara do safado do Krycek (adooro essa cena! Vejo várias vezes)! Mas eu tenho pena do Nicholas Lea pois dizem que DD machucou ele de verdade com o telefone. rsrs Tadinho...


Imaginem essa moça... ela estava em casa, louca de preocupação com o marido pois ele teria sumido depois que saiu do hospital onde todos os seus companheiros morriam por conta de exposição a uma alta taxa de radiação e de repente ela acorda num banheiro masculino de um aeroporto na China toda coberta de óleo diesel. o.O

E quando o Óleo Negro passa para o Krycek (hahahahhahaa Que sorte, heim, amigo???), nós vemos na telinha o sempre xingado TO BE CONTINUED. [/Josi]

Quotes:

Skinner: Recebi um memorando na noite passada. E eu pensei se deveria ou não chamá-la em casa, mas eu decidi...
Scully: E isso me diz respeito?
Skinner: Sim, e sua irmã. Faz cinco meses e não houve nenhuma ligação ou prova nova na investigação de assassinato pela equipe de polícia de Washington ou o Bureau. Fui avisado de que o caso permanecerá inativo até novo aviso.

Scully: Sei...
Skinner: Eu não acho que haja algo para ser lido nisso. Eu acho que é um caso de mão de obra e carga de trabalho. Eu quero que você saiba que eu vou recorrer dessa decisão e eu vou rever todas as provas até ter certeza de que nada foi esquecido.

Scully: Sabe, é estranho. Os homens podem explodir prédios, e eles podem estar muito longe da cena do crime, mas podemos juntar as provas e condená-los sem qualquer dúvida. Nossos laboratórios aqui podem recriar do detalhe mais microscópico a motivação e as circunstâncias para quase qualquer crime, até a forma como um assassino lida com sua mãe e que ele molhava a cama. Mas em um caso de uma mulher, minha irmã, que foi baleada a sangue frio em um prédio de apartamentos bem iluminado por um atirador que deixou a arma na cena do crime, não podemos sequer juntar o suficiente para manter qualquer pessoa interessada.

Skinner: Eu não acho que isso tenha algo a ver com interesse.
Scully: Se eu posso dizer, senhor, tem tudo a ver com o interesse. Só não o seu, e não o meu.



Outras Imagens de Piper Maru:

Mulder

Scully

O barco que dá nome ao episódio

O Óleo Negro em Krycek

domingo, 7 de novembro de 2010

Coisas que Aprendemos Assistindo Arquivo X - Parte 01

Abelhas podem ser seres muito inconvenientes... quando for beijar alguém que você quer há muito tempo, verifique se há alguma abelha por perto..." [Fight the Future]

"Eu estava drogado" é uma boa desculpa para comportamentos bizarros e loucos. [Bad Blood]

Não importa o quão segura sua casa parece ser, sempre um mutante assassino poderá entrar para comer o seu fígado. [Squeeze]

Não faça rituais em florestas... não acampe em florestas... nem pare para tentar a sorte com duas garotas numa floresta... não tente namorar numa floresta... nem more perto de florestas... enfim, nunca pense em chegar perto de florestas... as consequências podem ir de uma simples (oi?) abdução à ter o seu coração arrancado por um cirurgião psíquico/fantasma brasileiro... [Pilot/Darkness Falls/Detour/Milagro/...]

Nunca olhar nos olhos de pessoas sendo exorcizadas... você pode ficar conhecido do demo!!! [The Calusari]


O carinha sumiu depois que você engravidou? Calma... ele pode ter sido apenas abduzido. [Requiem/Dead Alive]

O amor da sua vida pode não estar realmente morto, mas apenas com os sinais vitais baixíssimos devido a uma contaminação por um vírus mutante alien. Mas lembre-se de apenas acordá-lo se você tiver a vacina para este vírus. Melhor um namorado morto do que um namorado híbrido humano-alienígena... [Dead Alive]

Jogos virtuais podem deixar você, literalmente, sem cabeça para mais nada. [FPS]

Atirar em carros em movimento não é tão fácil quanto parece... [Bad Blood]

Eles estão aqui há muito tempo (, Sr Mulder)... [Deep Throat]


A verdade está lá fora. [...]

O amor da sua vida pode estar no lugar mais improvável do mundo, a exemplo de um porão do FBI. [...]

Abelhas podem transportar vírus. [Fight the Future]

Os alienígenas não são verdes, mas cinzas. [Squeeze]

Crianças nem sempre são os anjinhos que pensamos (Freud também já tinha nos cochichado isso tempos antes...) [Calusari]


Baseball pode ser um excelente esporte. [The Unnatural]

Existem textos apócrifos... que contam histórias negadas pela Igreja. [Hollywood AD]

O demônio pode aparecer de diversas formas, inclusive como um preocupado e amável assistente social. [All Souls]

Apenas vemos a primeira fase da vida dos zumbis... depois de comer (normalmente humanos), eles partiriam para dançar, cantar e fazer amor assim que a primeira necessidade fosse satisfeita [Hollywood AD]

Crianças nascidas de incesto podem vir ao mundo com muitas complicações congênitas. [Home]


Em alguns lugares, ter cabelos vermelhos é um indício de que você é um vampiro... [Bad Blood]

Cuidado com aquilo que você deseja. Seus desejos podem se tornar realidade. [Je Souhaite]

Gênios existem. [Je Souhaite]

Posso não ter a fé que desejo (ou a fé que temo), mas ainda tenho meu trabalho, tenho minha família, alguns amigos e tenho eu mesma, ainda que esse "ter" não reflita seu real significado, mas f*-se o real. [Little Green Men]

Quando você acha que está sendo perseguido, ou tem alguma coisa estranha, pode ter certeza que em um cantinho escuro o monstro te espreita. [...]


Sempre andar com uma laterna! É super útil. [...]

Uma curva proibida para a esquerda é uma maneira de escapar daqueles que te seguem no carro de trás... [EBE]

Se os caminhos de todas as possibilidades parecerem se estreitar, há sempre um livro, uma madrugada e um copo de café. [Terma]

O Cança memorizou as falas de o GRANDE INQUISIDOR (Irmãos Karamazov), logo eu também posso memorizar e declamar quando a luz faltar no meu Paraíso. [Talitha Cumi]

Acreditar não é simples, por isso que passamos a maior parte da vida na fase da pré-crença, tentando entender uma verdade que não está lá fora, mas em nós. [Memento Mori]


Frases de: Josi, Cleide, Starbuck, Nay, Ka, Bruno e Jade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

03x14 - Grotesque (Grotesco)

Roteiro: Howard Gordon
Direção: Kim Manners

Resumo: Um assassino serial afirma que um espírito maligno foi o responsável por seus atos, e a própria sanidade mental de Mulder é questionada enquanto os assassinatos continuam.



Comentários:

[Starbuck] A terceira temporada (juntamente com a quarta) é uma das minhas preferidas. Talvez seja a preferida (juntamente com a quarta). Esse episódio é espetacular. Tudo nele é bom. Na minha opinião é uma das melhores interpretações do David em XF. A fotografia em XF sempre me chamou a atenção, mas em grotesco, home e Prometeu Pós-Moderno a coisa adquire um requinte sem igual... belíssima. Por que temos que assistir grotesco várias e várias vezes?

- porque é um episódio de AX...

- porque tem gárgulas. E o carinha lá da ex-URSS que é acusado de ser um serial-killer afirma que mata porque ELA (a gárgula) o instiga, ou melhor, ela determina isso. Daí o cara é preso, já que é evidente sua culpa, então um novo crime acontece... e ele diz que a COISA encontrou um novo escravo... E é aí que começa o suspense do episódio, um dos melhores suspenses (em minha opinião) que teve em XF.

- porque tem um antigo mentor do Mulder (Yeahhh.. todo mundo tem um mestre Yoda em sua vida). Esse cara ensinou o Mulder a entrar na mente do monstro para compreendê-lo e, assim, capturá-lo. O problema é: o quanto do monstro você traz consigo depois de passar uma temporada em sua mente??? (e é essa a pergunta que permeia todo o episódio) - porque vimos um Mulder fragilizado pela tentativa de compreender o demônio, ainda mais que ele é extremamente sensível e estava vendo (meio que sem compreender) o demônio no lugar menos provável (mas, ele é Mulder... se ele sente algo, é melhor darmos a devida atenção, por menos provável que seja).

- porque temos a scully percebendo o quanto o caso está mexendo com a mente do Mulder. Ao vê-lo no apart. 42 (o portal do universo)... envolto de gárgulas, meio moribundo... levando a sério os ensinamentos do seu mestre... ela fica realmente preocupada. O lance do Mulder dormindo com aqueles recortes de gárgulas só não é mais sombrio do que a Gillian levar a lápide da Scully para o seu escritório em Londres... COOL. É impressão minha ou todo psicopata foi uma criança frustrada no jardim de infância? Vocês já perceberam como quase todos os psicopatas de filmes ou da TV gostam de fazer recortes... aff...

- E porque temos Mulder mostrando que um discípulo pode superar seu mestre. E mesmo extremamente fragilizado, ainda é o Mulder que é o dono da situação, ele ainda é maior que os monstros que ele procura (com uma rede de caçar borboletas, sorry... lembrei de The Truth... adoro essa frase).

- Eis então o desfecho... o mestre torna-se o monstro. E tem o melhor monólogo dito pelo Mulder (sim... para mim, esse é melhor que o de Libertação II):
"Nós trabalhamos no escuro. Fazemos o que podemos para derrotar o mal que de outro modo nos destruiria. Mas se o caráter de um homem é o seu destino, essa luta não é uma escolha, mas um chamado. Contudo, às vezes o peso dessa tarefa nos leva a vacilar, fendendo a frágil fortaleza da nossa mente, permitindo aos monstros de fora entrarem, e nós somos deixados sozinhos, olhando para o abismo. Para a face risível da loucura".

PERFEITO!!!

PS:
Porque a gente merece!!!






[/Starbuck]

[Josi] Eu A-M-O esse episódio. É sem sombra de dúvidas o melhor da terceira temporada. Senão de toda a série... Agora mesmo, eu não lembro de outro melhor. Ele me perturbou tanto que eu não consegui vê-lo de uma vez só na primeira vez... na metade, eu parei e fui tomar um fôlego. Aí sim, voltei pra ver o resto.

Acho que esse foi o episódio de Mulder/DD como Beyond the Sea foi o de Scully/GA. Interpretações maravilhosas!

Odeio ver Mulder fragilizado. E na primeira vez em que eu assisti a esse episódio foi assim que eu o percebi. E isto é algo que me afeta de verdade. Mesmo sabendo que depois ele voltaria para o próximo episódio firme e forte, eu ainda tive medo de que ele sucumbisse ao monstro que ele procurava...

No entanto, já na segunda vez que eu o assisti, minhas impressões já sofreram algumas alterações. Na primeira vez, eu estava morrendo de medo pelo que poderia acontecer a Mulder, ou seja, eu compartilhava dos medos da Scully.

Desta outra vez, eu prestei mais atenção à forma com que o Mulder conduziu a investigação e percebi que não havia muitos motivos para se ter medo. Ele sabia o que estava fazendo. Ele mergulhou na mente do assassino ou no que estava fazendo aquelas pessoas matarem, mas não se deixou macular por aquilo. Tanto que quando o Petterson o surpreende no estúdio com o parceiro morto, Mulder estava normal e controlado (todos sabemos como ele fica quando está descontrolado).

O que assusta a gente (e a Scully, já que ela nunca tinha visto isso antes) é que ele realmente mergulha no caso de corpo inteiro e, para isso, se isola de tudo e todos. Vejam bem: mesmo ele entrando na mente do cara e pensando e sentindo como ele, ele (aparentemente) não sofreu nenhuma influência do mal em sua própria mente... Pelo menos, nenhuma com a qual ele não pudesse lidar.

E a resposta para o fato da loucura não atingi-lo também vem no final pelas próprias palavras de Mulder: "Mas se o caráter de um homem é o seu destino, essa luta não é uma escolha, mas um chamado".

E Mulder tem um caráter indubitavelmente bondoso. E é isso que eu mais amo em Mulder: ele tem uma bondade que salta aos olhos... lindo... Acho que por isso eles nunca conseguem uma prova de alguma coisa... Eles estão sempre buscando acabar com um mal, deter um assassino, salvar a alguém... Daí, depois que eles conseguem o primeiro intento, é que olham ao redor pra ver se restou algo pra comprovar suas teorias.

Mulder: "Seria o demônio algo nascido de cada um de nós? Encolhido nas sombras de cada alma humana esperando para emergir? Um monstro esperando para violar nossos corpos e trocar nossa vontade para fazer o que ele mandar? É este monstro que é chamado de loucura?"

Essa parte me deixa toda arrepiada... e casa mais ou menos com a ideia de Empendocles... no outro episódio a ideia era de que o mal pulava de pessoa em pessoa esperando uma brecha... uma hora em que a gente fica fraco e vulnerável... "A hora do demônio é a nossa eternidade".

Mas acho que uma ideia complementa a outra... e não deixa de ser muito perturbador...

Também tenho uma certa simpatia estranha por gárgulas. Elas são obras sempre ligadas ao obscuro e, segundo Mulder mesmo diz, elas eram construídas como uma forma de guardar o lugar contra o mal...

Gente... mas acho muito engraçado a Scully se assustando com o gato e depois sem querer entrar no estúdio escondido do quarto do suspeito... Ela fica muito bem na porta perguntando as coisas pra Mulder... :)

É mesmo assustador ver Mulder se distanciando e entrando dentro de tanta escuridão.




Scully perturbada ao ver o apartamento de Mulder...





Scully, iradíssima porque acha que o ex-mentor de Mulder está se aproveitando dele... Amo como ela vai até lá tomar satisfações... querendo saber o por quê do Petterson querer Mulder no caso. Caso este que tanto estava perturbando o seu parceiro.

E, claro que, neste episódio, apesar de eu não ter notado nenhuma piadinha de Mulder (Tadinho... ele tava mesmo fora de órbita...), tem sim um detalhe shiper:

Scully liga pra um telefone qualquer que deixam na secretária eletrônica dela...

Mulder: Hello?
Scully: Mulder?
Mulder: Scully?

Tão fofo... ela reconhece a voz dele por um simples "alô"...

Raramente eu tenho vontade de bater na Scully, mas isto vem a minha mente quando ela entra no estúdio do Mostow e ao ver Mulder apontando a arma para Petterson, se coloca contra o parceiro. Claro que eu ainda louvo a imparcialidade (Oi??? Até parece q ela tava pensando no outro cara... ela não queria era que Mulder se ferrasse com isso!) e a coragem dela no momento... mas... poxa, Scully!

O final, com Petterson preso e desesperado, me mete muito medo... me faz pensar: até onde estamos imunizados contra o mal? Como podemos nos defender da loucura e deste tipo de maldade que se aproveita de minimiza nossa força de vontade para nos destruir?

E o discurso final de Mulder não me leva a pensar apenas no sobrenatural, mas no nosso dia-a-dia mesmo. Nesses policiais e outros profissionais que lidam diariamente com a feiúra de nosso mundo e muitas vezes se acham ali desprotegidos e despreparados. O quanto podemos culpá-los quando eles sucumbem diante de algo muito mais forte do que eles? Será que quem os manda até ali e não lhe dão outras escolhas não seriam mais culpados? Será que nós mesmos não somos um pouco culpados pela nossa inércia? [/Josi]


Essa expressão de Scully, as lágrimas "penduradas" nos olhos, de preocupação com o parceiro, é tão forte que é o que eu sempre me lembro primeiro quando recordo do episódio. [Cleide]

Lembro que a primeira vez que vi este episódio, há anos atrás, fiquei morrendo de medo. Ainda hoje, fecho os olhos em algumas cenas. Aliás, as vítimas tinham a boca cortada de orelha a orelha, o que me lembrou o Coringa, que me lembrou a Diana boca de palhaço. Será que ela também foi uma das vítimas? Mas, sinceramente, adoro este episódio! Mulder entre a loucura e a sanidade... [Ariana]

[Nay] Assistir Grotesco foi um presente que me ajudou a pensar na monografia que começo a desenvolver, relacionada à doença mental e séries de TV. Dizer que este episódio é muito bom é não somente repetição, uma redundância, quando se trata de falar de AX, como também é economizar palavras para descrever uma produção tão bem feita.

Usando elementos simples, sem grandes efeitos ou coisas mirabolantes, Grotesco nos apresenta dois grandes medos da humanidade: a loucura e o demônio. E como esses dois temas andaram e continuam a andar de mãos dadas até hoje, não é?

São dois temas caros para mim, na medida em que ambos apontam para o risco de perda do controle sobre nossas ações e, a possibilidade de atuações violentas. O episódio inteiro discute isso: até que ponto estamos no controle de nossas ações? Quem somos nós? Do que somos capazes? O que motiva nossas ações? Qual a distância que separa sanidade e loucura? O mal existe? Onde? Em nós? No outro? Entre nós?

Desde o episódio piloto, soubemos que o início de cada episódio de AX não pode nem deve ser perdido; se você piscar, perde coisas fabulosas. Aqui isso não mudou. A cena sombria do modelo vivo sendo desenhado pelos alunos é angustiante; o olhar de Mostow o incomoda porque é invasivo, perscrutador, mas incomoda não só a ele, mas a nós também e a tensão vai crescendo e nos leva a pensar que ele vai explodir a qualquer momento. Eu não pude deixar de lembrar de Gollum, personagem do Sr do Anéis e de Jackyll e Hyde (O médico e o monstro) - nessas histórias, assim como em Grotesco, vemos a ambiguidade, como se dois seres existissem dentro de uma só pessoa e brigassem o tempo todo pelo controle das ações. Ok, a forma é maniqueísta, mas vale muito pela reflexão que possibilita.

Achei interessante a escolha de cores frias, meio azuladas, não só para as cenas iniciais, como para todo o episódio, que além disso, parecia estar sempre na penumbra. Creio que a intenção da fotografia assim colocada foi a de nos transportar para as sensações das pessoas envolvidas no caso, para suas mentes confusas, nebulosas, tateando no escuro, sem pistas seguras ou certeza no caminhar.

Outra coisa fabulosa é a capacidade da equipe de elenco em selecionar pessoas incríveis para seus personagens. Em AX, não só nossos queridos brilham, mas os coadjuvantes também dão brilhantismo a cada história. O que dizer do olhar atormentado e desesperado de Mostow, cujo nome tem uma sonoridade que nos remete à monster/monstro? Ou da expressão cínica e ao mesmo tempo pateticamente desesperada do investigador?

Outro elemento que adorei foi o uso de uma aula de desenho humano como ponto de partida! O que poderia ter sido usado para personificar melhor a discussão do que um desenho de figura humana que vai se transmutando em monstro? Nossa! Perfeito! Este definitivamente é o episódio das metáforas... neste caso, da natureza humana e sua luta constante contra a crueldade, maldade, monstruosidade, que não está no exterior, não é um inimigo externo a si mesma, mas algo que faz parte dessa própria natureza. Ao final do episódio, Mulder vem questionar, numa narração belíssima: a maldade está dentro de todos nós? Ela espera apenas um momento para eclodir? Como lutar contra isso?

Ainda lá no começo, há um take da gárgula em cima do prédio. Outra metáfora incrível, completando o que acabei de dizer e que se liga também ao final: a maldade que nos vigia, espreita dia e noite, sem trégua. Daí nos aflige pensar que os criminosos, sejam de que tipo for, mas os assassinos são feitos da mesma natureza que nós... mas o que nos diferencia? Há algo no DNA, há algo biológico que determine sua natureza violenta? Seria a violência socialmente construída? Uma virada na esquina errada e todo um desenvolvimento seria comprometido. Enquanto a ciência não nos dá respostas seguras, vamos seguindo adiante, nos apoiando do jeito que podemos, formando nossas ideias, mas sempre mantendo a mente aberta à reflexão. São muitas perguntas, poucas respostas... mas acho que foi isso que nos fez virar fãs, não é? [/Nay]

Quotes:

Scully: Você ainda não disse o que estava fazendo no estúdio de Mostow.
Mulder: Eu estava trabalhando.
Scully: Às 3:30 da manhã? Mulder, eu não vi ou falei com você em quase dois dias. Você não retornou minhas chamadas...
Mulder: Isso existe, Scully. É real.
Scully: Isso? Do que você está falando?

Mulder: O que quer que continua a matar estes jovens homens.
Scully: Mostow matou estes homens, Mulder, e uma aliança doente faz com que outra pessoa continue de onde ele parou.
Mulder: Quem me atacou não era uma pessoa.
Scully: Bem, você realmente o vê? Mulder, talvez você está vendo o que você quer ver.
Mulder: O que faz você pensar que eu iria querer ver isso? Eu não imaginei isso, Scully.

---

Mulder: Porque é que isso não me matou como matou os outros? Porque é que me deixou viver?
Mostow: Eu nunca poderia dizer-lhe porquê. Você não entenderia.
Mulder: Então me ajude a entender, John.
Mostow: Por favor! Vá embora.
Mulder: Não. Você tem que me ajudar a ir mais fundo. Você tem que me ajudar a chegar dentro de sua cabeça. Como ele entrou dentro da de vocês, para que eu possa descobrir o que ele quer.

Mostow: Ele sabe o que quer.
Mulder: Ele quer matar inocentes, homens jovens, dividindo suas faces?
Mostow: Você sentiu sua fome ... como seus ossos chacoalharam ao sentir sua respiração congelada ... Então, você sabe ... nada pode ser feito.
Mulder: A não ser que eu o encontre...

Mostow: Então o que você vai fazer?
Mulder: Apenas me diga como encontrá-lo, John.
Mostow: Não!
Mulder: Apenas me diga como encontrar essa coisa.
Mostow: Você não pode encontrá-lo.

Mostow: Só... Ele pode encontrá-lo... Talvez ... ele já o tenha feito.





Mais Imagens de Grotesque:

Mostow

Além da beleza de nosso Mulder, podemos ver uma interessante simbologia aqui. Como se Mulder desafiasse a criatura ou a estivesse olhando bem de forma a entrar dentro de sua mente...

Scully se assustando com o quão longe seu parceiro estava indo.

O final do Petterson

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

03x13 - Syzygy (A Morte Vem do Espaço)

Direção: Rob Bowman
Roteiro: Chris Carter

Resumo: Duas garotas nascidas no mesmo dia envolvem-se em uma série de mortes, graças a um incomum alinhamento dos planetas que causa estranhos comportamentos em todas as pessoas da cidade, assim como em Mulder e Scully.



Curiosidade: Syzygy é o nome usado para designar uma formação de planetas em determinada posição. "Is a kind of unity, especially through coordination or alignment, most commonly used in the astronomical and/or astrological sense." Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Syzygy

Comentários:



[Cleide] Tem uma coisa que a numeróloga fala que é a tônica do episódio... a conjunção estelar rara, iria causar vários transtornos, e AS RELAÇÕES IAM EMPERRAR... Para mim, o comportamento de super TPM da Scully e a implicância do Mulder foram influência do fenômeno... Particularmente, não acho que Mulder ficou atraído pela Det. White... foi uma série de mal entendidos aliados à irritação que um ficou em relação ao outro.

Scully estava muito chata, duvidando mais do que o normal, mais rígida que nunca e tem uma frase fofa de Mulder para Det. White: "Gostaria que você desculpasse minha parceira, ela costuma ser rígida, mas de uma maneira adorável, não como ela se portou hoje". Para mim ele foi inocente no caso, não estava interessado na Det., mas no momento evitou a companhia de Scully que estava muito irritada (não sem motivos, porque ele a estava irritando, com aquelas colocações irônicas: "se você notar um tom de descrédito na voz da Agente Scully" - que vontade de bater nele!), mas ele não estava fazendo isso pra se mostrar para a outra mulher...

Scully estava mais ciumenta, até irracional, o que não é natural de sua personalidade. Ela é ciumenta, mas não irracional. Só que tudo conspira para ela ficar mais brava, se sente desprezada por Mulder, como ela estava dando "patadas" em todo mundo, ele evita falar com ela... e ainda aquela do perfume, ele diz que o perfume deve ser da detetive e não presta atenção no que Scully tinha perguntado, aí dá pano pra manga, ela até se comporta como a esposa ofendida: "Está na cara que vocês estão envolvidos, volto para Washington amanhã!". Mulder meio que não entende nada, porque na verdade não tinha segundas intenções com a loira e fica ainda mais convencido da implicância da parceira.

Sustento minha tese no desinteresse de Mulder, porque ele só percebe que está numa fria, quando a mulher começa a tirar a roupa no quarto dele, e ele vai correndo ligar para conseguir outro quarto, como quem pensa: "estou perdido"!

Uma curiosidade: estou assistindo "Sex and the City", e a atriz que faz a det. White faz o papel de uma conhecida que as 4 amigas detestam e que tem uma mania curiosa: mostrar os seios em toda festa que vai... acreditam? Coitada da atriz: tem cara de periguete!

Mas a cereja do bolo do episódio, que só pode ser conjunção astral, é Scully entrar no quarto e ver a tal loira em cima de Mulder... coitada! A carinha que ela faz é uma mistura de nojo com pavor... e ela sai correndo do quarto. O melhor é Mulder dando satisfação... "não é nada do que você está pensando" (coitado, e não era mesmo! Os homens às vezes são cegos!). E ela diz "eu não vi nada". O mais louco é que ele pega um carro sozinho e coloca a outra de carona com Scully... situação ridícula das duas!

O sure fine whatever é impagável, na época eu usava essa expressão pra tudo!!! O mais engraçado é que Scully fica brava de verdade. No final, eles mostram que os astros não estão mais alinhados, ela passa o sinal de PARE, ele avisa e ela diz: "CALA A BOCA MULDER!"... coitado, o climão pesou pra ele... aposto que lhe custou semanas na geladeira em Washington! E ele responde resignado: "sure, fine, whatever..."

Me divirto muito com esse episódio, não me canso de assistir... [/Cleide]

[Dany] Como a Scully esta incrivelmente com ciúmes neste episódio! Normalmente ela tem ciúmes, mas neste ela quase desce do salto... mas até que ela se segurou quando pegou Mulder na cama com a White....ai ai ai...

Em todo o episódio parece que o Mulder esta dando mole pra aquela detetive mas ele esta sempre prestando atenção ao que Scully faz ou fala... Como, por exemplo, aquela cena no velório quando a Scully fala Mulder se vira mostrando interesse e quando é aquela "Loira" azeda ele não tá nem aí!!!!!

Mas Mulder provocou a baixinha atééééé... dizer chega!!! Quando ela fala que vai ir embora o bobão fica todo Jururu. Até eu ia embora depois desta do perfume... e bem no estilo da Scully: virando-se rapidamente e deixando os lindos cabelos esvoaçando ao ir embora...!!!! [/Dany]


[Starbuck] Adoro o biquinho do Mulder quando a Scully fala "duvido até que ela seja loira". - um dos melhores episódios XF, sem dúvida.

Não vejo em momento algum interesse do Mulder na Det.QuaseLoiraQuaseVirgem... foi mesmo uma série de mal entendidos.... Não acho o mulder chato nesse episódio, acho que ele está com vontade de chamar a atenção da Scully (isso ele faz sempre, só que nesse episódio isso alcançou a potência máxima)... Mas, como o lance dos astros afetou a ruiva numa escala maior, as brincadeirinhas dele foram levadas a sério demais... ela dizendo que ia embora depois do lance do perfume e imitando a voz dele enquanto fumava no quarto... FOI ÓTIMO!

E a cena do LATEX é impagável! Para mim, uma das melhores... morro de rir.... ELES SÃO ÓTIMOS. Fato.

Ah, só para lembrar: Esse episódio MARAVILHOSO foi escrito por CHRIS CARTER. Lógico... e foi dirigido pelo Rob Bowman (o mesmo diretor de XF:FTF). [/Starbuck]

[Tessa] O Mulder só querendo ajudar e no final fugindo da detetive e a Scully pensando que ele estava interessado nela... Ele gostou foi do perfume dela.

O encontro cósmico fez o ciúme dela se multiplicar por 10!

Scully: "Mulder, há quanto tempo nós trabalhamos juntos? 2 anos. Temos opiniões diferentes, mas nunca pensei que você fosse me dispensar assim."
Mulder: "Eu não dispensei você."

E quando os dois pegam a luva para olhar o que tinha na maleta e a Scully diz "vai em frente", ele diz "não, vai você... eu sei o quanto você gosta de esticar a LATEX" - o Mulder sabe ser monstro quando quer. [/Tessa]


[Prí] A Scully transtornada de ciúmes (tudo bem que tinha influência astral nisso...) e o Mulder também alterado, provocando que só – mas na hora que deu m..., saiu correndo atrás dela, pra se explicar, sendo que eram “apenas” amigos. Como Chris Carter dizia que nunca iria rolar nada? Aff...

E a cena clássica da Scully deixando o Mulder no corredor (já tinha visto em vários vídeos, mas não sabia que era deste episódio, nem o contexto). E li também que a história dos pezinhos no pedal tinha sido já motivo de brincadeira em várias convenções, e que inseriram na história como um carinho aos fãs.

Mas, acho que nesta fase, a Scully, apesar de ser fechada, dava mais dica do que sentia (e que talvez nem tivesse consciência que sentisse) do que o Mulder... não sei, mas me passa a impressão que ela gostou dele antes... ou demonstrou antes, ainda que de forma reservada. Ou o Mulder que era muito bobão, e apesar de gostar da ruiva, ficava só nas moças das revistas dele mesmo... No fundo, parece que os dois tentaram evitar enquanto puderam, pois sabiam os riscos que correriam... [/Prí]

[Josi] Claro que a primeira vista a gente pensa que a Scully está mais chata. Mas eu não acho assim. Pra mim, sempre foi um episódio em que eu quero torcer o pescoço de Mulder! Nossa! Mas depois de ler os comentários de vocês, talvez eu possa repensar a ideia dele dar em cima daquela uma (loira e virgem? Será? :/ huaahuaa A Scully acha que não).

Como todos parecem ver apenas a Scully, falarei de Mulder... Desculpem, mas ele estava chatinho nesse episódio também... A Scully podia estar bem mais rígida que o normal, mas ela ficou impaciente por ele ficar dando foras nela na frente da galega azeda...

E, depois, ele ainda vai atrás da detetive pra ir na numeróloga... ninguém merece...

Acho que todo mundo ali está como é normalmente... apenas todas as suas características mais irritantes parecem estar mais perceptíveis aos outros. É como se você mostrasse apenas as suas partes ruins.

Assim, a Scully declama todos os fatos "categorizados e facilmente consultáveis" como sempre, mas o Mulder não está muito a fim de ouvi-los... e o Mulder está acreditando em tudo de primeira como sempre mas a Scully não está muito afeita a ouvir isso tampouco...

No fim... ambos estavam errados...

Mas, gente... O que é a Scully com ciúmes?? Nossa! No episódio anterior a gente só vislumbra isso, mas nesse o ciúme se mostra totalmente! Até Mulder se assusta e meio que volta pro lugar dele! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

"Mulder: Se você notar algum traço de ceticismo na voz da agente Scully..." Será que ele ainda tava zangado com a história do "Smart is sexy?"? Sem vergonha! Hunf!



Scully com a aparência de quem diz: "Eu não vejo mesmo... sou cética e daí?"





Você assiste AX e desiste de ter um animalzinho de estimação... Mas que bichinho feio! Aff!...




...olha a carinha de Mulder olhando pra ele... arteiro, heim?





Tá... Se eu fiquei irada por Mulder ir atrás daquela fulaninha pra ajudá-lo no caso quando a Scully tava ali do lado... Imagine ela?



Mulder bebendo e Scully fumando... A outra vez que eu vi Mulder bebendo foi no filme, FTF... e ele bebeu ali porque ele estava morrendo de medo de perder a Scully (de novo...) e a outra vez que a Scully fumou foi quando ela foi drogada naquele episódio com os pistoleiros... Ou seja, ela estava muito doida...

O fato é que os dois estavam esquisitos e eu acho que depois que a Scully ameaçou ir embora, Mulder ficou chateado e foi beber... O pobre nem quis nada com a detetive... só que a Scully não sabia disso quando o pegou naquela situação comprometedora...

A loira se despindo e ele desesperado! A Scully salvou o Mulder de ser violentado, tadinho!

A cara dos dois (M&S) quando a Scully o pega em "flagrante delito" é ótima!


Depois, no carro, ele ainda se desculpa: "Não era o que você estava pensando..." Tá... Por que ele tinha que se desculpar mesmo?

E o final que eu adoro, que eu sempre me mato de rir quando ouço: "SHUT UP, MULDER!" - Sério, gente... eu adoro a Scully! E Mulder realmente fala demais às vezes! kkkkkkkkkk Não que eu não adore, mas...

Nota: O tal dia do aniversário das garotas e que ocorre o tal alinhamento dos planetas é o dia do meu aniversário também! E pasmem: eu o assisti pela primeira vez bem no dia do meu niver! Ah, e eu não sabia dessa particularidade do episódio... Coincidência? o.O [/Josi]



[Nay] Hoje assisti ao episódio Syzygy, que foi traduzido como a morte vem do espaço. Nem vou comentar estas traduções, porque são sempre as piores, até porque este episódio tem muito mais coisas interessantes a serem mencionadas.

Se tem uma coisa que Ax nos mostra é que a maldade pode estar em qualquer lugar; cá entre nós, isso é assustador. Desde sempre os filmes que mostram algum tipo de criatura monstruosa sempre me assustaram muito menos do que aqueles que nos levam a pensar no quanto o perigo pode viver a seu lado... seu vizinho, seu amigo... a maldade não tem rosto.

O início deste episódio também nos ensina outra coisa, que Leone muito bem cantou: garotos, perto de uma mulher, são só garotos! Não fosse pela tentação de uma noitada selvagem, talvez o pobre garotão do colegial não tivesse terminado enforcado... tadinho...
Cena marcante: as meninas brincando de bem me quer, mal me quer na beira do precipício onde o cara estava morto.....

Minha gente, não importa quantas vezes eu reveja um episódio... sempre me surpreendo com a qualidade da série e com a riqueza de interpretações que ela permite:

Fala-se de doença mental e suas repercussões, bem como sobre o fato de que as pessoas não estão preparadas para lidar com ela; teve histeria de massa mostrada de forma espetacular. Nós, tão civilizados, tão certos de nossas ações e decisões, em meio a um grupo, perdemos a individualidade e somos levados pela força da maré, para o bem ou para mal... controlar as massas é um poder incalculável!

O que dizer da referência aos segredos da vida privada?! O pediatra vestido de mulher foi uma cena rápida, meteórica, mas super interessante!

Como comentário final, vocês notaram que a música que toca lá pelos 35 minutos, na parte em que Mulder encontra Margi na garagem, é a mesma de Oração para um morto? [/Nay]

Quotes:

Mulder: Você acha que ela é virgem?
Scully: Eu duvido até que ela seja loira...

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Mulder: Isso pode não ser o melhor momento para falar isso, mas alguém está usando o meu perfume favorito.
Scully: Eu posso ter uma palavra com você?


Scully: Isto já foi longe demais.
Mulder: O quê?
Scully: Eu não vou ser humilhada por você, na frente de você, tendo que trazer uma adolescente, em seu aniversário, para identificar os ossos de seu cachorro morto, o Sr. Tippy!

Scully: Eu não vejo nenhuma razão para prosseguir com este caso e não só isso, acho que a sua conduta e comportamento, não só no presente inquérito, é alarmante, mas altamente censurável. O que você está fazendo?
Mulder: Deve ser a detetive White ...

Scully: Se essa é a razão pela qual estamos aqui, se é este o seu interesse...
Mulder: O quê? O que você está falando?
Scully: Detetive White.
Mulder: Nós viemos aqui por causa de três mortes inexplicáveis, detetive White está apenas tentando resolvê-los. Ela poderia usar a nossa ajuda.

Scully: Bem, vocês dois parecem ter uma simpatia ... certo. Eu vou voltar para Washington pela manhã.




Outras Imagens de Syzygy:

Amigas inseparáveis. (m-e-d-o)

Scully fumando dum lado...

... enquanto Mulder enche a cara do outro...

Pobre Mulder sendo atacado...

Scully ainda não superou os acontecimentos, Mulder. É melhor você ficar caladinho...