Roteiro: Darin Morgan - O FLUKEMAN
Direção: Rob Bowman
Resumo: Scully relata a um famoso escritor um dos casos investigados por ela e seu parceiro.
Comentários:
[Josi] "How the hell should I know?"
Eu não acho que alguém possa se considerar excer sem amar loucamente esse episódio. É totalmente Arquivo X mostrar, dentro do bizarro, a poesia; colocar, justamente no lugar mais improvável, a beleza e a bondade. Este episódio é tão absurdamente fantástico que eu nem sei por onde começar a comentar.
"Jose Chung's from out space" expõe todas as formas como a ideia de alienígenas pode ser desacreditada e levada ao ridículo e mesmo assim, ou justamente por isso, cresce a nossa capacidade em acreditar na verdade que a série propõe.
Logo de início, somos levados a acreditar que este seria um episódio comum de aliens e OVNIs, mas parecia haver algo estranho. Então, aparece o casal sendo abduzido, mas por que mesmo que eles têm que ser carregados daquela maneira? Onde estaria a luz forte e os corpos sendo levitados? É aí que ele aparece! Lorde Kimbote! E o que você pensa? "O que diabos é isso". Mas peraí? Não foi exatamente o que o "alien" perguntou? E para a nossa surpresa o outro responde: "Como diabos eu vou saber?".
Assim temos um dos melhores teasers da série.
Daí pra frente somos apresentados, através da "versão da realidade" da Scully - notem como desta vez ela realmente conta a história corretamente, diferentemente o que ela fará mais à frente em Bad Blood -, ao processo de investigação de uma suporta abdução.
Anotem uma coisa preciosa: a verdade está nos pequenos detalhes.
Enquanto a visão macro é sempre distorcida, uma frase aqui, um fato acolá vai nos guiando para nos mostrar o que talvez possa realmente ter acontecido.
Scully de tiete é muito mais fofa (e contida... oremos!) do que Mulder não é? rsrs
Err...
E pra sempre eu vou lembrar da Star quando eu ver o alien (que não era um alien realmente...) fumando, se balançando e repetindo "This is not happening"...
Adoro a cena do garoto querendo dar uma de corajoso, de "big macho man", mas na hora do vamos ver se encolhendo todo num canto! E ele se irritando com o pobre "ET"? Acho que o ET deve ter pensado "garoto, caso você não tenha percebido, estou tão ferrado quanto você!".
Não saiam correndo, ok? Eu realmente não resisti...
OMG! Fazendo biquinho! Oooooown...
Scully: "Mulder não descarta nada tão facilmente." - Pobre Scully... Mas ele tá certo, fia... devia haver algo de real naquele... err... script. Afinal, depois o garoto que foi "abduzido" fala de Lorde Kimbote (M-E-D-O).
E Scully novamente chama Mulder de doido. ;-) O que seria de nós se nosso querido não fosse meio maluquinho?

A descrição do carinha metido a ufólogo é de matar qualquer um! (de rir, claro)
Gente... eu adoro quando repetem os personagens na série... E Mr Yappi é o fim!!! Scully "ama" esse cara! E acho que eu já vi aquele policial que tinha o "vocabulário colorido" em algum lugar... :/
Aff... Mas também pra esse maníaco covarde todo mundo o ameaça... :P Se ele não recorresse ao "ROSWELLLLL ROSWELLLLLLLL" tão hilariamente sempre que possível, eu mesma o ameaçaria. rs
Enfim, até o policial-boca-suja fica mudo diante do circo armado pelos militares para esconder o que realmente teria acontecido.
Outra coisa legal deste episódio é podermos ver como é que Mulder e Scully trabalham, como eles têm que unir diversas versões diferentes de pessoas diferentes. Pessoas que têm suas versões alteradas pelo medo, pelo interesse pessoal ou mesmo por terceiros. É disso que eles têm que retirar uma verdade. E só podemos ficar surpresos quando a Scully diz ao final: "isso é até mais do que temos na maioria dos casos".
E no final, temos uma cena do mesmo casal do início fechando o ciclo... e o brilhante monólogo final do qual eu retiro uma pequena amostra:
"Ainda há aqueles que não se importam com ETs. Que buscam encontrar a sabedoria em outros seres humanos. Raros e sortudos são os que conseguem." [/Josi]


[Starbuck] DARIN MORGAN É UM GÊNIO!!!
Este foi o primeiro episódio que assisti de XF, logo todos meus devaneios estão perdoados.
Primeiro, se você quer ter certeza que alguém vai se tornar um autêntico EXCER, acompanhe-o assistindo a esse episódio, pois se ele sobreviver a um ET fumando, ao "this is not happening", ao gritinho fino do Mulder, ao careca gritando "roswell, roswell", aos homens de preto, à cara de drogada da Scully na cama do motel, então ele pode acompanhar qualquer coisa que virá a seguir. Poderá até num futuro próximo abrir um tópico denominado "William II - A revolta dos RSF" e construir uma nova mitologia.
Ao final do episódio uma pergunta fica em sua mente: seja lá o que o Darin Morgan fumou, cheirou ou bebeu, você também quer!!!
Lembro-me de ter assistido aos bastidores da terceira temporada e visto o Rob Bowman dizer que teve que fazer várias leituras do script para compreendê-lo, se é que de fato ele o tenha compreendido. Se a verdade está lá fora nos outros episódios, nesse ela está em outra dimensão e haja teoria das cordas (e uma psique conturbada como a do FatherJoe.Teletubies) para trazê-la à tona.
O que é verdade em Do espaço sideral? Talvez a melhor resposta a essa pergunta seja uma das frases do José chung: "A verdade é tão subjetiva quanto a realidade."
Ou seja, depende da pílula que você tomou (Matrix) ou do coelho que você seguiu (Alice) ou até mesmo da baleia que te ingeriu (Mobydick ou a Bíblia - Jonas).
Mais do que saber se os adolescentes fizeram o "lance bíblico" ou foram abduzidos por alienígenas, o interessante é observar todas as situações e mitos em torno de ETs e conspirações governamentais que foram homenageadas ou puramente sacaneadas nesse episódio.
Coisas que amo em “Do Espaço sideral”:
- A cena do teaser, pois ela nos faz pensar erroneamente que estamos acompanhando a trajetória de uma nave, como acontece no início de Star Wars (um dos três que tem o Han solo, óbvio), e na verdade é apenas o equipamento do eletricista erguendo-os ao topo do poste.
- O ET fumando. Lembro-me que estava toda concentrada assistindo ao episódio, até tensa pelo lance da hipnose, da música, do clima e tal. Então o Mulder pergunta super sério o que o ET estava fazendo, daí aparece a imagem do homenzinho cinza fumando... rs rs rs.. ok... COOL.
- This is not happening.... Em XF isso não é apenas uma frase, é um hino, um mantra, a frase da nossa lápide, a representação máxima da nossa negação perante o absurdo, a... ok... vocês entenderam ;)
- Roswell... Roswell!!!!... Adoro os gritos em desespero do careca. Todos os ufólogos enlouquecidos deste pálido ponto azul foram representados por esse cara e devem ter ficados ou lisonjeados ou muito fulas da vida por causa disso.
Esse personagem nos dá um dos melhores momentos do episódio:
A descrição antológica de Mulder e Scully.
“As próprias autoridades apareceram com dois Homens de Preto. Um deles estava disfarçado de mulher, e não muito bem. Quero dizer, seu cabelo era vermelho, mas um pouco vermelho demais, entende? E o outro – o altão, meio desajeitado – seu rosto era tão inexpressivo que nem parecia humano. Acho que era um androide.”
Aqui, o Morgan brincou com a crítica que faziam à interpretação do David na época. Lembro-me que saiu em algumas revistas especializadas a respeito do quão inexpressivo ele era em cena.
Mais tarde ele ganhou o Golden Globe e sua face de androide se tornou lenda.
- Como se não bastasse o fã alucinado de ETs, ainda temos o roteirista frustrado que jura ter tido um contado imediato com os Homens de Preto. O que o MIB fala para ele também merece ser transcrito:
“Os cientistas ainda têm de descobrir como a teia neurológica cria a autoconsciência, e ainda como o cérebro humano processa imagens duo-dimensionais dentro do fenômeno tridimensional que é a percepção. Ainda assim você declara que ver é crer?”
É nesse momento que a gente levanta e grita: Darin Morgan, seu flukeman, você devia ter escrito uns 20 episódios (no mínimo)!!!!
- O delegado Manners (numa homenagem ao Kim...saudades ). Notem que ele não fala uma frase sem um palavrão. rs rs
- a cara da Scully quando acorda no quarto do Motel e avista o Mulder no sofá...
- o gritinho de menina do Mulder.
- A autópsia do ET fake (que foi uma alusão a um vídeo que passou em todos os programas de TV na época).
- A expressão do Chung quando Scully acordou e Mulder estava em seu quarto.
- A Scully sentadinha na escrivaninha do Mulder se sentindo a dona do pedaço. Mais tarde ela vai entender que nunca chegou a ter uma escrivaninha e sairá pela noite fazendo tatuagens e coisas estranhas com homens que mata testemunhas de Jeová e as incinera na calada da noite.
- E o monólogo final do José Chung. Na época que assisti a esse episódio, ainda existiam aqueles objetos rudimentares chamados “fita de vídeo”. Então, mesmo sem saber que tipo de programa era aquele, sem entender porque um ET fumava, peguei a primeira fita que encontrei e gravei o restante do episódio. Assim, pude transcrever o monólogo.
A frase final do José Chung foi colada no mural do meu quarto e lá permanece e continuará por mais tempo que minha sanidade é capaz de calcular e projetar:
“Embora talvez não estejamos sozinhos no universo, segundo a maneira de ser de cada um de nós, neste planeta, estamos todos... sozinhos.”
O tom melancólico da música de abertura (num acorde feito especialmente para esse episódio) finaliza a história e nos faz acreditar que temos algo em comum com tudo aquilo: somos aliens. [/Starbuck]
Direção: Rob Bowman
Resumo: Scully relata a um famoso escritor um dos casos investigados por ela e seu parceiro.
Comentários:
[Josi] "How the hell should I know?"
Eu não acho que alguém possa se considerar excer sem amar loucamente esse episódio. É totalmente Arquivo X mostrar, dentro do bizarro, a poesia; colocar, justamente no lugar mais improvável, a beleza e a bondade. Este episódio é tão absurdamente fantástico que eu nem sei por onde começar a comentar.
"Jose Chung's from out space" expõe todas as formas como a ideia de alienígenas pode ser desacreditada e levada ao ridículo e mesmo assim, ou justamente por isso, cresce a nossa capacidade em acreditar na verdade que a série propõe.
Logo de início, somos levados a acreditar que este seria um episódio comum de aliens e OVNIs, mas parecia haver algo estranho. Então, aparece o casal sendo abduzido, mas por que mesmo que eles têm que ser carregados daquela maneira? Onde estaria a luz forte e os corpos sendo levitados? É aí que ele aparece! Lorde Kimbote! E o que você pensa? "O que diabos é isso". Mas peraí? Não foi exatamente o que o "alien" perguntou? E para a nossa surpresa o outro responde: "Como diabos eu vou saber?".
Assim temos um dos melhores teasers da série.
Daí pra frente somos apresentados, através da "versão da realidade" da Scully - notem como desta vez ela realmente conta a história corretamente, diferentemente o que ela fará mais à frente em Bad Blood -, ao processo de investigação de uma suporta abdução.
Anotem uma coisa preciosa: a verdade está nos pequenos detalhes.
Enquanto a visão macro é sempre distorcida, uma frase aqui, um fato acolá vai nos guiando para nos mostrar o que talvez possa realmente ter acontecido.


E pra sempre eu vou lembrar da Star quando eu ver o alien (que não era um alien realmente...) fumando, se balançando e repetindo "This is not happening"...


OMG! Fazendo biquinho! Oooooown...






Enfim, até o policial-boca-suja fica mudo diante do circo armado pelos militares para esconder o que realmente teria acontecido.
Outra coisa legal deste episódio é podermos ver como é que Mulder e Scully trabalham, como eles têm que unir diversas versões diferentes de pessoas diferentes. Pessoas que têm suas versões alteradas pelo medo, pelo interesse pessoal ou mesmo por terceiros. É disso que eles têm que retirar uma verdade. E só podemos ficar surpresos quando a Scully diz ao final: "isso é até mais do que temos na maioria dos casos".
E no final, temos uma cena do mesmo casal do início fechando o ciclo... e o brilhante monólogo final do qual eu retiro uma pequena amostra:
"Ainda há aqueles que não se importam com ETs. Que buscam encontrar a sabedoria em outros seres humanos. Raros e sortudos são os que conseguem." [/Josi]


[Starbuck] DARIN MORGAN É UM GÊNIO!!!
Este foi o primeiro episódio que assisti de XF, logo todos meus devaneios estão perdoados.
Primeiro, se você quer ter certeza que alguém vai se tornar um autêntico EXCER, acompanhe-o assistindo a esse episódio, pois se ele sobreviver a um ET fumando, ao "this is not happening", ao gritinho fino do Mulder, ao careca gritando "roswell, roswell", aos homens de preto, à cara de drogada da Scully na cama do motel, então ele pode acompanhar qualquer coisa que virá a seguir. Poderá até num futuro próximo abrir um tópico denominado "William II - A revolta dos RSF" e construir uma nova mitologia.
Ao final do episódio uma pergunta fica em sua mente: seja lá o que o Darin Morgan fumou, cheirou ou bebeu, você também quer!!!
Lembro-me de ter assistido aos bastidores da terceira temporada e visto o Rob Bowman dizer que teve que fazer várias leituras do script para compreendê-lo, se é que de fato ele o tenha compreendido. Se a verdade está lá fora nos outros episódios, nesse ela está em outra dimensão e haja teoria das cordas (e uma psique conturbada como a do FatherJoe.Teletubies) para trazê-la à tona.
O que é verdade em Do espaço sideral? Talvez a melhor resposta a essa pergunta seja uma das frases do José chung: "A verdade é tão subjetiva quanto a realidade."
Ou seja, depende da pílula que você tomou (Matrix) ou do coelho que você seguiu (Alice) ou até mesmo da baleia que te ingeriu (Mobydick ou a Bíblia - Jonas).
Mais do que saber se os adolescentes fizeram o "lance bíblico" ou foram abduzidos por alienígenas, o interessante é observar todas as situações e mitos em torno de ETs e conspirações governamentais que foram homenageadas ou puramente sacaneadas nesse episódio.
Coisas que amo em “Do Espaço sideral”:
- A cena do teaser, pois ela nos faz pensar erroneamente que estamos acompanhando a trajetória de uma nave, como acontece no início de Star Wars (um dos três que tem o Han solo, óbvio), e na verdade é apenas o equipamento do eletricista erguendo-os ao topo do poste.

- This is not happening.... Em XF isso não é apenas uma frase, é um hino, um mantra, a frase da nossa lápide, a representação máxima da nossa negação perante o absurdo, a... ok... vocês entenderam ;)
- Roswell... Roswell!!!!... Adoro os gritos em desespero do careca. Todos os ufólogos enlouquecidos deste pálido ponto azul foram representados por esse cara e devem ter ficados ou lisonjeados ou muito fulas da vida por causa disso.
Esse personagem nos dá um dos melhores momentos do episódio:
A descrição antológica de Mulder e Scully.
“As próprias autoridades apareceram com dois Homens de Preto. Um deles estava disfarçado de mulher, e não muito bem. Quero dizer, seu cabelo era vermelho, mas um pouco vermelho demais, entende? E o outro – o altão, meio desajeitado – seu rosto era tão inexpressivo que nem parecia humano. Acho que era um androide.”
Aqui, o Morgan brincou com a crítica que faziam à interpretação do David na época. Lembro-me que saiu em algumas revistas especializadas a respeito do quão inexpressivo ele era em cena.
Mais tarde ele ganhou o Golden Globe e sua face de androide se tornou lenda.
- Como se não bastasse o fã alucinado de ETs, ainda temos o roteirista frustrado que jura ter tido um contado imediato com os Homens de Preto. O que o MIB fala para ele também merece ser transcrito:
“Os cientistas ainda têm de descobrir como a teia neurológica cria a autoconsciência, e ainda como o cérebro humano processa imagens duo-dimensionais dentro do fenômeno tridimensional que é a percepção. Ainda assim você declara que ver é crer?”
É nesse momento que a gente levanta e grita: Darin Morgan, seu flukeman, você devia ter escrito uns 20 episódios (no mínimo)!!!!
- O delegado Manners (numa homenagem ao Kim...saudades ). Notem que ele não fala uma frase sem um palavrão. rs rs
- a cara da Scully quando acorda no quarto do Motel e avista o Mulder no sofá...
- o gritinho de menina do Mulder.
- A autópsia do ET fake (que foi uma alusão a um vídeo que passou em todos os programas de TV na época).

- A Scully sentadinha na escrivaninha do Mulder se sentindo a dona do pedaço. Mais tarde ela vai entender que nunca chegou a ter uma escrivaninha e sairá pela noite fazendo tatuagens e coisas estranhas com homens que mata testemunhas de Jeová e as incinera na calada da noite.
- E o monólogo final do José Chung. Na época que assisti a esse episódio, ainda existiam aqueles objetos rudimentares chamados “fita de vídeo”. Então, mesmo sem saber que tipo de programa era aquele, sem entender porque um ET fumava, peguei a primeira fita que encontrei e gravei o restante do episódio. Assim, pude transcrever o monólogo.
A frase final do José Chung foi colada no mural do meu quarto e lá permanece e continuará por mais tempo que minha sanidade é capaz de calcular e projetar:
“Embora talvez não estejamos sozinhos no universo, segundo a maneira de ser de cada um de nós, neste planeta, estamos todos... sozinhos.”
O tom melancólico da música de abertura (num acorde feito especialmente para esse episódio) finaliza a história e nos faz acreditar que temos algo em comum com tudo aquilo: somos aliens. [/Starbuck]
Quotes:





Outras imagens de Jose Chung's From Outer Space:




