Definir que tipo de série foi Arquivo X é uma total perda de tempo... Ficção científica? Comédia? Drama? Romance? Não... Nossa série se encaixa perfeitamente em todas essas categorias (e ainda em algumas outras), chegando a comportar todas elas até mesmo em um único episódio. Perfeito é pouco. É isso o que faz com que toda e qualquer cena passada no seriado ganhe essa aura de realidade. Mesmo as coisas mais absurdas parecem perfeitamente plausíveis.
No entanto, estamos aqui com esta enquete, pedindo que decidamos qual cena foi a mais dramática, qual foi aquele momento que mais nos emocionou. Pedido malvado, não é? Claro que a maioria das cenas que listamos podem facilmente ter nos marcado a ferro e fogo. Muitas nos fizeram chorar junto com eles. E ainda há muitas outras que ficaram de fora não por serem menos importantes, mas porque somos umas tiranas que esquecemos algumas cenas e descartamos outras para não fazer uma enquete de mil opções. ;-)
Vamos aos comentários das cenas escolhidas na ordem em que ficaram na votação. Comecemos por uma de I Want to Believe...
Esta é certamente uma das cenas mais fortes do filme. Uma em que você passa o tempo inteiro sem saber se se desespera ou a aproveita.
Talvez esteja tudo ainda muito fresquinho em nossas mentes para termos uma ideia clara da complexidade do que houve ali.
Mulder precisa de Scully no caso - ok.
Scully quer protegê-lo dele mesmo - ok.
Eles, então, se separam - hã?
Sim, Scully tinha motivos para não querer que ele se envolvesse a este ponto; não querer que ele se jogasse de cabeça dentro de uma luta que não era mais deles. Se antes, ainda dentro do FBI, era difícil e perigoso, sem este suporte seria pior ainda. E ela tinha feito outras escolhas...
Mas Mulder também tinha muitos motivos para continuar... Sua mágoa em entrar no caso durou apenas o tempo em que ele viu que poderia ser útil novamente, que ele poderia ajudar a salvar algumas vidas. E mais: ele se sentia vivo de novo depois de muito tempo e com desafios para a sua mente sedenta por eles.
Então, eles se separam...
Mulder: Você está me dizendo pra desistir?
Scully: Não. Eu não posso te dizer isto, Mulder. Mas eu posso te dizer que eu não voltarei pra casa.
Mulder: Scully...
Scully: Mulder, eu tenho outras lutas agora...
Mulder: Não faça isso.
Scully: Por favor, não discuta comigo...
Mulder: Não faça isso agora.
Scully: Eu não sei mais o que fazer.
Longos e angustiantes segundos depois...
Mulder: Boa sorte, então...
Scully: Pra você também.
Oitava colocação, com 0% dos votos:
Scully sempre foi a mais sensível da dupla com relação a certos fenômenos inexplicáveis, talvez por isso ela sempre tenha tido tanto medo de acreditar...
Ter sido a presa pela segunda vez de um mal tão potente como o representado pelo Pfaster fez a agente esquecer seus mais princípios mais básicos e acabar com aquela ameaça de uma vez por todas e com suas próprias mãos.
Talvez ela estivesse certa. Como ela poderia saber se tinha sido guiada por alguma mão celestial ou por outra coisa qualquer? E como viver com essa incerteza?
Dentro deste contexto, nós podemos sentir o tamanho do apoio e do amor de Mulder ao não julgá-la, muito menos obrigá-la a encarar qualquer coisa naquele instante. Ele apenas estende a mão e a convida para ir para longe de toda aquela dor, assim como ele fez no final de IWTB...
Sétima colocação, com 1% dos votos:
05x13 - The Red and the Black (A paciente X II) - Mulder procura por Scully entre os corpos queimados e depois a encontra no hospital.
Nesta época, as coisas andavam meio confusas nas cabeças de Mulder e Scully. Ambos, ainda extremamente abalados com os acontecimentos que originaram o câncer dela e os que fizeram com que ela se curasse, não sabiam mais em que acreditar. As pessoas encontradas mortas eram resultado de alguma ação alienígena ou era mais uma forma de o governo manipular e desviar a atenção do público? Inacreditavelmente, os papéis pareciam ter se invertido, com a Scully mais propensa a acreditar no fantástico e Mulder se comportando o mais cético possível.
Entretanto, nada disso parecia importante quando Mulder chega a mais uma cena de crime. Mais corpos queimados, a maioria irreconhecível e o pior: Scully poderia estar entre eles.
Só podemos imaginar o tamanho do alívio que ele sente ao ver sua parceira apenas um pouco machucada e sendo cuidada pela equipe médica. E a cena que se segue quando ele a encontra e a acorda no hospital ao mexer nos cabelos dela é das mais tocantes...
Scully (assustada e desorientada): Que horas são?
Mulder (sorrindo abertamente): Hora de agradecer a sua estrela da boa sorte...
07x02 - Sixth Extinction - Amor Fati (Sexta Extinção II) - Scully encontra Mulder depois da cirurgia dele.
Os episódios que marcaram o fim da sexta e o começo da sétima temporada foram marcantes para determinar o novo rumo que os dois personagens principais tomariam dali por diante.
Ver aquela nave em todo o seu esplendor e sentir todo o poder de um possível artefato alienígena deu a Scully motivos mais do que concretos para amainar ainda mais a sua resistência com relação a fenômenos que não eram suportados pela ciência contemporânea.
Era hora de parar de negar o óbvio e admitir as novas variáveis, afinal, não apenas Mulder não estava ali do lado para filtrar aquelas evidências como sua postura poderia ser determinante quanto a ele viver ou morrer. Era isso que a movia num caminho onde todas as suas certezas eram abaladas... uma a uma.
Para Mulder, foi o momento de fortalecer a fé em sua parceira e perceber que não importava mais em que ambos acreditavam, pois havia algo que eles tinham em comum que superava quaisquer outras coisas: a fé e a busca pela verdade.
Então, Scully estava mais aberta para novas descobertas e Mulder mais paciente para o tempo dela... Faltava algo: que eles se reunissem novamente.
Isso é alcançado quando ela encontra Mulder em cima de uma mesa, desacordado e sem ter como tirá-lo dali a não ser com a ajuda dele mesmo. E o que o acorda não poderia ter sido algo mais frágil e profundo: o calor de uma lágrima... Uma representação fulgaz e, por isso mesmo, tão preciosa do sentimento que os unia.
Sexta colocação, com 4% dos votos:
Tentar falar sobre esta cena é difícil por um só motivo: não há como contextualizá-la. Alguém pode dizer com certeza onde ela se encaixa no timeline da série? Só sabemos que é um flashback que está entre a cura do câncer dela e a sua gravidez. Onde exatamente? Não podemos dizer nem se CC sabe...
Mas nós sabemos de algo primordial: Scully queria ter um filho... um filho de Mulder. Isso fica bem claro quando vemos o tamanho do desapontamento dela quando ele a faz pensar que ele lhe negaria sua parte no projeto (Mulder mau!) e a subsequente alegria/alívio da moça quando ele fala, então claramente, que aceitava!
Imaginem o depois... imaginem ela indo para aquela clínica vezes e vezes seguidas, ambos esperando os resultados das fertilizações... Rezando por aquela última chance... e tudo indo por água abaixo. Será que ela quis demais? As palavras de Mulder respondem por si só: "Nunca desista de um milagre!".
E quem acha que ele não estava suficientemente envolvido e que seria apenas um "doador", dê uma olhada no fato dele ter ficado na casa dela esperando tão ansiosamente quanto ela pelo resultado... sinta o desapontamento e a tristeza dele quando vê a resposta no rosto dela e se renda ao óbvio: eles se amam e não fariam nada tão grande sozinhos. Se, na época, eles eram amigos ou amigos e amantes não importa. O fato é que ambos seriam os pais daquele bebê.
Quinta colocação, com 7% dos votos:
Dois momentos extremos e dramáticos em dois episódios seguidos. Nem bem nos acostumamos à ideia de termos perdido Mulder depois de termos nossas parcas esperanças destroçadas por um funeral, quando vem o Skinner e nos premia com um aceno de felicidade: um dos abduzidos naquela noite, nosso bom e velho Billy, teve o seu corpo encontrado e dado como morto exatamente como Mulder, no entanto, ele vive.
Há cena mais emocionante do que a nossa querida Scully, grávida, frágil, chegando ao hospital tendo como apoio tão somente o seu bebê ainda em sua barriga? É certamente uma imagem inesquecível e muito tocante...
E, quando depois de todos os desvios ocorridos no episódio, sentimos juntos com a Scully a mão de Mulder se mover, o alívio, a surpresa e alegria de o termos de volta só pode ser entendida ao ver o olhar marejado daquela que esperou e lutou com tanto afinco pela vida de seu oposto perfeito...
Então, ao abrir aqueles belos olhos verdes, o que o nosso querido Mulder faz?
Prega-nos uma peça, claro...
Scully: Mulder...
Mulder: Quem... é... você? -- Todos ficamos boquiabertos e pensando "eu não acredito... mais essa?" até que o sem-vergonha abre aquele sorrisão! Own...
Scully: Não faça isso comigo -- Rindo e chorando ao mesmo tempo.
...
Mulder: Alguém sentiu a minha falta?
Sim, Mulder... Sentimos imensamente a sua falta.
Quarta colocação, com 9% dos votos:
Se, para a Scully, aquele bebê era a realização de um sonho que parecia, até então, impossível, para Mulder, ele se revelou uma doce surpresa.
Aparentemente, os sonhos de Mulder para ter uma família com filhos correndo por aí, casa arrumadinha, esposa amorosa etc não passariam disto: um sonho. Afinal, a vida dele parecia destinada a algo muito diferente: salvar o mundo de uma força alien que, ao se aliar a membros chaves de governos mundiais, pretendia nos fazer de escravos. Enfim... não era pouca coisa. Não havia tempo para fraudas e mamadeiras.
A despeito de qualquer uma dessas considerações, ele cedeu ao pedido da Scully de ter um bebê.
Como William foi concebido? Quem pode saber? Será que CC sabe? FS? FS nos prometeu dar um timeline... mas só. rsrs
O fato é que, se o bebê é da Scully, é de Mulder também. Não cabem dúvidas aqui. Quem pergunta quem é o pai desse bebê estranho, perde seu tempo.
E depois de tanto sofrimento, tanta luta, tanta coisa deixada de lado para ter este sonho realizado... Scully o perde. Mas Scully não o perdeu simplesmente: ela teve que abrir mão de seu filho. Quão grande não deve ser o amor de uma mãe para abdicar de seu direito natural de educar e ver crescer o seu próprio filho para poder dar uma chance maior a ele de alcançar estes objetivos, ou seja, de crescer e se educar, mesmo sem ter seus pais por perto.
Scully já havia abdicado de Mulder por William... e agora abdicava do próprio para que o menino vivesse em paz, mesmo sem muitas esperanças de ter o pai dele de volta.
Mas eis que ele, sim, volta. E ela tem que contar para ele que não foi capaz de proteger o filho deles sozinha. Porque talvez fosse assim que ela se sentia. Incapaz, fracassada...
O que se segue é mais uma belíssima cena de Arquivo X. O choque da notícia não pudemos ver, pois Skinner (também temeroso da reação de Mulder e querendo proteger a Scully) nos fez o favor de contar tudo escondidinho pro rapaz. Mulder se mostra muito compreensivo, assegurando que ela fez o mais correto naquela situação.
E, voltando às considerações sobre o nascimento do bebê e a dúvida de que alguns ainda tinham sobre a paternidade deste, seguem as palavras da Scully para acabar com todas elas:
Scully: "Nosso filho, Mulder"
Quem disse que lutar pelo lado certo seria fácil?
Terceira colocação, com 11% dos votos:
Para quem tem um pingo de sangue shippper correndo nas veias, esta é uma das melhores cenas que qualquer série já teve o prazer de veicular!
O tadinho do Mulder já estava totalmente desorientado. Afinal, ele há teve que lidar com a notícia de que sua parceira estava doente com um câncer terminal e inoperável. E, a poucos dias, teve algo em que baseou toda a sua vida desacreditado.
E é justamente neste momento de fragilidade que ele encontra a sua Scully, sua pedra fundamental, morrendo (segundo palavras do Skinner, claro)...
Neste momento, em que ele sente suas forças se esvaírem, nós mesmos nos sentimos um pouco mais fracos também. Afinal, quando um homenzarrão de 1,82 bambeia sentindo seus joelhos fraquejarem, é porque a coisa foi forte.
Estavam simplesmente retirando todo o motivo que ele tinha para seguir em frente. E ainda diziam que era sua culpa. E para piorar ainda mais, por que desgraça pouca é bobagem, a cura, pela qual ele tanto lutou, parecia inócua.
Para tentar perceber o que ele sentia naquele instante, basta lembrar a resposta que ele deu quando o questionaram sobre a coisa que ele mais queria: "uma cura para o câncer da Scully". E isso sem titubear por um instante que fosse!
O mais interessante é a forma como se refaz para parecer forte e dar apoio para ela.
08x14 - This is not happening (Isto Não Está Acontecendo) - Scully vê o espírito de Mulder e percebe que ele está morto.
Talvez só quem perdeu alguém muito próximo pode entender o que a Scully deve ter sentido naquele instante.
Coloque-se no lugar dela... imagine que você tem alguém que é para você como se fosse a única pessoa no mundo inteiro. Imagine que essa pessoa desaparece justamente no momento em que você consegue realizar algo como um milagre. E, depois de meses de buscas, onde você arrisca este seu milagre pela esperança de ver esta pessoa novamente, ele volte... morto.
E não é como se ela tivesse sido suavemente preparada para receber esta notícia. Procurando uma salvação, ela corre em busca de um curandeiro, ele some e no meio de seu desespero, ela tem um vislumbre de Mulder... Ele vem a ela como que para se despedir...
Segunda colocação, com 12% dos votos:
02x08 - One Breath (Por um fio) - Scully está desenganada e pela primeira vez Mulder vai vê-la e pede para ela voltar.
Fazia ainda muito pouco tempo que eles se conheciam. Talvez eles ainda não tivessem muita noção do quanto significavam um para o outro.
Justo neste momento, quando a relação deles ainda era um pouco verde, Mulder já pôde ter uma ideia clara de como seria perder sua Scully. Fora o enorme sentimento de culpa que rondava a sua consciência... Ele achava que deveria tê-la avisado que era perigoso manter-se ao seu lado. Será que ela já não tinha adivinhado e mesmo assim quis correr o risco? E será que ele tinha realmente o poder de prever uma situação como esta? E será que, mesmo com ambos sabendo dos riscos, eles não iriam em frente? Afinal, o contrário custaria bem mais à consciência desses dois.
Mas Mulder ainda não sabia... ele tinha apenas um mero vislumbre do que aquele moça teimosa, corajosa e inteligente significava para ele.
Então... ela lhe é tirada de forma abrupta... meses sem notícias... a família dela desiste... um corpo quase sem vida lhe é devolvido e naquele corpo que mal tem forças para respirar é espelhada sua própria alma cansada, confusa...
Ele pensa que só lhe resta poucas saídas: justiça, vingança... pois nada mais importa. Quando esta chance lhe é dada, ele tem que escolher entre ficar e se vingar, fazer justiça com as próprias mãos ou passar mais alguns momentos ao lado de sua parceira, somar suas poucas e frágeis esperanças às dela.
Novamente, havia apenas eles dois; todo o resto havia desistido. Ele passa a noite a velando e no outro dia, sozinho em casa, esperando pelo pior... recebe a melhor de todas as notícias: ele vai, enfim, poder devolver aquela correntinha nas mãos de sua dona...
Primeira colocação, com 39% dos votos:
Quem não ama este episódio?
Quem não acha a coisa mais linda aquele final primoroso?
Quem não se mata de raiva sempre que lembra que o CC cortou o selinho do final?
E quem... quem não morre de pena de ver aquelas duas criaturas ali... tão desamparadas diante de algo que estava, aparentemente, tão além das forças de qualquer um dos dois?
Não é à toa que esta cena teve uma votação tão massiva a seu favor. Nada mais dramático do que estar na iminência de perder algo que é tão vital para si. Talvez esta cena só se iguale àquela em que a Scully encontra Mulder morto.
Para nós, foi a confirmação de um medo que estava latente desde a temporada passada, quando a Scully retirou o chip e conheceu aquelas mulheres que também tinham sido abduzidas.
Para eles, foi mais uma confirmação de como este mundo consegue ser injusto e cruel. Retirar toda a esperança de uma vida tão cheia de potencialidades... retirar toda a esperança de uma vida que dependia tanto daquela outra.
Mas vamos aos pontos que fazem desta cena algo tão especial.
1. Mulder parando à porta com uma expressão perdida, dando um tempo para parecer leve.
2. Mulder entrando com um bouquet de flores nas mãos e fazendo uma de suas piadinhas infames.
3. Scully rindo ao ouvir a piada, certamente pensando que o mundo dela poderia estar ruindo, mas algumas coisas não mudavam.
4. Scully dando a notícia de sua própria doença da forma mais profissional que ela conseguia no momento.
Tumor no cérebro...
Maligno...
Inoperável...
Apenas uma questão de tempo...
Mulder, ao se mostrar totalmente sem chão, se negando a aceitar, expressava exatamente o que sentíamos naquele momento.
Mais imagens dessa bela cena:
Contemplando a radiografia que comprovava a sua doença
Tomando coragem
Mulder: "Eu roubei estas flores de um cara numa cadeira de rodas..."
Tímida recebendo o agrado
Tentando se mostrar forte para o parceiro ao lhe dar a notícia
Negando-se a acreditar que não havia esperanças
Ela tentando encontrar uma razão praquilo tudo e ele ainda sem acreditar...
Gostaram do resultado? Esquecemos de cenas preciosíssimas? Complementem com os comentários de vocês! ;-)
Resultados das enquetes anteriores:
Cena shipper mais cômica: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
Melhor cena de ciúmes: 05x20 - The End (O Fim)
Ih, deixou passar: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
Maiores inimigos dos shippers: Diana Fowley
Cena shipper mais hot: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
No entanto, estamos aqui com esta enquete, pedindo que decidamos qual cena foi a mais dramática, qual foi aquele momento que mais nos emocionou. Pedido malvado, não é? Claro que a maioria das cenas que listamos podem facilmente ter nos marcado a ferro e fogo. Muitas nos fizeram chorar junto com eles. E ainda há muitas outras que ficaram de fora não por serem menos importantes, mas porque somos umas tiranas que esquecemos algumas cenas e descartamos outras para não fazer uma enquete de mil opções. ;-)
Vamos aos comentários das cenas escolhidas na ordem em que ficaram na votação. Comecemos por uma de I Want to Believe...
Esta é certamente uma das cenas mais fortes do filme. Uma em que você passa o tempo inteiro sem saber se se desespera ou a aproveita.
Talvez esteja tudo ainda muito fresquinho em nossas mentes para termos uma ideia clara da complexidade do que houve ali.
Mulder precisa de Scully no caso - ok.
Scully quer protegê-lo dele mesmo - ok.
Eles, então, se separam - hã?
Sim, Scully tinha motivos para não querer que ele se envolvesse a este ponto; não querer que ele se jogasse de cabeça dentro de uma luta que não era mais deles. Se antes, ainda dentro do FBI, era difícil e perigoso, sem este suporte seria pior ainda. E ela tinha feito outras escolhas...
Mas Mulder também tinha muitos motivos para continuar... Sua mágoa em entrar no caso durou apenas o tempo em que ele viu que poderia ser útil novamente, que ele poderia ajudar a salvar algumas vidas. E mais: ele se sentia vivo de novo depois de muito tempo e com desafios para a sua mente sedenta por eles.
Então, eles se separam...
Mulder: Você está me dizendo pra desistir?
Scully: Não. Eu não posso te dizer isto, Mulder. Mas eu posso te dizer que eu não voltarei pra casa.
Mulder: Scully...
Scully: Mulder, eu tenho outras lutas agora...
Mulder: Não faça isso.
Scully: Por favor, não discuta comigo...
Mulder: Não faça isso agora.
Scully: Eu não sei mais o que fazer.
Longos e angustiantes segundos depois...
Mulder: Boa sorte, então...
Scully: Pra você também.
Oitava colocação, com 0% dos votos:
Scully sempre foi a mais sensível da dupla com relação a certos fenômenos inexplicáveis, talvez por isso ela sempre tenha tido tanto medo de acreditar...
Ter sido a presa pela segunda vez de um mal tão potente como o representado pelo Pfaster fez a agente esquecer seus mais princípios mais básicos e acabar com aquela ameaça de uma vez por todas e com suas próprias mãos.
Talvez ela estivesse certa. Como ela poderia saber se tinha sido guiada por alguma mão celestial ou por outra coisa qualquer? E como viver com essa incerteza?
Dentro deste contexto, nós podemos sentir o tamanho do apoio e do amor de Mulder ao não julgá-la, muito menos obrigá-la a encarar qualquer coisa naquele instante. Ele apenas estende a mão e a convida para ir para longe de toda aquela dor, assim como ele fez no final de IWTB...
Sétima colocação, com 1% dos votos:

Nesta época, as coisas andavam meio confusas nas cabeças de Mulder e Scully. Ambos, ainda extremamente abalados com os acontecimentos que originaram o câncer dela e os que fizeram com que ela se curasse, não sabiam mais em que acreditar. As pessoas encontradas mortas eram resultado de alguma ação alienígena ou era mais uma forma de o governo manipular e desviar a atenção do público? Inacreditavelmente, os papéis pareciam ter se invertido, com a Scully mais propensa a acreditar no fantástico e Mulder se comportando o mais cético possível.
Entretanto, nada disso parecia importante quando Mulder chega a mais uma cena de crime. Mais corpos queimados, a maioria irreconhecível e o pior: Scully poderia estar entre eles.
Só podemos imaginar o tamanho do alívio que ele sente ao ver sua parceira apenas um pouco machucada e sendo cuidada pela equipe médica. E a cena que se segue quando ele a encontra e a acorda no hospital ao mexer nos cabelos dela é das mais tocantes...
Scully (assustada e desorientada): Que horas são?
Mulder (sorrindo abertamente): Hora de agradecer a sua estrela da boa sorte...

Os episódios que marcaram o fim da sexta e o começo da sétima temporada foram marcantes para determinar o novo rumo que os dois personagens principais tomariam dali por diante.
Ver aquela nave em todo o seu esplendor e sentir todo o poder de um possível artefato alienígena deu a Scully motivos mais do que concretos para amainar ainda mais a sua resistência com relação a fenômenos que não eram suportados pela ciência contemporânea.
Era hora de parar de negar o óbvio e admitir as novas variáveis, afinal, não apenas Mulder não estava ali do lado para filtrar aquelas evidências como sua postura poderia ser determinante quanto a ele viver ou morrer. Era isso que a movia num caminho onde todas as suas certezas eram abaladas... uma a uma.
Para Mulder, foi o momento de fortalecer a fé em sua parceira e perceber que não importava mais em que ambos acreditavam, pois havia algo que eles tinham em comum que superava quaisquer outras coisas: a fé e a busca pela verdade.
Então, Scully estava mais aberta para novas descobertas e Mulder mais paciente para o tempo dela... Faltava algo: que eles se reunissem novamente.
Isso é alcançado quando ela encontra Mulder em cima de uma mesa, desacordado e sem ter como tirá-lo dali a não ser com a ajuda dele mesmo. E o que o acorda não poderia ter sido algo mais frágil e profundo: o calor de uma lágrima... Uma representação fulgaz e, por isso mesmo, tão preciosa do sentimento que os unia.
Sexta colocação, com 4% dos votos:
Tentar falar sobre esta cena é difícil por um só motivo: não há como contextualizá-la. Alguém pode dizer com certeza onde ela se encaixa no timeline da série? Só sabemos que é um flashback que está entre a cura do câncer dela e a sua gravidez. Onde exatamente? Não podemos dizer nem se CC sabe...
Mas nós sabemos de algo primordial: Scully queria ter um filho... um filho de Mulder. Isso fica bem claro quando vemos o tamanho do desapontamento dela quando ele a faz pensar que ele lhe negaria sua parte no projeto (Mulder mau!) e a subsequente alegria/alívio da moça quando ele fala, então claramente, que aceitava!
Imaginem o depois... imaginem ela indo para aquela clínica vezes e vezes seguidas, ambos esperando os resultados das fertilizações... Rezando por aquela última chance... e tudo indo por água abaixo. Será que ela quis demais? As palavras de Mulder respondem por si só: "Nunca desista de um milagre!".
E quem acha que ele não estava suficientemente envolvido e que seria apenas um "doador", dê uma olhada no fato dele ter ficado na casa dela esperando tão ansiosamente quanto ela pelo resultado... sinta o desapontamento e a tristeza dele quando vê a resposta no rosto dela e se renda ao óbvio: eles se amam e não fariam nada tão grande sozinhos. Se, na época, eles eram amigos ou amigos e amantes não importa. O fato é que ambos seriam os pais daquele bebê.
Quinta colocação, com 7% dos votos:
Dois momentos extremos e dramáticos em dois episódios seguidos. Nem bem nos acostumamos à ideia de termos perdido Mulder depois de termos nossas parcas esperanças destroçadas por um funeral, quando vem o Skinner e nos premia com um aceno de felicidade: um dos abduzidos naquela noite, nosso bom e velho Billy, teve o seu corpo encontrado e dado como morto exatamente como Mulder, no entanto, ele vive.
Há cena mais emocionante do que a nossa querida Scully, grávida, frágil, chegando ao hospital tendo como apoio tão somente o seu bebê ainda em sua barriga? É certamente uma imagem inesquecível e muito tocante...
E, quando depois de todos os desvios ocorridos no episódio, sentimos juntos com a Scully a mão de Mulder se mover, o alívio, a surpresa e alegria de o termos de volta só pode ser entendida ao ver o olhar marejado daquela que esperou e lutou com tanto afinco pela vida de seu oposto perfeito...
Então, ao abrir aqueles belos olhos verdes, o que o nosso querido Mulder faz?
Prega-nos uma peça, claro...
Scully: Mulder...
Mulder: Quem... é... você? -- Todos ficamos boquiabertos e pensando "eu não acredito... mais essa?" até que o sem-vergonha abre aquele sorrisão! Own...
Scully: Não faça isso comigo -- Rindo e chorando ao mesmo tempo.
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Mulder: Alguém sentiu a minha falta?
Sim, Mulder... Sentimos imensamente a sua falta.
Quarta colocação, com 9% dos votos:
Se, para a Scully, aquele bebê era a realização de um sonho que parecia, até então, impossível, para Mulder, ele se revelou uma doce surpresa.
Aparentemente, os sonhos de Mulder para ter uma família com filhos correndo por aí, casa arrumadinha, esposa amorosa etc não passariam disto: um sonho. Afinal, a vida dele parecia destinada a algo muito diferente: salvar o mundo de uma força alien que, ao se aliar a membros chaves de governos mundiais, pretendia nos fazer de escravos. Enfim... não era pouca coisa. Não havia tempo para fraudas e mamadeiras.
A despeito de qualquer uma dessas considerações, ele cedeu ao pedido da Scully de ter um bebê.
Como William foi concebido? Quem pode saber? Será que CC sabe? FS? FS nos prometeu dar um timeline... mas só. rsrs
O fato é que, se o bebê é da Scully, é de Mulder também. Não cabem dúvidas aqui. Quem pergunta quem é o pai desse bebê estranho, perde seu tempo.
E depois de tanto sofrimento, tanta luta, tanta coisa deixada de lado para ter este sonho realizado... Scully o perde. Mas Scully não o perdeu simplesmente: ela teve que abrir mão de seu filho. Quão grande não deve ser o amor de uma mãe para abdicar de seu direito natural de educar e ver crescer o seu próprio filho para poder dar uma chance maior a ele de alcançar estes objetivos, ou seja, de crescer e se educar, mesmo sem ter seus pais por perto.
Scully já havia abdicado de Mulder por William... e agora abdicava do próprio para que o menino vivesse em paz, mesmo sem muitas esperanças de ter o pai dele de volta.
Mas eis que ele, sim, volta. E ela tem que contar para ele que não foi capaz de proteger o filho deles sozinha. Porque talvez fosse assim que ela se sentia. Incapaz, fracassada...
O que se segue é mais uma belíssima cena de Arquivo X. O choque da notícia não pudemos ver, pois Skinner (também temeroso da reação de Mulder e querendo proteger a Scully) nos fez o favor de contar tudo escondidinho pro rapaz. Mulder se mostra muito compreensivo, assegurando que ela fez o mais correto naquela situação.
E, voltando às considerações sobre o nascimento do bebê e a dúvida de que alguns ainda tinham sobre a paternidade deste, seguem as palavras da Scully para acabar com todas elas:
Scully: "Nosso filho, Mulder"
Quem disse que lutar pelo lado certo seria fácil?
Terceira colocação, com 11% dos votos:
Para quem tem um pingo de sangue shippper correndo nas veias, esta é uma das melhores cenas que qualquer série já teve o prazer de veicular!
O tadinho do Mulder já estava totalmente desorientado. Afinal, ele há teve que lidar com a notícia de que sua parceira estava doente com um câncer terminal e inoperável. E, a poucos dias, teve algo em que baseou toda a sua vida desacreditado.
E é justamente neste momento de fragilidade que ele encontra a sua Scully, sua pedra fundamental, morrendo (segundo palavras do Skinner, claro)...
Neste momento, em que ele sente suas forças se esvaírem, nós mesmos nos sentimos um pouco mais fracos também. Afinal, quando um homenzarrão de 1,82 bambeia sentindo seus joelhos fraquejarem, é porque a coisa foi forte.
Estavam simplesmente retirando todo o motivo que ele tinha para seguir em frente. E ainda diziam que era sua culpa. E para piorar ainda mais, por que desgraça pouca é bobagem, a cura, pela qual ele tanto lutou, parecia inócua.
Para tentar perceber o que ele sentia naquele instante, basta lembrar a resposta que ele deu quando o questionaram sobre a coisa que ele mais queria: "uma cura para o câncer da Scully". E isso sem titubear por um instante que fosse!
O mais interessante é a forma como se refaz para parecer forte e dar apoio para ela.

Talvez só quem perdeu alguém muito próximo pode entender o que a Scully deve ter sentido naquele instante.
Coloque-se no lugar dela... imagine que você tem alguém que é para você como se fosse a única pessoa no mundo inteiro. Imagine que essa pessoa desaparece justamente no momento em que você consegue realizar algo como um milagre. E, depois de meses de buscas, onde você arrisca este seu milagre pela esperança de ver esta pessoa novamente, ele volte... morto.
E não é como se ela tivesse sido suavemente preparada para receber esta notícia. Procurando uma salvação, ela corre em busca de um curandeiro, ele some e no meio de seu desespero, ela tem um vislumbre de Mulder... Ele vem a ela como que para se despedir...
Segunda colocação, com 12% dos votos:

Fazia ainda muito pouco tempo que eles se conheciam. Talvez eles ainda não tivessem muita noção do quanto significavam um para o outro.
Justo neste momento, quando a relação deles ainda era um pouco verde, Mulder já pôde ter uma ideia clara de como seria perder sua Scully. Fora o enorme sentimento de culpa que rondava a sua consciência... Ele achava que deveria tê-la avisado que era perigoso manter-se ao seu lado. Será que ela já não tinha adivinhado e mesmo assim quis correr o risco? E será que ele tinha realmente o poder de prever uma situação como esta? E será que, mesmo com ambos sabendo dos riscos, eles não iriam em frente? Afinal, o contrário custaria bem mais à consciência desses dois.
Mas Mulder ainda não sabia... ele tinha apenas um mero vislumbre do que aquele moça teimosa, corajosa e inteligente significava para ele.
Então... ela lhe é tirada de forma abrupta... meses sem notícias... a família dela desiste... um corpo quase sem vida lhe é devolvido e naquele corpo que mal tem forças para respirar é espelhada sua própria alma cansada, confusa...
Ele pensa que só lhe resta poucas saídas: justiça, vingança... pois nada mais importa. Quando esta chance lhe é dada, ele tem que escolher entre ficar e se vingar, fazer justiça com as próprias mãos ou passar mais alguns momentos ao lado de sua parceira, somar suas poucas e frágeis esperanças às dela.
Novamente, havia apenas eles dois; todo o resto havia desistido. Ele passa a noite a velando e no outro dia, sozinho em casa, esperando pelo pior... recebe a melhor de todas as notícias: ele vai, enfim, poder devolver aquela correntinha nas mãos de sua dona...
Primeira colocação, com 39% dos votos:
Quem não ama este episódio?
Quem não acha a coisa mais linda aquele final primoroso?
Quem não se mata de raiva sempre que lembra que o CC cortou o selinho do final?
E quem... quem não morre de pena de ver aquelas duas criaturas ali... tão desamparadas diante de algo que estava, aparentemente, tão além das forças de qualquer um dos dois?
Não é à toa que esta cena teve uma votação tão massiva a seu favor. Nada mais dramático do que estar na iminência de perder algo que é tão vital para si. Talvez esta cena só se iguale àquela em que a Scully encontra Mulder morto.
Para nós, foi a confirmação de um medo que estava latente desde a temporada passada, quando a Scully retirou o chip e conheceu aquelas mulheres que também tinham sido abduzidas.
Para eles, foi mais uma confirmação de como este mundo consegue ser injusto e cruel. Retirar toda a esperança de uma vida tão cheia de potencialidades... retirar toda a esperança de uma vida que dependia tanto daquela outra.
Mas vamos aos pontos que fazem desta cena algo tão especial.
1. Mulder parando à porta com uma expressão perdida, dando um tempo para parecer leve.
2. Mulder entrando com um bouquet de flores nas mãos e fazendo uma de suas piadinhas infames.
3. Scully rindo ao ouvir a piada, certamente pensando que o mundo dela poderia estar ruindo, mas algumas coisas não mudavam.
4. Scully dando a notícia de sua própria doença da forma mais profissional que ela conseguia no momento.
Tumor no cérebro...
Maligno...
Inoperável...
Apenas uma questão de tempo...
Mulder, ao se mostrar totalmente sem chão, se negando a aceitar, expressava exatamente o que sentíamos naquele momento.
Mais imagens dessa bela cena:







Gostaram do resultado? Esquecemos de cenas preciosíssimas? Complementem com os comentários de vocês! ;-)
Resultados das enquetes anteriores:
Cena shipper mais cômica: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
Melhor cena de ciúmes: 05x20 - The End (O Fim)
Ih, deixou passar: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
Maiores inimigos dos shippers: Diana Fowley
Cena shipper mais hot: 06x19 - The Unnatural (O Anti-Natural)
Até a próxima!